Mostrando postagens com marcador Windows. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Windows. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de janeiro de 2017

Como proteger o WiFi de casa


wifi-security-settings-featured


Instalar um roteador WiFi doméstico nem sempre foi tarefa fácil para o usuário comum. Para corrigir esse problema,  provedores de Internet e fabricantes de roteadores implantaram botões e padrões que tornaram a conexão tão fácil quanto possível -mas no mercado de segurança sabemos que a associação com a “fácil” quer dizer problema.

 Proteja o roteador da sua casa de invasores com essas sete dicas:
  1. Evite o assistente EZ (Easy/Fácil). Alguns roteadores prometem essencialmente uma instalação sem problemas:  aperte um botão e se conecte. No entanto, quando você não sabe suas credenciais, não está no comando.
  2. Renomeie a rede WiFi. Falando rigorosamente,  esse passo não torna sua rede mais segura,  mas torna a situação para  a rede como um todo bem melhor. Quando você precisar indicar o login a um convidado, não precisará lembrar se sua rede é NETGEAR58843 ou Linksys-u8i9o. No lugar disso você pode escolher um nome fácil de lembrar ou engraçado.
  3. Altere suas credenciais de login.  Fabricantes de roteadores por vezes reusam credenciais padrão. Você pode verificar na Internet, por exemplo, alguns fabricantes, dependendo do modelo usam admin ou (vazio) para o login e admin ou (vazio) para a senha.  Isso não é segredo de estado. Seu nome de administrador e senha devem sim ser segredos, então escolha outros. Você pode usar o password checker da Kaspersky Lab para garantir que sua senha é adequada.
  4. Garanta que a página de login do roteador não é acessível pela Internet. Roteadores normalmente possuem essa função de permitir ou não que as configurações sejam alteradas remotamente,  pela Internet.  Isso pode até ser útil em certas circunstâncias,  mas também se trata de uma falha de segurança, então caso você não use, desabilite.Mais importante ainda: proteja seu Wi-Fi com criptografia WPA2 confiável e uma senha forte.
  1. Proteja-se com um protocolo de criptografia forte e uma senha. Essa é a parte mais importante. No passo 3, sugerimos mudar o login do roteador, que protege as opções do aparelho. Essa é a senha que você digita no seu computador. Agora você escolherá uma senha para a rede. Isso é o que você digitará em seu PC, Mac, smartphone, tablet ou outro dispositivo conectado para ter acesso. Você não quer que seus vizinhos ou transeuntes acessem sua rede. Pessoalmente, recomendo que se escolha uma criptografia WPA2. Você também pode usar uma frase passe, que é mais fácil de lembrar e mais complexa que uma palavra, desde que também seja difícil de se adivinhar.
  2. Proteja todas as redes WiFi. Na minha casa, não existe uma rede para convidados, porque minha rede doméstica é bem protegida. Mas se seu roteador tem suporte para uma rede para convidados e você quer criar uma, não é má ideia. Chame de algo como “MeuSuperWiFi-CONVIDADO”, e dê a ela uma senha e criptografia fortes também. A partir daí, você não terá de dar sua senha para ninguém.
  3. Proteja todos os seus dispositivos. Esteja você usando computador, tablet, smartphone, Kindle, ou qualquer outro dispositivo, proteja-o com uma senha forte. Não o forneça a ninguém. Use também um software de segurança em todos os dispositivos – e sempre mantenha todos os softwares atualizados.
Via Kaspersy Daily

terça-feira, 21 de junho de 2016

Estudo de Princeton expõe vigilância descontrolada dos trackers na Web

Os pesquisadores Steven Englehardt e Arvind Narayanan, da Universidade de Princeton, publicaram no dia 18 de maio o “estudo mais amplo e detalhado de monitoramento online até a presente data” (paper).

Usando a ferramenta livre / de código aberto OpenWPM, (um “framework para medições de privacidade na web), eles conduziram uma série de experimentos nos primeiros 1 milhão de sites do ranking de popularidade da Alexa, e encontraram alguns resultados já esperados — concentração de um pequeno número de gigantes mas uma “cauda longa” de milhares de trackers, prevalência desses mecanismos em sites de notícia, eficácia de extensões e plugins de bloqueio…

Mas Englehardt e Narayanan também fizeram algumas descobertas surpreendentes: a prática comum de “sincronização de cookies” entre diferentes trackers e a adoção de técnicas novas de fingerprinting para identificar dispositivos.

A capacidade de monitorar detalhadamente as ações das pessoas na Web, a prática difundida de compartilhar e vender dados umas para as outras e a característica desse mercado de possuir um pequeno número de empresas que estão presentes na maioria dos sites produzem um grave dano à privacidade de quem acessa a Web, afetando também outros direitos fundamentais como a autodeterminação e a inviolabilidade da intimidade.

Está tramitando na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que busca trazer garantias à população brasileira e que já têm paralelos em mais de cem países ao redor do mundo: uma lei que proteja os dados pessoais. Se aprovada da forma como foi proposto pelo Ministério da Justiça, ela estabelecerá claros limites em quais dados poderão ser guardados e processados por essas empresas com o objetivo explícito de proteger direitos fundamentais.

Neste artigo, vamos ver as principais descobertas do estudo de Englehardt e Narayanane entender como o Projeto de Lei nº 5.276/2016, resultado de duas consultas públicas e encaminhado à Câmara recentemente pelo governo Dilma Rousseff antes da presidenta ser afastada, pode nos dar maior controle sobre a coleta e o tratamento dos dados pessoais por parte dos trackers.

Third parties e trackers: data is money, my friend

Antes de tudo, uma definição: o estudo gira em torno das third parties. Quando visitamos um determinado site, a first party (“primeira pessoa”), ele pode carregar recursos como scripts e imagens de outros domínios, as third parties (“terceiras pessoas”).

milhaodesites-trackers

Muitos desses domínios servem trackers, enquanto outros são usados para fornecer imagens estáticas (como o gstatic.com da Google e o fbcdn.net do Facebook). Estes conteúdos não são relevantes para os propósitos do estudo, que analisa aqueles que hospedam scripts que rodam silenciosamente, detectam e comunicam à “base” informações sobre a visita. Para separar o joio do trigo, o estudo usou listas usadas por plugins de privacidade, curadas e alimentadas com novos endereços de trackers conforme eles são descobertos.
Para aprender mais sobre esse monitoramento funciona e como se defender dele, veja nosso artigo Trackers: os grandes stalkers da Web.

