O jornal The Independent, um dos mais importantes da Inglaterra,
deixará de circular na versão impressa, informou o The Guardian.
A expectativa é que as últimas edições sejam vendidas no final de
março – mais precisamente no dia 26. O jornal terá agora apenas a versão
digital.
Não se sabe ainda quantos de seus 150 funcionários perderão seus
empregos. O jornal existe há três décadas e o fim da circulação impressa
mostra a mudança da imprensa para um futuro digital, opinou Evgeny
Lebedev, dono da publicação.
"A indústria dos jornais está mudando, e essa mudança está sendo conduzida pelos leitores", disse ele ao The Guardian.
Via Brasil 247
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
domingo, 15 de novembro de 2015
Competição e ética no jornalismo móvel
Quando se trata de divulgar notícias
de última hora, já vai longe a época em que era necessário esperar que
uma agência de notícias distribuísse a informação. Atualmente, as
redações dependem, em grande parte, de testemunhas-oculares e do
conteúdo criado por usuários [1](User Generated Content – UGC) para alertar o público sobre acontecimentos em andamento e providenciar conteúdo multimídia para as matérias.
Para o especialista em mídia Fergus Bell, tratar desse conteúdo (UGC) de uma maneira ética é fundamental para o futuro do jornalismo. Como co-fundador da Iniciativa UGC de ética da ONA (Online News Association), ele acredita que o projeto é um modelo sustentável para lidar com os conteúdos criados por usuários visando proteger os jornalistas e suas fontes, ao ampliar a confiança da público nas organizações jornalísticas.
“Há maneiras de ser competitivo e ético ao mesmo tempo. Acho que isso exige que a indústria trabalhe em conjunto. Existem alguns padrões a que podemos chegar – só por se tratar de uma coisa nova, isso não significa que não podemos nos reunir e falar sobre o assunto”, disse ele durante um discurso.
A sustentabilidade significa criar confiança para que redações e jornalistas continuem a gozar de confiança para tratar do UGC de uma maneira ética e profissional. Veja, abaixo, o que deve e não deve ser feito para criar um fluxo de trabalho sustentável para tratar de um UGC na redação.
O que deve ser feito:
Seja transparente
– Certifique-se de que sua audiência sabe que você está tratando de um UGC.
“A transparência é fundamental aqui e volta à sustentabilidade. Nossas audiências estão procurando este conteúdo. Elas são capazes de checar por conta própria e precisam certificar-se de que nós fazemos o mesmo.
Precisam compreender um pouquinho melhor nossos padrões e a maneira pela qual trabalhamos. Não se trata de preencher o tempo, mas mostrar-lhes que sabemos o que estamos fazendo.”
– Não use programas pirateados
Fergus Bell acha que a era do software gratuito está chegando ao fim. Ele recomenda o uso de serviços pagos, como o DataMinr, Geofeedia e SAM, para filtrar para o UGC e valorizar suas matérias.
-Aproveite ao máximo a interatividade das redes sociais
TweetDeck, Google Trends e o Facebook Signal são recursos válidos para localizar o UGC e selecionar material de arquivo para a divulgação de matérias de última hora.
“No mínimo, é um trampolim para aquilo que você quer ler, para aquilo que você vai querer num futuro próximo”, disse Bell.
O que não deve ser feito:
– Republicar matérias sem verificação da origem
Só porque outros veículos estão incorporando conteúdo não verificado, isso não significa que você o tenha que fazer. Ao invés de percebê-lo como uma receita em potencial perdida, considere-o um lucro em potencial. E se você não puder verificar uma fonte? Fergus Bell recomenda procurar uma nova fonte.
“Se você concluir que a fonte está errada, que os acontecimentos são ultrapassados e o conteúdo é falso, então pare. No longo prazo, sai muito caro ficar verificando alguma coisa. Se algo não está certo, comece a procurar algo que esteja [certo].”
– Confiar nos avisos sobre filiações e interesses de autores (disclaimer)
“Eu incentivaria a ignorar os avisos porque é uma coisa sem valor. Qual valor tem um desmentido senão o de esconder fatos por trás dele? Sei que isso pode chocar, mas quem vai sair ganhando nisto serão os profissionais que bancam o conteúdo que firmam ser disseram ser o correto”, disse Bell.
