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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Papa Francisco dá apoio à campanha contra o trabalho infantil no Brasil

No dia que precede as comemorações do Dia da Criança e do Dia de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, o Papa Francisco enviou um telegrama, via Nunciatura Apostólica brasileira, para dar apoio à campanha contra o trabalho infantil realizada pelo Santuário Nacional de Aparecida, Ministério Público do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. A mensagem foi lida na Missa que aconteceu na manhã dessa terça-feira (11), na Basílica de Aparecida. 



 (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)


O Santo Padre saudou “com muita alegria” a iniciativa que tem como finalidade conscientizar a sociedade dos males causados pelo trabalho irregular de crianças e adolescentes, destacando a importância de uma educação de qualidade para garantir um futuro melhor para as famílias.



“É preciso lembrar que as crianças são um sinal. Sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de ‘diagnóstico´ para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade, do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano. Por isso, devemos estar sempre renovando a nossa disposição em acolher mais e melhor as crianças, perguntando-nos: somos capazes de permanecer junto delas, de ‘perder tempo’ com elas? Sabemos ouvi-las, defendê-las, rezar por elas e com elas? Ou negligenciamo-nos, preferindo ocupar-nos dos nossos interesses?”.



Por fim, o Papa Francisco abençoou os realizadores da campanha, desejando a consecução dos objetivos de erradicação do trabalho infantil. “Assim, faço votos de que o Fórum para a Erradicação do Trabalho Infantil possa ser frutuoso nos seus propósitos e, para tal, peço que as luzes do Espírito Santo iluminem a todos os participantes, ao mesmo tempo em que, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, lhes concedo a Bênção Apostólica, pedindo que não deixem de rezar por mim”.



Carta de Aparecida – na manhã do último domingo (9), uma Missa no Santuário Nacional de Aparecida deu início à campanha contra o trabalho infantil empreendida pelo Santuário, em parceria com o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, que acontecerá de 09 a 16 de outubro. O objetivo é conscientizar a sociedade acerca dos malefícios do trabalho precoce.



Na oportunidade, foi lida a Carta de Aparecida, que reforçou o compromisso da Igreja e demais instituições participantes na defesa da educação gratuita, universalizada, atrativa e integral, da aprendizagem profissional e da proteção integral e prioritária dos direitos das pessoas menores de 18 anos. “É dever de todo cristão proteger todas as crianças e adolescentes do trabalho prematuro, que, além de tudo, subtrai vagas de adultos no mercado de trabalho, subvertendo a lógica natural dos pais sustentarem seus filhos, não o contrário, e alimentando um perverso ciclo vicioso de miséria e exclusão”, diz um trecho da carta de intenções.  



A programação da Semana da Criança terá atividades para crianças, pais, educadores e público em geral no Santuário Nacional. Serão realizadas palestras, Missa, distribuição de cata-ventos e de cartilha com 50 perguntas e respostas sobre o tema, recreação no Espaço Devotos Mirins, entre outras. A programação inclui ainda a Exposição Itinerante "Um Mundo Sem Trabalho Infantil", concebida pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho em parceria com a Comissão de Documentação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A mostra busca retratar as piores formas de trabalho infantil, para que a sociedade exija o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes a fim de garantir a esses jovens um futuro digno e equilibrado. No dia 14 acontece no Hotel Rainha do Brasil o 6º Seminário Nacional sobre o trabalho infanto-juvenil, organizado pela Amatra da 15ª Região, e no dia 16 será celebrada Missa de encerramento, com a distribuição de materiais.      