Descobertas do estudo

Embora tenham sido registradas 81.000 third parties, um pequeno grupo delas está presente em muitos sites, enquanto a maioria foi detectada em pouquíssimos sites (o “efeito cauda longa“). Isso confirma as impressões de observadores da indústria de que há uma grande concentração de grandes empresas do ramo que domina a maior parte do mercado — somente 123 dessas 81 mil estão presentes em mais de 1% dos sites, e todas as cinco maiores percentem à Google. “De fato, a Google, o Facebook e o Twitter são as únicas entidades com third parties presentes em mais de 10% dos sites”, dizem os autores.

Além disso, o estudo detectou que a maioria dos trackers faz sincronização de cookies (cookie syncing), comunicando a outros trackers os ID’s usados internamente para identificar visitantes. Esta descoberta sugere que as empresas de tracking trocam grandes volumes de seus dados entre si por fora da interação usuário(a)↔website .

Outra descoberta pouco óbvia é que a indústria de monitoramento online pode ser uma barreira para a ampla adoção de HTTPS. Como os navegadores alertam sobre “conteúdo misto” quando um site em HTTPS carrega recursos via HTTP desprotegido, e muitos trackers não oferecem por HTTPS (ou não por padrão), há um desincentivo para sites adotarem essa vital tecnologia para que suas visitas não sejam recebidas com um “cadeado quebrado”. Além dos riscos de interceptação, um outro agravante é que tais scripts de monitoramento e seus cookies, quando trafegam via HTTP, podem ser usados por agências de inteligência e crackers para te identificar e até invadir.

Sites de notícias e outros conteúdos editoriais são os mais monitorados. Já sites de universidades, organizações governamentais e sem fins lucrativos são os que menos instalam trackers. Uma hipótese levantada pelos autores é de que os últimos apresentam menos monitoramento (e anúncios) pois têm financiamento externo, enquanto os primeiros são obrigados a monetizar suas visitas (e, crescentemente, limitar visitantes que usam ad blockers).

Por que querem meus dados?



O caminho dos anúncios desde os marketeiros até você. Cada uma dessas empresas ajuda a definir quais você vai ver ao acessar uma página web.
“Informações pessoais são o novo petróleo, o combustível vital da nossa economia digital”, como disse Andrew Keen para a CNN. A vasta gama de tipos de dados que os aplicativos e dispositivos emitem constantemente — localização, relações sociais, hábitos de consumo e comportamento — são o que mantém o capital girando para uma grande e crescente parcela de empresas de software.

O modelo de negócios adotado nos primórdios da rede, com serviços pagos diretamente pelo cliente ou financiados por universidades e empresas, chegou ao público geral como o que os especialistas em privacidade e segurança da informação chamam de modelo de negócios da vigilância: a empresa oferece serviços “gratuitamente”, e paga suas contas e funcionários(as) vendendo as informações pessoais que conseguem coletar para quem se interessa.

Esses dados possuem alto valor para uma série de outras empresas que se beneficiam em conhecer detalhes sobre a vida das pessoas: serviços de crédito que querem avaliar seu risco de dar um calote, seguros de saúde que podem usá-los para determinar o valor do plano, lojas e empreendimentos que querem entender o comportamento do mercado e anunciar diretamente para um público-alvo específico…

Para intermediar a coleta de dados nos sites e aplicativos e seu uso final pelo mercado, surgiu a indústria das data brokers (“corretores de dados”). Gigantes como a Acxiom e a Experian possuem sedes ao redor do mundo, onde compram e vendem bancos de dados sobre populações inteiras.
O ramo é tão grande que muitas vezes há mais intermediários na cadeia: centenas de outras empresas pequenas e grandes comercializam entre si bancos de dados para integrar com sua vasta coleção — a Experian, que comprou a Serasa em 2007, possui terabytes de informação sobre o público brasileiro e petabytes a nível global.

Algumas das data brokers que coletam dados na Internet segmentam internautas com base no seu comportamento online, justamente através dos trackers estudados pela dupla de pesquisadores de Princeton. No Brasil, por exemplo, uma empresa chamada Navegg Analytics busca “entender o comportamento do consumidor”, e baseia sua segmentação da população em um estudo de 6 anos conduzido em mais de 100 mil sites. Seus scripts estão presentes na maioria dos portais de notícias e em vários outros sites voltados para o público brasileiro.


Algumas categorias em que a Navegg associa a você a cada visita em um site que use seus third-party scripts. Se você não tem tempo para ler nosso artigo sobre profiling, TEM QUE ao menos ler o guia ilustrado.

E agora, quem poderá nos defender?

tumblr_o85mhnFEZ51vwx6peo1_1280

O mercado de coleta e tratamento de dados em escala massiva, na ausência de leis que o limitem e por ser invisível para quem navega no site (tanto na coleta quanto no uso), se tornou definitivamente um monstro.
Proibi-lo completamente, no entanto, é desproporcional e eliminaria uma opção legítima de usar serviços gratuitos que, além de manterem-se financeiramente com o tratamento de dados, os usem para aprimorar sua interface e seu serviço — por exemplo coletando estatísticas de uso de seus softwares para entender quais entraves as pessoas enfrentam.

O que precisamos para tornar essa indústria mais justa e saudável são ferramentas para que as pessoas possam exercer controle sobre que dados vão compartilhar e entendendo o que está em jogo após suas escolhas.

Proteções legais aos nossos dados com o Projeto de Lei 5276/2016, além de eficazes no cenário atual de trackers, protegem todos os dados, quer sejam visitas em sites, quer sejam suas compras no supermercado. Ele também traz limites claros não só para o momento da coleta como o de tratamento (pense em algoritmos) e o repasse para o poder público ou empresas dentro e fora do país. O PL também obriga as empresas a seguir padrões e boas práticas de segurança para o armazenamento, a transmissão e a anonimização (que serão atualizados conforme as tecnologias de proteção e de quebra evoluem).

O PL 5276/2016 protege seus dados

tumblr_o8d35aEnVm1vwx6peo1_500
Segundo Marília Monteiro, pesquisadora do Privacidade Brasil e mestranda em Políticas Públicas na Hertie School of Governance, “há pouca, senão nenhuma regra que regule a atividade dos chamados data brokers no Brasil. Para aquelas que lidam com informações de crédito, algumas balizas estão presentes nas regras consumeristas, mas isso está limitando a alguns agentes da cadeia de informações de crédito e não de forma sistemática e especializada”.

