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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Adolescente cria mecanismo de busca mais preciso que o Google

Um adolescende indiano desenvolveu um mecanismo de busca personalizada que, segundo testes, é quase 50% mais preciso do que o do Google. Anmol Tukrel, de 16 anos, explica que a tecnologia leva em conta, além de localização e histórico de navegação, a personalidade do usuário, o que ajuda a fornecer resultados ainda mais precisos.

O projeto surgiu quando o garoto se inscreveu para a Google Science Fair, competição global da gigante de tecnologia que premia jovens com idade entre 13 e 18 anos. "Pensei em fazer algo no setor de pesquisas personalizadas. Quando percebi que o Google já faz isso, quis torná-lo ainda melhor", explica o jovem, que atualmente faz estágio em uma empresa de tecnologia indiana.

Reprodução


Anmol Tukrel, 16 anos.

Atualmente, a personalização nas buscas se baseia em fatores como a localização, histórico de navegação e afinidade com o tipo de aplicativos instalados no dispositivo que realiza a pesquisa. De acordo com Turkel, esta é somente metade da equação. Seu algoritmo parece resolver o resto: compreende o que o usuário gostaria de ver com base no conteúdo apresentado, na personalidade e em sua compreensão de texto.

Apesar do sucesso, o jovem é bastante humilde. "É muito arrogante pensar que suaideia é tão boa que você não precise aprender nada", afirma. Para o futuro, a ideia é continuar os estudos e aprimorar sua empresa, que se chama TacocaT Computers.

Via TheEconomicTimes

terça-feira, 5 de maio de 2015

Drones serão usados para semear e reflorestar o planeta

Corte de madeira, mineração, agropecuária e a cada vez maior expansão dos centros urbanos em direção às florestas são responsáveis por levar ao chão aproximadamente 26 bilhões de árvores por ano.  Para reverter este cenário de destruição, o americano Lauren Fletcher sonha em fazer um replantio em escala industrial: semear 1 bilhão de árvores por ano usando drones. “Há anos eu e meu time estudamos as mudanças climáticas. Com esta tecnologia, acreditamos que poderemos mudar o mundo”, afirma o visionário.
 

Fletcher, engenheiro que trabalhou durante 20 anos na Agência Aeroespacial Americana (Nasa), é o CEO da BioCarbon Engineering, sediada em Oxford, na Inglaterra. A startup desenvolveu um projeto que utiliza a tecnologia dos drones para mapear, plantar e monitorar o crescimento das mudas.
 


No ar, os drones farão o mapeamento preciso das áreas que precisam ser replantadas, gerando imagens em alta resolução e mapas em 3D. Em seguida, o equipamento será usado para o plantio de sementes germinadas, que tem índice de absorção na terra muito mais alto quando comparado a técnicas que fazem dispersão aérea de sementes  secas.  O sistema é bastante sofisticado. Os drones descem a dois ou três metros acima do solo e lançam uma espécie de casulo, que contem sementes pré-germinadas, cobertas por um hidrogel com nutrientes. O veículo aéreo tem capacidade para plantar dez sementes por minuto. Fletcher acredita que será possível plantar 36 mil mudas de árvores por dia.

A técnica de agricultura de precisão garantirá o replantio em larga escala. Segundo a BioCarbon Engineering, o plantio manual é caro e lento e o que espalha sementes secas apresenta baixo índice de germinação. Numa última etapa, os drones servirão para monitorar as áreas que foram replantadas. Esta informação ajudará a fornecer avaliações da saúde do ecossistema ao longo do tempo.


 

No ano passado, o projeto da BioCarbon Engineering recebeu um prêmio da Skoll Foundation, fundação americana que investe na inovação e empreendedorismo social. Mais recentemente, ficou com o terceiro lugar na competição Drones for Good, nos Emirados Árabes Unidos. A intenção do engenheiro americano é que até o meio do ano os drones já estejam no ar, semeando novas florestas pelo planeta. Que bons ventos os levem! Assista abaixo ao vídeo que explica como funcionará o replantio de árvores com drones:




Fonte: Planeta Sustentável 


domingo, 26 de janeiro de 2014

A armadilha do PET , artigo de Norbert Suchanek

Lixão da Estrutural-DF/Wilson Dias/Agência Brasilenda
Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: "Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas." A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo.
Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.

Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares vezes. A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos. Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.

Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado. Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling.

Novos mercados para o lixo de PET foram criados que de fato estão estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.

Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou
limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano.”



A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.
Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas.

O mundo não precisa de garrafas, camisas ou viveiros de PET. Vidro é o melhor material para guardar qualquer bebida, inclusive a água. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas centenas de vezes. E o material de vidro pode ser reciclado sem fim. O próprio vidro é a melhor matéria prima para fazer vidro.

Fonte: EcoDebate

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Google Doodle celebra o Início do Inverno

O Solstício de Inverno está sendo celebrado pelo Google nesta sexta-feira, dia 21 de junho. Com o início do inverno  no dia de hoje, a gigante das buscas tratou de colocar em sua página inicial um doodle animado  celebrando a estação mais charmosa do ano. 

No novo doodle é possível ver uma pessoa costurando uma luva multi-colorida.
Para aqueles que não sabem, o solstício de inverno é o fenômeno astronômico que marca o início do inverno. Este solstício, que acontece quando o Sol atinge a sua maior distância angular em relação a Linha do Equador, acontece duas vezes ao ano, uma no hemisfério sul (por volta do dia 21 de junho) e outra no hemisfério norte (por volta do dia 22 de dezembro).

O momento do solstício de inverno é celebrado em muitas culturas. Na China, a data é comemorada como uma passagem de ano. Já na Roma Antiga, a data marcava a Saturnália (festival em comemoração ao deus Saturno) e também o nascimento do deus persa Mitra  (também conhecido como deus solar). Por fim, na Europa a data marca a celebração do Sabbat Neopagão Yule, que revive antigas tradições religiosas dos europeus pré-cristãos.

Confira no vídeo abaixo mais informações sobre as estações do ano e o inverno:
Aproveitando a nova estação do ano, confira também alguns cuidados que devemos ter com a pele no inverno:








Via Agência Notícias

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Asteróide passa nesta sexta-feira a 5,8 milhões de quilômetros da Terra


Um asteróide cinco vezes maior que um navio transatlântico vai passar nesta sexta-feira a 5,8 milhões de quilômetros da Terra, uma distância curta em termos astronômicos, informou a agência espacial norte-americana (Nasa).

O asteróide, chamado 1998 QE2, será observado por meio de telescópios e radar pelos cientistas, que esperam obter "imagens de alta resolução que poderão revelar muita coisa sobre as suas características", disse o astrônomo Lance Benner.

Seguindo a trajetória atual, o 1998 QE2 atingirá às 21h59 (hora de Lisboa, 1h59 no Brasil) de amanhã o ponto mais próximo da Terra e só voltará a aproximar-se dentro de cerca de 200 anos.

O asteróide, que mede cerca de 2,7 quilômetros de diâmetro, não poderá ser observado a olho nu ou com binóculos: sua baixa luminosidade só o torna visível aos telescópios mais potentes.

O interesse público nos objetos celestes que passam perto da Terra reacendeu-se depois da queda do meteorito de Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro passado.

Além da Nasa, a Casa Branca seguirá com atenção o trajeto do asteróide, uma vez que a administração norte-americana aposta em convencer o Congresso a libertar mais verbas para vigiar os objetos que se aproximam da Terra.
"Temos que encontrar os asteróides antes que eles nos encontrem", disse o assessor de Política Espacial da Casa Branca, Phil Larson.

O programa espacial dos Estados Unidos prevê o envio de astronautas que "capturem" um asteróide até o ano 2020.
Agência Brasil via Agência Lusa

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dispositivo colocado em fralda tuíta para os pais quando bebê faz xixi

Um dispositivo da fabricante de fraldas para bebês Huggies tuíta uma mensagem para os pais quando é identificado que o bebê fez xixi e precisa ser trocado. O conceito - o produto não foi lançado comercialmente - é chamado de "TweetPee", segundo o site "Mashable".