Fonte: MPT Campinas/Imprensa


segunda-feira, 28 de março de 2016

FBI desbloqueou o iPhone que a Apple se recusou a desbloquear

Depois de meses de trabalho, o FBI finalmente conseguiu acessar os dados criptografados do iPhone do caso de San Bernardino. Em uma audiência hoje, um promotor de justiça contou à corte que o novo método para hackear o iPhone é seguro e que não é mais necessário a assistência da Apple. 
No relatório, é bem claro os avanços da equipe do FBI. "O governo foi bem-sucedido em acessar os dados criptografados no iPhone de Farook, e não é mais necessária a assistência da Apple." O processo efetivamente acaba com a luta judicial que o FBI tem travado com a Apple desde fevereiro". 
O Departamento de Justiça anunciou pela primeira vez a tentativa de acessar os dados no dia 21 de março, menos de 24 horas depois dos rumores sobre o agendamento da primeira audiência no tribunal. De acordo com os promotores de justiça, o método foi demonstrado pela primeira vez às autoridades no dia 20, e foi suficientemente plausível para que o FBI não continuasse mais no caso judicial, que foi iniciado sob a premissa que apenas a Apple era capaz de destravar o iPhone de San Bernardino. 
O governo agendou uma reunião para reportar a efetividade da façanha no dia 5 de abril, mas os pesquisadores do FBI parecem ter terminado mais cedo. O resultado é um fim abrupto a este capítulo da luta do FBI contra a criptografia de dados. Ainda não se sabe qual é a exata natureza das ações do governo, ou quantos iPhones diferentes tiveram que ser destravados para que o método fosse comprovado, mas é improvável que o governo tenha todo este poder que eles alegam ter. Isso levanta a possibilidade de embates futuros nos tribunais ou, mais provavelmente, ações no Congresso em relação à criptografia do tipo propostos pelos senadores Dianne Feinstein e Richard Burr. 
Em uma declaração, o Departamento de Justiça prometeu continuar seus esforços para coletar dados de dispositivos criptografados. "Continua uma prioridade para o governo garantir que agentes da lei possam obter informações digitais cruciais para proteger a segurança nacional e a segurança do público", e reiterou: "seja com a cooperação de terceiros ou através do sistema judicial". 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Robôs armados podem virar ameaça no futuro?


Futuro do mundo pode estar ameaçado com a chegada de robôs. 

Há muito tempo o homem sonha com robôs totalmente autônomos que podem desempenhar diversas funções, inclusive, substituir o trabalho humano. Porém, juntamente com a tecnologia de ponta útil aos homens, outras criações podem ser prejudiciais. Mesmo que atualmente não exista nada de oficial, muitas pessoas ligadas ao mundo tecnológico estão preocupadas com o nosso futuro.

Vários experts em robótica do mundo alertam sobre um assunto específico, ou seja, o uso de armas autônomas. Nomes como Stephen Hawking, Elon Musk e Steve Mozniak pedem o fim de tais armas, alertando sobre os riscos de uma “revolução da inteligência artificial”, que um dia poderá resultar em um grande desastre para a humanidade.

O pedido do grupo foi proferido em uma carta aberta, publicada pelo instituto Future of Life e assinada por centenas de pesquisadores ligados ao assunto, bem como por personalidades da ciência e tecnologia.



Levando em consideração que o mundo está passando por uma grande revolução tecnológica, que envolve carros guiados apenas por computadores, drones com câmeras que invadem a privacidade, entre outros, especialistas mostram insegurança e preocupação para o futuro da humanidade. O cenário atual, para alguns, parece bastante promissor, e claro, sem dúvidas é um grande avanço. O grande problema é a proporção que o assunto irá tomar, e o surgimento de tecnologias avançadas e autônomas que podem ser usadas pelo lado negativo, principalmente na corrida armamentista.

Na carta, as armas autônomas estão definidas como aquelas que “selecionam e engajam alvos sem a intervenção humana”. Com isso, para encontrar os alvos, é necessário outros dispositivos tecnológicos. Conforme a carta, estas armas irão resultar em uma corrida armamentista já que são capazes de encabeçar grandes mudanças no mundo.

