Mostrando postagens com marcador Direito Autoral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Direito Autoral. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de janeiro de 2013

Acredite, Estou Mentindo de #RyanHoliday

 Seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões De Um Manipulador” acaba de chegar ao Brasil. Para ele, o único jeito da mídia parar de ser manipulada é que as pessoas se importem menos com a velocidade das notícias

"Nota do Editor:
Uma versão antiga desse artigo continha citações de Ryan Holiday. Sr. Holiday, que escreveu um livro sobre manipulação da mídia, posteriormente admitiu que mentiu para o repórter e vários outros jornalistas. Ele diz que não possui uma vitrola”
.
 


  É assim, com esse pedido de desculpas embaraçoso, que o site do New York Times sucumbiu a Ryan Holiday. A reportagem era sobre discos de vinil e Ryan aparecia como um colecionador. A farsa faz parte de seu experimento empírico para provar a fragilidade e incompetência dos veículos de informação e mostra bem como ele operava – podia ser um blog pequeno, podia ser o jornal mais tradicional dos EUA, o lance era mostrar como os repórteres, quase sempre por preguiça ou pressa, se deixavam levar sempre pela mesma equação: notícia que vai gerar mais cliques no período de tempo mais breve possível. 

Assim como fez com o NYT, ele também trollou o site da rede de televisão CBS ao inventar uma história que foi publicada na matéria “5 casos vergonhosas de escritório que vão te deixar boquiaberto”. Quando o site do MSN estava escrevendo um artigo sobre “a etiqueta do resfriado”, eles não tinham tempo hábil para checar se a história contada por aquele tal de Ryan Holiday (ele nunca se importou em dizer o nome verdadeiro) sobre um colega de trabalho do Burger King ter espirrado em cima dele durante o expediente era verdade - e lá está o pedido de desculpa até hoje.
Evidente que essa pressa/preguiça dos repórteres é apenas um reflexo de um sistema muito maior, que envolve publicidade, ganância e a busca desenfreada pelo furo – tudo isso, claro, também não está isolado e é fruto de uma sociedade hipersônica que venera a velocidade antes, muito antes da qualidade. E é esse panorama maior que interessa a Ryan. Seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões De Um Manipulador” já está à venda no Brasil e a GALILEU conversou com ele para discutir um tema manjado (não é novidade pra ninguém que é preciso ter um pé atrás com tudo que se lê por aí, inclusive isso aqui) de um ponto de vista bem pouco manjado (pouca gente tem acesso a esses bastidores). 

Ryan tem 25 anos, estudou Ciência Política na faculdade e hoje ganha muito dinheiro como marqueteiro. Na entrevista feita por email, ele mostra o que o faz ser um mestre da manipulação: toda pergunta que pedia um exemplo prático de mentiras que ele plantou na grande mídia foi deixada em branco. Nada como uma platéia curiosa para atrair mais público - ou vender mais livros.  

Quando você percebeu que a mídia era manipulada? Teve alguma situação que despertou essa consciência em você?
Ryan Holiday: Foi um processo gradual. Todos nós temos certas ilusões sobre como a mídia trabalha e sob quais princípios opera. Pouco a pouco eu fui sendo exposto às engrenagens, como publicitário, leitor, escritor e comprador de anúncios e também como alguém que tem sido objeto de interesse da cobertura da imprensa, comecei a identificar padrões e entender esses fatores implícitos. Veja, como marqueteiro, o que eu faço é explorar esses fatores. Mas resolvi escrever esse livro quando percebi que meus benefícios pessoais eram muito pequenos perto do perigo desses sistema. 


É verdade que você "não levanta da cama por menos de 10 mil dólares"?. Por que você acha que te pagam tanto? 

Ryan Holiday: Porque eu dou resultado. 

Você ainda é um manipulador de mídia? Que tipos de trabalho você faz para Tucker Max (autor de bestsellers) e Dov Charney (fundador da American Apparel, gigante do comércio de roupas dos EUA)?
Ryan Holiday: Eu contribuo para o sucesso dos produtos deles. Meus clientes escrevem livros que estão entre os mais vendidos ou ganham centenas de milhões de dólares mesmo com orçamentos publicitários minúsculos. Meu trabalho é parte disso. 

