segunda-feira, 28 de março de 2016

FBI desbloqueou o iPhone que a Apple se recusou a desbloquear

Depois de meses de trabalho, o FBI finalmente conseguiu acessar os dados criptografados do iPhone do caso de San Bernardino. Em uma audiência hoje, um promotor de justiça contou à corte que o novo método para hackear o iPhone é seguro e que não é mais necessário a assistência da Apple. 
No relatório, é bem claro os avanços da equipe do FBI. "O governo foi bem-sucedido em acessar os dados criptografados no iPhone de Farook, e não é mais necessária a assistência da Apple." O processo efetivamente acaba com a luta judicial que o FBI tem travado com a Apple desde fevereiro". 
O Departamento de Justiça anunciou pela primeira vez a tentativa de acessar os dados no dia 21 de março, menos de 24 horas depois dos rumores sobre o agendamento da primeira audiência no tribunal. De acordo com os promotores de justiça, o método foi demonstrado pela primeira vez às autoridades no dia 20, e foi suficientemente plausível para que o FBI não continuasse mais no caso judicial, que foi iniciado sob a premissa que apenas a Apple era capaz de destravar o iPhone de San Bernardino. 
O governo agendou uma reunião para reportar a efetividade da façanha no dia 5 de abril, mas os pesquisadores do FBI parecem ter terminado mais cedo. O resultado é um fim abrupto a este capítulo da luta do FBI contra a criptografia de dados. Ainda não se sabe qual é a exata natureza das ações do governo, ou quantos iPhones diferentes tiveram que ser destravados para que o método fosse comprovado, mas é improvável que o governo tenha todo este poder que eles alegam ter. Isso levanta a possibilidade de embates futuros nos tribunais ou, mais provavelmente, ações no Congresso em relação à criptografia do tipo propostos pelos senadores Dianne Feinstein e Richard Burr. 
Em uma declaração, o Departamento de Justiça prometeu continuar seus esforços para coletar dados de dispositivos criptografados. "Continua uma prioridade para o governo garantir que agentes da lei possam obter informações digitais cruciais para proteger a segurança nacional e a segurança do público", e reiterou: "seja com a cooperação de terceiros ou através do sistema judicial". 

Cade recomenda condenação de cartel de placas de memória

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a condenação de cinco empresas e duas pessoas físicas por formação de cartel internacional no mercado de placas de memória para computadores que provocou prejuízo de R$ 8,2 milhões para os consumidores brasileiros. O parecer foi publicado hoje (28) no Diário Oficial da União.


De acordo com o Cade, as empresas e pessoas envolvidas formaram um cartel, entre 1998 e 2002, para diminuir a concorrência e elevar os preços de placas de Memória Dinâmica de Acesso Aleatório (Dram na sigla em inglês). Esse tipo de memória é utilizada por computadores para armazenar informações de forma temporária e permitir a execução de cálculos mais rápidos pelos processadores.

As empresas acusadas são Elpida Memory Inc., Hitachi Ltd., Mitsubishi Electric Corp., Nanya Technology Corporation e Toshiba Corporation. Segundo o parecer da superintendência do Cade, o cartel internacional causou prejuízos em cadeia ao afetar tanto fabricantes de produtos eletrônicos quanto consumidores finais.

Informações
Além dos computadores pessoais, a prática encareceu aparelhos como impressoras, modems, telefones celulares, roteadores, câmeras digitais, televisores, consoles de videogames e reprodutores de música digitais.
De acordo com o Cade, a conduta ilícita era marcada por contatos e reuniões ilícitas entre concorrentes, tendo como principal objetivo a troca de informações relativas à capacidade esperada, às condições de mercado e aos preços dos produtos vendidos ao segmento de bens que usam a memória Dram.
Ao longo da investigação, alguns dos envolvidos fecharam Termos de Compromisso de Cessação de Prática (TCCs) com o Cade, por meio do qual confirmaram a existência do cartel e se comprometeram a não retomar a prática.

Multa
Além de terem detalhado o funcionamento do conluio, os assinantes do TCC ficaram obrigados a devolver ao Cade os R$ 8,2 milhões estimados de prejuízo provocado pelo cartel. Nos Estados Unidos, houve acordos semelhantes, em que as empresas concordaram em pagar multas para encerrarem as investigações.
Em 2010, a Comissão Europeia condenou as empresas por prática de cartel internacional no mercado de memória Dram, com redução de multas para as empresas que colaboraram com as investigações e isenção de multa para a Micron, primeira empresa a denunciar o conluio.
O parecer publicado pelo Cade servirá de base para o julgamento do cartel pelo tribunal do órgão. Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multa de até 20% do faturamento no ano anterior ao de instauração do processo, no ramo de atividade afetado pelo cartel. A Agência Brasil está tentando contato com as empresas acusadas, mas não teve retorno até a publicação da matéria.
 
Fonte :  Agência Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2016

Windows Phone: Metade não pode fazer o upgrade para o Windows 10

Uma pesquisa realizada pela AdDuplex mostra que 50% dos aparelhos Windows Phone já nas mãos dos consumidores não vão ganhar o upgrade para o Windows 10 Mobile. Entre os motivos para isso está o fato de que muitos modelos — entre eles o popular Lumia 520 — não possuem o hardware adequado para trabalhar com a nova versão do sistema operacional.


Embora inicialmente a Microsoft tenha prometido que ia atualizar todos os aparelhos possíveis, aparentemente a empresa mudou um pouco seu foco. Tudo indica que a resposta às builds oferecidas através do programa Windows Insider atualmente tem um papel essencial na hora de determinar os gadgets que vão ganhar a nova versão da plataforma.


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Esse é um dos motivos pelos quais aparelhos teoricamente compatíveis com o Windows 10 Mobile, como os Lumia 920, 1020 e 1320, não estão programados para receber o upgrade. Respondendo a comentários de consumidores no Twitter, o vice-presidente de Engenharia de Software do Windows 10, Gabriel Aul, afirmou que aqueles que não vão receber a atualização final podem continuar usando a Build 10586 do software a partir do programa Windows Insider, caso assim desejem.
 

Lumia 520 ainda é o aparelho Windows Phone mais popular

A decisão da Microsoft não deve agradar muitos consumidores, visto que grande parte deles foi convencida anteriormente de que seus aparelhos receberiam o upgrade. Ao atribuir a “culpa” da situação à grande quantidade de erros relatados, a empresa parece estar admitindo que não pode — ou não está disposta a — lidar com as correções necessárias.

Segundo a AdDuplex, o Lumia 520 detém 12,9% do mercado do Windows Phone, sendo seguido pelo Lumia 535 (11,7%) e pelo Lumia 630 (8,6%). O aparelho recente mais popular é o Lumia 640, que cresceu em 1% sua participação de mercado durante o último mês.

Via TecMundo

sábado, 19 de março de 2016

Bots : Cuidado com eles e como checar informações

As pessoas interessadas em distorcer informações para favorecer objetivos pessoais ou institucionais estão usando recursos cada vez mais sofisticadas, o que obriga os jornalistas a serem também mais sofisticados na identificação da manipulação de notícias.

Checar suas fontes é fundamental para qualquer investigação online. Quando você encontra vídeos ou imagens irresistíveis, chegar ao “quem” as fez ou de “onde” vieram é essencial. E os Guias de Checagem Visual do First Draft News fornecem uma excelente visão de conjunto dos itens que devem ser levados em consideração quando se pretende checar uma fonte. Há guias especiais para checagem de fotos e para vídeos.