“Armas Autônomas são ideais para tarefas como assassinatos, desestabilizar nações, subjugar as populações e matar seletivamente um grupo étnico em particular. Estamos, portanto, a acreditar que uma corrida AI armamentista militar não seria benéfico para a humanidade.”

Noel Sharkey, roboticista que assinou a petição e é membro da Campaign to Stop Killer Robots, os robôs da vida real deverão ser piores que as representações de ficção científica vista no cinema.
“Eles vão se parecer com tanques. Eles se parecerão com navios, eles vão se parecer com caça a jato”, diz Sharkey. Além disso, a carta também cita as armas químicas, que podem causar diversos problemas.

“Assim como a maioria dos químicos e biólogos não têm interesse na construção de armas químicas ou biológicas, a maioria dos pesquisadores de AI não tem interesse em construir armas AI - e não quer que os outros possam manchar seu campo de trabalho, ao fazer isso, potencialmente criando uma grande reação pública contra a AI que limitaria seus futuros benefícios para a sociedade.”
A carta pode ser assinada por qualquer pessoa, basta clicar aqui.

Fonte: oficinadanet.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

Pesquisador aponta aumento de depressão, assédio e cocaína entre jornalistas, informa Portal Imprensa


Segundo o pesquisador, o  jornalista continua tendo uma identidade idealizada. "Se você perguntar à população o que ela pensa sobre o jornalista, vai se falar que é um sujeito que denuncia, que sabe das coisas, enfim, a representação social é positiva. Por outro lado, a identidade real deste jornalista, sua vida concreta, é precarizada.
Então há um gap, uma distância muito grande entre a identidade pessoal a representatividade social. Isso torna o jornalista muito inseguro e frustrado", diz Heloani. 

Confira o texto:


Desde 2003, José Roberto Heloani investiga a interface entre saúde e a profissão jornalística. Naquele ano, o doutor em psicologia e professor titular da Universidade de Campinas (Unicamp) entrevistou cerca de 20 jornalistas do eixo Rio-São Paulo, com foco em qualidade de vida.

Após estudo intermediário de 2005 - com espaço amostral ampliado para mais de 70 profissionais - concluiu em 2012 o mais recente deles, com mais de 250 jornalistas, aprofundando temas como saúde mental, identidade e subjetividade, e incidência de assédio moral e sexual.

Suas conclusões são duras. De dez anos para cá, aumentam entre os profissionais da área as incidências de depressão, infidelidade conjugal e uso de drogas, principalmente, cocaína e anfetamina, além do fenômeno que ele chama de "naturalização do assédio". 

"Hoje, no país, há cerca de seis grandes grupos de comunicação. Ou seja, o jornalista precisa ter muita coragem para fazer uma denúncia formal de assédio se quiser permanecer no mercado. Além disso, trocar de profissão, quando desejado, não é fácil.” 

Outro problema apontado por Heloani é a distância entre a experiência real e a representatividade social da profissão. "Enquanto a imagem do jornalista é idealizada e positiva na sociedade, sua vivência diária é precarizada. Isso os torna mais inseguros e frustrados". 

Confira a íntegra da entrevista à IMPRENSA:

IMPRENSA – Quais foram as novidades da última pesquisa?

ROBERTO HELOANI
 – Os casos de assédio moral e sexual tornaram-se mais rotineiros, embora já existissem. Mas, o problema vai além. Se, em outras categorias profissionais, o grau de denúncias de assédio tem aumentado – como a dos bancários, por exemplo, que acompanho há muitos anos –, no jornalismo, o assédio aumentou, mas o número de pessoas que recorrem à Justiça diminuiu.

Isso pode ter a ver a competição acirrada do mercado jornalístico?
Não tenho nenhuma dúvida disso. No Brasil, há seis grandes grupos de comunicação. Você precisa ter muito coragem para fazer uma denúncia formal de assédio se quiser permanecer no mercado. A pessoa pode até pensar em mudar de área, ir para assessoria ou área acadêmica, mas nenhuma alternativa é fácil. 

