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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Papa Francisco e CEO do Facebook discutem como amenizar a pobreza

O Papa Francisco recebeu  o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, acompanhado de sua esposa Priscilla Chan.

Eles falaram sobre como utilizar as comunicações para amenizar a pobreza, encorajar a cultura do encontro e fazer com que uma mensagem de esperança possa chegar especialmente às pessoas mais necessitadas.




Na quarta-feira (24/08) Zuckerberg escreveu em seu perfil no Facebook que estaria em Roma para uma sessão de Perguntas e Respostas com a comunidade do Facebook na Itália e não mencionou a audiência com o Papa.
“Também quero encontrar a nossa comunidade italiana após o terremoto”, escreveu.



“Eu sei que este é um momento difícil para quem perdeu familiares e casa, e meus pensamentos estão com todos que foram afetados pelo desastre”, disse ainda Zuckerberg.

Fonte:  Rádio Vaticano

terça-feira, 21 de junho de 2016

Estudo de Princeton expõe vigilância descontrolada dos trackers na Web

Os pesquisadores Steven Englehardt e Arvind Narayanan, da Universidade de Princeton, publicaram no dia 18 de maio o “estudo mais amplo e detalhado de monitoramento online até a presente data” (paper).

Usando a ferramenta livre / de código aberto OpenWPM, (um “framework para medições de privacidade na web), eles conduziram uma série de experimentos nos primeiros 1 milhão de sites do ranking de popularidade da Alexa, e encontraram alguns resultados já esperados — concentração de um pequeno número de gigantes mas uma “cauda longa” de milhares de trackers, prevalência desses mecanismos em sites de notícia, eficácia de extensões e plugins de bloqueio…

Mas Englehardt e Narayanan também fizeram algumas descobertas surpreendentes: a prática comum de “sincronização de cookies” entre diferentes trackers e a adoção de técnicas novas de fingerprinting para identificar dispositivos.

A capacidade de monitorar detalhadamente as ações das pessoas na Web, a prática difundida de compartilhar e vender dados umas para as outras e a característica desse mercado de possuir um pequeno número de empresas que estão presentes na maioria dos sites produzem um grave dano à privacidade de quem acessa a Web, afetando também outros direitos fundamentais como a autodeterminação e a inviolabilidade da intimidade.

Está tramitando na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que busca trazer garantias à população brasileira e que já têm paralelos em mais de cem países ao redor do mundo: uma lei que proteja os dados pessoais. Se aprovada da forma como foi proposto pelo Ministério da Justiça, ela estabelecerá claros limites em quais dados poderão ser guardados e processados por essas empresas com o objetivo explícito de proteger direitos fundamentais.

Neste artigo, vamos ver as principais descobertas do estudo de Englehardt e Narayanane entender como o Projeto de Lei nº 5.276/2016, resultado de duas consultas públicas e encaminhado à Câmara recentemente pelo governo Dilma Rousseff antes da presidenta ser afastada, pode nos dar maior controle sobre a coleta e o tratamento dos dados pessoais por parte dos trackers.

Third parties e trackers: data is money, my friend

Antes de tudo, uma definição: o estudo gira em torno das third parties. Quando visitamos um determinado site, a first party (“primeira pessoa”), ele pode carregar recursos como scripts e imagens de outros domínios, as third parties (“terceiras pessoas”).

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Muitos desses domínios servem trackers, enquanto outros são usados para fornecer imagens estáticas (como o gstatic.com da Google e o fbcdn.net do Facebook). Estes conteúdos não são relevantes para os propósitos do estudo, que analisa aqueles que hospedam scripts que rodam silenciosamente, detectam e comunicam à “base” informações sobre a visita. Para separar o joio do trigo, o estudo usou listas usadas por plugins de privacidade, curadas e alimentadas com novos endereços de trackers conforme eles são descobertos.
Para aprender mais sobre esse monitoramento funciona e como se defender dele, veja nosso artigo Trackers: os grandes stalkers da Web.

Descobertas do estudo

Embora tenham sido registradas 81.000 third parties, um pequeno grupo delas está presente em muitos sites, enquanto a maioria foi detectada em pouquíssimos sites (o “efeito cauda longa“). Isso confirma as impressões de observadores da indústria de que há uma grande concentração de grandes empresas do ramo que domina a maior parte do mercado — somente 123 dessas 81 mil estão presentes em mais de 1% dos sites, e todas as cinco maiores percentem à Google. “De fato, a Google, o Facebook e o Twitter são as únicas entidades com third parties presentes em mais de 10% dos sites”, dizem os autores.

Além disso, o estudo detectou que a maioria dos trackers faz sincronização de cookies (cookie syncing), comunicando a outros trackers os ID’s usados internamente para identificar visitantes. Esta descoberta sugere que as empresas de tracking trocam grandes volumes de seus dados entre si por fora da interação usuário(a)↔website .

Outra descoberta pouco óbvia é que a indústria de monitoramento online pode ser uma barreira para a ampla adoção de HTTPS. Como os navegadores alertam sobre “conteúdo misto” quando um site em HTTPS carrega recursos via HTTP desprotegido, e muitos trackers não oferecem por HTTPS (ou não por padrão), há um desincentivo para sites adotarem essa vital tecnologia para que suas visitas não sejam recebidas com um “cadeado quebrado”. Além dos riscos de interceptação, um outro agravante é que tais scripts de monitoramento e seus cookies, quando trafegam via HTTP, podem ser usados por agências de inteligência e crackers para te identificar e até invadir.

Sites de notícias e outros conteúdos editoriais são os mais monitorados. Já sites de universidades, organizações governamentais e sem fins lucrativos são os que menos instalam trackers. Uma hipótese levantada pelos autores é de que os últimos apresentam menos monitoramento (e anúncios) pois têm financiamento externo, enquanto os primeiros são obrigados a monetizar suas visitas (e, crescentemente, limitar visitantes que usam ad blockers).

Por que querem meus dados?



O caminho dos anúncios desde os marketeiros até você. Cada uma dessas empresas ajuda a definir quais você vai ver ao acessar uma página web.
“Informações pessoais são o novo petróleo, o combustível vital da nossa economia digital”, como disse Andrew Keen para a CNN. A vasta gama de tipos de dados que os aplicativos e dispositivos emitem constantemente — localização, relações sociais, hábitos de consumo e comportamento — são o que mantém o capital girando para uma grande e crescente parcela de empresas de software.

O modelo de negócios adotado nos primórdios da rede, com serviços pagos diretamente pelo cliente ou financiados por universidades e empresas, chegou ao público geral como o que os especialistas em privacidade e segurança da informação chamam de modelo de negócios da vigilância: a empresa oferece serviços “gratuitamente”, e paga suas contas e funcionários(as) vendendo as informações pessoais que conseguem coletar para quem se interessa.