– Bombardear as testemunhas com exigências
Como parte do fluxo de trabalho na redação, desenvolva uma estratégia no sentido de que as testemunhas oculares não recebam muitas exigências de sua organização. Isso pode parecer não profissional – tanto para suas fontes em potencial quanto para o público mais amplo.
– Deixe tudo por conta da automação
Fergus Bell disse que embora venham ocorrendo avanços na verificação feita pelo UGC – o que inclui o trabalho provocado por redes tecnológicas voltadas para o sistema nervoso –, a ferramenta mais importante ainda é o seu cérebro.
Seus instintos, experiência e conhecimento ainda não podem ser replicados – nem pelas máquinas mais avançadas. “Você precisa saber quando está olhando para alguma coisa que não é real ou não foi carregada de acordo com um padrão estabelecido”, disse Bell. “Boa parte do conteúdo recusado foi devido à forma pela qual surgiu.”
[1] Conteúdos produzidos por usuários é uma expressão recente para designar noticias e dados enviados por indivíduos praticantes de atos jornalísticos , sem formação especializada
Jason Howie, do site journalism.co.uk/news
Via Observatório de Imprensa
Para o especialista em mídia Fergus Bell, tratar desse conteúdo (UGC) de uma maneira ética é fundamental para o futuro do jornalismo. Como co-fundador da Iniciativa UGC de ética da ONA (Online News Association), ele acredita que o projeto é um modelo sustentável para lidar com os conteúdos criados por usuários visando proteger os jornalistas e suas fontes, ao ampliar a confiança da público nas organizações jornalísticas.
“Há maneiras de ser competitivo e ético ao mesmo tempo. Acho que isso exige que a indústria trabalhe em conjunto. Existem alguns padrões a que podemos chegar – só por se tratar de uma coisa nova, isso não significa que não podemos nos reunir e falar sobre o assunto”, disse ele durante um discurso.
A sustentabilidade significa criar confiança para que redações e jornalistas continuem a gozar de confiança para tratar do UGC de uma maneira ética e profissional. Veja, abaixo, o que deve e não deve ser feito para criar um fluxo de trabalho sustentável para tratar de um UGC na redação.
O que deve ser feito:
Seja transparente
– Certifique-se de que sua audiência sabe que você está tratando de um UGC.
“A transparência é fundamental aqui e volta à sustentabilidade. Nossas audiências estão procurando este conteúdo. Elas são capazes de checar por conta própria e precisam certificar-se de que nós fazemos o mesmo.
Precisam compreender um pouquinho melhor nossos padrões e a maneira pela qual trabalhamos. Não se trata de preencher o tempo, mas mostrar-lhes que sabemos o que estamos fazendo.”
– Não use programas pirateados
Fergus Bell acha que a era do software gratuito está chegando ao fim. Ele recomenda o uso de serviços pagos, como o DataMinr, Geofeedia e SAM, para filtrar para o UGC e valorizar suas matérias.
-Aproveite ao máximo a interatividade das redes sociais
TweetDeck, Google Trends e o Facebook Signal são recursos válidos para localizar o UGC e selecionar material de arquivo para a divulgação de matérias de última hora.
“No mínimo, é um trampolim para aquilo que você quer ler, para aquilo que você vai querer num futuro próximo”, disse Bell.
O que não deve ser feito:
– Republicar matérias sem verificação da origem
Só porque outros veículos estão incorporando conteúdo não verificado, isso não significa que você o tenha que fazer. Ao invés de percebê-lo como uma receita em potencial perdida, considere-o um lucro em potencial. E se você não puder verificar uma fonte? Fergus Bell recomenda procurar uma nova fonte.
“Se você concluir que a fonte está errada, que os acontecimentos são ultrapassados e o conteúdo é falso, então pare. No longo prazo, sai muito caro ficar verificando alguma coisa. Se algo não está certo, comece a procurar algo que esteja [certo].”
– Confiar nos avisos sobre filiações e interesses de autores (disclaimer)
“Eu incentivaria a ignorar os avisos porque é uma coisa sem valor. Qual valor tem um desmentido senão o de esconder fatos por trás dele? Sei que isso pode chocar, mas quem vai sair ganhando nisto serão os profissionais que bancam o conteúdo que firmam ser disseram ser o correto”, disse Bell.