Nós da Coding Rights, junto com mais 40 entidades da academia e da sociedade civil organizada manifestamos interesse na chegada do Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais à Câmara dos Deputados. O PL nº 5.276/2016, como escrevemos em uma carta aberta, “foi construído de forma colaborativa com amplo engajamento social por meio de duas consultas públicas realizadas no fim do ano de 2010 e começo do ano de 2015, a partir da iniciativa do Ministério de Justiça em colocar o texto do então Anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais sob escrutínio público nas plataformas online Cultura Digital e Pensando o Direito“.

O PL de Proteção de Dados vem preencher uma lacuna na nossa legislação: proteções semelhantes já existem na maioria das democracias mais fortes do mundo, como a Diretiva de Proteção de Dados que orienta as leis de cada país da União Europeia, ou as regulamentações específicas por setor que os EUA adotam em vez de uma lei geral. Marília Monteiro, que era coordenadora de Consumo e Sociedade da Informação da Senacon/MJ e participou ativamente da elaboração do debate público, afirma que “o PL 5.276/16 traz padrões mínimos internacionalmente reconhecidos que criam o dever de transparência para as data brokers. Os princípios, direitos e garantias presentes no projeto permitiriam, por exemplo, que os usuários acessem as informações agregadas pelas data brokers, optem pela não coleta, compartilhamento e divulgação de seus dados pessoais e que corrijam as informações a seu respeito”.
Como vimos, há uma grande concentração de atores no mercado de tracking, o que torna uma lei que estabeleça normas para sua atuação mais eficiente. Segundo os autores, “para as pouco mais de 100 third parties que são prevalentes em pelo menos 1% dos sites, imaginamos que elas são entidades grandes o bastante para terem seu comportamento regulamentado por pressão da opinião pública e a possibilidade de ações legais”.
Ao longo dos últimos meses, viemos preparando uma série de materiais para auxiliar a participação no processo de consulta pública. No guia Dados Pessoais: como contribuir para o debate público, feito pela Oficina Antivigilância e pelo CSLab, são explicados os principais conceitos e questões de cada um dos “eixos” do debate conforme organizado pelo Ministério da Justiça. Fizemos um boletim especial com artigos sobre as data brokers e os riscos e garantias da anonimização na proteção de dados pessoais, além de uma visualização interativa dos comentários feitos na plataforma do MJ para enxergar as principais disputas em torno do texto da lei.

Exercendo (algum) controle sobre sua navegação

Enquanto não temos uma lei que nos proteja, podemos exercer um maior controle sobre os dados que entregamos para estas empresas através das já conhecidas ferramentas de bloqueio de anúncios. O estudo dos pesquisadores de Princeton realizou testes comparados com um navegador com Ghostery, e verificou que ele é bastante eficiente, bloqueando grande parte dos trackers sem comprometer o funcionamento normal do site (deixando passar domínios de CDN’s e e widgets, por exemplo).
As extensões Privacy Badger (Chrome, Firefox)  e uBlock Origin (Chrome, Firefox, Opera) possuem um funcionamento similar ao Ghostery, com a vantagem de serem software livre. A combinação das duas é nossa recomendação para proteger sua navegação dos olhos da indústria de forma transparente e automática. Estas ferramentas atuam através de “listas negras” e sistemas sofisticados de reconhecimento de tracking para impedir o navegador de carregar scripts enxeridos.




Comparação feita para nosso artigo sobre trackers mostra scripts carregados sem (1ª) e com (2ª) as extensões Privacy Badger e uBlock Origin. Muitos deles atuam em vários sites ao mesmo tempo.

Fingerprinting, ou seguindo você na Internet sem login

Apesar de haver ferramentas que bloqueiam os trackers tradicionais, o estudo detectou uma série de métodos pouco conhecidos ou até inéditos de monitorar pessoas online, que passam batido por essas extensões.
milhaodesites-fingerprinting
As técnicas de fingerprinting permitem que o tracker faça uma “impressão digital” de todos os dados que consegue juntar sobre o navegador; assim, ele sabe que quem está entrando no site X é a mesma pessoa que entrou em um site Y. Seguindo sua trajetória online é possível aprender muito sobre seu comportamento mesmo sem saber sua identidade pessoal — e basta fazer login em um site onde você tenha se cadastrado e puf, já é possível te ligar ao seu histórico de navegação.

Alguns métodos de fingerprinting já são conhecidos: a lista de fontes e plugins que o navegador suporta, as informações sobre a versão do navegador (user agent string) e o tamanho de sua janela… a ferramenta Panopticlick mantida pela EFF testa o quão único é seu navegador frente aos das outras milhares de visitas que o site já ganhou.

Uma gama de outras formas de fingerprinting são menos conhecidas e estudadas. O canvas fingerprinting, por exemplo, se aproveita de particularidades na forma como o javascript desenha formas no <canvas> em diferentes dispositivos e navegadores. A pesquisa de Englehardt e Narayanan é a primeira a detectar uma série de métodos sofisticados de identificação que se aproveitam de interações com o sistema que o javascript oferece sem pedir permissão:
  • Font canvas fingerprinting é enumerar as fontes presentes no sistema através da interface “canvas” de desenho.
  • O WebRTC-based fingerprinting coloca na mistura seu endereço de IP na rede local.
  • O AudioContext fingerprinting detecta sutilezas na forma como a Audio API processa sinais de áudio em cada máquina e navegador.
  • Foram detectados até scripts que gravam o nível de bateria e quanto falta para (des)carregar completamente.
A princípio, estas informações parecem banais e inúteis. No entanto, é consenso na comunidade técnica e na ciência da computação que até mesmo poucos dados que se refiram aos hábitos ou comportamentos de uma pessoa, quando combinados, podem identificá-las com alta precisão, ou destacá-las na multidão com base em características coletivas como etnia, situação econômica, condição de saúde e posições políticas.

Como disse Arvind Narayanan em seu site pessoal dedicado à (des)anonimização de dados, “há somente 6,6 bilhões de pessoas no mundo, então são necessários somente 33 bits de informação sobre uma pessoa para determinar quem ela é”. O cenário só piora na Web, já que o número de pessoas com acesso à rede é muito menor que a população mundial, e 15 minutos de navegação podem facilmente revelar todos os bits necessários para revelar nossa identidade.

Entramos em contato com Cooper Quintin, desenvolvedor da extensão Privacy Badger, para entender o quanto a extensão já nos protege contra as técnicas abordadas no estudo. Em vez de usar uma lista de trackers conhecidos, o software mantido pela Electronic Frontier Foundation busca em todas as third parties comportamentos associados ao monitoramento, como o armazenamento de cookies e acesso às funcionalidades do javascript que fornecem dados para fingerprinting. Assim, aprimorar a heurística do software para novas ameaças protege automaticamente milhares de usuários(as) da extensão na próxima atualização.