Reprodução de uma página do guia de verificação de fotos suspeitas

Reprodução de uma página do guia de verificação de fotos suspeitas

O cenário ideal, evidentemente, é poder falar diretamente com uma fonte, se possível, pelo telefone ou pessoalmente. Mesmo assim, podem ocorrer erros, principalmente quando a fonte está fingindo ser alguma coisa ou alguém que não é. Muitas vezes, essas pessoas são apenas farsantes, mas há uma tendência crescente de casos de pessoas que usam identidade falsa para fins fraudulentos [sockpuppets]: identidades falsas online criadas para atrapalhar determinadas pautas políticas ou sociais.

No entanto, as fontes podem não responder quando você tenta falar com elas. Talvez estejam ocupadas, ou talvez não queiram falar com jornalistas. Outro motivo poderia ser que a sua fonte que a sua fonte não seja uma pessoa coisa nenhuma: muitos casos que acontecem em redes sociais são bots [softwares concebidos para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma que o faria um robô].

Sockpuppets e bots colocam alguns desafios interessantes para checagem, principalmente em regiões do mundo onde governos os usam para manipular redes sociais (e isso significa uma parte do mundo maior do que você poderia imaginar) e sabendo como localizá-los pode poupar tempo e esforços.

Localizando um bot
Expor um caso de um bot pode ser de uma facilidade trivial ou ilusoriamente difícil. Veja, por exemplo, estas duas contas do Twitter:

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No caso do primeiro usuário, inúmeras bandeiras vermelhas aparecem instantaneamente. O nome incompreensível do usuário, a foto do perfil do Twitter com um ovo, o único e breve tweet – este usuário rapidamente se choca com as principais dicas para localizar contas falsas do First Draft.

No entanto, a segunda conta, cujo último tweet fala de um preso paquistanês que fugiu de uma prisão em Gidá, na Arábia Saudita, é um desafio mais importante. Um número razoavel de seguidores (embora poucos) , uma boa amostragem de tweets, uma foto da pessoa real no perfil, nomes de usuário e de visualização aparentemente corretos e um conjunto de conteúdos (incluindo foto e vídeo) numa linguagem que poderíamos esperar. Precisamos trabalhar um pouco mais.

Primeiramente, vamos checar a foto do perfil. Trata-se de uma imagem original? Tentemos fazer uma busca reversa das imagens :
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Reprodução da página do Google especializada na pesquisa de imagens
Uma bandeira vermelha que surge imediatamente sugere que a foto do perfil seja, na verdade, de um homem chamado Khalaf Al-Ali, um diplomata saudita assassinado em Bangladesh em 2012. Portanto, talvez este usuário tenha postado sua imagem como uma recordação do diplomata. Continuemos investigando.

O segundo passo é ver se conseguimos encontrar uma pessoa chamada Rahi Al-Msalkhe procurando no Google pelo seu nome no idioma árabe.
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Qual o objetivo dos bots?

Não há qualquer retorno senão a conta do Twitter que estamos investigando e outra bandeira vermelha. Talvez esta pessoa tenha posto um nome falso na conta? Não é tão incomum.

Como terceiro passo, examinemos com mais cuidado os tweets da conta. Parecem ser, em sua maioria, compartilhamento de links no idioma árabe com dois ou três tweets em inglês. Nada de extraordinário. Após uma breve busca, este tweet parece o mais pessoal e possivelmente dá uma localização:
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Tradução: “Qual é a melhor loja de chocolate em Gidá?????”
É uma boa pergunta, mas parece que ninguém respondeu. Vejamos se alguém mais fez a mesma pergunta no Twitter.
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Puxa vida! Parece que às 22:15 (horário da Costa Oeste dos Estados Unidos) do dia 14 de janeiro, cerca de 100 contas fizeram exatamente o mesmo tweet.
É difícil imaginar uma situação em que isso acontecesse na vida real e, se repetirmos a busca em dois outros tweets de @almsalker881, descobriremos que se trata de um padrão repetido. 

A esta altura, podemos dizer com segurança que, na melhor das hipóteses, esta conta está comprometida e que muito provavelmente se trata de um bot. Ao clicar em qualquer das contas que tenha feito tweets do conteúdo duplicado, obtemos resultados semelhantes.

Qual será o objetivo deste exército de bots? Desconhecendo quem está por trás dele, é difícil dizer. Mas algumas das maneiras que já vimos contas serem usadas por bots e sockpuppets foram para mandar mensagens não desejadas pela internet e para caluniar ativistas, para apagar hashtags e criticar autoridades e para disseminar desinformação.

Consciência das possibilidades

Esses esforços por parte de Estados podem ser mais elaborados do que você imagina. Em 2015, o repórter Adrian Chen, do New York Times, publicou uma matéria fascinante com uma visão aprofundada de uma “fábrica de trolls” russa [um departamento aparentemente voltado para disseminar notícias e opiniões pró-Putin nas redes sociais]. Chen rastreia algumas campanhas de desinformação extremamente complexas que o levam de volta à fábrica de trolls. Num exemplo, autoridades e moradores de uma cidade no estado de Louisiana receberam mensagens com advertências sobre uma explosão numa fábrica química e a disseminação de vapores tóxicos. 

Pelo Twitter, dúzias de contas começaram a enviar mensagens sobre a explosão, citando jornalistas importantes com screengrabs [captura de tela] da CNN.com mostrando as notícias “em cima da hora”. Surgiram vídeos mostrando imagens semelhantes às do Estado Islâmico em que era reivindicada a responsabilidade pela explosão.

Rapidamente, apareceu uma página na Wikipedia descrevendo a explosão e fazendo o link entre os vídeos. Tudo isto era falso, inclusive clones que funcionavam como websites do noticiário local e divulgavam a matéria. Esse ataque de desinformação fez-se seguir por outros, também explorando medos públicos muito concretos, como o #EbolaInAtlanta and #shockingmurderinatlanta.

Embora seja improvável que encontremos campanhas de desinformação tão bem coordenadas em termos diários e constantes, é extremamente importante que os jornalistas fiquem atentos para as proporções em que a coleta de dados sociais pode ser manipulada e gozem de alguns truques e ferramentas que os ajudem a localizar os bots.

Uma ferramenta útil para localizar bots é a BotOrNot, criada pelo projeto Truthy. BotOrNot analisa uma série de características de uma conta para lhe dar uma avaliação sobre se a conta parece um bot, o que inclui a rede, o usuário, “amigos”, temporal, conteúdo e análise de sentimentos.
BotOrNot não é perfeito (acerta apenas em 31% dos casos de um bot selecionado), mas pode proporcionar percepções úteis sobre contas a que, de outra maneira, não teríamos fácil acesso.

A rede social está apenas saindo da infância e a internet, na qual ela vive, tem apenas 20 anos em termos de acesso público. Os atores políticos utilizarão todos os meios possíveis para disseminar suas mensagens e, portanto, é crucial que os jornalistas tenham consciência das possibilidades e as saibam identificar.