O tuíte que alerta que o bebê precisa trocar a fralda é enviado para o Twitter dos pais e pode ser acessado tanto pelo PC quanto pelo smartphone. O sensor plástico é colocado na parte da frente da fralda do bebê para identificar quando ele fez xixi. A criação é da agência Ogilvy Brasil. Procurada pelo G1, não houve quem falasse sobre o produto até a publicação da reportagem.
Um aplicativo permite acompanhar quantas trocas de fralda já foram feitas no dia e permite  acompanhar o consumo mensal. Quando as fraldas no estoque doméstico acabam, o conceito afirma que é possível comprar mais on-line, pelo celular.

Fonte: G1 Tecnologia e Games

Mensagens são enviadas por Twitter para o celular dos pais quando bebê faz xixi (Foto: Divulgação/Huggies)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

9% dos americanos fariam sexo com um robô. E o resto?

Amy_and_Bender
Emuma pesquisa do Huffington Post em um universo de 1.000 entrevistados, 18% disseram acreditar que em 2030 teremos robôs específicos para fins sexuais, sexbots, chame como quiser. Desses, 9% disseram que topariam fazer o monstro de duas costas com um robô desses.
Convenhamos, é mentira. Dada a histórica compulsão masculina de introduzir o geraldinho  em qualquer lugar remotamente encaixável, como canos de ferro, filtro de piscina, aspirador de pó, frangoscongelados  bonecos de neve, cones de trânsito e sabe-se lá mais o quê.
A sacanagem é a mola-mestra da Humanidade, somos extremamente criativos no que se relaciona com a necessidade de perpetuar a espécie, e usar tecnologia de ponta (epa!) é uma tradição antiquíssima. Bem antes de desenvolvermos a escrita ou o RedTube, 30 mil anos atrás, nossos ancestrais já esculpiam dildos em ossos de animais.
Hoje a tecnologia de sexbots ainda engatinha, com as RealDolls parecendo monstros de silicone, ou brinquedos que são indistinguíveis de criaturas habitantes de profundezas abissais do fundo do mar. Podemos dizer que o Sybian (não google) é um robô especializado, sem as partes desnecessárias.
No Japão (não podia ficar de fora, claro) há toda uma indústria de fembots, mas anos adiante do resto do mundo. :

Honey-Doll
Ela é anatomicamente correta, vibra, fala, geme controlada por sensores, e igual sua namorada, finge orgasmos convincentes. É uma entre as milhares de variações vendidas pela Orient-Doll.
:
Adiar para o futuro a discussão sobre sexo com robôs é uma atitude tão infantil quanto alguns modelos inapropriadamente vendidos pela Orient Doll. A tal pesquisa diz que dos consultados 42% acharia traição um parceiro fazer sexo com um robô, mas do que isso difere de usar um dildo, uma Fleshlight?
Antigamente havia o atenuante de “trair em pensamento”, sem contato físico, mas com a tecnologia é comum gente casada e/ou comprometida passar noites se exibindo nos chats da vida. Se não é traição por não haver contato físico, então tudo bem sua cara-metade mostrar as vergonhas, tão altas e cerradinhas, pra um tarado no chat do UOL?
 
Nossos conceitos morais não evoluem tão rápido quanto nossa tecnologia. Foram boas duas décadas antes de você poder dizer que conheceu alguém pelo computador e não ser olhado como um alien. Ainda estamos lidando com privacidade, e é capaz de nem termos resolvido a questão da homofobia quando começarmos a entrar na robofobia. Não duvido que 100% das pessoas que amem de coração seus filhos gays morreriam de vergonha se eles aparecessem abraçados com uma RealDoll.


real_doll
Existem histórias de homens que compraram bonecas da RealDoll e se apaixonaram. É patético, eu sei, mas acontece. Com a chegada de robôs com capacidade sexual, programáveis para obedecer ao dono e sem o módulo DR muito mais gente incapaz de conviver normalmente com humanos vai aderir.
Não deixa de ser uma boa idéia, do ponto de vista evolutivo. Esse tipo de gente se excluindo voluntariamente da nossa reserva genética só melhora a espécie como um todo.
Claro, isso se as Sexbots não forem iguais à Elizabeth Hurley em Austin Powers, aí que se dane a humanidade, cadê meu cartão?




terça-feira, 26 de março de 2013

Vírus Letal: Será mesmo que tubo de ensaio foi parar no lixo?