O que suas pesquisas revelaram sobre o estresse? 
Hoje, o jornalista é um profissional multifocal. O que pode parecer muito interessante, mas, na prática, as coisas não são bem assim. É um profissional que se tornou muito mais estressado do que era. Primeiro, ele não pode dominar só uma mídia. Ele é um profissional que precisa ser repórter, fotógrafo, motorista, às vezes, cuidar da própria segurança. Então, hoje, há maior incidência de um estresse patológico. Na primeira pesquisa, não víamos muita gente em estado de pré-exaustão ou exaustão, que é o caso mais grave. Na mais recente, começamos a ver pessoas debilitadas, em pré-exaustão, inclusive recorrendo mais a drogas lícitas e ilícitas.

Aumento de que ordem? Quais drogas, especificamente?
Apesar de ser difícil estabalecer um percentual, diria que aumentou cerca de 25%. O álcool é a droga mais recorrente, além de café e energético em alta medida. O problema é que aumentou o uso de drogas estimulantes, como cocaína e anfetamina. É uma forma de o cara conseguir escrever quatro ou cinco matérias em veículos diferentes, dormir três ou quatro horas, e dar conta do recado. Muitas vezes, sem tempo de ir ao psicólogo ou ao médico, o cara ouve falar de alguém que conseguiu ter um pique legal com “uma cheirada numa carreira” e aí ele perde o pé. É cada vez maior o número de pessoas que trabalham intoxicadas.

Como as dificuldades da profissão têm impactado a esfera pessoal e familiar dos profissionais?
Se há uma coisa que não se altera nas três pesquisas que realizei é que as mulheres, principalmente, queixam-se muito de como a profissão reflete na relação familiar e na relação com o companheiro. Primeiro, elas se queixam que não é fácil namorar com alguém que não seja da área. Começa a pintar ciúmes ou a convivência se torna muito esporádica. Já vi muitos jornalistas que só se encontram no aeroporto. 

Então, pode-se dizer que a profissão jornalística dificulta uma relação estável e fiel?
Muito. Mas, a queixa dessas pessoas é que elas, justamente, não querem isso. Elas querem um relacionamento, um companheiro. Não é questão de moralismo, mas o patológico está no fato de que a pessoa não quer trair. Se a pessoa está satisfeita com isso, pode até ser saudável. Mas, quando você se queixa disso – porque não é o que você quer, mas o que você pode fazer –, aí você começa a afetar a esfera subjetiva e, a longo prazo, até a saúde mental.

Investigou também a identidade e subjetividade do jornalista. O que concluiu?
O jornalista continua tendo uma identidade idealizada. Se você perguntar à população o que ela pensa sobre o jornalista, vai se falar que é um sujeito que denuncia, que sabe das coisas, enfim, a representação social é positiva. Por outro lado, a identidade real deste jornalista, sua vida concreta, é precarizada. Então há um gap, uma distância muito grande entre a identidade pessoal a representatividade social. Isso torna o jornalista muito inseguro e frustrado. 

Quais as consequências disso?
Ele se sente decepcionando com toda a população que o idealiza. Na última pesquisa, ficou muito clara a questão da culpa. Com a dificuldade na carreira, a pessoa começa, em sua narrativa pessoal, a puxar fatos do passado que são pueris. "Ah, eu me lembro que um redator me chamou para trabalhar e eu não fui." E isso dura anos. Ou seja, é infantil. Aí ele pode cair numa armadilha de achar que cometeu um erro estratégico no passado. E, agora, com maiores sacrifícios, ele decola. É uma maneira de ele pagar uma conta que ele tem com ele mesmo. A gente chama isso de dívida psíquica. É aí que ele se arrebenta para valer. 