Verifique o site Sock puppets and spambots: How states manipulate social networks e outras leituras e recursos sobre checagem.
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Via Observatório da Imprensa com Tom Trewinnard do Meedan Labs

sexta-feira, 4 de março de 2016

PF usa software de espionagem nas investigações da #LavaJato

O cenário político brasileiro está em clima de guerra com o desenrolar das investigações da Operação Lava Jato, realizadas pela Polícia Federal. O que não se discute muito por trás desse processo todo são os métodos que os agentes utilizam para adquirir dados cruciais para o andar das apurações.
Para analisar os dados contidos em aparelhos celulares dos investigados e suspeitos da Operação Lava Jato, a Polícia Federal utiliza uma tecnologia criada por especialistas em ciência forense de Israel que realiza uma busca total de maneira inteligente em um dispositivo móvel, recuperando todo tipo de informação.

De última geração

Esse sistema é utilizado não penas pela Polícia Federal brasileira, mas também por órgãos como o FBI – a polícia federal norte-americana – e a CIA – a agência de inteligência dos Estados Unidos, além de outros setores de inteligência e agentes da lei no mundo todo.
O sistema israelense é capaz de extrair todo tipo de informação de um celular, independentemente de fabricante e sistema operacional. Cerca de 17 mil aparelhos são compatíveis com essa tecnologia de espionagem, incluindo aparelhos “alternativos”, aqueles sem marca definida produzidos geralmente na China e vendidos baratinhos no comércio paralelo.
Essa tecnologia consegue extrair completamente o conteúdo de um celular em pouco tempo, além de quebra a criptografia de praticamente qualquer senha que tenha sido configurada no aparelho. E não para por aí: até dados já deletados do aparelho são recuperados pelo sistema. Uma varredura completa em um smartphone leva cerca de cinco horas para ser realizada, gerando uma grande quantidade de informações.

Procedimento minucioso

Quando o processo de remoção de informações de um dispositivo móvel é concluído, os agentes têm como resultado um único arquivo que contém todos os dados extraídos. Esse arquivo pode ser armazenado normalmente, mas só consegue ser lido por um software específico, que faz uma varredura completa e minuciosa nas informações contidas nele.
Esse programa analisa completamente tudo que está armazenado nesse arquivo e utiliza diversos filtros para cruzar informações retiradas de todos as fontes de dentro do celular. Tudo é devidamente catalogado e sistematizado para que seja consultado de maneira mais fácil pelos investigadores. Além disso, o software também bate informações com os dados retirados de outros dispositivos, encontrando coisas que os mesmos têm em comum, o que pode ser muito útil em uma acareação.

Direto dos filmes

Tudo isso pode até parecer ficção científica, coisa tirada de filmes ou seriados policiais de investigação forense, mas não é. Na verdade, esse tipo de programa para obter e analisar informações é mais comum do que se imagina e ajuda bastante em investigações onde é necessário quebrar o sigilo de informações pessoais de um suspeito. Assim, é possível descobrir tudo sobre alguém mesmo que a pessoa tente apagar tudo.

Via TecTudo

"El Pais" assume perfil digital

O diário espanhol "El País" vai passar a ser "um jornal essencialmente digital", com um foco cada vez maior no mercado americano. O anúncio foi feito numa "carta aberta" publicada no site do jornal, em que o diretor Antonio Caño assume o compromisso de manter o jornal nas bancas "durante todo o tempo que for possível".


"[Chegou] o momento da transformação do "El País" num jornal essencialmente digital, numa grande plataforma geradora de conteúdos (…). Assumimos o compromisso de continuar a publicar uma edição impressa do "El País" da maior qualidade durante todo o tempo que for possível. Mas avançamos, ao mesmo tempo, na construção de um grande meio digital de cobertura global que possa responder às exigências dos novos e futuros leitores", escreveu Antonio Caño,  no portal do jornal.

O diretor do "El País" acrescenta que "esse meio é e será cada vez mais americano", por ser na América que o jornal mais cresce e tem hoje "uma expansão mais prometedora". Antonio Caño sublinha que o El País continua a ser o jornal impresso mais vendido em Espanha e as edições digitais conseguiram nos últimos 18 meses "crescimentos espetaculares", que o tornaram "no meio de comunicação em espanhol mais visitado e lido do mundo".

"Mas isso não significa que a batalha esteja ganha e a nossa sobrevivência garantida", acrescenta. Caño informou ainda que a "revolução" que afeta os meios de comunicação social continua em curso e "o panorama é ainda muito confuso", apontando que a transferência de leitores do papel para o digital é "constante".

Além disso, dentro do mundo digital, "a situação continua a ser incerta", com os leitores a preferirem agora os 'smartphones' e com o surgimento permanente de novos dispositivos portáteis. Somam-se "ameaças recentes", como os bloqueadores de publicidade, e a "instalação da cultura da gratuitidade", afirma.

Tudo isto torna "muito complexo também o horizonte no terreno dos novos meios", sublinha ainda Antonio Caño, que justifica que as mudanças no jornal, a poucos meses de completar 40 anos (em maio), têm como objetivo estar "na vanguarda", garantindo que o El País está "mais vivo do que nunca".

Fonte: Económico

quinta-feira, 3 de março de 2016

7 motivos para você não usar o celular no quarto

Não é fácil ficar longe dos smartphones. O Whats bombando, o feed do Facebook subindo e o Instagram fervendo. Mas o que poucas pessoas sabem – ou não se preocupam – é que estudos mostram como isso pode ser nocivo à saúde.

Uma pesquisa realizada pelo YouGov e o Huffington Post mostrou que 63% dos jovens de 18 a 29 anos dormem com seus aparelhos embaixo do travesseiro. Nos últimos anos, cientistas descobriram que isso pode influenciar fortemente na privação de sono. Um estudo mostrou que as luzes de computadores e celulares são capazes de ativar neurônios “despertáveis”, o que pode causar insônia.

Além disso, outra pesquisa mostrou que manter aparelhos nos ambientes de sono podem prejudicar na qualidade do sono. Pensando exatamente nisso, separamos aqui sete bons motivos para deixar o smartphone longe do seu quarto.




Confira! 

1 – Você irá dormir mais cedo
 

Ficar mexendo no celular por muitas horas vem causando problemas de privação crônica de sono em adolescentes. A alteração do horário biológico deles aconteceu pela estimulação cognitiva dos smartphones.

“Quando você começa a dormir mais tarde, seu relógio biológico se arruma e os problemas no sono aparecem. Depois, seu corpo não consegue mais dormir no horário antigo, ele está acostumado a demorar a pegar no sono”, conta o Ph.D Mark Rosekind, da Nasa.

2 – Tempo para ler e sono qualificado

Está comprovado que a luz de uma lâmpada não emite os mesmos sinais estimuladores que o celular. Então se ainda não estiver com sono, pegue um livro e ajude a possibilitar o ciclo natural do seu sono.

Além disso, ler um livro é sempre uma boa.  Segundo estudos, não há momento mais ideal para se aprender alguma coisa do que antes de dormir. E não me venha dizer que livros não ensinam...

3 – Prestar atenção no seu amor

Um estudo assustador mostrou que 20% dos jovens ficam no celular durante o ato sexual. A mesma pesquisa mostrou que 72% dos americanos não conseguem ficar a menos de dois metros de distância do celular durante o dia. Então que tal deixar de lado um pouco o iPhone para olhar as pessoas em volta nos olhos?

4 – Menos tempo de radiação

Enquanto nenhuma grande pesquisa consegue confirmar a relação entre celulares e o câncer, a National Cancer Institute afirma que os telefones emitem radiações eletromagnéticas que podem ser absorvidas pelo tecido humano.