O que exatamente um manipulador de mídia faz?
Ryan Holiday: Meu ponto é que todo mundo é um manipulador de mídia, incluindo muita gente da própria mídia. O sistema cria alguns incentivos que são irresistíveis às pessoas. Como marqueteiro eu plantei notícias falsas, controlei manchetes, espalhei mensagens que eu mesmo escolhi entre os veículos de mais prestígio no mundo. Isso é manipulação de mídia – e eu não estou sozinho nessa. 

Quais são suas fontes de informação?
Ryan Holiday: Eu gosto de livros. Eles entregam a informação de um jeito mais confiável, mais atemporal. Livros são menos manipuláveis.
Existem blogs ou corporações de mídia que mentem mais que outros?
Ryan Holiday: Quanto mais acessos um site tem, mais dependente da manipulação ele é. Isso é um fato. Gawker, Huffington Post, Business Insider, Bleacer Report são exemplos disso.
E qual a saída para essa espiral de manipulações?
Ryan Holiday: Acho que a solução é reavaliar nossas certezas. Por que será que nós achamos que conseguiremos informação de qualidade DE GRAÇA? Por que achamos que notícias em tempo real são importantes? Por que somo tão obcecados por quem conseguiu isso primeiro? Por que precisamos tuítar coisas no momento em que elas acontecem? Todo mundo não estaria melhor se respirássemos fundo, acalmássemos um pouco e fizéssemos as coisas direito pela primeira vez? Eu acho que sim. 
Fonte: Galileu
Leia Mais 

 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

El Pais divulga imagem falsa de #Chávez durante tratamento contra câncer








  • Falsa imagem de Chávez entubado foi divulgada com destaque na versão online do jornal "El País" 
     Falsa imagem de Chávez entubado foi divulgada com destaque na versão online do jornal "El País"
O jornal espanhol "El País" publicou na madrugada desta quinta-feira (24) uma imagem falsa do presidente venezuelano, Hugo Chávez, durante o tratamento contra o câncer. O fato obrigou uma das mais respeitadas publicações do mundo a recolher das bancas a sua versão impressa de hoje, que trazia na primeira página a suposta foto de Chávez.

A imagem, de baixa qualidade, mostra um homem com tubos em sua boca. A foto chegou a aparecer com destaque na página principal da versão online do "El País" (foto), na madrugada desta quinta-feira, mas foi retirada do ar cerca de meia-hora depois.
Inicialmente, o jornal informou que a imagem havia sido registrada "há poucos dias" e que "não pôde verificar de forma independente as circunstâncias em que foi tirada, tampouco o momento preciso e o lugar".

Horas depois, o periódico publicou nota, se retratando do erro. "O El País retirou de sua página na internet a foto que mostrava um homem entubado em uma cama de hospital e que uma agência de notícias havia fornecido ao jornal, afirmando que se tratava de Hugo Chávez, presidente da Venezuela", informa o comunicado.

Ainda de acordo com o "El País", "ao constatar que a imagem não era de Chávez, o jornal paralisou a distribuição de sua edição impressa e enviou uma nova aos pontos de venda". O jornal esclareceu ainda que "o incidente pode ocasionar que a edição desta quinta-feira não esteja disponível em algumas bancas, tanto na Espanha como fora do país".
O ministro das Comunicações da Venezuela, Ernesto Villegas, criticou o diário. Em sua conta no Twitter, ele classificou como "grotesca e falsa" a foto publicada na primeira página do jornal.

Veracidade da imagem em xeque

Minutos após a publicação da imagem pelo UOL, um internauta denunciou que a imagem era falsa. "Este não é Chávez. Procurem no YouTube pelo vídeo 'Intubacion de Acromegalia AMVAD' e vocês vão ver o vídeo de onde tiraram esta foto", afirmou.

