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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os apps gratuitos são mesmo de graça?

Existem milhões de apps gratuitos para dispositivos móveis no mercado, mas a maioria deles inclui um "preço oculto" que não é divulgado. Alguns apps gratuitos procuram algo em troca.


Outubro foi o mês de Conscientização Nacional da Segurança Cibernética (National Cyber Security Awareness). Existem milhões de apps gratuitos para dispositivos móveis no mercado, mas a maioria deles inclui um "preço oculto" que não é divulgado. Alguns apps gratuitos procuram algo em troca.

Os apps para dispositivos móveis transformaram a forma como interagimos com nossos smartphones e tablets. Se você estiver procurando uma forma rápida de acessar suas contas bancárias, uma ferramenta para torná-lo mais produtivo enquanto estiver em trânsito ou um jogo para se distrair no ponto de ônibus, haverá um app para cada uma dessas situações. Lembre-se, porém, de que tudo o que você fizer no seu telefone ficará armazenado nele. Com os smartphones se tornando um banco dos nossos dados pessoais, a preocupação com a privacidade certamente aumenta. No entanto, violações de dados nem sempre são provenientes de malware em dispositivos móveis ou tentativas de phishing.

Com centenas de milhares de apps gratuitos no Google Play, por exemplo, existem sempre várias opções de escolha em cada categoria de apps. Como o download de muitos deles pode ser feito em poucos segundos, em apenas alguns minutos você pode instalar uma ferramenta que pode trazer uma funcionalidade nova e inovadora para seu dispositivo móvel. Mas essa simplicidade e gratificação instantânea do processo de download podem também se transformar em seus piores inimigos. Seus amigos podem estar animadíssimos com um novo app gratuito, e você corre para fazer o download dele e ficar a par da novidade. Entretanto, você já parou para pensar o que torna esse app uma ferramenta gratuita?

O "preço" oculto dos aplicativos gratuitos para dispositivos móveis

Quase 50% dos apps gratuitos utilizam publicidade incorporada, de acordo com os dados do Symantec Threat And Response (STAR) de agosto de 2014. Alguns contam com bibliotecas de anúncios incorporadas ao app. Durante o processo de instalação, os usuários podem não perceber que outros aplicativos podem estar incluídos no app que está sendo baixado. As permissões que você concede ao aplicativo pai são também concedidas aos outros apps integrados; nesse caso, a biblioteca de anúncios incorporada ao app. Essas permissões permitem que a biblioteca de anúncios tenha acesso potencialmente aos serviços de localização, a seu catálogo de endereços, mensagens de texto, e-mails e mais. Essas bibliotecas podem então usar esses serviços para rastrear agressivamente seus hábitos de uso a fim de personalizar os anúncios de acordo com os seus interesses. Esses anúncios podem causar comportamentos bastante intrusivos e irritantes, como a inclusão de anúncios na sua barra de notificações ou de ícones na sua tela inicial, que podem ser vinculados diretamente aos anúncios. Essencialmente, essas informações e a inclusão de anúncios nos seus dispositivos são o "preço" oculto que você "paga" para usar o aplicativo. Além da invasão de privacidade, esses apps secundários são também um grande peso no hardware do seu telefone, como o processador e a duração da bateria.

Um pouco mais de cuidado pode trazer grandes resultados para a manutenção da sua proteção:
  • Ao instalar um app, examine cuidadosamente os serviços aos quais o aplicativo solicita acesso. Por que um app de previsão de tempo deseja acessar o seu catálogo de endereços? Saiba que não há nada de errado em negar permissão ao app se a solicitação não for relevante às funções às quais ele se presta.
  • Ninguém tem paciência para isso, mas ao fazer o download de um app, leia a política de privacidade dele antes de prosseguir com a instalação. A política de privacidade deve fornecer uma boa indicação de quais informações o app pretende acessar no seu telefone e o que pretende fazer com elas. Se essas informações não estiverem claras na política de privacidade, não faça o download do app, pois do contrário você ficará no escuro em relação ao que acontecerá exatamente com suas informações. Ao concordar com o Contrato do Usuário, você concede legalmente ao desenvolvedor do aplicativo permissão para ele coletar informações pessoais e fazer o que desejar com elas, o que às vezes envolve a venda desses dados para terceiros. A leitura dos Contratos de Usuários e Políticas de privacidade de um app permitirá que você tome uma decisão informada sobre o quanto da sua privacidade você está disposto a fornecer.
Con Mallon, Diretor Sênior de Gerenciamento de produtos de dispositivos móveis para usuários domésticos na Symantec, oferece três dicas importantes para a segurança de apps e destaca que existem vários sinais indicadores no Google Play destinados a promover a transparência sobre as credenciais de um app.
Três dicas importantes para a segurança de apps
  • Leia as críticas sobre os apps na App Store. A classificação de um app pode fornecer informações relevantes.
  • Verifique quando o app foi publicado. Como você se sente usando um app que acabou de ser lançado ou que é usado por poucas pessoas? Como isso se encaixa no seu nível de tolerância a riscos?
  • Não clique no botão "Instalar" precipitadamente. Para aplicativos do Android, você verá uma lista de "permissões" que o desenvolvedor do app estará solicitando para o app. Se várias permissões estiverem sendo solicitadas, pare um pouco para pensar: esse aplicativo precisa mesmo de tudo isso?
Portanto, apesar de um app gratuito não solicitar nenhum pagamento, ele deseja algo em retorno: o acesso às suas informações pessoais. Os desenvolvedores de apps tendem a obter seus lucros através de serviços publicitários, o que cria a ilusão de que o app está sendo oferecido gratuitamente aos usuários. O que você deve pensar ao instalar um app é o quanto da sua privacidade você está disposto a revelar em troca do seu uso.
Se você deseja eliminar a "adivinhação" do processo de identificação de riscos em apps e se manter no controle de sua privacidade, considere fazer a assinatura de um serviço de segurança que contenha tecnologia de verificação de aplicativos que analisa e relada os comportamentos do apps, como o Norton Mobile Security ou o Norton Security, caso queira proteger também seus PCs e Macs, além dos dispositivos móveis.