Há saída para atenuar todos esses aspectos de tensão?
Deixar a profissão não é tão simples, demanda um planejamento a longo prazo. A única maneira de diminuir isso é começar a dialogar mais sobre isso, e nisso os sindicatos da categoria têm um papel importante. É uma categoria que continua sendo muito desunida.

A fraqueza política dos sindicatos tem a ver com isso?
Acho que contribui. É uma situação complexa porque, na medida em que as pessoas acabam não acreditando no poder das associações, estas associações acabam se tornando fracas. Uma associação não é uma abstração. Como eu não colaboro, a associação continua sendo fraca e ineficaz. Como não há uma correlação positiva de forças com essas grandes corporações que estabelecem o modo de vida do jornalista, elas trabalham totalmente independente da legislação. A legislação é clara: são cinco horas, mais duas. Mas eu nunca vi um caso de um jeito trabalhando sete horas. Eu vi 10, 12, 14 horas. Essas organizações acabam atuando à revelia da legislação. Ou você começa discutir isso para valer, ou não muda nada. Até porque a nova geração de jornalistas têm, realmente, aceitado qualquer jogo.


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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Provedor que hospeda site onde foi publicado falso anúncio erótico terá de indenizar por dano moral

Um morador de Juiz de Fora (MG) receberá R$ 30 mil como indenização por danos morais em razão de anúncio erótico falso publicado na internet com seu nome e telefone. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o provedor que hospeda o site em que o anúncio foi veiculado tem responsabilidade solidária pelo ilícito cometido, porque participa da cadeia da prestação do serviço. O relator é o ministro Luis Felipe Salomão.

A publicação se deu em fevereiro de 2003. O homem, empregado de um hotel, contou que, por causa da oferta de serviços homossexuais, recebeu incessantes ligações de interessados no anúncio, o que comprometeu sua honra e idoneidade, sobretudo no emprego.

A ação por danos morais foi ajuizada contra a TV Juiz de Fora Ltda., empresa proprietária do site iPanorama, que hospeda o portal O Click, onde o anúncio foi publicado. A TV Juiz de Fora denunciou à lide a empresa de publicidade Mídia 1, responsável pelo portal de anúncios.

Em primeiro grau, a proprietária do iPanorama foi condenada a pagar R$ 40 mil por danos morais. Em apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais entendeu que o provedor não possuiria legitimidade para figurar no polo passivo da ação por danos morais, uma vez que não poderia ser responsabilizado pelo conteúdo de todos os sites por ele hospedados. A vítima do anúncio recorreu, então, ao STJ.



Leia a matéria completa no site do STJ

sábado, 2 de junho de 2012

Procon já é digital no DF



O ProconDigital do Distrito Federal passou a funcionar no dia 1º de junho. De acordo com o órgão, a iniciativa é pioneira no Brasil porque a plataforma usada permite o consumidor fazer a denúncia e anexar arquivos que ajudem no processo, como fotos, documentos, entre outros. Por enquanto, o projeto está em fase experimental por 90 dias.
O Serviço de Proteção ao Consumidor do DF informou ainda que para utilizar o sistema, os consumidores deverão fazer um cadastro com dados básicos, como nome completo, e-mail, localização e contatos. Após o registro, o usuário receberá um e-mail imediatamente com a confirmação de recebimento e em até 72 horas receberá uma resposta definitiva para o processo. O sistema funcionará das 16h às 20h e o usuário também poderá acompanhar o processo online. Futuramente, o serviço estará disponível 24 horas e o o consumidor poderá consultar o ranking das empresas com mais reclamações.
No Distrito Federal, segundo o Procon, em 2011, foram atendidos 229.558 consumidores. Cerca de 90% dos registros correspondem a pedidos de orientação e denúncias. Em 2012, o Procon atendeu 84.113 consumidores de janeiro até o dia 30 de maio.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Concurso apenas para Cadastro de Reserva é rejeitado no Senado

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Senado aprovou hoje (30) o fim de concurso público para formar exclusivamente cadastro de reserva. Apreciado em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto de lei será analisado pela Câmara dos Deputados.
Os senadores excluíram dessa norma as empresas públicas e de economia mista, que não poderão cobrar taxas de inscrição quando o objetivo for criar cadastro de reserva.
O projeto prevê que o edital de cada concurso público de provas ou de provas e títulos, no âmbito da administração direta e indireta – fundações e autarquias – da União, estados, municípios e no Distrito Federal, deverá especificar o número de cargos a serem providos.