Esses dados possuem alto valor para uma série de outras empresas que se beneficiam em conhecer detalhes sobre a vida das pessoas: serviços de crédito que querem avaliar seu risco de dar um calote, seguros de saúde que podem usá-los para determinar o valor do plano, lojas e empreendimentos que querem entender o comportamento do mercado e anunciar diretamente para um público-alvo específico…

Para intermediar a coleta de dados nos sites e aplicativos e seu uso final pelo mercado, surgiu a indústria das data brokers (“corretores de dados”). Gigantes como a Acxiom e a Experian possuem sedes ao redor do mundo, onde compram e vendem bancos de dados sobre populações inteiras.
O ramo é tão grande que muitas vezes há mais intermediários na cadeia: centenas de outras empresas pequenas e grandes comercializam entre si bancos de dados para integrar com sua vasta coleção — a Experian, que comprou a Serasa em 2007, possui terabytes de informação sobre o público brasileiro e petabytes a nível global.

Algumas das data brokers que coletam dados na Internet segmentam internautas com base no seu comportamento online, justamente através dos trackers estudados pela dupla de pesquisadores de Princeton. No Brasil, por exemplo, uma empresa chamada Navegg Analytics busca “entender o comportamento do consumidor”, e baseia sua segmentação da população em um estudo de 6 anos conduzido em mais de 100 mil sites. Seus scripts estão presentes na maioria dos portais de notícias e em vários outros sites voltados para o público brasileiro.


Algumas categorias em que a Navegg associa a você a cada visita em um site que use seus third-party scripts. Se você não tem tempo para ler nosso artigo sobre profiling, TEM QUE ao menos ler o guia ilustrado.

E agora, quem poderá nos defender?

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O mercado de coleta e tratamento de dados em escala massiva, na ausência de leis que o limitem e por ser invisível para quem navega no site (tanto na coleta quanto no uso), se tornou definitivamente um monstro.
Proibi-lo completamente, no entanto, é desproporcional e eliminaria uma opção legítima de usar serviços gratuitos que, além de manterem-se financeiramente com o tratamento de dados, os usem para aprimorar sua interface e seu serviço — por exemplo coletando estatísticas de uso de seus softwares para entender quais entraves as pessoas enfrentam.

O que precisamos para tornar essa indústria mais justa e saudável são ferramentas para que as pessoas possam exercer controle sobre que dados vão compartilhar e entendendo o que está em jogo após suas escolhas.

Proteções legais aos nossos dados com o Projeto de Lei 5276/2016, além de eficazes no cenário atual de trackers, protegem todos os dados, quer sejam visitas em sites, quer sejam suas compras no supermercado. Ele também traz limites claros não só para o momento da coleta como o de tratamento (pense em algoritmos) e o repasse para o poder público ou empresas dentro e fora do país. O PL também obriga as empresas a seguir padrões e boas práticas de segurança para o armazenamento, a transmissão e a anonimização (que serão atualizados conforme as tecnologias de proteção e de quebra evoluem).

O PL 5276/2016 protege seus dados

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Segundo Marília Monteiro, pesquisadora do Privacidade Brasil e mestranda em Políticas Públicas na Hertie School of Governance, “há pouca, senão nenhuma regra que regule a atividade dos chamados data brokers no Brasil. Para aquelas que lidam com informações de crédito, algumas balizas estão presentes nas regras consumeristas, mas isso está limitando a alguns agentes da cadeia de informações de crédito e não de forma sistemática e especializada”.

Nós da Coding Rights, junto com mais 40 entidades da academia e da sociedade civil organizada manifestamos interesse na chegada do Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais à Câmara dos Deputados. O PL nº 5.276/2016, como escrevemos em uma carta aberta, “foi construído de forma colaborativa com amplo engajamento social por meio de duas consultas públicas realizadas no fim do ano de 2010 e começo do ano de 2015, a partir da iniciativa do Ministério de Justiça em colocar o texto do então Anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais sob escrutínio público nas plataformas online Cultura Digital e Pensando o Direito“.

O PL de Proteção de Dados vem preencher uma lacuna na nossa legislação: proteções semelhantes já existem na maioria das democracias mais fortes do mundo, como a Diretiva de Proteção de Dados que orienta as leis de cada país da União Europeia, ou as regulamentações específicas por setor que os EUA adotam em vez de uma lei geral. Marília Monteiro, que era coordenadora de Consumo e Sociedade da Informação da Senacon/MJ e participou ativamente da elaboração do debate público, afirma que “o PL 5.276/16 traz padrões mínimos internacionalmente reconhecidos que criam o dever de transparência para as data brokers. Os princípios, direitos e garantias presentes no projeto permitiriam, por exemplo, que os usuários acessem as informações agregadas pelas data brokers, optem pela não coleta, compartilhamento e divulgação de seus dados pessoais e que corrijam as informações a seu respeito”.
Como vimos, há uma grande concentração de atores no mercado de tracking, o que torna uma lei que estabeleça normas para sua atuação mais eficiente. Segundo os autores, “para as pouco mais de 100 third parties que são prevalentes em pelo menos 1% dos sites, imaginamos que elas são entidades grandes o bastante para terem seu comportamento regulamentado por pressão da opinião pública e a possibilidade de ações legais”.
Ao longo dos últimos meses, viemos preparando uma série de materiais para auxiliar a participação no processo de consulta pública. No guia Dados Pessoais: como contribuir para o debate público, feito pela Oficina Antivigilância e pelo CSLab, são explicados os principais conceitos e questões de cada um dos “eixos” do debate conforme organizado pelo Ministério da Justiça. Fizemos um boletim especial com artigos sobre as data brokers e os riscos e garantias da anonimização na proteção de dados pessoais, além de uma visualização interativa dos comentários feitos na plataforma do MJ para enxergar as principais disputas em torno do texto da lei.

Exercendo (algum) controle sobre sua navegação

Enquanto não temos uma lei que nos proteja, podemos exercer um maior controle sobre os dados que entregamos para estas empresas através das já conhecidas ferramentas de bloqueio de anúncios. O estudo dos pesquisadores de Princeton realizou testes comparados com um navegador com Ghostery, e verificou que ele é bastante eficiente, bloqueando grande parte dos trackers sem comprometer o funcionamento normal do site (deixando passar domínios de CDN’s e e widgets, por exemplo).
As extensões Privacy Badger (Chrome, Firefox)  e uBlock Origin (Chrome, Firefox, Opera) possuem um funcionamento similar ao Ghostery, com a vantagem de serem software livre. A combinação das duas é nossa recomendação para proteger sua navegação dos olhos da indústria de forma transparente e automática. Estas ferramentas atuam através de “listas negras” e sistemas sofisticados de reconhecimento de tracking para impedir o navegador de carregar scripts enxeridos.




Comparação feita para nosso artigo sobre trackers mostra scripts carregados sem (1ª) e com (2ª) as extensões Privacy Badger e uBlock Origin. Muitos deles atuam em vários sites ao mesmo tempo.