Para Cooper, o relatório da dupla de Princeton é “fascinante”, e ele planeja examiná-lo com mais calma para adaptar seu software aos novos métodos descobertos. “Font canvas e AudioContext são definitivamente novos para mim, e não são detectados pelo Privacy Badger. No momento atual detectamos canvas fingerprinting e super cookies de armazenamento local, além dos cookies tradicionais”.


No próximo artigo da Oficina Antivigilância para a campanha #ProtejamMeusDados, veremos como o PL 5.276/2016, através de suas determinações sobre anonimização de dados e dados usados para formação de perfis (profiling) nos protege de práticas abusivas de publicidade e riscos severos de segurança que a reidentificação apresenta para todos(as), dentro e fora da Web (spoiler: será baseado no nosso artigo sobre anonimização).

Os especialistas em proteção de dados pessoais Bruno Bioni e Renato Leite Monteiro fizeram uma instrutiva linha do tempo dos PLs de Proteção de Dados Pessoais para o Data Privacy Brasil. Você pode acompanhar a tramitação do PL no site da Câmara; é possível se cadastrar para receber atualizações por e-mail.
O InternetLab fez uma análise detalhada de todo o debate feito na última consulta pública, sendo um ótimo guia para se aprofundar em questões específicas como consentimento, dados anônimos, transferência internacional, e o tratamento de dados para segurança pública e defesa nacional.

pldadospessoais

Você pode se envolver pelo Twitter , Facebook e nas suas redes de preferência — memes e materiais de divulgação estão sendo organizados no Tumblr PL 5276 protege nossos dados!. Na página especial #ProtejamMeusDados que preparamos aqui no site, manteremos uma visão geral da campanha e do processo no Congresso.

Oficina Antivigilancia

quinta-feira, 2 de junho de 2016

#Tumblr: Sua Senha pode estar na "Deep Web"

A Deep Web. Sim, aquela tal camada da Internet que camufla muitas coisas que não podem ser expostas na Surface Web, devido ao nível de clandestinidade das transações que são firmadas, envolvendo vendas de produtos ilícitos como drogas e armas, contratação de serviços nada convencionais e que envolvem altas quantias em dinheiro, dentre outras coisas que muita gente nem imagina que existe e acontece. Porém, a Deep Web também seu lado bom como tudo nesta vida, afinal de contas, não existe o bem e o mal em sua totalidade. Há sim, o ponto de equilíbrio. E na tão assombrosa, temida e muitas vezes evitada "Deep Web", encontramos coisas interessantes, edificantes, que podem aprimorar de forma muito positiva, o nosso conhecimento. Mas chega de blá e vamos ao ponto chave: Os endereços de email e hashes de senhas de 65 milhões de usuários do Tumblr estão sendo vendidos on-line através de "peace_of_mind", também conhecido como "Peace", que trata-se de um indivíduo que, recentemente, ofereceu para venda dados de usuários do LinkedIn, que remontam a uma violação de 2012.




As credenciais das contas roubadas de Tumblr também são antigas - de acordo com o levantamento feito, eles foram roubados no site em fevereiro de 2013, devido aos criminosos terem encontrado uma brecha na segurança. Assim, a equipe do Tumblr avisou sobre isso no início deste mês, mas esqueceu de dizer quantos usuários são afetados pelo problema. Recentemente, um terceiro obteve acesso a um conjunto de endereços do Tumblr de usuários com senhas e hash a partir do início de 2013, antes da aquisição do Tumblr pelo Yahoo. Assim que se tornou ciente disso, a equipe de segurança investigou exaustivamente o assunto. Assim, a análise feita pode concluir que não há nenhuma razão para acreditar que esta informação foi usada para acessar as contas do Tumblr. Como medida de precaução, no entanto, estará sendo exigido que os usuários do Tumblr definam uma nova senha.


Fonte: under-linux.org

segunda-feira, 28 de março de 2016

Cade recomenda condenação de cartel de placas de memória

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a condenação de cinco empresas e duas pessoas físicas por formação de cartel internacional no mercado de placas de memória para computadores que provocou prejuízo de R$ 8,2 milhões para os consumidores brasileiros. O parecer foi publicado hoje (28) no Diário Oficial da União.


De acordo com o Cade, as empresas e pessoas envolvidas formaram um cartel, entre 1998 e 2002, para diminuir a concorrência e elevar os preços de placas de Memória Dinâmica de Acesso Aleatório (Dram na sigla em inglês). Esse tipo de memória é utilizada por computadores para armazenar informações de forma temporária e permitir a execução de cálculos mais rápidos pelos processadores.

As empresas acusadas são Elpida Memory Inc., Hitachi Ltd., Mitsubishi Electric Corp., Nanya Technology Corporation e Toshiba Corporation. Segundo o parecer da superintendência do Cade, o cartel internacional causou prejuízos em cadeia ao afetar tanto fabricantes de produtos eletrônicos quanto consumidores finais.

Informações
Além dos computadores pessoais, a prática encareceu aparelhos como impressoras, modems, telefones celulares, roteadores, câmeras digitais, televisores, consoles de videogames e reprodutores de música digitais.
De acordo com o Cade, a conduta ilícita era marcada por contatos e reuniões ilícitas entre concorrentes, tendo como principal objetivo a troca de informações relativas à capacidade esperada, às condições de mercado e aos preços dos produtos vendidos ao segmento de bens que usam a memória Dram.
Ao longo da investigação, alguns dos envolvidos fecharam Termos de Compromisso de Cessação de Prática (TCCs) com o Cade, por meio do qual confirmaram a existência do cartel e se comprometeram a não retomar a prática.

Multa
Além de terem detalhado o funcionamento do conluio, os assinantes do TCC ficaram obrigados a devolver ao Cade os R$ 8,2 milhões estimados de prejuízo provocado pelo cartel. Nos Estados Unidos, houve acordos semelhantes, em que as empresas concordaram em pagar multas para encerrarem as investigações.
Em 2010, a Comissão Europeia condenou as empresas por prática de cartel internacional no mercado de memória Dram, com redução de multas para as empresas que colaboraram com as investigações e isenção de multa para a Micron, primeira empresa a denunciar o conluio.
O parecer publicado pelo Cade servirá de base para o julgamento do cartel pelo tribunal do órgão. Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multa de até 20% do faturamento no ano anterior ao de instauração do processo, no ramo de atividade afetado pelo cartel. A Agência Brasil está tentando contato com as empresas acusadas, mas não teve retorno até a publicação da matéria.
 