Assista ao vídeo:





Tratamento médico

O presidente de 58 anos está desde de 10 de dezembro do ano passado em Havana (Cuba), onde se submeteu a uma cirurgia - a quarta intervenção cirúrgica nos últimos 18 meses - como parte do tratamento contra o câncer. A doença foi diagnosticada em meados de 2011.
Chávez não pôde tomar posse para o mandato 2013-2019, no último dia 10, devido a sua situação de saúde. O Tribunal Superior de Justiça (TSJ) aprovou, um dia antes da data prevista para a juramentação, que o ato fosse postergado e ainda a continuidade do Executivo liderado pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, a quem Chávez delegou algumas funções. (Com Efe)
Fonte: UOL

sábado, 20 de outubro de 2012

Ubuntu 12.10 finalmente é liberado



Saiu a versão final do novo Ubuntu. A nova versão do Sistema Operacional é também conhecida como “Quantal Quetzal”. O Ubuntu 12.10 tem um novo visual, segundo a Canonical, responsável pela distribuição.




Para baixar o Ubuntu 12.10, o internauta tem a seguinte opção:



Mais opções:
·         Bit Torrent

ubuntu | oǒ'boǒntoō |
Ubuntu significa "humanidade para os outros" em uma língua antiga da África. Segundo a Cononical significa, também, "eu sou o que sou por causa do que nós todos somos".

Onde tudo isso começou?
O Linux já estava estabelecido como uma plataforma de servidor de empresa em 2004. Mas o software livre ainda não era uma parte da vida cotidiana para a maioria dos usuários de computador. É por isso que Mark Shuttleworth reuniu uma pequena equipe de desenvolvedores do Linux (Debian) e partiu para criar um sistema fácil de usar nos computadores das pessoas, explica a empresa.

A visão para o Ubuntu é parte social e parte econômica: software livre, disponível gratuitamente para todos nos mesmos termos ou financiado através de um portfólio de serviços prestados pela Canonical.