Fingerprinting, ou seguindo você na Internet sem login

Apesar de haver ferramentas que bloqueiam os trackers tradicionais, o estudo detectou uma série de métodos pouco conhecidos ou até inéditos de monitorar pessoas online, que passam batido por essas extensões.
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As técnicas de fingerprinting permitem que o tracker faça uma “impressão digital” de todos os dados que consegue juntar sobre o navegador; assim, ele sabe que quem está entrando no site X é a mesma pessoa que entrou em um site Y. Seguindo sua trajetória online é possível aprender muito sobre seu comportamento mesmo sem saber sua identidade pessoal — e basta fazer login em um site onde você tenha se cadastrado e puf, já é possível te ligar ao seu histórico de navegação.

Alguns métodos de fingerprinting já são conhecidos: a lista de fontes e plugins que o navegador suporta, as informações sobre a versão do navegador (user agent string) e o tamanho de sua janela… a ferramenta Panopticlick mantida pela EFF testa o quão único é seu navegador frente aos das outras milhares de visitas que o site já ganhou.

Uma gama de outras formas de fingerprinting são menos conhecidas e estudadas. O canvas fingerprinting, por exemplo, se aproveita de particularidades na forma como o javascript desenha formas no <canvas> em diferentes dispositivos e navegadores. A pesquisa de Englehardt e Narayanan é a primeira a detectar uma série de métodos sofisticados de identificação que se aproveitam de interações com o sistema que o javascript oferece sem pedir permissão:
  • Font canvas fingerprinting é enumerar as fontes presentes no sistema através da interface “canvas” de desenho.
  • O WebRTC-based fingerprinting coloca na mistura seu endereço de IP na rede local.
  • O AudioContext fingerprinting detecta sutilezas na forma como a Audio API processa sinais de áudio em cada máquina e navegador.
  • Foram detectados até scripts que gravam o nível de bateria e quanto falta para (des)carregar completamente.
A princípio, estas informações parecem banais e inúteis. No entanto, é consenso na comunidade técnica e na ciência da computação que até mesmo poucos dados que se refiram aos hábitos ou comportamentos de uma pessoa, quando combinados, podem identificá-las com alta precisão, ou destacá-las na multidão com base em características coletivas como etnia, situação econômica, condição de saúde e posições políticas.

Como disse Arvind Narayanan em seu site pessoal dedicado à (des)anonimização de dados, “há somente 6,6 bilhões de pessoas no mundo, então são necessários somente 33 bits de informação sobre uma pessoa para determinar quem ela é”. O cenário só piora na Web, já que o número de pessoas com acesso à rede é muito menor que a população mundial, e 15 minutos de navegação podem facilmente revelar todos os bits necessários para revelar nossa identidade.

Entramos em contato com Cooper Quintin, desenvolvedor da extensão Privacy Badger, para entender o quanto a extensão já nos protege contra as técnicas abordadas no estudo. Em vez de usar uma lista de trackers conhecidos, o software mantido pela Electronic Frontier Foundation busca em todas as third parties comportamentos associados ao monitoramento, como o armazenamento de cookies e acesso às funcionalidades do javascript que fornecem dados para fingerprinting. Assim, aprimorar a heurística do software para novas ameaças protege automaticamente milhares de usuários(as) da extensão na próxima atualização.

Para Cooper, o relatório da dupla de Princeton é “fascinante”, e ele planeja examiná-lo com mais calma para adaptar seu software aos novos métodos descobertos. “Font canvas e AudioContext são definitivamente novos para mim, e não são detectados pelo Privacy Badger. No momento atual detectamos canvas fingerprinting e super cookies de armazenamento local, além dos cookies tradicionais”.


No próximo artigo da Oficina Antivigilância para a campanha #ProtejamMeusDados, veremos como o PL 5.276/2016, através de suas determinações sobre anonimização de dados e dados usados para formação de perfis (profiling) nos protege de práticas abusivas de publicidade e riscos severos de segurança que a reidentificação apresenta para todos(as), dentro e fora da Web (spoiler: será baseado no nosso artigo sobre anonimização).

Os especialistas em proteção de dados pessoais Bruno Bioni e Renato Leite Monteiro fizeram uma instrutiva linha do tempo dos PLs de Proteção de Dados Pessoais para o Data Privacy Brasil. Você pode acompanhar a tramitação do PL no site da Câmara; é possível se cadastrar para receber atualizações por e-mail.
O InternetLab fez uma análise detalhada de todo o debate feito na última consulta pública, sendo um ótimo guia para se aprofundar em questões específicas como consentimento, dados anônimos, transferência internacional, e o tratamento de dados para segurança pública e defesa nacional.

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Você pode se envolver pelo Twitter , Facebook e nas suas redes de preferência — memes e materiais de divulgação estão sendo organizados no Tumblr PL 5276 protege nossos dados!. Na página especial #ProtejamMeusDados que preparamos aqui no site, manteremos uma visão geral da campanha e do processo no Congresso.

Oficina Antivigilancia

domingo, 5 de junho de 2016

Privacidade: 'Post-it' ou adesivo sobre a lente já se torna mais comum entre usuários.




Em março de 2014, o ativista Edward Snowden denunciou a existência de um software desenvolvido pela NSA capaz de fazer registros usando a webcam de computadores invadidos e enviar as fotos e vídeos para a agência de segurança americana.

No mesmo ano, o governo britânico veio a público com um alerta sobre um site russo que transmitia cenas ao vivo de centenas de webcams no mundo.
E uma pesquisa de 2013 confirmou a possibilidade de se ligar a câmera de um Macbook sem que a luz que indica que ela está ativa fique acesa.
Os episódios mostram o risco de exposição indevida via webcam do computador. A ideia de que possa existir alguém nos assistindo sem nosso conhecimento, aliás, é digna de filme de terror.

Por isso, um número cada vez maior de pessoas está tomando uma medida simples: tapando a webcam com um adesivo ou um post-it.
Agora, o problema são os microfones, que continuam expostos e podem estar sendo usados sem o nosso consentimento.