Segundo a International Agency for Research on Cancer, essas transmissões podem ser “possivelmente cancerígenas” e os riscos aumentam se o celular estiver com WiFi ligado e em contato com a sua pele. Na dúvida, é melhor 

manter um pouco de distância.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/08/estudo-mostra-que-radiacao-de-celulares-pode-ser-prejudicial-saude.html 


5 – Menos barulho, mais relaxamento

Não há nada mais irritante do que o barulho de mensagens no WhatsApp alheio. Estudos mostram que deixar o celular muito perto aumenta a tensão e ansiedade por novas mensagens, e-mails e chamadas. Estar tão alerta não permite que você relaxe completamente e tenha uma boa noite de sono.

6 – Adeus, mundo! Tempo para reflexão

Quando passamos um tempo longe de tecnologia, fica muito mais fácil aproveitarmos o presente e esquecer as outras coisas que estão acontecendo no mundo. Aprender a dizer não para a conexão constante pode aumentar os seus momentos de reflexão. Que tal?

7 – Tempo para dormir!!!

Pense quanto tempo de sono você não ganharia se deixasse o celular fora do quarto. Pois é, perdemos de 30 a 60 minutos só por mexer no celular antes de apagarmos as luzes do quarto para dormir. Dica de filosofia pessoal de vida: sempre dê mais valor às roncadas.


Fonte: Galileu

domingo, 28 de fevereiro de 2016

#Twitter adota melhores tweets ao invés de timeline cronológica. Igual ao #Facebook

Opção "Exibir os melhores tweets primeiro" poderá ser desabilitada pelos usuários que não concordarem com a novidade, já que ela vai contra a proposta inicial de "tempo real", marca da plataforma.

Mesmo após a hashtag RIPTwitter e o CEO do microblog, Jack Dorsey, ter negado que o Twiter estaria planejando mudanças "já na próxima semana", para a forma como os tweets são apresentados na rede social, os usuários do microblog contam sim com uma nova alternativa de exibição dos tweets em sua timeline. Já a partir desta semana, os internautas irão encontrar a opção "Exibir os melhores tweets primeiro". 

Com isso, os usuários da rede social verão primeiramente alguns conteúdos mais importantes, mas que não necessariamente são as atualizações mais recentes dos amigos.  A novidade entra em funcionamento nos apps para Android e Iphone (IOS), assim como na versão web do Twitter.


Este formato de visualização por relevância segue o padrão adotado pelo seu rival Facebook, que utiliza seu próprio sistema para calcular a relevância dos posts e os exibir em uma ordem determianda eletronicamente. A novidade vai contra a proposta de "tempo real", que sempre esteve no DNA da plataforma e, por isso, quando anunciada a possível mudança, gerou comoção na rede social. Os usuários agiram de forma negativa e criaram a hashtag RIPTwitter.  

Mas o Twitter encontrou uma forma menos agressiva de fazer a mudança, não impondo, mas sim fazendo com que o novo padrão de visualização possa ser uma alternativa. A novidade será implementada aos poucos em todas as contas da plataforma, devendo chegar ao Brasil em poucos dias. O recurso estará habilitado automaticamente para todas as contas, mas o internauta terá a opção de desabilita-lo. 
Conforme o escritório do Twitter no Brasil, os usuários deverão entrar nas configurações do perfil para conhecer o novo recurso. Quando ele for ativado, eles receberão uma notificação em sua timeline. Ainda segundo a plataforma, nenhum tweet deixará de ser exibido devido a novidade.
  
 Fonte: Oficina da Net


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quem decide o que você vê no #Facebook ?


O algoritmo do Facebook é tão secreto que uma porção de empresas passam horas tentando decifrá-lo


Quem decide o que você vê no Facebook?

Toda vez que você abre o seu Facebook, uma mágica acontece e você nem percebe. Uma mágica que só é possível graças a décadas de evolução dos algoritmos computacionais, milhares de horas de trabalho de alguns dos engenheiros mais talentosos do mundo, e regras super complexas definidas por designers dos quais você nunca nem ouviu falar.

Funciona mais ou menos assim.

Primeiro um algoritmo varre tudo o que cada um dos seus amigos publicou na última semana. Cada uma das pessoas que você segue, cada um dos grupos dos quais você participa, cada página que você “curtiu” na rede social. Para o usuário médio de Facebook, o número de posts ultrapassa os 1.500 (mas para usuários mais ativos esse número chega tranquilamente a 10.000).
Mas é óbvio que o Facebook não vai colocar os 10.000 posts na sua frente, de uma vez só. Você nunca teria tempo suficiente (nem paciência) de ler tudo, certo?
Imagine se o Facebook mostrasse os 10.000 posts de uma vez pra você...
Imagine se o Facebook mostrasse os 10.000 posts de uma vez pra você…

Daí vem a segunda parte do processo.

Um algoritmo super complexo define o que o Facebook realmente vai mostrar para você. Esses milhares de posts da última semana são categorizados e rankeados na ordem em que o Facebook acredita que você vai preferir – começando pelos posts mais recentes e dos seus melhores amigos.
Desses 10.000 posts, o Facebook te mostra sabe quantos? Aproximadamente 100.

Pois é.
E é por esse mesmo motivo que muitas vezes seus próprios posts no Facebook conseguem muito menos “likes” e “comments” do que você esperava conseguir.
Você já deve ter passado por isso: você prepara estrategicamente um post super bacana, com a melhor foto que você conseguiu encontrar e a melhor legenda que seus anos estudando Literatura são capazes de elaborar. Tudo isso acreditando que será um post incrível, com um monte de gente curtindo, comentando, estufando seu ego e enchendo sua vida de alegria.
E depois que você posta, vem a decepção: 3 curtidas.
Bom, pelo menos agora você já sabe que não é culpa sua.
Se dos 10.000 posts dos seus amigos, o Facebook só te mostra 100, você não precisa ser um gênio da matemática para descobrir que das centenas de amigos que você tem na rede social, só uma parcela deles vai realmente ver aquele seu post criado com tanto carinho. Pra ser mais exato: 12% dos seus amigos vêem o seu post. Se você tem uns 500 amigos no Facebook, provavelmente 60 vêem. E nem todos esses 60 vão calhar de abrir o Facebook naquele dia…

Uma fórmula mais secreta do que a da Coca-Cola

É claro que essa fórmula que decide quem vê o quê no Facebook é um segredo guardado a sete chaves. Ninguém diz exatamente como funciona. Afinal, é esse mesmo algoritmo que faz com que as páginas das marcas tenham que pagar bem caro ($$$$$) para conseguir fazer um post aparecer na sua frente – no meio desses 100 outros posts que o Facebook escolheu.
O algoritmo do Facebook é tão secreto que existe uma porção de empresas tentando decifrá-lo
Outra coisa interessante: o Facebook está constantemente aprimorando esse feed de posts. Toda vez que você clica em “Não quero mais ver esse post”, ou clica em “Ocultar”, esse clique é salvo num banco de dados para que um outro algoritmo analise o porquê do site ter entregue um post que você não gostou de ver. Sem contar que vez ou outra o Facebook convida os usuários a responderem a algumas perguntas para aprimorar o feed de notícias.
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Oi Fulano, me ajuda a te ajudar? (e a fazer mais dinheiro com anunciantes?)
Tudo precisa ser cuidadosamente pensado. Quando o seu site possui 1 bilhão de usuários ativos no mundo todo (que visitam o site pelo menos uma vez por semana), qualquer mudança minúscula nesse algoritmo pode significar usuários chateados e milhões de dólares a menos de faturamento com os posts patrocinados.