Fonte :  Agência Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2016

Windows Phone: Metade não pode fazer o upgrade para o Windows 10

Uma pesquisa realizada pela AdDuplex mostra que 50% dos aparelhos Windows Phone já nas mãos dos consumidores não vão ganhar o upgrade para o Windows 10 Mobile. Entre os motivos para isso está o fato de que muitos modelos — entre eles o popular Lumia 520 — não possuem o hardware adequado para trabalhar com a nova versão do sistema operacional.


Embora inicialmente a Microsoft tenha prometido que ia atualizar todos os aparelhos possíveis, aparentemente a empresa mudou um pouco seu foco. Tudo indica que a resposta às builds oferecidas através do programa Windows Insider atualmente tem um papel essencial na hora de determinar os gadgets que vão ganhar a nova versão da plataforma.


Publicidade
Esse é um dos motivos pelos quais aparelhos teoricamente compatíveis com o Windows 10 Mobile, como os Lumia 920, 1020 e 1320, não estão programados para receber o upgrade. Respondendo a comentários de consumidores no Twitter, o vice-presidente de Engenharia de Software do Windows 10, Gabriel Aul, afirmou que aqueles que não vão receber a atualização final podem continuar usando a Build 10586 do software a partir do programa Windows Insider, caso assim desejem.
 

Lumia 520 ainda é o aparelho Windows Phone mais popular

A decisão da Microsoft não deve agradar muitos consumidores, visto que grande parte deles foi convencida anteriormente de que seus aparelhos receberiam o upgrade. Ao atribuir a “culpa” da situação à grande quantidade de erros relatados, a empresa parece estar admitindo que não pode — ou não está disposta a — lidar com as correções necessárias.

Segundo a AdDuplex, o Lumia 520 detém 12,9% do mercado do Windows Phone, sendo seguido pelo Lumia 535 (11,7%) e pelo Lumia 630 (8,6%). O aparelho recente mais popular é o Lumia 640, que cresceu em 1% sua participação de mercado durante o último mês.

Via TecMundo

terça-feira, 17 de novembro de 2015

#Windows 3.1 faz aeroporto em Paris fechar temporariamente

O aeroporto de Orly, em Paris, teve que ser temporariamente fechado no último sábado por causa de um erro no Windows 3.1. Isso mesmo. O texto não é de arquivo. O sistema lançado em 1992 pela Microsoft ainda é usado nos sistemas de comunicação de voo, conforme explica a Vice.

Para enviar informações aos pilotos, o aeroporto de Orly utiliza um sistema chamado DECOR, que é essencial em situações de baixa visibilidade, permitindo que os aviões pousem em segurança mesmo que o piloto não consiga enxergar a pista adequadamente.

Todo mundo já ouviu a máxima “em time que está ganhando não se mexe”. Ela é levada ao extremo pelos aeroportos franceses. É o que explica Alexandre Fiacre, secretário geral da UNSA-IESSA, o sindicato que representa os controladores de voo no país.

“As ferramentas usadas pelos controladores nos aeroportos de Paris funcionam em quatro sistemas operacionais diferentes, e todos eles têm entre 10 e 20 anos de idade”, afirmou ele à Vice. Além do Windows 3.1, entra na lista o também descontinuado Windows XP e outros sistemas UNIX não especificados.



Mas se está funcionando, qual é o problema? Fiacre também explica que manter esses softwares defasados está ficando mais difícil, porque praticamente não há mais especialistas em suporte. “Estamos perdendo a expertise para lidar com este tipo de sistema operacional. Em Paris, nós só temos três especialistas que podem resolver problemas relacionados ao DECOR”. E a situação tende a piorar, porque um deles vai se aposentar no ano que vem, e ainda não arrumaram um substituto.

Felizmente, a França deve passar por uma modernização de seus sistemas de aeroportos em breve. O ministro do transporte francês diz que isso deve acontecer em 2017, mas o sindicato tem uma visão mais pessimista, acreditando que isso não acontecerá antes de 2019.

Só falta escolherem atualizar seus sistemas para o Windows Vista.

Via Olhar Digital by Ars Technica e Vice 

domingo, 19 de abril de 2015

Banir e-mail é a saída para a produtividade ?




Em 2001, a consultora irlandesa Clare Burge voltou de umas férias de dez dias e encontrou 10 mil novos e-mails em sua caixa de entrada.
Em um momento de "loucura", segundo ela, Burge decidiu fazer uma experiência radical: ficar um ano inteiro sem usar o correio eletrônico. Acionou uma resposta automática em suas contas de casa e do trabalho, pedindo para que as pessoas ligassem se precisassem falar com ela. Foi algo que transformou sua vida.

"O e-mail é uma ferramenta muito egoísta", define Burge, que hoje dirige a consultoria Get Organised, em Dublin. "As pessoas despejam tarefas na caixa de entrada das outras sem nem pensar se estão incomodando". O resultado: "Você se torna um escravo do Inbox, checando seus e-mails da hora que acorda ao momento de se deitar".
Muitos trabalhadores entendem a irritação de Burge com o fluxo constante de mensagens chegando a qualquer hora do dia ou da noite. O e-mail também pode ter um impacto direto nos resultados financeiros de uma empresa, já que distrai os funcionários de tarefas importantes com um volume desnecessário de recados. 


Imagine it: banning email at the office. (Credit: Alamy)

Mais produtividade

Uma pesquisa estima que, em média, uma pessoa leva 64 segundos para retomar o que estava fazendo após ler uma mensagem nova. Outros estudos mostraram que isso pode levar a um total de várias horas perdidas por dia.
Como se trata de um atraso na eficiência do escritório e no bem-estar do funcionário, o e-mail agora entrou na mira de corporações ao redor do mundo. No mesmo ano em que Burge abriu mão da ferramenta, Thierry Breton, diretor-executivo da empresa francesa de tecnologia Atos, anunciou a seus 80 mil funcionários que eles estavam proibidos de usar o correio eletrônico interno.
Desde então, esse tipo de proibição tem se tornado uma maneira cada vez mais popular para as empresas ajudarem seus funcionários a manter um equilíbrio saudável entre o trabalho e a vida doméstica, e aumentar sua produtividade.