Jornais brasileiros abandonam em massa o serviço Google Notícias



Os principais jornais brasileiros abandonaram o serviço Google Notícias, depois que o maior buscador da Internet no mundo negou-lhes qualquer compensação financeira pelo direito de usar suas manchetes. A debandada ocorreu durante o último ano, quando a Associação Nacional de Jornais do Brasil (ANJ) começou a orientar seus associados a sair do serviço, diz o blog Jornalismo nas Américas.
Segundo o blog, a recomendação da ANJ foi seguida em massa pelos 154 jornais que integram a associação e respondem por mais de 90% da circulação de jornais no Brasil. Google argumenta que não há necessidade de nenhum pagamento pelo uso das manchetes, porque esta prática beneficia os jornais ao enviar a seus sites um grande volume de usuários.
A controvérsia gerou um dos mais intensos debates na 68ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, por suas iniciais em espanhol), realizada de 12 a 16 de outubro, em São Paulo. A posição da ANJ foi apresentada por Judith Brito, da Folha de S. Paulo, enquanto a posição do Google foi defendida pelo diretor de políticas públicas da empresa no Brasil, Marcel Leonardi.
Para ilustrar seu argumento, Leonardi fez uma comparação, pedindo à plateia que imaginasse que absurdo seria um restaurante tentar cobrar uma taxa a um motorista de táxi por ter levado um turista para almoçar lá.
Marcel Leonardi disse que a cada mês o Google Notícias gera um bilhão de cliques para sites de notícias em todo o mundo.
O blog diz ainda que outro participante do painel da SIP, o advogado alemão Felix Stang, também confrontou a posição do Google. Stang disse que "plataformas como o Google são concorrentes diretos de jornais e revistas, porque têm conteúdos deles, são como home pages".
Ao final do debate da SIP, continuava o mesmo impasse que há anos separa os jornais e o Google no Brasil. Para as empresas brasileiras, os números de acesso aos sites dos jornais gerados pelo Google não são suficientes para justificar o uso de suas manchetes sem o pagamento de direitos autorais.
"O Google News se beneficia comercialmente desse conteúdo qualificado e não abre espaço para discutir um modelo de remuneração pela produção desse material", explicou o presidente da ANJ, Carlos Fernando Lindenberg Neto, em entrevista por e-mail ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.
"Concluímos (...) que a permanência dos jornais no Google Notícias não estava contribuindo para o crescimento de nossa audiência no meio digital. Ao contrário, ao fornecer algumas linhas iniciais de nossas histórias ao internauta, o serviço reduz a possibilidade de que este busque a história completa em nossos sites", acrescentou Lindenberg.
Procurado pelo Centro Knight para comentar sobre o tema, o Google não quis dar entrevistas.
O debate também tem ambiguidades, uma vez que os veículos jornalísticos precisam de agregadores para atrair mais leitores. Mas a perda de tráfego online causada pela saída dos jornais do Google Notícias não fez com que a ANJ voltasse atrás em sua orientação. Isso porque, segundo Lindenberg Neto, "a presença do Google Notícias no mercado brasileiro é pequena. Julgamos que [essa perda de tráfego] era um preço aceitável pela proteção de nossos conteúdos e marcas".
Como os jornais continuam no serviço básico de busca do Google (Google Search), no entanto, o presidente da ANJ admite que também essa busca, mais geral, será prejudicada, uma vez que a presença no Google Notícias é considerada no ranqueamento dos sites. O Google responde por 92,15% do mercado de serviços de busca no Brasil, segundo uma pesquisa de 2011 da Serasa Experian, empresa focada em marketing digital.
Leonardi, diretor de políticas públicas do Google, afirmou durante o debate na assembleia da SIP que "se o leitor se satisfaz com o pequeno trecho é porque a matéria não despertou tanto interesse".
Para o Google, o ideal é chegar a uma solução em que ambas as partes ganhem -- jornais e agregadores de notícias --, em vez de condenar sites como o Google por não pagar os veículos de mídia. Para a ANJ, no entanto, atualmente há uma concentração maior em um dos polos da discussão (o Google), enquanto o "modelo ideal seria um em que as partes sentassem à mesa reconhecendo a importância de cada um na cadeia de valor", como afirmou o presidente da associação.
História antiga
A discussão da ANJ com o Google é longa: ainda em dezembro de 2010, ambos acordaram que o Google Notícias exibiria apenas uma linha de cada matéria, o que atiçaria a curiosidade do leitor e o levaria ao link original. Mas a medida não foi suficiente para estimular mais cliques nos sites dos jornais, segundo Lindenberg Neto. "Com a saída dos jornais do Google Notícias, a maioria dos usuários da internet que buscavam conteúdo jornalístico no Google News passou a recorrer diretamente ao sites dos jornais", disse o presidente da ANJ.
Tampouco a questão é inédita. Em 2010, a agência de notícias Associated Press (AP) chegou também a parar de ser exibida no agregador, pelos mesmos motivos; mas retornou ao Google Notícias sete semanas depois. Apesar disso, o caso da ANJ é o primeiro em que uma associação de jornais movimenta-se para que seus associados saiam em massa do serviço de busca de notícias.
Na Europa, alguns casos judiciais consideraram a prática de agregadores de notícias uma violação das leis europeias de direitos autorais, como explica o analista digital Robert I. Berkman, autor do livro "Digital Dilemmas: Ethical Issues for Online Media Professionals" ("Dilemas digitais: questões éticas para profissionais de mídia online", em tradução livre).
Importante lembrar, no entanto, que embora todos os jornais associados à ANJ tenham saído do Google Notícia, muitos de seus portais na internet ainda são fontes do agregador, como os portais das Organizações Globo e do UOL, que pertence ao jornal Folha de S. Paulo. Assim, não é possível buscar conteúdos publicados na versão impressa dos jornais, mas sim os que foram divulgados em seus respectivos sites.
Por exemplo, se buscarmos "Dilma", presidente do Brasil, no Google Notícias e especificarmos os resultados da busca para apenas do jornal O Globo, a mensagem que surge é "A pesquisa - Dilma source:"O Globo" - não corresponde aos resultados de notícias". No entanto, se buscarmos o mesmo nome tendo como fonte apenas a palavra "Globo" -- que incorpora outros veículos digitais da empresa, são encontrados resultados do portal Globo.com. Atualmente, o Google Notícias exibe cerca de três linhas de cada matéria ou reportagem, além da manchete e de uma imagem pequena ao lado.