Laboratório do Texas registra desaparecimento do tubolaboratório, tubo de ensaio


A administração do laboratório de pesquisa em Galveston, estado do Texas, anunciou o desaparecimento de um tubo de ensaio com vírus mortal Guanarito.

Os sistemas de segurança do quarto, onde o tubo de ensaio foi armazenado, não registraram quaisquer violações. Determinou-se que ninguém suspeito visitou o referido quarto. A administração do laboratório considera improvável que o vírus mortal tenha sido roubado. Supõe-se que o tubo de ensaio tenha sido acidentalmente jogado no lixo.
De acordo com o USA Today, o vírus pode ser usado como uma arma biológica. No entanto, as autoridades afirmam que o tubo de ensaio não representa qualquer perigo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Voyager sai do Sistema Solar

Voyager-1 | Foto: Nasa

A sonda espacial Voyager-1 tornou-se o primeiro objeto feito pelo homem a deixar o Sistema Solar, de acordo com a Agência Especial Americana (Nasa). 

Lançada em 1977, a sonda foi criada inicialmente para estudar os planetas mais afastados da Terra, mas continuou viajando.A Nasa diz que a Voyager acaba de entrar em uma área do espaço além da influência do Sol. Calcula-se que a região interestelar esteja a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância entre nosso planeta e o Sol. Atualmente, as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. 

A Voyager-1 caminha para se aproximar de uma estrela chamada AC +793888, mas só chegará a dois anos luz de distância da estrela - e levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. Na terça-feira, a União Geofísica Americana confirmou que a sonda deixou a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos que tem origem no Sol.
A organização aceitou um artigo sobre o assunto escrito por cientistas da Nasa, que será divulgado em breve na publicação. O anúncio de que a sonda deixaria o Sistema Solar já era esperado há algum tempo.

Detecção de raios cósmicos
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar - a chamada heliopausa. A sonda havia detectado um aumento no número de partículas de raios cósmicos vindo do espaço interestelar em sua direção e, ao mesmo tempo, um declínio da intensidade de partículas energéticas vindo do Sol.
Uma grande mudança, que os cientistas chamaram de "heliopenhasco", aconteceu em 25 de agosto de 2012. "Em poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação caiu e a intensidade de raios cósmicos subiu, como era de se esperar quando se sai da heliosfera", explicou o professor Bill Webber da Universidade Estadual do Novo México, em Las Cruces.

A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano. O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989. Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar. As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. 

Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Teste de Sentar-Levantar (TSL) tem repercussão internacional


O artigo “Ability to sit and rise from the floor as a predictor of all-cause mortality” com os resultados de pesquisa sobre o Teste de Sentar-Levantar (TSL) desenvolvido pelo doutor Claudio Gil Araújo, professor da Universidade Gama Filho e pesquisador 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), está obtendo grande repercussão internacional.

O TSL é capaz de avaliar o nível de condicionamento muscular do paciente, revelando suas chances de mortalidade e não exige a utilização de equipamentos. Para comprovar sua tese, o médico avaliou 2,2 mil adultos entre 51 e 80 anos. "Concluímos que os pacientes com pior desempenho, aqueles que apresentam notas entre 0 e 3, têm 5,4 vezes mais chances de morrer por todas as causas”, conta o Dr. Claudio Gil Araújo.

Os resultados da pesquisa foram publicados em dezembro de 2012 na European Journal of Preventive Cardiology, uma das revistas mais conceituadas da área, editada pela Sociedade Europeia de Cardiologia.  “Os resultados estão sendo difundidos por todo o mundo. Já   fizemos uma busca rápida na internet e observamos mais de 400 reportagens publicadas, em mais de 60 países, entre eles Estados Unidos, França e Alemanha.", afirma Araújo.