– Bombardear as testemunhas com exigências
Como parte do fluxo de trabalho na redação, desenvolva uma estratégia no sentido de que as testemunhas oculares não recebam muitas exigências de sua organização. Isso pode parecer não profissional – tanto para suas fontes em potencial quanto para o público mais amplo.
– Deixe tudo por conta da automação
Fergus Bell disse que embora venham ocorrendo avanços na verificação feita pelo UGC – o que inclui o trabalho provocado por redes tecnológicas voltadas para o sistema nervoso –, a ferramenta mais importante ainda é o seu cérebro.
Seus instintos, experiência e conhecimento ainda não podem ser replicados – nem pelas máquinas mais avançadas. “Você precisa saber quando está olhando para alguma coisa que não é real ou não foi carregada de acordo com um padrão estabelecido”, disse Bell. “Boa parte do conteúdo recusado foi devido à forma pela qual surgiu.”
[1] Conteúdos produzidos por usuários é uma expressão recente para designar noticias e dados enviados por indivíduos praticantes de atos jornalísticos , sem formação especializada
Jason Howie, do site journalism.co.uk/news
Via Observatório de Imprensa
sexta-feira, 24 de abril de 2015
O Jornalismo, o Passaralho e a Computação em Nuvem
O Estado de S. Paulo reproduz, na edição de quinta-feira (23/4), reportagem da revista inglesa The Economist
sobre as perspectivas de crescimento da computação em nuvem. O tema
central é a queda progressiva dos preços de armazenamento de dados, ao
mesmo tempo em que cresce exponencialmente a capacidade e a
operacionalidade desses sistemas. Um olhar no horizonte mostra que a
gestão de redes de computadores remotos é um dos setores da tecnologia
que mais crescem, junto com a comunicação móvel.
O que isso tem a ver com a imprensa como a conhecemos?
Tem tudo a ver, em pelo menos dois pontos cruciais: primeiro, o tráfego instantâneo de informações numa rede complexa de computadores manda para o arquivo morto os sistemas centralizados de gestão que caracterizam as empresas de mídia noticiosa; segundo, o sistema transforma o núcleo da atividade jornalística em mercadoria que pode ser servida por qualquer tipo de empresa que possua os programas de gestão remota de dados.
Um olhar para o horizonte próximo mostra que será necessário trocar grande parte dos programas utilizados na coleta, edição e publicização de material jornalístico, porque a maioria dos sistemas multiplataforma foi construída com a lógica da mídia impressa.
Não é tarefa simples adequar esses conjuntos de softwares para gerenciar textos, imagens e sons de maneira integrada entre unidades computacionais localizadas em várias partes do planeta. Há quem diga que esse salto tecnológico equivale ao processo de troca dos sistemas de mainframes pelas redes de computadores pessoais, que gerou altos custos e grande endividamento nas empresas jornalísticas na década de 1990.
No Brasil, onde as corporações de mídia enfrentam dificuldades financeiras e se veem obrigadas a cortar empregos às dezenas, esse desafio só poderá ser enfrentado com o suporte do Estado – e aí o leitor atento pode imaginar o quanto ajudaria ter em Brasília um governo disposto a abrir os cofres do Tesouro, como aconteceu em passado recente.
Parece, portanto, haver uma conexão entre a crise financeira das grandes empresas de comunicação, a perspectiva de aumento dos custos devido a uma acelerada mudança na tecnologia de informação e comunicação, e certo esforço que fazem os jornais para substituir os inquilinos do Palácio do Planalto antes da próxima eleição presidencial regulamentar.
Demissões em massa
O contexto diz que jornalistas serão sempre essenciais, mas empresas jornalísticas do tipo que conhecemos se tornam obsoletas. Como se sabe, o setor vem sendo obrigado a reduzir severamente os postos de trabalho: no dia 6 de janeiro, houve mais de 30 demissões em jornais do interior paulista, cinco das quais na sucursal da Folha de S. Paulo em Ribeirão Preto, que foi fechada; nos dois dias seguintes, o Estado de Minas demitiu mais de uma dezena de jornalistas e o Globo cortou uma centena de funcionários, entre os quais 30 jornalistas; em março, a TV Bandeirantes mandou embora 30 profissionais; e neste mês de abril o Estado de S. Paulo cortou 100 postos de trabalho, o SBT demitiu 40 e a Folha começou um corte que, segundo o Sindicato dos Jornalistas, já passou de 50.