 Foto: Vincent Brown/Flickr/Creative Commons

A questão sobre os microfones#

Especialistas são unânimes: invadir uma webcam não é difícil tecnicamente. Muitas câmeras vêm com uma senha padrão que é sempre a mesma e dificilmente é alterada pelo usuário.
“Antes mesmo de entender que é fácil invadir uma webcam eu já achava o olhar daquele treco invasivo, ameaçador. Depois, virou um esforço consciente. É uma invasão muito pessoal, porque alguém realmente pode ficar te vigiando, tem um caráter pessoal muito assustador. Tem um potencial danoso muito grande.”
Carolina Stary
Adepta do post-it na câmera há pelo menos 5 anos
Para aquelas já embutidas na tela do laptop, há outros métodos, como o uso de softwares maliciosos, que abrem uma brecha no computador quando executados e permitem acessar a câmera.
O medo de um espião invisível e silencioso por trás da webcam e do microfone não é novo, mas tem se tornado uma preocupação do grande público recentemente.
Antes disso, ativistas de direitos digitais, hackers e analistas de sistemas já usavam um post-it por cima da câmera.
Mais recentemente, na cultura pop, a série “Mr. Robot”, uma das mais elogiadas por crítica e público em 2015, escancara a facilidade com que um indivíduo mal-intencionado pode escutar webcams ou microfones em computadores ou celulares alheios.
O crescimento da paranoia justificada é verificável em uma breve busca no Google. Os links que ensinam maneiras simples de acessar webcams alheias são muitos - e aqueles que recomendam tapar a câmera, também.
A maioria das pessoas, no entanto, se esquece (ou ignora) os microfones nos computadores e a existência de não uma, mas duas câmeras, nos celulares. Essas, quase ninguém esconde.
Uma professora de comunicação de massa da Universidade da Flórida, nos EUA, alertou recentemente para a possibilidade real de que o Facebook esteja usando microfones de celular para registrar áudio e coletar dados sobre o que as pessoas estão discutindo.
“Sempre tive essa paranoia, ainda mais porque tem gente que eu admiro e entende muito de tecnologia que usa [post-it sobre a câmera]. Mas depois de assistir Mr. Robot, comecei a usar o tempo todo no notebook. No celular não uso por preguiça de ficar tirando, mas faria sentido também.”
Debora Corrano
Publicitária, em entrevista ao Nexo
A professora disse que encontrou evidências disso falando de assuntos específicos perto do telefone e observando o surgimento de anúncios sobre aqueles assuntos.
O Facebook diz que usa o registro de áudio do celular apenas para identificar se o usuário está ouvindo música ou assistindo TV, e que essa função está disponível em apenas alguns lugares do mundo.
Ainda assim, o caso não é novidade. Em 2014, usuários descobriram uma falha no navegador Google Chrome que permitia que um website que tivesse recebido permissão para registrar o áudio de um computador continuasse escutando mesmo depois que o site fosse fechado.

Como se proteger#

Para esconder as câmeras, tanto a do celular como a do computador, a recomendação mais segura é bem simples: um adesivo ou post-it por cima da lente são suficientes.
No caso do microfone, é um problema difícil de resolver. A rigor, não há solução facilmente reversível para os microfones embutidos em laptops e celulares.
Desabilitar o programa que controla o microfone no computador é uma possibilidade, mas isso poderia ser contornado por um software malicioso.
Outras técnicas incluem abrir o computador e desconectar o sensor de som ou usar um chiclete ou massa de modelar para bloquear a entrada de áudio. O problema é que essas soluções são difíceis de se reverter quando você quiser de fato usar o microfone.

Via Nexo

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Lançado Tor Browser 6.0

O Tor Browser, como muitos sabem, permite usar Tor no Windows, em sistemas OS X ou Linux, sem que haja a necessidade de instalar qualquer software. Ele pode ser executado fora de uma unidade flash USB, além de vir com um navegador web pré-configurado para proteger seu anonimato, contando ainda com a sua portabilidade. Portanto, vale ressaltar que Tor Browser 6.0 já está disponível. Algumas das melhorias nessa nova versão, incluem assinatura de código para sistemas OS X sendo introduzida.

 Isso deve ajudar os usuários que tiveram problemas com a obtenção do navegador Tor para trabalhar em seu Mac, devido à relação com o software Gatekeeper. Além do mais, a nova versão traz novas melhorias de privacidade e desativa os recursos potencialmente prejudiciais em um contexto relativo ao Tor. Há ainda o suporte certificado SHA1 que está desativado, e o atualizador não só está contando com a assinatura sozinho, mas está fazendo a verificação do hash do arquivo da referida atualização, bem antes de aplicá-lo. Ainda no contexto, a versão 6.0 do Tor fornece uma correção para uma vulnerabilidade hijacking DLL do Windows.





Fonte:  under-linux

#Tumblr: Sua Senha pode estar na "Deep Web"

A Deep Web. Sim, aquela tal camada da Internet que camufla muitas coisas que não podem ser expostas na Surface Web, devido ao nível de clandestinidade das transações que são firmadas, envolvendo vendas de produtos ilícitos como drogas e armas, contratação de serviços nada convencionais e que envolvem altas quantias em dinheiro, dentre outras coisas que muita gente nem imagina que existe e acontece. Porém, a Deep Web também seu lado bom como tudo nesta vida, afinal de contas, não existe o bem e o mal em sua totalidade. Há sim, o ponto de equilíbrio. E na tão assombrosa, temida e muitas vezes evitada "Deep Web", encontramos coisas interessantes, edificantes, que podem aprimorar de forma muito positiva, o nosso conhecimento. Mas chega de blá e vamos ao ponto chave: Os endereços de email e hashes de senhas de 65 milhões de usuários do Tumblr estão sendo vendidos on-line através de "peace_of_mind", também conhecido como "Peace", que trata-se de um indivíduo que, recentemente, ofereceu para venda dados de usuários do LinkedIn, que remontam a uma violação de 2012.




As credenciais das contas roubadas de Tumblr também são antigas - de acordo com o levantamento feito, eles foram roubados no site em fevereiro de 2013, devido aos criminosos terem encontrado uma brecha na segurança. Assim, a equipe do Tumblr avisou sobre isso no início deste mês, mas esqueceu de dizer quantos usuários são afetados pelo problema. Recentemente, um terceiro obteve acesso a um conjunto de endereços do Tumblr de usuários com senhas e hash a partir do início de 2013, antes da aquisição do Tumblr pelo Yahoo. Assim que se tornou ciente disso, a equipe de segurança investigou exaustivamente o assunto. Assim, a análise feita pode concluir que não há nenhuma razão para acreditar que esta informação foi usada para acessar as contas do Tumblr. Como medida de precaução, no entanto, estará sendo exigido que os usuários do Tumblr definam uma nova senha.


Fonte: under-linux.org

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Banda larga fixa : Operadoras terão que suspender sistema de franquia

A Superintendência de Relações com os Consumidores (SRC) publicou nesta segunda-feira, 18, o Despacho nº 1/2016/SEI/SRC determinando cautelarmente que as prestadoras de banda larga fixa se abstenham de adotar práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia, ainda que tais ações encontrem previsão em contrato de adesão ou em plano de serviço, até o cumprimento cumulativo das seguintes condições:
  • comprovar, perante a Agência, a colocação ao dispor dos consumidores, de forma efetiva e adequada, de ferramentas que permitam, de modo funcional e adequado ao nível de vulnerabilidade técnica e econômica dos usuários: o acompanhamento do consumo do serviço; a identificação do perfil de consumo; a obtenção do histórico detalhado de sua utilização; a notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia; e a possibilidade de se comparar preços
  • informar ao consumidor, por meio de documento de cobrança e outro meio eletrônico de comunicação, sobre a existência e a disponibilidade das ferramentas disponíveis acima
  • explicitar, em sua oferta e nos meios de propaganda e de publicidade, a existência e o volume de eventual franquia nos mesmos termos e com mesmo destaque dado aos demais elementos essenciais da oferta, como a velocidade de conexão e o preço;
  • emitir instruções a seus empregados e agentes credenciados envolvidos no atendimento em lojas físicas e demais canais de atendimento para que os consumidores sejam previamente informados sobre esses termos e condições antes de contratar ou aditar contratos de prestação de serviço de banda larga fixa, ainda que contratados conjuntamente com outros serviços.
 