A matemática dos posts

Um algoritmo nada mais é do que uma série de fórmulas matemáticas que decidem qual post você não pode deixar de ver, e qual post é melhor que você não veja para não estragar o seu dia.
Mas computadores não têm bom senso para tomar essa decisão sozinhos, obviamente.
Então alguma coisa que tenha bom senso (por exemplo: um ser humano) precisa “ensinar” esse computador a escolher os posts que você vai ver na sua frente quando abrir o Facebook daqui a 5 minutos.
Como funciona?
A cada um daqueles 10.000 posts que o Facebook analisou é atribuída uma nota, chamada de pontuação de relevância. Na prática, ela tenta descobrir o quão relevante determinado post é para você.
Essa nota é baseada em vários aspectos:
  • A pessoa que postou é um amigo próximo, ou só um conhecido?
  • Há quanto tempo você é amigo daquela pessoa?
  • Vocês e aquela pessoa autora do post costumam trocar mensagens inbox com frequência?
  • Você costuma curtir as coisas que aquela pessoa posta?
  • Aquela pessoa costuma curtir as coisas que você posta?
  • Opa, vocês foram jantar juntos semana passada?
  • Os melhores posts daquela pessoa são fotos, textos ou links pra outros sites?
  • Há quantas horas aquele post foi publicado?
  • O post daquela pessoa já está fazendo sucesso entre outros amigos, ou não recebeu nenhuma curtida?
  • Etc, etc, etc.
Depois que todas essas perguntas são respondidas, o post candidato-a-aparecer-no-seu-newsfeed recebe uma nota, assim como acontece com os outros 9.999 posts. O próximo passo é definir uma nota de corte, para que somente os 100 posts mais interessantes sejam exibidos no seu feed de notícias.

As decisões são todas baseadas em observar os usuários e como eles se comportam na rede social. E como “observar” passa a se tornar impossível quando existem mais de um bilhão de usuários a serem observados, essa observação toda passa a acontecer também programaticamente – por um computador que monitora tudo o que você faz por lá.

O algoritmo que mede a possível popularidade de um post é tão avançado, mas tão avançado, que ele consegue medir até os mais sutis dos seus traços comportamentais. Se você “curtir” um post antes de clicar para ler o post todo, ele recebe uma nota menor dentro desse algoritmo do que se você ler o post todo e depois clicar “curtir”. Afinal, se você curtiu o post sem ler é possível que tenha feito somente por educação ou por politicagem com o amigo em questão. (Fonte)
Leia também: o Facebook monitora até o que você não publica >
Outro fator importante é o tempo que você gasta em um post.
Se quando você vai descendo pelo newsfeed você gasta mais tempo em determinada história, isso pode significar que você confia/respeita/se interessa mais do que a média pela pessoa que publicou aquele post. “E não é tão simples quanto 5 segundos = bom /2 segundos = ruim. Tem mais a ver com o tempo que você gasta em cada post em comparação com outros posts no seu feed de notícias”, explica Max Eulenstein, gerente de produtos do Facebook.

Um time de craques nos bastidores

Agora imagine o tamanho do computador que decide isso tudo em milésimos de segundo. E imagine o tamanho do time de pessoas trabalhando nos bastidores para decidir como esse algoritmo deve funcionar.
Escritório do Facebook em Menlo Park, CA
Escritório do Facebook em Menlo Park, CA (Fonte)

A verdade é que o Facebook possui um time inteiro de pessoas aqui na Califórnia dedicadas a manter esse algoritmo sempre afiado – de engenheiros, a cientistas de dados, a antropólogos, a designers e gerentes de produto.

Uma parte do time (o pessoal com bagagem em Humanas) trabalha conversando com usuários, entendendo o que é importante para eles, e traduzindo aqueles sentimentos e traços comportamentais em regras para o algoritmo.

A outra parte do time (o pessoal com bagagem em Exatas) trabalha analisando números e escrevendo aquelas regras todas de uma forma que um computador consiga entender.
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Então para (finalmente) responder à pergunta original do título do post: quem decide o que você vê no Facebook são esses caras da foto aí em cima. E quem decide o que eles decidem são os chefes dele. E quem decide o que os chefes deles decidem é o nosso amigo Zuckerberg.
Ah, e agora que você já entendeu mais um pouco de como essa maluquice de algoritmo funciona, comece a reparar mais no post que aparece em primeiro lugar no topo do seu feed de notícias quando você abre o Facebook. Ele é um verdadeiro campeão: passou pelo sofrido inquérito descrito acima com toneladas de perguntas capciosas, recebeu a maior nota de todas, e ficou na frente de outros 9.999 posts. Ele merece seu like, vai?

Via  Updateordie

Assistente de voz é o futuro ? #Siri #Google Now

Smartphones já têm. Computadores, há algum tempo. Smartwatches aderiram, e a vindoura internet das coisas promete usar bastante. Estamos falando da tecnologia de reconhecimento de fala, na qual sua voz é quem manda. E prepare a garganta, pois ela poderá ser o próximo grande salto na interface homem-máquina.

O exemplo atual mais conhecido do uso do reconhecimento de voz está nos assistentes pessoais inteligentes, capaz de realizar diversas tarefas para seus usuários, como trazer informações do trânsito e da meteorologia, agenda de compromissos, preços de produtos, sugestões de locais para comprar e passear etc.

Você pode usar o teclado para interagir com os assistentes, mas quase todos já têm recursos de reconhecer voz como forma extra de interação. São exemplos de assistentes pessoais a Siri (Apple), Google Now (Google/Android), S Voice (Samsung) e Cortana (Microsoft) --este último ainda não tem versão em português.

Não deixe de ler:  6 links que provam que o Google sabe tudo sobre você

Era preciso treinar a assistente

Mas reagir às nossas solicitações faladas não é tão simples. A grosso modo, os assistentes pessoais usam o reconhecimento de voz para inserir dados no dispositivo e, por isso, precisam interpretar linguisticamente o que falamos. Também contam com acesso aos seus dados pessoais, buscas na internet e auxílio a outros aplicativos instalados no dispositivo.

Redes neurais, que realizam conexões de dados de forma parecida com o sistema nervoso, também vêm sendo pesquisados para esse fim. Mas os estudos em reconhecimento de voz existem pelo menos desde os anos 30 pela Bell Labs, grande empresa de pesquisa dos EUA.

"No final da década de 80, os programas que utilizam redes neurais passaram a ser viáveis e, com eles, surgiu a possibilidade concreta de se desenvolver modelos computacionais para o reconhecimento de voz. Os primeiros sistemas eram muito limitados e exigiam treinamento do software, para que este se adaptasse ao seu usuário. O treinamento poderia ser algo demorado", diz Rosa Vicari, responsável pelo grupo de inteligência artificial da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

As tecnologias envolvendo voz também são um meio alternativo de comunicação para pessoas com necessidades especiais de ordem visual ou motora, capaz de tarefas como leitura automatizada de textos, por exemplo. "Atualmente, esse tipo de aplicação também já atingiu escala comercial, motivando o investimento de grandes empresas, devido a demanda cada vez maior. A realidade é que cada vez mais teremos interações humanos-máquinas através da voz", prevê Rosa.