Fonte: 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Robôs substituem jornalistas

Uma das maiores agências de notícias do mundo está há meses distribuindo textos que foram escritos por robôs. Isso ocorreu ontem, por exemplo, quando a Apple divulgou seus resultados financeiros trimestrais e as reportagens que apareceram na CNBC e no Yahoo, entre outros, saíram da Associated Press por “mãos" automatizadas.  

Segundo o Verge, faz seis meses que a AP implementou o sistema, que hoje é responsável pela elaboração e publicação de 3 mil textos como o que repercutia o anúncio da Apple. Até outubro, a produção ainda passava por algum tipo de edição, agora a máquina é capaz de fazer todo o trabalho sozinha.

As matérias, claro, não são tão elaboradas e criativas como as humanas. Mas textos sobre resultados financeiros são basicamente um amontoado de números, então, quanto mais frios, melhor a compreensão da informação, e de frieza as máquinas da AP entendem.

A tecnologia por trás disso se chama Wordsmith e foi criada pela Automated Insights. As notas são
objetivas e geralmente bem escritas, o leitor pode acreditar que foram produzidas por um humano até chegar ao final, onde, ao invés de uma assinatura, vem a informação de que aquilo saiu de um robô.

A Wordsmith gera milhões de artigos por semana para parceiros como Allstate, Comcast e Yahoo (onde parte da cobertura esportiva é automatizada). Se necessário, a plataforma pode chegar à produção de 2 mil textos por segundo.

Fonte: Olhar Digital 

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TI convencional impede expansão da Internet das Coisas, revela estudo

Estudo da Cisco mostra como o Fast IT estimula a inovação, reduz a complexidade e aumenta a velocidade com extrema segurança.

Uma nova pesquisa divulgada, na última semana, pela Cisco revela que um investimento para um modelo de TI ágil, o Fast IT, reduz os custos e estimula inovação mais rápida, com um benefício anual de 20% a 25% do custo total de propriedade (TCO, Total Cost of Ownership). 

O estudo também constatou que infraestruturas de TI existentes estão limitando a capacidade de execução e de inovação em muitas empresas. Fast IT é o modelo operacional de TI para a era da Internet de Todas as Coisas (Internet of Everything, IoE).
Neste período de transição, o estudo salienta que as organizações de TI precisam de uma reforma fundamental para garantir que recebam os dividendos oferecidos pela nova economia da IoE. O papel da TI tradicional, de simplesmente "manter as luzes acesas", garantindo o funcionamento do sistema e mantendo a infraestrutura existente, não é mais viável. 

A área de TI deve se atualizar em gestão de custos e agilidade. Se gerido da forma correta, as organizações de TI podem se tornar facilitadores de uma inovação pioneira, capaz de articular com a empresa e responder a um mundo dinâmico, de maior complexidade.

O Fast IT é o que o CIO precisa para conduzir uma transformação dos negócios. É uma abordagem de TI que, em geral, reduz a complexidade e aumenta a velocidade com extrema segurança. 

O Fast IT transforma e simplifica as operações de TI, tornando-as mais inteligentes e seguras. O modelo abrange as principais transições da tecnologia atual incluindo nuvem, mobilidade e segurança, análise de dados, novos aplicativos, bem como a Internet das Coisas (Internet of Things, IoT). Esse modelo também é fundamentalmente integrado às mudanças organizacionais necessárias para atender às exigências das diferentes áreas da empresa, tais como Vendas, Marketing, RH, Financeiro, Pesquisa e Desenvolvimento, entre outros.

O esforço da Cisco para realizar uma pesquisa multifacetada resultou em um diagnóstico global e abrangente sobre os impactos da Internet de Todas as Coisas (IoE) na área de TI. Além disso, explorou até onde os recursos para o Fast IT tem sido considerados, tanto do ponto de vista estratégico, como de arquitetura.

Foram entrevistados mais de 1.400 líderes de TI em cargos sênior, de uma mostra representativa de diversos mercados verticais no Brasil, Alemanha, Índia, Reino Unido e nos Estados Unidos. Complementando essa pesquisa quantitativa, um programa de entrevistas mais aprofundadas foi realizado com formadores de opinião da área de TI - analistas líderes da indústria, autores, acadêmicos e executivos de TI, além dos próprios profissionais -  sobre como a infraestrutura, a economia e as dinâmicas organizacionais da Tecnologia da Informação estão mudando.

Os 10 pontos identificados pelo estudo:

1. A velha maneira de fazer as coisas não funciona mais
2. A relação da área de TI com a empresa está passando por uma mudança        radical
3. Os modelos tradicionais de infraestrutura de TI inibem a transformação
4. O modelo Fast IT representa uma mudança de paradigma na infraestrutura de TI
5. A "Economia dos Aplicativos" está transformando fundamentalmente a função da área de TI
6. A nuvem fornece a plataforma
7.  Os líderes de TI devem alinhar a estratégia de dados às demandas do negócio em tempo real
8.  Não há perímetro de segurança
9.  Foco em pessoas, processos e gestão da mudança
10.  Gastar o dividendo da Internet de Todas as Coisas que está em jogo proporciona novos  recursos
 
Fonte:  IPNews (Escrito por Jackeline Carvalho)

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