  As práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia somente poderão ser adotadas após noventa dias da publicação de ato da SRC que reconheça o cumprimento das condições fixadas.

A SRC também fixou multa diária de R$ 150 mil reais por descumprimento dessa determinação, até o limite de R$ 10 milhões de reais.

A determinação foi destinadas as empresas Algar Telecom S.A, Brasil Telecomunicações S.A, Cabo Serviços de Telecomunicações Ltda, Claro S.A., Global Village Telecom Ltda, OI Móvel S.A., Sky Serviços de Banda Larga Ltda, Telefônica Brasil S.A, Telemar Norte Leste S.A, TIM Celular S.A., Sercomtel S.A Telecomunicações e OI S.A.

Fonte: Anatel

terça-feira, 5 de abril de 2016

#WhatsApp passa a criptografar mensagens de seus usuários

Chegou o dia. Os planos do WhatsApp em aumentar a segurança do app eram antigos, datam de antes da compra da startup pelo Facebook mas após a aquisição, com o dinheiro e know-how adicionais eles finalmente foram implementados: foi anunciado que a partir de agora, todas as comunicações realizadas pelo aplicativo passam a contar com criptografia de ponta de ponta, atingindo mais de um bilhão de usuários em todo o mundo.

A mudança é simples: a partir de hoje todas as suas mensagens de texto, voz, ligações, arquivos, fotos e vídeos compartilhados não podem mais ser acessados por terceiros, somente por aqueles que estão trocando informações, em comunicação individual ou em grupos. 

Assim como ocorre com o iOS e o Android (embora neste caso não seja padrão) o Facebook, dono do WhatsApp também não tem acesso às chaves e não pode coletar nada do que os usuários compartilham entre si, o que em tese derruba a possibilidade da empresa comercializar tais informações: ao que tudo indica as únicas coisas que serão adquiridas pelo algoritmo do Facebook são as informações pessoais e lista de contatos.

O recurso de criptografia já estava sendo testado há algum tempo e vinha sendo lberado em pílulas para os usuários de Android. A partir de agora todos os usuários nas principais plataformas serão beneficiados: além do robozinho o WhatsApp está presente no iOS, no Windows Phone/Windows 10 Mobile e no… não, você não, BlackBerry.

Tal atitude, além de corroborar a preocupação com a segurança que o CEO do WhatsApp Jan Koum sempre disse ter (ele se refere constantemente ao fato de ter crescido na Ucrânia soviética, ainda que na época da Perestroika como um dos principais motivos para defender a criptografia e sigilo dos dados dos usuários), blindar o app e se desfazer da chave livra a empresa de ter que se explicar para órgãos de segurança, pois em teoria não poderiam quebrar as comunicações nem se quisessem. 

Em suma, o ato de tirar o app do ar no Brasil não adiantaria de nada já que tanto o mensageiro instantâneo quanto o Facebook não teriam como burlar a segurança. A briga agora não é mais com ele e nem com o Facebook.

Koum entende que o trabalho da polícia para combater o crime é válido, mas dado seu histórico ele não só não pretende ser conivente como não vai arriscar os dados de seus usuários em prol de uma possibilidade de vigilantismo. Em suma, os interessados que se virem para quebrar a proteção e que não compartilhem a tecnologia (embora a Apple queira saber como o FBI acessou o iPhone dos terroristas, e muito provavelmente vai ficar querendo).

Como ativar a criptografia: Caso uma das duas pontas em uma conserva particular ou um usuário de um grupo ainda não tiver atualizado o app a conversa não será protegida. Em caso positivo, possível verificar a chave de 60 dígitos exibida ou se as pessoas estiverem próximas escanear o QR Code um do outro que aparece em Informações de Contato, Criptografia. 0f8e43dc01db093c4821bbda194ee088edf4cb1d
E pronto, aproveite suas conversas agora totalmente protegidas. 😉
Fonte: MeioBit via WhatsApp.

sábado, 19 de março de 2016

Bots : Cuidado com eles e como checar informações

As pessoas interessadas em distorcer informações para favorecer objetivos pessoais ou institucionais estão usando recursos cada vez mais sofisticadas, o que obriga os jornalistas a serem também mais sofisticados na identificação da manipulação de notícias.

Checar suas fontes é fundamental para qualquer investigação online. Quando você encontra vídeos ou imagens irresistíveis, chegar ao “quem” as fez ou de “onde” vieram é essencial. E os Guias de Checagem Visual do First Draft News fornecem uma excelente visão de conjunto dos itens que devem ser levados em consideração quando se pretende checar uma fonte. Há guias especiais para checagem de fotos e para vídeos.

Reprodução de uma página do guia de verificação de fotos suspeitas

Reprodução de uma página do guia de verificação de fotos suspeitas

O cenário ideal, evidentemente, é poder falar diretamente com uma fonte, se possível, pelo telefone ou pessoalmente. Mesmo assim, podem ocorrer erros, principalmente quando a fonte está fingindo ser alguma coisa ou alguém que não é. Muitas vezes, essas pessoas são apenas farsantes, mas há uma tendência crescente de casos de pessoas que usam identidade falsa para fins fraudulentos [sockpuppets]: identidades falsas online criadas para atrapalhar determinadas pautas políticas ou sociais.

No entanto, as fontes podem não responder quando você tenta falar com elas. Talvez estejam ocupadas, ou talvez não queiram falar com jornalistas. Outro motivo poderia ser que a sua fonte que a sua fonte não seja uma pessoa coisa nenhuma: muitos casos que acontecem em redes sociais são bots [softwares concebidos para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma que o faria um robô].

Sockpuppets e bots colocam alguns desafios interessantes para checagem, principalmente em regiões do mundo onde governos os usam para manipular redes sociais (e isso significa uma parte do mundo maior do que você poderia imaginar) e sabendo como localizá-los pode poupar tempo e esforços.

Localizando um bot
Expor um caso de um bot pode ser de uma facilidade trivial ou ilusoriamente difícil. Veja, por exemplo, estas duas contas do Twitter:

bots verificação site arabe
bots verificação foto arabe 2
No caso do primeiro usuário, inúmeras bandeiras vermelhas aparecem instantaneamente. O nome incompreensível do usuário, a foto do perfil do Twitter com um ovo, o único e breve tweet – este usuário rapidamente se choca com as principais dicas para localizar contas falsas do First Draft.

No entanto, a segunda conta, cujo último tweet fala de um preso paquistanês que fugiu de uma prisão em Gidá, na Arábia Saudita, é um desafio mais importante. Um número razoavel de seguidores (embora poucos) , uma boa amostragem de tweets, uma foto da pessoa real no perfil, nomes de usuário e de visualização aparentemente corretos e um conjunto de conteúdos (incluindo foto e vídeo) numa linguagem que poderíamos esperar. Precisamos trabalhar um pouco mais.