Esse cenário tecnológico precisa ser compreendido no contexto mais amplo do mercado, onde também não há boas notícias para a mídia tradicional. Na primeira semana deste mês, a revista Meio e Mensagem publicou entrevista (ver aqui) do britânico Miles Young, presidente mundial da rede Ogilvy, que pertence à WPP, o maior conglomerado de publicidade e comunicação do planeta, na qual ele anunciava uma mudança radical no negócio: as antigas agências de propaganda estão se transformando em produtoras de conteúdo, ou publishers, e começam a contratar jornalistas.
Na mesma quinta-feira (23), a Folha de S. Paulo publica entrevista na qual o sorridente diretor de negócios da TV Globo, Willy Haas, diz que a emissora ainda acredita na força da propaganda, motor da TV aberta, apesar da crescente concorrência de outras telas, como as do computador, dos tablets e dos smartphones, além do crescimento dos serviços de vídeo sob demanda, como o Netflix. Ao comemorar seus 50 anos de existência, afirmou, a emissora considera que precisa inovar para concorrer com as novas mídias.
Acontece que, embora se beneficie com 40% do bolo publicitário da TV no Brasil, tendo faturado em 2014 a montanha de R$ 16,2 bilhões, com um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões, a Globo não está imune às dificuldades que se avolumam. Um exemplo: como lembra o jornalista Adalberto Marcondes, o que aconteceria se mudassem as regras que beneficiam a mídia, com uma separação clara entre jornalismo e entretenimento?
Via Observatório da Imprensa
![]() |
| René Mansi - Creative Commons |
Tem tudo a ver, em pelo menos dois pontos cruciais: primeiro, o tráfego instantâneo de informações numa rede complexa de computadores manda para o arquivo morto os sistemas centralizados de gestão que caracterizam as empresas de mídia noticiosa; segundo, o sistema transforma o núcleo da atividade jornalística em mercadoria que pode ser servida por qualquer tipo de empresa que possua os programas de gestão remota de dados.
Um olhar para o horizonte próximo mostra que será necessário trocar grande parte dos programas utilizados na coleta, edição e publicização de material jornalístico, porque a maioria dos sistemas multiplataforma foi construída com a lógica da mídia impressa.
Não é tarefa simples adequar esses conjuntos de softwares para gerenciar textos, imagens e sons de maneira integrada entre unidades computacionais localizadas em várias partes do planeta. Há quem diga que esse salto tecnológico equivale ao processo de troca dos sistemas de mainframes pelas redes de computadores pessoais, que gerou altos custos e grande endividamento nas empresas jornalísticas na década de 1990.
No Brasil, onde as corporações de mídia enfrentam dificuldades financeiras e se veem obrigadas a cortar empregos às dezenas, esse desafio só poderá ser enfrentado com o suporte do Estado – e aí o leitor atento pode imaginar o quanto ajudaria ter em Brasília um governo disposto a abrir os cofres do Tesouro, como aconteceu em passado recente.
Parece, portanto, haver uma conexão entre a crise financeira das grandes empresas de comunicação, a perspectiva de aumento dos custos devido a uma acelerada mudança na tecnologia de informação e comunicação, e certo esforço que fazem os jornais para substituir os inquilinos do Palácio do Planalto antes da próxima eleição presidencial regulamentar.
Demissões em massa
O contexto diz que jornalistas serão sempre essenciais, mas empresas jornalísticas do tipo que conhecemos se tornam obsoletas. Como se sabe, o setor vem sendo obrigado a reduzir severamente os postos de trabalho: no dia 6 de janeiro, houve mais de 30 demissões em jornais do interior paulista, cinco das quais na sucursal da Folha de S. Paulo em Ribeirão Preto, que foi fechada; nos dois dias seguintes, o Estado de Minas demitiu mais de uma dezena de jornalistas e o Globo cortou uma centena de funcionários, entre os quais 30 jornalistas; em março, a TV Bandeirantes mandou embora 30 profissionais; e neste mês de abril o Estado de S. Paulo cortou 100 postos de trabalho, o SBT demitiu 40 e a Folha começou um corte que, segundo o Sindicato dos Jornalistas, já passou de 50.