Ler mais: 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Nova lei brasileira pode reduzir preço dos smartphones até o Natal, diz O Globo

Se você planeja comprar um smartphone no Brasil, talvez valha a pena esperar um pouco mais. Isso porque, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os chamados celulares inteligentes vão ficar bem mais baratos em breve no país. 

Tudo por conta da chamada “Lei do Bem”, que diminui os impostos em cima de determinados produtos.
Os smartphones foram incluídos nas isenções fiscais da nova lei e, assim, receberão desonerações de IPI, Pis e Cofins. Com isso, os preços dos aparelhos, que estavam entre os mais caros do mundo, podem cair até 25%. Vale lembrar que estas novidades fazem parte de uma medida provisória, a 563, e por isso ainda vai depender de decretos dos Ministérios das Comunicações, da Fazenda e do Desenvolvimento para saírem do papel.
“Os dois decretos já estão com o texto pronto. Já fizemos as primeiras consultas e ainda vamos dialogar com a Fazenda e Desenvolvimento para levar para a assinatura da presidente. Estamos trabalhando para que ambos sejam publicados com celeridade”, garantiu o ministro durante evento da Motorola para lançar o Razr HD, primeiro aparelho a chegar ao Brasil com a tecnologia 4G.
Como a parte burocrática ainda deve demorar um pouco, a expectativa é de que até as festas de fim de ano os smartphones já estejam custando bem menos. Portanto, mesmo que a ansiedade por um Galaxy S3, iPhone 5, Razr HD ou Lumia 920 seja grande, vale aguardar um pouco para economizar em dezembro.
Fonte: O Globo

domingo, 9 de setembro de 2012

Bina finalmente é reconhecido como invenção de brasileiro pela justiça, diz Estadão




Depois de 20 anos de disputa judicial com as operadoras de telefonia, o inventor mineiro Nélio Nicolai, 72 anos, começa a obter reconhecimento oficial por seu principal invento: o Bina, aplicativo que permite identificar previamente as chamadas telefônicas, nos aparelhos fixos e celulares. 

Somente no Brasil, o Bina custa mensalmente a cada assinante R$ 10 ou US$ 6. E são 256 milhões de celulares com esse serviço no País, o que produz faturamento mensal de R$ 2,56 bilhões. Isso apenas no Brasil.

As operadoras Claro/Americel e Vivo são as primeiras a se manifestarem: a primeira, em razão de composição judicial, que extinguiu o processo movido pela Lune (empresa de Nélio), e a segunda por condenação judicial, determinando a indenização, o que deverá provocar medidas judiciais similares envolvendo operadoras que utilizam o Bina, o segundo invento brasileiro efetivamente universalizado. O primeiro foi o avião, por Santos Dumont.
A decisão da 2.ª Vara Cível de Brasília determina que a Vivo pague em juízo "o correspondente a 25% do valor cobrado pela ré por conta do serviço de identificação de chamada para cada usuário e em cada aparelho".
Nélio é ainda autor de mais quatro inventos incorporados mundialmente à telefonia: o Salto (sinalização sonora que indica, durante uma ligação, que outra chamada está na linha), o sistema de Mensagens de Instituições Financeiras para Celular, que permite o controle de operações bancárias via celular; o Bina-Lo, que registra chamadas perdidas; e o telefone fixo celular.
Não há hoje, em todo o planeta, quem fabrique um telefone, celular ou fixo, sem inserir a maioria desses recursos. Como se trata de invento patenteado, esse uso, nos termos da Lei de Patentes, em todo o mundo, precisa ser remunerado, seja como transferência de tecnologia e/ou royalty.
Mas não foi, embora o Bina tenha conferido ao seu inventor duas comendas internacionais: um Certificado e uma Medalha de Ouro do World Intellectual Property Organization (Wipo), reconhecendo e recomendando a sua patente, além de um selo da série Invenções Brasileiras, concedido pelo Ministério das Comunicações.
A conquista ocorre, por ironia, exatamente quando acaba de cessar a vigência (20 anos) da patente de seu invento, em 7 de julho passado. A patente resistiu a todas as tentativas de anulação que lhe moveram na Justiça as operadoras e fabricantes multinacionais e os direitos gerados naquele período são agora irreversíveis.