Como será o amanhã?

Quando a Siri foi lançada, recebeu críticas: 46% dos donos de aparelhos iOS acreditavam que a empresa exagerou nas capacidades prometidas. Isso aparentemente foi resolvido e hoje a assistente da Apple é bem aceita, pesquisa do site Experts Exchange, aponta que a Siri é a preferida entre os norte-americanos e também bateu o desempenho da Google Now e Cortana em testes.

Os vestíveis, o setor automotivo e a vindoura internet das coisas já olham pro futuro da voz enquanto ferramenta. Vários smartwatches das grandes marcas, como os da Apple, Samsung e Motorola, reconhecem as vozes de seus donos --até para compensar os diminutos teclados das suas telas.
O Brillo, sistema da Google com suporte a dispositivos como lâmpadas e fechaduras inteligentes, foi lançado no ano passado e permitirá uso da voz para executar comandos. A Apple lançou em 2014 o CarPlay, um sistema inteligente que liga iPhones a uma central multimídia dos carros e usa a Siri apara ajudar o motorista em trajetos, ligações telefônicas e outros comandos.

Porém, ainda estamos um pouco longe de usar só a voz para controlarmos tudo. As atuais tecnologias de voz precisam corrigir muitas falhas de compreensão. Além disso, levantam constantes debates sobre a privacidade dos dados coletados.

"As possibilidades são infinitas, mas estamos dando um passo de cada vez. Não há atalhos pois trata-se mais de um método artesanal do que de um típico esforço de codificação", disse ao UOL por e-mail Bharath Mohan, gerente de produto da Microsoft responsável pelo Cortana. Apple, Google e Samsung foram procurados para falar sobre o Siri, Now e S Voice, mas não falaram com a reportagem.


Aplicações atuais e futuras

Reprodução
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Assistente pessoal em qualquer lugar

Desde 2011 a Siri auxilia os usuários de iPhones e iPads. Na esteira dela veio a concorrência: Google Now (Google/Android), S Voice (Samsung), Cortana (Microsoft), M (Facebook) e Echo (Amazon). O que elas fazem? De um modo geral, são praticamente secretárias de bolso: a partir de perguntas, frases e buscas via voz (ou teclado), trazem informações relevantes para o cotidiano, como previsão do tempo, bolsa de valores e trânsito; navegador em trajetos de carro; sugerem restaurantes, lojas e serviços a partir de sua localização; realizam buscas na internet; agendam compromissos; e interagem com outros aplicativos. Habilitar o recurso de voz é opcional: o usuário deve ir nas configurações do aparelho e confirmar se quer mesmo usar as assistentes dessa forma. Os smartwatches também usam versões adaptadas das assistentes pessoais.
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Escrever textos sem teclado

Seja para pessoas com deficiência ou para quem não quer mais usar teclados físicos ou virtuais, a possibilidade de ditar um texto e transformá-lo em frases prontas é uma mão na roda. No iOS, desde 2014 é possível clicar no botão do microfone no teclado virtual e ditar o que quiser em português, com direito a pontuação. O Google Now também faz isso, mas no momento, só há suporte para esse tipo de pontuação em alemão, inglês, espanhol, francês, italiano e russo. E os demais apps de voz em sua maioria só reconhecem bem o inglês.
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Tradução simultânea

Em 2013, o aplicativo do Google Tradutor lançou uma atualização em que era possível pessoas de diferentes línguas usarem o programa para traduzir suas frases simultaneamente. Basta tocar em um botão com microfone na interface do app e este faria o resto, mostrando e tocando o áudio das traduções. Depois foi a vez do Skype fazer o mesmo, em 2014. Ambos ainda não funcionam com a precisão esperada, mas são úteis nos momentos mais "desesperados".
Divulgação
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Controle da casa conectada

A Internet das Coisas é um conjunto de produtos e tecnologias em desenvolvimento que pretendem funcionar e reagir de forma mais inteligente aos nossos hábitos e necessidades, além de criar objetos e ambientes que "conversam" entre si. Na prática, esse sistema conecta-se à internet ou a redes privadas, unindo "gadgets" como computadores, notebooks, tablets e celulares, além de televisões, geladeiras, iluminação e automóveis. Uma prévia do que pode acontecer já pode ser vista no uso do Kinect (foto), aparelho da Microsoft que funciona com o videogame Xbox One. Quando o dono da casa falar na sala "Xbox, ligue", o console se liga sozinho. E é possível configurar para ligar outros dispositivos, como TV, home theater e receptor de TV a cabo.
Reuters/Google/Divulgação
Reuters/Google/Divulgação

"Chofer" do carro autônomo

Ford, Lexus, Hyundai, Chrysler, Honda e GM são algumas das montadoras que já lançam ou prometem lançar carros com sistemas de comandos de voz, seja sozinhos ou em parcerias com outras empresas. E já que possuem "expertise" no assunto, as gigantes da tecnologia já estão dispostas a participar desse mercado, com iniciativas como Carplay (Apple), Android Auto (Google) e uma adaptação do Cortana para veículos (Microsoft). O protótipo de carro autônomo do Google (foto) não usa voz porque teoricamente não precisa: seus sensores, radares e computadores fazem tudo sozinho. Mas como nos testes já apresentou problemas e acidentes, comenta-se que o reconhecimento de voz surja para melhorar a relação do carrinho com os "motoristas" humanos.
Divulgação/Honda
Divulgação/Honda

Interação completa com robôs

Pode ser que em breve aquilo que vemos em "Star Wars" se torne real. Nos filmes, personagens humanos conversam livremente com os "dróides" R2-D2, C-3PO e BB-8 como se fossem pessoas dotadas de plena compreensão. Na verdade robôs como o Asimo (foto), da Honda, já fazem isso, mas de forma limitada. Se a tecnologia chegar a um nível de sofisticação capaz de entender e reagir a tudo que falamos, talvez teremos de fato um robô humanoide em cada lar resolvendo as tarefas chatas que nós, humanos, costumamos procrastinar... desde que eles não se chateiem nem se vinguem de nós por isso.

O que falta?

Reprodução/Globo
Reprodução/Globo

Acompanhar a velocidade da fala

Quem usa as assistentes pessoais dos celulares já deve ter sentido: quanto mais rápido você falar, maior a chance do programa entender tudo errado. O que acontece é que enquanto falamos, o software precisa processar em tempo real quais palavras foram ditas. A tecnologia atual é até bem precisa, mas quando aceleramos o discurso, não apenas há menos pausas que separam as palavras umas das outras, como também não as pronunciamos tão bem. Isso acaba comprometendo o resultado. Mas convenhamos: falar sempre pausadamente não é lá muito fluido no cotidiano, então seria ótimo se os programas acelerassem sua capacidade de compreensão com o passar do uso.