Esse cenário tecnológico precisa ser compreendido no contexto mais amplo do mercado, onde também não há boas notícias para a mídia tradicional. Na primeira semana deste mês, a revista Meio e Mensagem publicou entrevista (ver aqui) do britânico Miles Young, presidente mundial da rede Ogilvy, que pertence à WPP, o maior conglomerado de publicidade e comunicação do planeta, na qual ele anunciava uma mudança radical no negócio: as antigas agências de propaganda estão se transformando em produtoras de conteúdo, ou publishers, e começam a contratar jornalistas.
Na mesma quinta-feira (23), a Folha de S. Paulo publica entrevista na qual o sorridente diretor de negócios da TV Globo, Willy Haas, diz que a emissora ainda acredita na força da propaganda, motor da TV aberta, apesar da crescente concorrência de outras telas, como as do computador, dos tablets e dos smartphones, além do crescimento dos serviços de vídeo sob demanda, como o Netflix. Ao comemorar seus 50 anos de existência, afirmou, a emissora considera que precisa inovar para concorrer com as novas mídias.
Acontece que, embora se beneficie com 40% do bolo publicitário da TV no Brasil, tendo faturado em 2014 a montanha de R$ 16,2 bilhões, com um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões, a Globo não está imune às dificuldades que se avolumam. Um exemplo: como lembra o jornalista Adalberto Marcondes, o que aconteceria se mudassem as regras que beneficiam a mídia, com uma separação clara entre jornalismo e entretenimento?
Via Observatório da Imprensa
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Hervé Falciani conta como e porque roubou arquivos do HSBC
Hervé Falciani, o homem que está na origem do caso Swissleaks, revela as razões que levaram ao roubo dos arquivos no banco suíço onde trabalhava.
Hervé Falciani divulgou uma lista de mais 100 mil nomes titulares de contas bancárias no HSBC que utilizaram este banco suíço para fugir ao fisco e fazer lavagens de dinheiro.
Clique na imagem para assitir ao vídeo
Fonte: SIC Notícias
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Jornalismo,
redes sociais
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Robôs substituem jornalistas
Uma das maiores agências de notícias do mundo está há meses
distribuindo textos que foram escritos por robôs. Isso ocorreu ontem,
por exemplo, quando a Apple divulgou seus resultados financeiros
trimestrais e as reportagens que apareceram na CNBC e no Yahoo, entre
outros, saíram da Associated Press por “mãos" automatizadas.
Segundo o Verge, faz seis meses que a AP implementou o sistema, que hoje é responsável pela elaboração e publicação de 3 mil textos como o que repercutia o anúncio da Apple. Até outubro, a produção ainda passava por algum tipo de edição, agora a máquina é capaz de fazer todo o trabalho sozinha.
As matérias, claro, não são tão elaboradas e criativas como as humanas. Mas textos sobre resultados financeiros são basicamente um amontoado de números, então, quanto mais frios, melhor a compreensão da informação, e de frieza as máquinas da AP entendem.
A tecnologia por trás disso se chama Wordsmith e foi criada pela Automated Insights. As notas são
objetivas e geralmente bem escritas, o
leitor pode acreditar que foram produzidas por um humano até chegar ao
final, onde, ao invés de uma assinatura, vem a informação de que aquilo
saiu de um robô.
A Wordsmith gera milhões de artigos por semana para parceiros como Allstate, Comcast e Yahoo (onde parte da cobertura esportiva é automatizada). Se necessário, a plataforma pode chegar à produção de 2 mil textos por segundo.
Fonte: Olhar Digital
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Segundo o Verge, faz seis meses que a AP implementou o sistema, que hoje é responsável pela elaboração e publicação de 3 mil textos como o que repercutia o anúncio da Apple. Até outubro, a produção ainda passava por algum tipo de edição, agora a máquina é capaz de fazer todo o trabalho sozinha.
As matérias, claro, não são tão elaboradas e criativas como as humanas. Mas textos sobre resultados financeiros são basicamente um amontoado de números, então, quanto mais frios, melhor a compreensão da informação, e de frieza as máquinas da AP entendem.
A tecnologia por trás disso se chama Wordsmith e foi criada pela Automated Insights. As notas são
A Wordsmith gera milhões de artigos por semana para parceiros como Allstate, Comcast e Yahoo (onde parte da cobertura esportiva é automatizada). Se necessário, a plataforma pode chegar à produção de 2 mil textos por segundo.
Fonte: Olhar Digital
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