Primeiramente, vamos checar a foto do perfil. Trata-se de uma imagem original? Tentemos fazer uma busca reversa das imagens :
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Reprodução da página do Google especializada na pesquisa de imagens
Uma bandeira vermelha que surge imediatamente sugere que a foto do perfil seja, na verdade, de um homem chamado Khalaf Al-Ali, um diplomata saudita assassinado em Bangladesh em 2012. Portanto, talvez este usuário tenha postado sua imagem como uma recordação do diplomata. Continuemos investigando.

O segundo passo é ver se conseguimos encontrar uma pessoa chamada Rahi Al-Msalkhe procurando no Google pelo seu nome no idioma árabe.
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Qual o objetivo dos bots?

Não há qualquer retorno senão a conta do Twitter que estamos investigando e outra bandeira vermelha. Talvez esta pessoa tenha posto um nome falso na conta? Não é tão incomum.

Como terceiro passo, examinemos com mais cuidado os tweets da conta. Parecem ser, em sua maioria, compartilhamento de links no idioma árabe com dois ou três tweets em inglês. Nada de extraordinário. Após uma breve busca, este tweet parece o mais pessoal e possivelmente dá uma localização:
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Tradução: “Qual é a melhor loja de chocolate em Gidá?????”
É uma boa pergunta, mas parece que ninguém respondeu. Vejamos se alguém mais fez a mesma pergunta no Twitter.
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Puxa vida! Parece que às 22:15 (horário da Costa Oeste dos Estados Unidos) do dia 14 de janeiro, cerca de 100 contas fizeram exatamente o mesmo tweet.
É difícil imaginar uma situação em que isso acontecesse na vida real e, se repetirmos a busca em dois outros tweets de @almsalker881, descobriremos que se trata de um padrão repetido. 

A esta altura, podemos dizer com segurança que, na melhor das hipóteses, esta conta está comprometida e que muito provavelmente se trata de um bot. Ao clicar em qualquer das contas que tenha feito tweets do conteúdo duplicado, obtemos resultados semelhantes.

Qual será o objetivo deste exército de bots? Desconhecendo quem está por trás dele, é difícil dizer. Mas algumas das maneiras que já vimos contas serem usadas por bots e sockpuppets foram para mandar mensagens não desejadas pela internet e para caluniar ativistas, para apagar hashtags e criticar autoridades e para disseminar desinformação.

Consciência das possibilidades

Esses esforços por parte de Estados podem ser mais elaborados do que você imagina. Em 2015, o repórter Adrian Chen, do New York Times, publicou uma matéria fascinante com uma visão aprofundada de uma “fábrica de trolls” russa [um departamento aparentemente voltado para disseminar notícias e opiniões pró-Putin nas redes sociais]. Chen rastreia algumas campanhas de desinformação extremamente complexas que o levam de volta à fábrica de trolls. Num exemplo, autoridades e moradores de uma cidade no estado de Louisiana receberam mensagens com advertências sobre uma explosão numa fábrica química e a disseminação de vapores tóxicos. 

Pelo Twitter, dúzias de contas começaram a enviar mensagens sobre a explosão, citando jornalistas importantes com screengrabs [captura de tela] da CNN.com mostrando as notícias “em cima da hora”. Surgiram vídeos mostrando imagens semelhantes às do Estado Islâmico em que era reivindicada a responsabilidade pela explosão.

Rapidamente, apareceu uma página na Wikipedia descrevendo a explosão e fazendo o link entre os vídeos. Tudo isto era falso, inclusive clones que funcionavam como websites do noticiário local e divulgavam a matéria. Esse ataque de desinformação fez-se seguir por outros, também explorando medos públicos muito concretos, como o #EbolaInAtlanta and #shockingmurderinatlanta.

Embora seja improvável que encontremos campanhas de desinformação tão bem coordenadas em termos diários e constantes, é extremamente importante que os jornalistas fiquem atentos para as proporções em que a coleta de dados sociais pode ser manipulada e gozem de alguns truques e ferramentas que os ajudem a localizar os bots.

Uma ferramenta útil para localizar bots é a BotOrNot, criada pelo projeto Truthy. BotOrNot analisa uma série de características de uma conta para lhe dar uma avaliação sobre se a conta parece um bot, o que inclui a rede, o usuário, “amigos”, temporal, conteúdo e análise de sentimentos.
BotOrNot não é perfeito (acerta apenas em 31% dos casos de um bot selecionado), mas pode proporcionar percepções úteis sobre contas a que, de outra maneira, não teríamos fácil acesso.

A rede social está apenas saindo da infância e a internet, na qual ela vive, tem apenas 20 anos em termos de acesso público. Os atores políticos utilizarão todos os meios possíveis para disseminar suas mensagens e, portanto, é crucial que os jornalistas tenham consciência das possibilidades e as saibam identificar.

Verifique o site Sock puppets and spambots: How states manipulate social networks e outras leituras e recursos sobre checagem.
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Via Observatório da Imprensa com Tom Trewinnard do Meedan Labs

sexta-feira, 4 de março de 2016

"El Pais" assume perfil digital

O diário espanhol "El País" vai passar a ser "um jornal essencialmente digital", com um foco cada vez maior no mercado americano. O anúncio foi feito numa "carta aberta" publicada no site do jornal, em que o diretor Antonio Caño assume o compromisso de manter o jornal nas bancas "durante todo o tempo que for possível".


"[Chegou] o momento da transformação do "El País" num jornal essencialmente digital, numa grande plataforma geradora de conteúdos (…). Assumimos o compromisso de continuar a publicar uma edição impressa do "El País" da maior qualidade durante todo o tempo que for possível. Mas avançamos, ao mesmo tempo, na construção de um grande meio digital de cobertura global que possa responder às exigências dos novos e futuros leitores", escreveu Antonio Caño,  no portal do jornal.

O diretor do "El País" acrescenta que "esse meio é e será cada vez mais americano", por ser na América que o jornal mais cresce e tem hoje "uma expansão mais prometedora". Antonio Caño sublinha que o El País continua a ser o jornal impresso mais vendido em Espanha e as edições digitais conseguiram nos últimos 18 meses "crescimentos espetaculares", que o tornaram "no meio de comunicação em espanhol mais visitado e lido do mundo".

"Mas isso não significa que a batalha esteja ganha e a nossa sobrevivência garantida", acrescenta. Caño informou ainda que a "revolução" que afeta os meios de comunicação social continua em curso e "o panorama é ainda muito confuso", apontando que a transferência de leitores do papel para o digital é "constante".

Além disso, dentro do mundo digital, "a situação continua a ser incerta", com os leitores a preferirem agora os 'smartphones' e com o surgimento permanente de novos dispositivos portáteis. Somam-se "ameaças recentes", como os bloqueadores de publicidade, e a "instalação da cultura da gratuitidade", afirma.

Tudo isto torna "muito complexo também o horizonte no terreno dos novos meios", sublinha ainda Antonio Caño, que justifica que as mudanças no jornal, a poucos meses de completar 40 anos (em maio), têm como objetivo estar "na vanguarda", garantindo que o El País está "mais vivo do que nunca".

Fonte: Económico

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quem decide o que você vê no #Facebook ?