Compreender diferentes timbres e volumes de voz

Se diferentes pessoas falarem uma mesma frase para o mesmo assistente pessoal, é possível que a Siri, Google Now e afins entendam essa frase de formas diferentes, ou pelo menos não a entendam de primeira com todos eles. O desempenho do reconhecimento de voz também pode variar conforme timbres, volumes e ênfases dadas por cada interlocutor.
Reprodução/Instagram/ivetesangalo
Reprodução/Instagram/ivetesangalo

Entender sotaques e gírias regionais

Algumas gírias o Google Now entende bem, como a pernambucana "arretado" ou a baiana "zoró". Mas se você tentar falar a interjeição gaúcha "bá, chê", ele vai entender como "bate" ou "boot". "O desafio é desenvolver sistemas de reconhecimento de voz que sejam precisos independentes das características do falante, como sotaque nativo x estrangeiro, homem x mulher x criança, fala coloquial x formal", diz Aline Villavicencio, professora do grupo de inteligência artificial da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Gregorio Borgia/AP
Gregorio Borgia/AP

Melhorar no quesito multilíngua

Os atuais programas até aceitam mais de uma língua, mas patinam um pouco na hora de distinguir de qual idioma é determinada palavra. E quanto mais idiomas você colocar na mistura, mais difícil vai ser essa separação. É um problema que atrapalha bastante aqueles que têm que lidar com palavras, nomes e expressões em inglês no trabalho, ou para falar termos estrangeiros que foram assimilados no nosso cotidiano, como "mouse" e "dossiê".

Captar e interpretar o som em situações complexas

Ruídos externos estão entre os maiores inimigos do reconhecimento de voz. A diferença entre usar uma assistente pessoal em um escritório em silêncio e em uma rua com carros buzinando ou em uma sala com eco é gritante: a precisão diminui, e o processamento do que foi dito tende a ser bem mais lento. Evoluções nisso passariam não apenas pelo software, que precisaria filtrar melhor as vozes dos demais barulhos, mas também por microfones cada vez melhores em dispositivos móveis.
Divulgação
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Pontuar e caprichar na gramática em textos longos

O recurso de voz dos iPhones já aceita pontuação. Se você disser: "Eu amo você ponto", a frase sera escrita como "Eu amo você." No Google Now isso só ocorre em algumas línguas, e o português ainda não está entre elas. O fato é que pontuar com a voz ainda é um dilema, e o ideal mesmo é que o locutor apenas consiga a pontuação com a entonação correta, como ao falar a frase "Você vem hoje?" o sistema já colocar a interrogação por si só. Outro problema é que os sistemas ainda não entendem tão bem questões como sintaxe e concordância verbal em alguns casos. Você pode falar "concordou" e ele entender "concordo", por exemplo.

Expandir vocabulário e aceitar neologismos

Em um teste informal no UOL, o Google Now transformou "imexível", palavra maluca cunhada pelo ex-ministro Antônio Rogério Magri (foto), em "inesquecível". E reverteu "Expelliarmus", um dos feitiços das histórias de Harry Potter, como "italianos". Por mais memória ou auxílio ao Google que tenham os sistemas de reconhecimento de voz, eles podem se confundir nesses casos. Se você inventar uma palavra ou preferir uma forma curiosa de escrever palavras antigas, como a popular na internet "quenhe vc", corruptela de "quem é você?", não conte com a compreensão total do reconhecimento de voz até que o tal termo esteja totalmente difundido.
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Usar sem parecermos bobos

Quando os celulares se tornaram populares, muita gente estranhou a nova situação de pessoas "falando sozinhas" na rua. Se o uso das assistentes pessoais e de outras formas de reconhecimento de voz se tornarem imprescindíveis, essa sensação vai se repetir. Afinal, ainda é bem esquisito ficar repetindo a mesma frase ou pergunta no meio da rua com o celular apontado para a boca.
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Saber quando não agir

Em 2014, o áudio de um anúncio de TV sobre o Xbox One acabava ativando o videogame à revelia dos usuários, ao falar o comando "Xbox on". Esse é um exemplo do que pode acontecer se ficarmos totalmente cercados de diferentes tecnologias de reconhecimento de voz: algo que não era pra ser contextualmente um comando para a máquina acabar ativando ou desativando algo sem querer. É uma tarefa difícil para os desenvolvedoras de inteligência artificial conseguirem "adivinhar" as intenções do usuário ou saber quando agir ou não.
Grosby Group
Grosby Group

Garantir alguma privacidade

A questão da privacidade e segurança dos dados ainda preocupa nessa seara. Afinal, se todo mundo ficar falando em voz alta com as máquinas, quem garante que alguém mal intencionado não estará por perto ouvindo os comandos para usá-los em crimes? Ou que uma assistente pessoal ativada o tempo todo não ouve e grava absolutamente tudo que ouvimos? Pode parecer paranoia demais, mas o CEO da Apple, Tim Cook, já se pronunciou sobre a Siri dizendo: "A Apple não tem acesso aos dados. Por isso não há preocupações com a privacidade para a maioria das pessoas, acho, quando as informações são mantidas em seu dispositivo e estão protegidas com a sua senha". Será? 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

The Independent será apenas digital

O jornal The Independent, um dos mais importantes da Inglaterra, deixará de circular na versão impressa, informou o The Guardian.


A expectativa é que as últimas edições sejam vendidas no final de março – mais precisamente no dia 26. O jornal terá agora apenas a versão digital.

Não se sabe ainda quantos de seus 150 funcionários perderão seus empregos. O jornal existe há três décadas e o fim da circulação impressa mostra a mudança da imprensa para um futuro digital, opinou Evgeny Lebedev, dono da publicação.

"A indústria dos jornais está mudando, e essa mudança está sendo conduzida pelos leitores", disse ele ao The Guardian.


Via  Brasil 247

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Itamaraty alerta mulheres sobre relacionamento com estrangeiros pela web


Disponível em 16 países, o Ligue 180 Internacional recebe denúncias de abusos contra brasileiras por parte de parceiros no exterior

As brasileiras que se relacionam com estrangeiros pela internet devem ter cautela antes que o envolvimento se torne algo mais sério e resulte, por exemplo, numa viagem ao exterior. Diante de diversos relatos de mulheres que se tornaram vítimas  nas mãos de parceiros estrangeiros, o Itamaraty disponibiliza em seu Portal Consular um alerta para que elas não sejam alvo de nenhum tipo de violência no exterior.

"É um alerta de bom senso. É uma questão de cautela que nós devemos ter sempre nos relacionamentos com desconhecidos", afirma a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Luiza Lopes da Silva.
Segundo a diretora, existem casos de mulheres que se enchem de esperanças, formam uma opinião e nem mesmo familiares e amigos conseguem fazê-las desistir de uma viagem, pois elas depositam todas as expectativas no relacionamento virtual. 




Atualmente, os casos de violência contra a mulher no exterior podem ser reportados por meio do Ligue 180 Internacional, versão do disque-denúncia disponível em 16 países, numa parceria entre o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Política para as Mulheres, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Por meio do serviço, e também nas representações diplomáticas, o Itamaraty recebe relatos dramáticos de mulheres que iniciam relacionamentos pela internet utilizando ferramentas de tradução disponíveis pela internet, uma vez que, em alguns casos, o casal não tem nem mesmo o domínio de um idioma em comum. Ainda segundo o órgão, muitos estrangeiros buscam relacionamentos com mulheres brasileiras apenas interessados no visto brasileiro.

"Para nós brasileiros é difícil entender, porque nós pensamos que uma cidadania cobiçada é uma cidadania americana ou europeia. Mas a brasileira também é, e nossas compatriotas descobrem isso da maneira mais dura", ressalta a diretora.
Uma das vantagens da cidadania brasileira, por exemplo, é a dispensa de visto para entrar em países da União Europeia. De olho nisso, relatos apontam que alguns estrangeiros têm buscado o contato com as mulheres brasileiras, se casam e o relacionamento dura o tempo necessário para a obtenção do visto.
De acordo com a diretora, a ideia do Itamaraty não é desestimular esse tipo de relacionamento, mas apenas atentar para os cuidados necessários para o sucesso nesse tipo de envolvimento.