Segundo o médico cardiologista especializado em medicina do esporte, o TSL foi pensado após observar que potência muscular, flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora também podem ser relacionados a fatores de risco cardiovascular.

"Desde que o teste foi desenvolvido, já o aplicamos em cerca de cinco mil pessoas de diferentes idades e já publicamos inúmeros artigos com os resultados obtidos. Dessa forma, já sabemos avaliar o que é uma pontuação ruim ou boa, para cada faixa etária", explica o pesquisador.

A grande vantagem do TSL é poder ser executado em qualquer ambiente sem a necessidade de aparelhagem específica, nem contato físico entre médico e paciente. Basta a utilização de roupas confortáveis que não limitem os movimentos de braços e pernas e um tapete antiderrapante para evitar, principalmente, que pessoas idosas escorreguem. Outro ponto positivo destacado é que tanto o sistema de pontuação do teste quanto o significado dos resultados são facilmente compreendidos pelas pessoas.
Assista o vídeo com o passo-a-passo do Teste Sentar e Levantar (TSL) .
Leia mais aqui.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social
(Com informações da FAPERJ)

Foto: Divulgação/UGF

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Wikivoyage, um guia de viagens colaborativo da Wikimedia

Vai viajar e está procurando informações sobre o local? A Wikimedia lançou um novo serviço para ajudar na tarefa. A organização responsável pela Wikipedia divulgou nesta terça-feira, 15, o Wikivoyage, um guia de viagens colaborativo, gratuito e livre de publicidade, nos mesmos moldes da enciclopédia mais popular da internet.

O serviço já está disponível em nove diferentes idiomas, entre os quais está o português. A princípio, há cerca de 50 mil artigo prontos, que são editados e melhorados por um grupo de 200 editores voluntários.

"Há uma grande demanda por informação sobre viagens, mas poucas fontes são compreensíveis e não-comerciais. Isto está prestes a mudar", informa Sue Gardner, diretor executivo da Wikimedia Foundation. A intenção é criar um serviço útil para os viajantes e o órgão confia em sua comunidade para fazer a plataforma crescer.

Apesar de seu lançamento oficial ter acontecido nesta terça-feira, o Wikivoyage não é um serviço novo. Ele foi criado em 2006 e era mantido nos idiomas italiano e alemão. Os fundadores sugeriram a migração para a Wikimedia e a doação da marca para a organização, o que foi aprovado em outubro de 2012. A migração para os novos servidores se deu em novembro e, neste dia 15, o projeto sai oficialmente da fase beta.

A data de lançamento também não foi escolhida por acaso. A data marca o aniversário de 12 anos da fundação da Wikipedia.

Fonte: Olhar Digital

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cidade do McDonald's afunda em dívidas (Bom texto)

Ketchup e mostarda, sempre exatamente nas mesmas proporções - este é o segredo do dispensador que Albert Okura exibe na primeira vitrine de seu museu. Em San Bernardino, Califórnia, no edifício onde funcionou a primeira lanchonete do McDonald's, Okura conseguiu reunir quase tudo o que a cadeia de fast-food já produziu. Há copos de papel, guardanapos, brinquedos do McLanche Feliz - tudo o que os consumidores deixavam para trás nos anos dourados da América.

Os objetos o fazem lembrar do apogeu de San Bernardino, a cidade onde os irmãos Richard e Maurice McDonald abriram sua primeira lanchonete. Naquela época, 1948, as pessoas vinham de todas as partes do país para ver a loja. Uma dessas pessoas foi Ray Kroc, um vendedor de batedeiras para milk-shake que mais tarde transformaria a lanchonete numa corporação avaliada em bilhões de dólares.
Será que o mesmo fenômeno poderia voltar a acontecer? Sessenta anos depois, será que Okura, ele próprio o fundador de uma rede de fast-food especializada em frango, poderia ser descoberto da mesma forma?

Dívidas. No dia 1.º de agosto de 2012, San Bernardino pediu concordata. Hoje, a cidade localizada a uma hora de automóvel de Los Angeles é uma das mais pobres e mais violentas dos EUA. A comunidade onde nasceu uma das maiores histórias de sucesso da América nem sequer tem condições de pagar o salário da polícia, e está apodrecendo em meio ao lixo.

