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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Hervé Falciani conta como e porque roubou arquivos do HSBC

Hervé Falciani, o homem que está na origem do caso Swissleaks, revela as razões que levaram ao roubo dos arquivos no banco suíço onde trabalhava. 

Hervé Falciani divulgou uma lista de mais 100 mil nomes titulares de contas bancárias no HSBC que utilizaram este banco suíço para fugir ao fisco e fazer lavagens de dinheiro.

 Clique na imagem para assitir ao vídeo

Fonte: SIC Notícias

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uso excessivo de mídias digitais e má alimentação de adolescentes


Resultados de um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition demonstram uma relação entre o tempo de utilização de mídias de tela e a ingestão de alimentos e bebidas de baixa qualidade nutricional, frequentemente veiculados nas mídias digitais.

Trata-se de um estudo tipo coorte com uma amostra composta por 4.604 meninas e 3.668 meninos com idade entre 9 e 15 anos que foram acompanhados por um período de 2 anos. Através de questionários previamente validados para a população adolescente, que foram preenchidos pelos participantes do estudo, os autores avaliaram as relações longitudinais entre o tempo de utilização de mídias de tela (televisão, jogos eletrônicos, DVDs) e mudança no consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional (ABQN) que são comumente anunciados nessas mídias (bebidas açucaradas, fast-foods, doces, salgadinhos) e baixa ingestão de frutas e hortaliças.

Cada aumento nas horas por dia na televisão, jogos eletrônicos e DVDs foi associado com o aumento na ingestão de ABQN total (que é a soma de todos esses alimentos; variação: 0,10-0,28 porções/dia, p < 0,05), com o aumento da ingestão de bebidas açucaradas, fast-foods, doces e salgadinhos (variação: 0,02-0,06 porções/dia; p < 0,001) e com a diminuição do consumo de frutas e hortaliças (intervalo: 20,05-20,02 porções/dia, p <0,05).

“Os resultados desse estudo fornecem evidências adicionais de que o marketing de alimentos pode mediar ligações entre tempo de utilização das mídias de tela, dieta e adiposidade. Consequentemente, essas mídias poderiam ser menos obesogênicas, por isso poderiam reduzir a quantidade de marketing de produtos não saudáveis voltados para a juventude”, afirmam os autores.

Referência(s)

Falbe J, Willett WC, Rosner B, Gortmaker SL, Sonneville KR, Field AE. Longitudinal relations of television, electronic games, and digital versatile discs with changes in diet in adolescents. Am J Clin Nutr. 2014; 100:1173–81


Publicado em Nutritotal 

Leia também: Cérebro esta sendo alterado pela tecnologia do século XXI





   
   

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Jornais ainda têm mais confiança do leitor, diz governo

Apenas 7% dos brasileiros leem jornais todos os dias, mas o veículo de comunicação continua sendo o mais confiável na avaliação dos leitores. A conclusão está na Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, divulgada hoje (19) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).

De acordo com o levantamento, 76% dos brasileiros afirmam não ter o hábito de ler jornais, 21% leem pelo menos um dia por semana e somente 7% são leitores diários desse tipo de mídia.
Na avaliação do nível de confiança, os jornais lideram a pesquisa com 58% de leitores que confiam sempre ou muitas vezes nas informações veiculadas. O percentual é maior que o da TV (54%), o do rádio (52%), o das revistas (44%) e o das notícias de sites (30%).

A proporção de leitores de jornais é maior entre os homens, com maior renda e escolaridade e em municípios mais populosos.

Entre os leitores de jornais, 84% consomem o veículo em busca de informações. Os cadernos mais lidos são os de notícias locais/cidades/cotidiano (28%), esportes (24%), policial (16%), política brasileira (14%), classificados (12%), cultura e lazer (10%) e economia brasileira (10%).

Apesar da expansão do acesso à internet e das teorias sobre a substituição dos veículos impressos pelos sites de notícias, a pesquisa constatou que 79% dos leitores de jornais manuseiam o formato impresso, ante 10% que preferem a edição online e 4% que usam as duas plataformas. 
Os números são semelhantes aos registrados entre os leitores de revistas: 70% leem a versão impressa, 12% preferem a versão online e 4% são leitores de ambos os formatos.