Julian Assange, WikiLeaks: Supremo britânico autoriza extradição à Suécia

O Supremo Tribunal da Grã-Bretanha decidiu que Julian Assange, o fundador do site Wikileaks, pode ser extraditado da Grã-Bretanha para a Suécia para enfrentar acusações de crimes sexuais.
Por 5 votos a 2,, a decisão endossa decisões anteriores feitas por dois tribunais de instância inferior de extraditar a Assange de 40 anos para ser interrogado sobre alegações de estupro a  uma mulher e agredido sexualmente uma outra em 2010. O tribunal rejeitou os argumentos de advogados Assange que o mandado é inválido porque o promotor não tinha autoridade legal para emitir.

Fonte: http://blogs.voanews.com/breaking-news/2012/05/30/british-court-upholds-extradition-of-wikileaks-founder-2/

quarta-feira, 23 de maio de 2012

STJ autoriza retirada de receita de risoto em processo contra o Google

No G1: Receita estava em recurso da empresa contra indenização de usuário. Assessoria da empresa afirmou que não comenta casos específicos. 


Uma receita de risoto foi acrescentada a um processo que tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As dicas para se cozinhar o prato - que leva tomate, queijo ralado e nozes - aparentemente foram acrescentadas por acidente pelos advogados que representavam a empresa Google em um recurso especial julgado pelo tribunal no último dia 8 de maio.
Página do recurso apresentado pelo Google, com a receita de risoto (Foto: Reprodução)Página do recurso apresentado pelo Google, com a receita de risoto (Foto: Reprodução)
O documento estava entre as folhas de uma petição feita pelos advogados à véspera do julgamento. Em despacho de 11 de maio, e publicado no último dia 21, a ministra relatora do processo, Nancy Andrighi, faculta "aos advogados que subscreveram a petição de desistência o desentranhamento do documento de fl. 601, e-STJ (uma receita de risoto), pois o mesmo não integra e nem tem relação com o presente processo" (veja abaixo a cópia do despacho).
Não há informação se os advogados retiraram a receita. Procurado pelo G1, o Google disse, via assessoria de imprensa, que não comenta casos específicos.
Responsabilidade
A despeito do detalhe curioso, o processo julgado tem relevância jurídica. O recurso foi feito pela Google após ser condenado a indenizar em R$ 7 mil um homem que sentiu ofendido por uma página do Orkut. A empresa argumentava não ter controle sobre a inclusão de informações, mas o tribunal entendeu, neste caso, existir responsabilidade da empresa.
Isto porque o homem alegou ter utilizado a ferramenta disponível para denunciar abusos e pedir a retirada da página, mas o pedido teria sido negligenciado. "Não é razoável deixar a sociedade desamparada frente à prática, cada vez mais corriqueira, de se utilizar comunidades virtuais como artifício para a consecução de atividades ilegais", diz voto de Andrighi.
Para a ministra, os provedores de conteúdo não podem responder de forma objetiva pela inserção de informações ilegais por terceiros no site nem realizar controle prévio, mas devem "removê-los imediatamente, sob pena de responderem pelos danos respectivos".

Despacho assinado pela ministra do STJ Nancy Andrighi autoriza retirada da receita de recurso apresentado pelo Google (Foto: Reprodução)

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/05/stj-autoriza-retirada-de-receita-de-risoto-em-processo-contra-o-google.html