"Claro que têm histórias que dão certo, de relacionamentos que são bem-sucedidos e são felizes, mas infelizmente nós conhecemos mais da outra categoria, porque são esses que batem na porta do consulado", afirma Luiza.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Relações Exteriores e da Secretaria de Políticas para as Mulheres

terça-feira, 17 de novembro de 2015

#Windows 3.1 faz aeroporto em Paris fechar temporariamente

O aeroporto de Orly, em Paris, teve que ser temporariamente fechado no último sábado por causa de um erro no Windows 3.1. Isso mesmo. O texto não é de arquivo. O sistema lançado em 1992 pela Microsoft ainda é usado nos sistemas de comunicação de voo, conforme explica a Vice.

Para enviar informações aos pilotos, o aeroporto de Orly utiliza um sistema chamado DECOR, que é essencial em situações de baixa visibilidade, permitindo que os aviões pousem em segurança mesmo que o piloto não consiga enxergar a pista adequadamente.

Todo mundo já ouviu a máxima “em time que está ganhando não se mexe”. Ela é levada ao extremo pelos aeroportos franceses. É o que explica Alexandre Fiacre, secretário geral da UNSA-IESSA, o sindicato que representa os controladores de voo no país.

“As ferramentas usadas pelos controladores nos aeroportos de Paris funcionam em quatro sistemas operacionais diferentes, e todos eles têm entre 10 e 20 anos de idade”, afirmou ele à Vice. Além do Windows 3.1, entra na lista o também descontinuado Windows XP e outros sistemas UNIX não especificados.



Mas se está funcionando, qual é o problema? Fiacre também explica que manter esses softwares defasados está ficando mais difícil, porque praticamente não há mais especialistas em suporte. “Estamos perdendo a expertise para lidar com este tipo de sistema operacional. Em Paris, nós só temos três especialistas que podem resolver problemas relacionados ao DECOR”. E a situação tende a piorar, porque um deles vai se aposentar no ano que vem, e ainda não arrumaram um substituto.

Felizmente, a França deve passar por uma modernização de seus sistemas de aeroportos em breve. O ministro do transporte francês diz que isso deve acontecer em 2017, mas o sindicato tem uma visão mais pessimista, acreditando que isso não acontecerá antes de 2019.

Só falta escolherem atualizar seus sistemas para o Windows Vista.

Via Olhar Digital by Ars Technica e Vice 

domingo, 15 de novembro de 2015

Competição e ética no jornalismo móvel

Quando se trata de divulgar notícias de última hora, já vai longe a época em que era necessário esperar que uma agência de notícias distribuísse a informação. Atualmente, as redações dependem, em grande parte, de  testemunhas-oculares e do conteúdo criado por usuários [1](User Generated Content – UGC) para alertar o público sobre acontecimentos em andamento e providenciar conteúdo multimídia para as matérias.

Para o especialista em mídia Fergus Bell, tratar desse conteúdo (UGC) de uma maneira ética é fundamental para o futuro do jornalismo. Como co-fundador da Iniciativa UGC de ética da ONA (Online News Association), ele acredita que o projeto é um modelo sustentável para lidar com os conteúdos criados por usuários visando proteger os jornalistas e suas fontes, ao ampliar a confiança da público nas organizações jornalísticas.

“Há maneiras de ser competitivo e ético ao mesmo tempo. Acho que isso exige que a indústria trabalhe em conjunto. Existem alguns padrões a que podemos chegar – só por se tratar de uma coisa nova, isso não significa que não podemos nos reunir e falar sobre o assunto”, disse ele durante um discurso.

A sustentabilidade significa criar confiança para que redações e jornalistas continuem a gozar de confiança para tratar do UGC de uma maneira ética e profissional. Veja, abaixo, o que deve e não deve ser feito para criar um fluxo de trabalho sustentável para tratar de um UGC na redação.

O que deve ser feito: 
Seja transparente

– Certifique-se de que sua audiência sabe que você está tratando de um UGC.
“A transparência é fundamental aqui e volta à sustentabilidade. Nossas audiências estão procurando este conteúdo. Elas são capazes de checar por conta própria e precisam certificar-se de que nós fazemos o mesmo.
Precisam compreender um pouquinho melhor nossos padrões e a maneira pela qual trabalhamos. Não se trata de preencher o tempo, mas mostrar-lhes que sabemos o que estamos fazendo.”

– Não use programas pirateados
Fergus Bell acha que a era do software gratuito está chegando ao fim. Ele recomenda o uso de serviços pagos, como o DataMinr, Geofeedia e SAM, para filtrar para o UGC e valorizar suas matérias.

-Aproveite ao máximo a interatividade das redes sociais
TweetDeck, Google Trends e o Facebook Signal são recursos válidos para localizar o UGC e selecionar material de arquivo para a divulgação de matérias de última hora.

“No mínimo, é um trampolim para aquilo que você quer ler, para aquilo que você vai querer num futuro próximo”, disse Bell.


O que não deve ser feito:
 
– Republicar matérias sem verificação da origem
Só porque outros veículos estão incorporando conteúdo não verificado, isso não significa que você o tenha que fazer. Ao invés de percebê-lo como uma receita em potencial perdida, considere-o um lucro em potencial. E se você não puder verificar uma fonte? Fergus Bell recomenda procurar uma nova fonte.
“Se você concluir que a fonte está errada, que os acontecimentos são ultrapassados e o conteúdo é falso, então pare. No longo prazo, sai muito caro ficar verificando alguma coisa. Se algo não está certo, comece a procurar algo que esteja [certo].”

– Confiar nos avisos sobre filiações e interesses de autores (disclaimer)
“Eu incentivaria a ignorar os avisos porque é uma coisa sem valor. Qual valor tem um desmentido senão o de esconder fatos por trás dele? Sei que isso pode chocar, mas quem vai sair ganhando nisto serão os profissionais que bancam o conteúdo que firmam ser disseram ser o correto”, disse Bell.

– Bombardear as testemunhas com exigências
Como parte do fluxo de trabalho na redação, desenvolva uma estratégia no sentido de que as testemunhas oculares não recebam muitas exigências de sua organização. Isso pode parecer não profissional – tanto para suas fontes em potencial quanto para o público mais amplo.

– Deixe tudo por conta da automação
Fergus Bell disse que embora venham ocorrendo avanços na verificação feita pelo UGC – o que inclui o trabalho provocado por redes tecnológicas voltadas para o sistema nervoso –, a ferramenta mais importante ainda é o seu cérebro.
Seus instintos, experiência e conhecimento ainda não podem ser replicados – nem pelas máquinas mais avançadas. “Você precisa saber quando está olhando para alguma coisa que não é real ou não foi carregada de acordo com um padrão estabelecido”, disse Bell. “Boa parte do conteúdo recusado foi devido à forma pela qual surgiu.”

[1] Conteúdos produzidos por usuários é uma expressão recente para designar noticias e dados enviados por indivíduos praticantes de atos jornalísticos , sem formação especializada

Jason Howie, do site journalism.co.uk/news
Via Observatório de Imprensa