A tendência está se arraigando em vários setores. Na Alemanha, algumas montadoras anunciaram políticas para limitar o uso do e-mail. Nos Estados Unidos, um conhecido colunista do The New York Times escreveu sobre as ferramentas que ele usa com seus editores para substituir a comunicação por e-mail.

Na Grã-Bretanha, a Halton Housing Trust, uma ONG que cuida de pessoas sem moradia e gerencia milhares de casas, decidiu simplesmente extinguir a ferramenta. Seu diretor-executivo, Nick Atkin, é um crítico feroz do correio eletrônico, apesar de ter admitido recentemente que a iniciativa ainda está longe de ir de vento em popa. Segundo ele, os desafios de fazer com que seus 280 funcionários parassem de checar sua caixa de entrada constantemente "mostra o quanto as pessoas estão viciadas no e-mail e, sendo assim, têm uma resposta irracional quando se ameaça tirar isso delas".


Leia mais: Como preservar sua privacidade no mundo digital

Sugestão de funcionária

Na Van Meter, uma distribuidora de peças elétricas de Cedar Rapids, em Iowa, nos Estados Unidos, acabar com os e-mails depois do expediente foi parte de um programa mais abrangente para melhorar a cultura interna da empresa.
Há dez anos, a companhia começou a medir o envolvimento dos funcionários e a implementar políticas que melhoraram o equilíbrio entre a vida doméstica e o trabalho.

Para Lura McBride, diretora de operações dessa companhia de 400 funcionários, a gota d'água foi perceber que tinha se habituado a travar as portas do carro ao estacionar da garagem de casa no fim do dia para continuar trabalhando, enquanto seus quatro filhos tentavam chamar sua atenção pelas janelas.
McBride sugeriu a seus superiores cortar os e-mails internos depois das 17h e nos fins de semana, sugerindo telefonemas no lugar. Para ela, a regra serve mais para respeitar o tempo das outras pessoas. Afinal, quando escutamos o sinal de que chegou um novo e-mail sempre nos sentimos obrigados a verificar se se trata de algo importante.

Ao longo do tempo, a decisão se infiltrou e se tornou parte da cultura interna da Van Meter. Quando um empregado sai de férias, a empresa até desativa seu e-mail. McBride e seus colegas ainda trabalham de noite, mas ninguém manda mensagens eletrônicas, a não ser que se trate de responder a um cliente ou de algo inadiável.

Mudando o ritmo

O que a irlandesa Burge aprendeu durante seu ano longe dos e-mails é que para fazer isso bem, as empresas precisam encontrar alternativas para que as pessoas se comuniquem e contribuam entre si.
Ao ouvi-la em uma palestra, o consultor em informática Lee Mallon, da cidade britânica de Bornemouth, tomou a mesma decisão e aboliu seus e-mails em setembro do ano passado.

Quando anunciou sua decisão, seus funcionários respiraram aliviados. Para ele, o maior desafio foi a transição para outras ferramentas de comunicação que funcionam melhor para designar tarefas e compartilhar documentos.
"Antes, o e-mail era o recipiente de todas as comunicações, além das interações com clientes e armazenagem de documentos", diz Mallon. "Agora usamos quatro produtos diferentes para cada tipo de comunicação".

Em seu pequeno escritório, os assuntos mais urgentes são discutidos pessoalmente ou por telefone. Para compartilharem informações e se manterem a par do andamento de algum projeto, os funcionários usam o Skype, o Dropbox e o Slack.

"A equipe se comunica muito melhor", afirma ele, que estima ter economizado 20% do dia de trabalho ao se livrar do e-mail. "Agora os assuntos se resolvem imediatamente." Burge acredita que um mundo sem e-mails ainda está longe de se tornar realidade. "Eu ainda uso a ferramenta diariamente porque não consegui converter as 7 bilhões de pessoas do planeta", brinca.

Fonte: BBC Capital

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dez Estratégias para um detox de Mídia Social. Receita para os fortes

Arte Mashable
O Facebook está deixando você triste, o Twitter atrapalha suas tarefas cotidianas e o Instagram tira sua concentração. Sem falar no WhatsApp que virou epidemia. 

Estas são apenas algumas das reclamações feitas contra a mídia social. Pode ser verdade ou não essas declarações, mas concordamos em um ponto: se livrar em alguns momentos das mídias sociais pode nos deixar um pouco melhor.

Afastar-se do bate-papo nas redes pode parecer assustador, mas o que este texto publicado no site Mashable pretende mostrar é que ninguém vai sentir algum tipo de perda. Surpreendido? Há outros benefícios diz também os autores. Você pode ter um pouco mais de sono quando o aplicativo do Facebook não está chamando a atenção antes de você dormir. Você pode ler um livro nas férias em vez de verificar o Instagram. Coisas desse tipo. Você nunca saberá até tentar, destaca os autores.

Mas como resistir ao canto da sereia da mídia social? Aqui está um tipo de ajuda com uma fórmula de detox em mídia social para este verão, sem você precisar se esconder no deserto.


1. Elimine aplicativos de mídias sociais do telefone ou tablet 

Remova qualquer aplicativo de todos os seus dispositivos móveis. Lembre-se que esses aplicativos podem ser instalados de volta com facilidade e há quase sempre a opção de verificar esses sites a partir do navegador.

2. Peça a um amigo para mudar sua senha 

Encontre um (a) amigo (a) de confiança - de preferência com uma boa memória - para alterar a senha da sua conta de mídia social favorita. Combine com o (a) amigo (a) um tempo e peça a ele (a) que envie uma nova senha no prazo estipulado. Uma semana, por exemplo.


3. Temporariamente bloquear sites com ajuda externa

Você passa muito tempo surfando em sistemas de mídia social durante o horário de trabalho? Bloqueie certos sites por um período de tempo. Aplicativos de autocontrole como o LeechBlock para Firefox irá barrar sites que sugam o seu tempo, por exemplo.

4. Crie uma regra e cumpra

Crie regras. Entrar no Facebook só após as 18h. Instagram somente nos fins de semana. Twitter só no trabalho. Se você adora compartilhar, tente postar fotos semanalmente em vez de diariamente ou apenas atualizar seu status uma vez.

5. Organize-se com listas

As funções “listas” no Facebook e Twitter pode organizar as postagens de pessoas favoritas em fluxos eficientes. Criar uma lista de "amigos e familiares" em ambas as redes pode ajudar.

7. Comece-se um leitor de RSS

Em vez de procurar as notícias favoritas em sites como o Facebook, Twitter ou Tumblr, use um leitor de RSS.