De acordo com o levantamento da Secom, as revistas são o veículo de comunicação com menor presença no dia a dia dos brasileiros. Os dados de frequência de uso revelaram que 85% não costumam ler revistas e somente 13% leem uma vez por semana ou mais.

A escolha desse meio de comunicação é mais comum entre mulheres 16% leem pelo menos uma vez por semana, ante 11% de homens que leem com a mesma frequência. A variação é expressiva quando a análise é feita com base na renda: entre os que têm renda familiar mensal até um salário-mínimo, a proporção de leitores de revistas é 6%. Já entre os famílias que recebem mais de cinco salários-mínimos, a proporção sobe para 29%.

Jornais e revistas têm outra característica em comum em relação aos hábitos dos leitores: nos dois veículos, o grau de atenção durante a leitura é alto. De acordo com a pesquisa, 50% dos leitores de jornais e 46% dos de revistas não fazem outra atividade enquanto estão concentrados na leitura.
O levantamento da Secom ouviu 18 mil pessoas e traçou um perfil do consumo de informações nas diferentes mídias. A amostra foi definida com base em dados do Censo de 2010 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2011. A coleta de dados e o processamento das informações foram feitos pelo Ibope Inteligência.

Fonte:           Agência Brasil

sexta-feira, 14 de março de 2014

Pré-candidato à Presidência tenta bloquear buscas na internet, diz Olhar Digital

A Justiça negou um pedido do senador Aécio Neves, que queria obrigar buscadores a bloquear resultados de buscas relacionados à sua pessoa. Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio tem o nome vinculado a desvio de dinheiro durante sua gestão como governador de Minas Gerais e ao uso de entorpecentes.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Justiça já havia decidido contra o senador sobre o caso do desvio, então ele entrou com recurso e pedido de liminar. Foi derrotado novamente, mas o mérito do processo ainda está em análise.

A ação mira Google, Yahoo e Bing, onde aparecem notícias que o acusam de responder por desvio de verbas da Saúde em MG – são mais de 20 mil links. O senador pede a remoção dessas informações e de mais 19 termos.

O Google diz no processo que Aécio "parece 'sensível' demais às críticas sobre sua atuação" e que é impossível remover o conteúdo sem interferir em outras buscas relacionadas ao senador. Mesmo assim, avisa a empresa, mexer nisso implica em vistoriar o conteúdo antes que ele apareça nos resultados, algo visto pela empresa como atentado à liberdade de expressão.

O outro caso, iniciado em 2013 e que liga o tucano ao uso de entorpecentes, corre em segredo de Justiça. Ele pede providências contra comunidades e perfis que tratam do assunto.

Fonte: Olhar Digital

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Como surgiu a expressão #imprensa marrom

Jeff_Werner/Creative Commons
De acordo com o site Mundo Estranho, a expressão imprensa marrom foi inspirada na expressão americana yellow press ("jornalismo amarelo"), que surgiu no final do século XIX a partir da concorrência entre os jornais New York World e The New York Journal. Eles haviam entrado em guerra para ter em suas páginas as aventuras de Yellow Kid, a primeira tira em quadrinhos da história.

A disputa nos bastidores foi tão pesada que o amarelo do cobiçado personagem acabou virando sinônimo de publicações sem escrúpulos. Em língua portuguesa, a expressão teve sua cor alterada no Brasil em 1959, quando a redação do jornal carioca Diário da Noite recebeu a informação de que uma revista chamada Escândalo extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.

O jornalista Alberto Dines, hoje editor do programa de TV Observatório da Imprensa, preparava, para a manchete do dia seguinte, algo como "Imprensa amarela leva cineasta ao suicídio". O chefe de reportagem do Diário, Calazans Fernandes, achou o amarelo uma cor amena demais para o caráter trágico da notícia e sugeriu trocá-la por marrom. "Assim, a expressão ‘imprensa marrom’ originou-se numa denúncia contra a própria imprensa marrom", afirma Dines. Além de criar o novo termo, a manchete do Diário da Noite contribuiu para o fim da criminosa revista Escândalo, fechada logo em seguida.

Fonte: Mundo Estranho