O algoritmo do Facebook é tão secreto que uma porção de empresas passam horas tentando decifrá-lo


Quem decide o que você vê no Facebook?

Toda vez que você abre o seu Facebook, uma mágica acontece e você nem percebe. Uma mágica que só é possível graças a décadas de evolução dos algoritmos computacionais, milhares de horas de trabalho de alguns dos engenheiros mais talentosos do mundo, e regras super complexas definidas por designers dos quais você nunca nem ouviu falar.

Funciona mais ou menos assim.

Primeiro um algoritmo varre tudo o que cada um dos seus amigos publicou na última semana. Cada uma das pessoas que você segue, cada um dos grupos dos quais você participa, cada página que você “curtiu” na rede social. Para o usuário médio de Facebook, o número de posts ultrapassa os 1.500 (mas para usuários mais ativos esse número chega tranquilamente a 10.000).
Mas é óbvio que o Facebook não vai colocar os 10.000 posts na sua frente, de uma vez só. Você nunca teria tempo suficiente (nem paciência) de ler tudo, certo?
Imagine se o Facebook mostrasse os 10.000 posts de uma vez pra você...
Imagine se o Facebook mostrasse os 10.000 posts de uma vez pra você…

Daí vem a segunda parte do processo.

Um algoritmo super complexo define o que o Facebook realmente vai mostrar para você. Esses milhares de posts da última semana são categorizados e rankeados na ordem em que o Facebook acredita que você vai preferir – começando pelos posts mais recentes e dos seus melhores amigos.
Desses 10.000 posts, o Facebook te mostra sabe quantos? Aproximadamente 100.

Pois é.
E é por esse mesmo motivo que muitas vezes seus próprios posts no Facebook conseguem muito menos “likes” e “comments” do que você esperava conseguir.
Você já deve ter passado por isso: você prepara estrategicamente um post super bacana, com a melhor foto que você conseguiu encontrar e a melhor legenda que seus anos estudando Literatura são capazes de elaborar. Tudo isso acreditando que será um post incrível, com um monte de gente curtindo, comentando, estufando seu ego e enchendo sua vida de alegria.
E depois que você posta, vem a decepção: 3 curtidas.
Bom, pelo menos agora você já sabe que não é culpa sua.
Se dos 10.000 posts dos seus amigos, o Facebook só te mostra 100, você não precisa ser um gênio da matemática para descobrir que das centenas de amigos que você tem na rede social, só uma parcela deles vai realmente ver aquele seu post criado com tanto carinho. Pra ser mais exato: 12% dos seus amigos vêem o seu post. Se você tem uns 500 amigos no Facebook, provavelmente 60 vêem. E nem todos esses 60 vão calhar de abrir o Facebook naquele dia…

Uma fórmula mais secreta do que a da Coca-Cola

É claro que essa fórmula que decide quem vê o quê no Facebook é um segredo guardado a sete chaves. Ninguém diz exatamente como funciona. Afinal, é esse mesmo algoritmo que faz com que as páginas das marcas tenham que pagar bem caro ($$$$$) para conseguir fazer um post aparecer na sua frente – no meio desses 100 outros posts que o Facebook escolheu.
O algoritmo do Facebook é tão secreto que existe uma porção de empresas tentando decifrá-lo
Outra coisa interessante: o Facebook está constantemente aprimorando esse feed de posts. Toda vez que você clica em “Não quero mais ver esse post”, ou clica em “Ocultar”, esse clique é salvo num banco de dados para que um outro algoritmo analise o porquê do site ter entregue um post que você não gostou de ver. Sem contar que vez ou outra o Facebook convida os usuários a responderem a algumas perguntas para aprimorar o feed de notícias.
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Oi Fulano, me ajuda a te ajudar? (e a fazer mais dinheiro com anunciantes?)
Tudo precisa ser cuidadosamente pensado. Quando o seu site possui 1 bilhão de usuários ativos no mundo todo (que visitam o site pelo menos uma vez por semana), qualquer mudança minúscula nesse algoritmo pode significar usuários chateados e milhões de dólares a menos de faturamento com os posts patrocinados.

A matemática dos posts

Um algoritmo nada mais é do que uma série de fórmulas matemáticas que decidem qual post você não pode deixar de ver, e qual post é melhor que você não veja para não estragar o seu dia.
Mas computadores não têm bom senso para tomar essa decisão sozinhos, obviamente.
Então alguma coisa que tenha bom senso (por exemplo: um ser humano) precisa “ensinar” esse computador a escolher os posts que você vai ver na sua frente quando abrir o Facebook daqui a 5 minutos.
Como funciona?
A cada um daqueles 10.000 posts que o Facebook analisou é atribuída uma nota, chamada de pontuação de relevância. Na prática, ela tenta descobrir o quão relevante determinado post é para você.
Essa nota é baseada em vários aspectos:
  • A pessoa que postou é um amigo próximo, ou só um conhecido?
  • Há quanto tempo você é amigo daquela pessoa?
  • Vocês e aquela pessoa autora do post costumam trocar mensagens inbox com frequência?
  • Você costuma curtir as coisas que aquela pessoa posta?
  • Aquela pessoa costuma curtir as coisas que você posta?
  • Opa, vocês foram jantar juntos semana passada?
  • Os melhores posts daquela pessoa são fotos, textos ou links pra outros sites?
  • Há quantas horas aquele post foi publicado?
  • O post daquela pessoa já está fazendo sucesso entre outros amigos, ou não recebeu nenhuma curtida?
  • Etc, etc, etc.
Depois que todas essas perguntas são respondidas, o post candidato-a-aparecer-no-seu-newsfeed recebe uma nota, assim como acontece com os outros 9.999 posts. O próximo passo é definir uma nota de corte, para que somente os 100 posts mais interessantes sejam exibidos no seu feed de notícias.

As decisões são todas baseadas em observar os usuários e como eles se comportam na rede social. E como “observar” passa a se tornar impossível quando existem mais de um bilhão de usuários a serem observados, essa observação toda passa a acontecer também programaticamente – por um computador que monitora tudo o que você faz por lá.

O algoritmo que mede a possível popularidade de um post é tão avançado, mas tão avançado, que ele consegue medir até os mais sutis dos seus traços comportamentais. Se você “curtir” um post antes de clicar para ler o post todo, ele recebe uma nota menor dentro desse algoritmo do que se você ler o post todo e depois clicar “curtir”. Afinal, se você curtiu o post sem ler é possível que tenha feito somente por educação ou por politicagem com o amigo em questão. (Fonte)
Leia também: o Facebook monitora até o que você não publica >
Outro fator importante é o tempo que você gasta em um post.
Se quando você vai descendo pelo newsfeed você gasta mais tempo em determinada história, isso pode significar que você confia/respeita/se interessa mais do que a média pela pessoa que publicou aquele post. “E não é tão simples quanto 5 segundos = bom /2 segundos = ruim. Tem mais a ver com o tempo que você gasta em cada post em comparação com outros posts no seu feed de notícias”, explica Max Eulenstein, gerente de produtos do Facebook.