8. Lembrando dos aniversários

Facebook tem um bom recurso para lembrar dos aniversários, mas o Calendário do Google pode ser um ainda melhor. Gaste 30 minutos de sua vida para descobrir o aniversário dos seus amigos importantes e dos membros da família e coloque no Calendário do Google como “datas importantes”. Eu fiz isso e não me arrependo.

9. Substitua um impulso com outro

Fique longe do smartphone quando estiver entediado. Treine-se para fazer algo diferente. Use um leitor eletrônico de livros, como o Kindle, e-Lev e Kobo. Vá tocar um instrumento ou faça outra coisa coisa.

10. Decisão radical. Elimine suas contas

Ao falar sobre um programa detox é difícil não mencionar a opção final: eliminação. Essa opção não é para os fracos de coração. 

  Fonte: Mashable 


Cérebro esta sendo alterado pela tecnologia do século XXI

Presente mais cobiçado dos brasileiros neste Natal, os smartphones, com suas telas sensíveis ao toque, promovem alterações no cérebro de seus usuários, aumentando a resposta a estímulos nos dedos.

 O fenômeno, fruto do chamado sistema somatossensorial, é similar ao já observado em atletas de elite e músicos virtuosos — como no caso do tenista que descreve a raquete como uma extensão de seu braço ou do violinista que sente o instrumento como uma parte de seu corpo. Pela primeira vez, no entanto, isso pôde ser constatado em pessoas comuns praticando atividades corriqueiras. Com isso, os cientistas esperam ter encontrado uma poderosa ferramenta para investigar mais a fundo o intrigante campo da plasticidade cerebral e como o órgão se adapta para lidar com situações do dia a dia.


— Os smartphones nos oferecem uma oportunidade para entender como a vida normal afeta os cérebros de pessoas — diz o neurocientista Arko Ghosh, pesquisador da Universidade de Zurique, na Suíça, e principal autor de artigo sobre o estudo, publicado ontem na última edição do periódico científico “Current Biology”. — À primeira vista, esta descoberta parece comparável ao que acontece com os violinistas. As tecnologias digitais que usamos diariamente estão moldando os processos sensoriais em nossos cérebros, e em uma escala que nos surpreendeu.


Atualizações frequentes do sistema

Para o estudo, os pesquisadores submeteram 37 voluntários (26 usuários de smartphones e 11 de celulares antigos), todos destros, a exames de eletroencefalografia (EEG) enquanto estimulavam com breves e leves toques o polegar, o indicador e o dedo do meio da mão direita deles. Os resultados mostraram que a atividade cerebral em resposta aos estímulos nestes dedos era mais intensa entre as pessoas que usam os smartphones.


À diferença do que acontece com os violinistas, no entanto, o experimento revelou que o período em que a pessoa usa um smartphone não afetou significativamente os resultados. A pesquisa também evidenciou uma correlação linear entre o tempo passado desde o último uso do aparelho e a intensidade da resposta cerebral, em especial no caso do polegar, que se mostrou mais sensível quanto menor este intervalo. Nas pesquisas com os músicos, o nível desta atividade se mostrou relacionada à idade com que eles começaram a tocar o instrumento e não foi influenciada pelo período passado desde a última vez que o usaram.


Segundo os pesquisadores, essas diferenças indicam que os movimentos repetidos e repetitivos sobre as telas sensíveis ao toque nos smartphones rearranjam os processos sensoriais dos estímulos vindos da mão, com atualizações frequentes da representação cerebral das pontas dos dedos. Para eles, isso leva a uma ideia notável:

— Propomos que o processamento sensorial no córtex do cérebro contemporâneo está sendo continuamente moldado pela tecnologia digital — aponta Ghosh. — Creio que primeiro devemos levar em conta o quão comum estes aparelhos digitais pessoais são e o quanto as pessoas fazem uso deles. Para nós, neurocientistas, isso significa que a história digital que carregamos em nossos bolsos tem uma enorme quantidade de informação sobre como usamos as pontas de nossos dedos e além. Fiquei realmente surpreso com a escala das mudanças introduzidas em nossos cérebros pelo uso dos smartphones e abismado com o quanto das variações interindividuais nos sinais cerebrais associados às pontas dos dedos podiam ser explicadas simplesmente pela análise do histórico de uso dos aparelhos.



Os cientistas, porém, alertam que essas constantes atualizações do sistema somatossensorial por influência da tecnologia digital podem ter seu lado negativo. É esse sistema que constrói uma imagem de nosso corpo à qual podemos assimilar elementos externos, como roupas, chapéus ou a raquete do tenista. No artigo, os pesquisadores citam outros estudos que indicaram uma associação entre extensas reorganizações do córtex somatossensorial a casos de dores crônicas nas costas, além da ligação entre o uso excessivo de smartphones a disfunções motoras.

Blog do BG, com texto extraído de O Globo

sábado, 6 de setembro de 2014

Alibaba pode fazer maior IPO da história


Chinesa quer levantar até US$ 24,3 bilhões em oferta pública inicial de ações; empresa pode chegar a valer US$ 160 bi



A gigante chinesa da internet Alibaba pode realizar a maior abertura de capital da história. Segundo o Wall Street Journal, a empresa está se preparando para oferecer suas ações entre US$ 60 e US$ 66, a fim de levantar até US$ 24,3 bilhões em seu primeiro dia na bolsa de valores de Nova York.
A cotação dos papéis da empresa faz com que a Alibaba valha cerca de US$ 160 bilhões, sendo uma das maiores empresas do ramo de tecnologia no mundo hoje. Caso a previsão da empresa se realize, será o maior IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) da história dos EUA, superando os US$ 19,1 bilhões da Visa em 2008.
Entre os principais investidores da Alibaba, estão o conglomerado japonês SoftBankCorp, que deve reduzir suas ações para 32,4% (hoje têm 34,1% da empresa); o Yahoo, que detém atualmente 22,4% e pretende reduzir sua participação para 16,3%, e o fundador Jack Ma, que vai passar de 8,8% para 7,8% da empresa. A Alibaba deve fazer sua abertura de capital ainda este mês e deve ser listada na bolsa com a sigla BABA, adianta ainda o WSJ.
Turnê
A configuração do preço da ação da empresa será seguido de uma turnê de duas semanas pelo planeta com investidores na Ásia, Europa e nos EUA, a fim de encontrar e convencer grandes investidores a comprar ações do grupo.
O principal negócio da Alibaba hoje são seus sites de vendas, o Taobao e o Tmall, que unem compradores a vendedores, ao contrário do que acontece com serviços populares de varejo online, como a Amazon. Em 2013, os dois sites geraram transações na ordem de US$ 248 bilhões, o que supera os valores de Amazon e eBay combinados.

Fonte: Link



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Microsoft oferece Windows para Internet das Coisas à comunidade maker

A empresa está distribuindo uma versão reduzida do sistema operacional junto com a CPU Galileo da Intel e aposta na criação de novos dispositivos conectados




Na esperança de cobrir todos os pontos de presença no mercado emergente da Internet das Coisas (IoT), a Microsoft está "dando uma ajuda" aos hackers, hobistas e empreendedores que criam novos dispositivos conectados usando as pequenas CPUs compatíveis com a plataforma Arduino, de PCs do tamanho de um cartão de crédito.

A Microsoft está distribuindo uma versão reduzida do Windows na placa de desenvolvimento Intel Galileo, na esperança de estender o alcance do seu sistema operacional para dentro do universo dos dispositivos inteligentes e aparelhos conectados à Internet.

A empresa aposta que desenvolvedores de software e hackers de hardware usarão a placa para construir e testar novos dispositivos que, algum dia, possam se transformar em produtos comerciais. Com o kit de desenvolvimento da Galileo, a Microsoft busca uma nova audiência de potenciais criadores de inovação na IoT: desenvolvedores independentes trabalhando em casa, mais popularmente conhecidos como a "comunidade maker".

Galileo e Windows

O computador Galileo da Intel, que consiste em uma CPU do tamanho de um cartão de crédito, tem sido usado para uma variedade de dispositivos como robôs que distribuem doces, sistemas de iluminação e dispositivos de saúde conectados a smartphones ou tablets e à internet. A placa da Intel compete com o PC open-source Raspberry Pi, que custa 25 dólares, e é compatível com a plataforma Arduino.
A Microsoft está distribuindo o kit com a placa como parte da sua iniciativa Windows Developer Program for IoT. Os destinatários do primeiro lote de placas parecem ter sido cuidadosamente selecionados e nem todos que solicitam o kit para entrar no programa conseguem. Mas os desenvolvedores interessados em se candidatar a entrar no programa podem se inscrever no site da Microsoft.
"Fomos surpreendidos pela resposta pública à oferta e recebemos mais pedidos de kits do que tínhamos em estoque para essa primeira rodada", diz o comunicado da Microsoft num site GitHub para o programa de desenvolvedores IoT.

intel galileo placa 520

Windows for IoT

A placa, segundo notas publicadas pela Microsoft no GitHub, roda uma "versão menor" do Windows. A Microsoft não quis comentar que versão é essa, mas no GitHub diz que é o pré-release de um software que até agora está sendo genericamente chamado de "Windows." O sistema operacional é compatível com Arduino.
Segundo uma porta-voz da Microsoft, o software que está rodando na placa Galileo para IoT "é uma versão não comercial customizada do Windowsbaseada no Windows 8.1". Segundo a porta-voz, a prova de conceito dodo SO ainda está em estágio inicial e não foram definidas ainda as regras e requisitos de hardware para ela.

"Nós simplesmente elegemos a placa Galileo da Intel para um projeto piloto projetado para colocar em funcionamento uma versão do Windows voltada para dispositivos de baixo custo e baixo consumo de energia", diz a porta-voz.
A Microsoft publicou ferramentas de desenvolvimento open-source para a Galileo no GitHub. No site há exemplos de como fazer um sensor de temperatura, um piano e um sistema de iluminação com LED usando portas especiais da placa.



Intel e Microsoft

A Intel também vende as placas Galileo com uma versão mais leve do Linux através de distribuidores. Mas o kit da placa com o Windows só será distribuído pela Microsoft, diz a Intel. Em algum momento, a Microsoft poderá colocar o sistema operacional disponível para todos que comprarem a placa Galileo, mas a empresa não definiu uma data para isso.
"Temos planos para vocês. Acompanhem nossos sites de redes sociais para ficar sabendo", diz o comunicado da Microsoft numa página do GitHub voltada para as pessoas que já possuem uma placa Galileo.
A Galileo começou a ser distribuída no ano passado e a Intel já anunciou uma segunda versão da placa chamada Galileo Gen2, que estará disponível este mês. A Intel não informou se a Galileo Gen2 será compatível com o novo Windows, dizendo apenas que caberia à Microsoft fazer isso acontecer.
A placa original Galileo tem um processador Quark SoC X1000 de 400MHz e suporta PCI-Express, Ethernet e USB 2.0. Ela também tem um leque de portas para conectar câmeras, telas, sensores, fontes de força e outros componentes.

Windows no piano

Durante sua conferência Build, realizada em abril, a empresa mostrou a Galileo e uma versão experimental do software embutidos em um piano. Um app móvel se conectava com a placa e fazia com que o piano tocasse uma música ou, no sentindo inverso, recebia da placa informações sobre as notas da melodia tocada no instrumento e as enviava para um serviço hospedado na nuvem Azure, da Microsoft.
A meta final é pegar a informação coletada de bilhões de dispositivos e alimentar serviços de cloud hospedados no Azure, como parte da estratégia geral "mobile first, cloud first" da empresa.
"O ponto mais importante sobre a Internet das Coisas é que ela não se limita "às coisas", mas sim ao fato de que elas estão conectadas à internet", disse Terry Myerson, vice presidente executivo de sistemas operacionais da Microsoft durante sua apresentação na Build.

Windows Compacto

A Microsoft há um bom tempo vem entregando a fabricantes de equipamentos o chamado Windows Embedded Compact, utilizado em um leque de dispositivos industriais, dispositivos móveis, monitores médicos, ATMs e outros dispositivos, e reforçando a eles a capacidade do sistema operacional embutido de trabalhar em dispositivos para a IoT.
"O Windows Embedded Compact continua a ser importante para nossa oferta abrangente para IoT. Ele continua sendo o único sistema operacional real-time da Microsoft e é o sistema operacional com o mais abrangente conjunto de portas, incluindo inúmeros níveis das arquiteturas ARM e x86", disse a Microsoft no GitHub.

Ainda assim, permanecem as dúvidas sobre como precisamente o novo SO da Galileo se difere do Windows Embedded Compact. O novo sistema "poderá ser mais moderno ou possivelmente um produto mais focado em aplicações voltadas para a IoT que o Windows Embedded Compact", especula Al Gillen, vice-presidente de programas, servidores e software de sistemas da IDC, em email enviado à redação.

Leia também:  O IP das Coisas: Até a geladeira poderá denunciar o dono

Fonte:  PC World