Um time de craques nos bastidores

Agora imagine o tamanho do computador que decide isso tudo em milésimos de segundo. E imagine o tamanho do time de pessoas trabalhando nos bastidores para decidir como esse algoritmo deve funcionar.
Escritório do Facebook em Menlo Park, CA
Escritório do Facebook em Menlo Park, CA (Fonte)

A verdade é que o Facebook possui um time inteiro de pessoas aqui na Califórnia dedicadas a manter esse algoritmo sempre afiado – de engenheiros, a cientistas de dados, a antropólogos, a designers e gerentes de produto.

Uma parte do time (o pessoal com bagagem em Humanas) trabalha conversando com usuários, entendendo o que é importante para eles, e traduzindo aqueles sentimentos e traços comportamentais em regras para o algoritmo.

A outra parte do time (o pessoal com bagagem em Exatas) trabalha analisando números e escrevendo aquelas regras todas de uma forma que um computador consiga entender.
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Então para (finalmente) responder à pergunta original do título do post: quem decide o que você vê no Facebook são esses caras da foto aí em cima. E quem decide o que eles decidem são os chefes dele. E quem decide o que os chefes deles decidem é o nosso amigo Zuckerberg.
Ah, e agora que você já entendeu mais um pouco de como essa maluquice de algoritmo funciona, comece a reparar mais no post que aparece em primeiro lugar no topo do seu feed de notícias quando você abre o Facebook. Ele é um verdadeiro campeão: passou pelo sofrido inquérito descrito acima com toneladas de perguntas capciosas, recebeu a maior nota de todas, e ficou na frente de outros 9.999 posts. Ele merece seu like, vai?

Via  Updateordie

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

The Independent será apenas digital

O jornal The Independent, um dos mais importantes da Inglaterra, deixará de circular na versão impressa, informou o The Guardian.


A expectativa é que as últimas edições sejam vendidas no final de março – mais precisamente no dia 26. O jornal terá agora apenas a versão digital.

Não se sabe ainda quantos de seus 150 funcionários perderão seus empregos. O jornal existe há três décadas e o fim da circulação impressa mostra a mudança da imprensa para um futuro digital, opinou Evgeny Lebedev, dono da publicação.

"A indústria dos jornais está mudando, e essa mudança está sendo conduzida pelos leitores", disse ele ao The Guardian.


Via  Brasil 247

domingo, 15 de novembro de 2015

Competição e ética no jornalismo móvel

Quando se trata de divulgar notícias de última hora, já vai longe a época em que era necessário esperar que uma agência de notícias distribuísse a informação. Atualmente, as redações dependem, em grande parte, de  testemunhas-oculares e do conteúdo criado por usuários [1](User Generated Content – UGC) para alertar o público sobre acontecimentos em andamento e providenciar conteúdo multimídia para as matérias.

Para o especialista em mídia Fergus Bell, tratar desse conteúdo (UGC) de uma maneira ética é fundamental para o futuro do jornalismo. Como co-fundador da Iniciativa UGC de ética da ONA (Online News Association), ele acredita que o projeto é um modelo sustentável para lidar com os conteúdos criados por usuários visando proteger os jornalistas e suas fontes, ao ampliar a confiança da público nas organizações jornalísticas.

“Há maneiras de ser competitivo e ético ao mesmo tempo. Acho que isso exige que a indústria trabalhe em conjunto. Existem alguns padrões a que podemos chegar – só por se tratar de uma coisa nova, isso não significa que não podemos nos reunir e falar sobre o assunto”, disse ele durante um discurso.

A sustentabilidade significa criar confiança para que redações e jornalistas continuem a gozar de confiança para tratar do UGC de uma maneira ética e profissional. Veja, abaixo, o que deve e não deve ser feito para criar um fluxo de trabalho sustentável para tratar de um UGC na redação.

O que deve ser feito: 
Seja transparente

– Certifique-se de que sua audiência sabe que você está tratando de um UGC.
“A transparência é fundamental aqui e volta à sustentabilidade. Nossas audiências estão procurando este conteúdo. Elas são capazes de checar por conta própria e precisam certificar-se de que nós fazemos o mesmo.
Precisam compreender um pouquinho melhor nossos padrões e a maneira pela qual trabalhamos. Não se trata de preencher o tempo, mas mostrar-lhes que sabemos o que estamos fazendo.”

– Não use programas pirateados
Fergus Bell acha que a era do software gratuito está chegando ao fim. Ele recomenda o uso de serviços pagos, como o DataMinr, Geofeedia e SAM, para filtrar para o UGC e valorizar suas matérias.

-Aproveite ao máximo a interatividade das redes sociais
TweetDeck, Google Trends e o Facebook Signal são recursos válidos para localizar o UGC e selecionar material de arquivo para a divulgação de matérias de última hora.

“No mínimo, é um trampolim para aquilo que você quer ler, para aquilo que você vai querer num futuro próximo”, disse Bell.


O que não deve ser feito:
 
– Republicar matérias sem verificação da origem
Só porque outros veículos estão incorporando conteúdo não verificado, isso não significa que você o tenha que fazer. Ao invés de percebê-lo como uma receita em potencial perdida, considere-o um lucro em potencial. E se você não puder verificar uma fonte? Fergus Bell recomenda procurar uma nova fonte.
“Se você concluir que a fonte está errada, que os acontecimentos são ultrapassados e o conteúdo é falso, então pare. No longo prazo, sai muito caro ficar verificando alguma coisa. Se algo não está certo, comece a procurar algo que esteja [certo].”

– Confiar nos avisos sobre filiações e interesses de autores (disclaimer)
“Eu incentivaria a ignorar os avisos porque é uma coisa sem valor. Qual valor tem um desmentido senão o de esconder fatos por trás dele? Sei que isso pode chocar, mas quem vai sair ganhando nisto serão os profissionais que bancam o conteúdo que firmam ser disseram ser o correto”, disse Bell.

– Bombardear as testemunhas com exigências
Como parte do fluxo de trabalho na redação, desenvolva uma estratégia no sentido de que as testemunhas oculares não recebam muitas exigências de sua organização. Isso pode parecer não profissional – tanto para suas fontes em potencial quanto para o público mais amplo.

– Deixe tudo por conta da automação
Fergus Bell disse que embora venham ocorrendo avanços na verificação feita pelo UGC – o que inclui o trabalho provocado por redes tecnológicas voltadas para o sistema nervoso –, a ferramenta mais importante ainda é o seu cérebro.
Seus instintos, experiência e conhecimento ainda não podem ser replicados – nem pelas máquinas mais avançadas. “Você precisa saber quando está olhando para alguma coisa que não é real ou não foi carregada de acordo com um padrão estabelecido”, disse Bell. “Boa parte do conteúdo recusado foi devido à forma pela qual surgiu.”

[1] Conteúdos produzidos por usuários é uma expressão recente para designar noticias e dados enviados por indivíduos praticantes de atos jornalísticos , sem formação especializada

Jason Howie, do site journalism.co.uk/news
Via Observatório de Imprensa