A situação é catastrófica para os que não arrumaram as malas e se mudaram. Também é o exemplo da falência de um país que não aproveitou os anos de prosperidade para sustentar um governo que funcionasse. Os recursos são escassos em todos os níveis, da capital Washington aos Estados e cidades. Os EUA deixaram de investir em infraestrutura, abalando os alicerces que proporcionam a todos habitantes a chance de ter um pedaço do sonho americano.

San Bernardino foi a terceira cidade da Califórnia a declarar-se inadimplente no ano passado. A primeira foi Stockton, em junho, seguida por Mammoth Lakes. A maioria das cidades americanas afunda em dívidas e, ao contrário do governo federal, a possibilidade de a prefeitura conseguir empréstimos é muito limitada. Os habitantes estão sentindo os efeitos disso.

A analista Meredith Whitney, que previu o que aconteceria com o Citigroup e o Lehman Brothers, alertou, no fim de 2010, que o colapso das cidades americanas era iminente. Na época, cerca de 100 prefeituras corriam o risco de quebrar, disse, e os prejuízos poderiam ser de várias centenas de bilhões de dólares. O endividamento dos municípios, que chega a um total de US$ 2 trilhões, ainda é inferior ao total da dívida de US$ 16 trilhões do governo federal. Mas a crise está levando a uma redução considerável dos serviços.

Cortes. San Bernardino, por exemplo, já não tem condições de pagar os salários do funcionalismo público. Para reduzir custos, a cidade demitiu cerca de 20% dos funcionários municipais, e os que restaram tiveram de aceitar um corte de 10% nos salários. O pessoal do gabinete do prefeito foi reduzido de nove para duas pessoas, e três das quatro bibliotecas da cidade foram fechadas, assim como dois centros de combate à violência. Em breve, talvez a polícia tenha de pegar emprestado os veículos de patrulha das cidades vizinhas - o que não constitui exatamente uma boa notícia numa cidade que, em 2012, registrou mais de 32 assassinatos e é uma das mais violentas dos EUA.

San Bernardino, com uma população de 213 mil habitantes, não dispõe de US$ 45 milhões para o atual exercício fiscal e já não consegue cumprir nem mesmo suas obrigações fundamentais, como o pagamento das pensões dos funcionários aposentados da prefeitura, que foi simplesmente suspenso.
A crise financeira reduziu consideravelmente as fontes de renda da prefeitura. O que inclui o imposto sobre o consumo, mas principalmente os impostos sobre edificações e outros imóveis, que atualmente perderam praticamente todo o seu valor.

O número de liquidações de imóveis residenciais é três vezes e meia superior à média nacional, e o declínio da cidade é dia a dia mais visível. Detroit pinta os jardins das casas abandonadas com tinta verde, para dar a impressão de que a grama continua crescendo. Mas San Bernardino não tem o dinheiro nem para comprar a tinta.

Beena Khakhria é uma corretora de imóveis da cidade. Ela trabalha para a ONG Neighborhood Housing Services of the Inland Empire (NHSIE), que tenta salvar as construções abandonadas. Em geral, ela se candidata à aquisição de uma casa liquidada e, quando consegue o imóvel, procura reformar o que está em piores condições, substituindo janelas podres e pisos infestados de cupins. Depois procura compradores, que devem comprovar que pretendem residir na cidade.

É uma tentativa de salvar algo que já está além da possibilidade de salvação, por exemplo, a casa de Rose Street, do outro lado da Rodovia Interestadual 210. A estrada é um monstro de cascalho e concreto, com oito faixas de tráfego. Beena gostaria de comprar a habitação de três quartos e dois banheiros. Seu valor de US$ 56 mil corresponde a um décimo do preço de um apartamento nas melhores zonas de Los Angeles. Mas alguém vai querer morar numa casa em frente a uma rodovia?
Entretanto, Beena não tem as mesmas preocupações dos corretores de cidades mais habitáveis. "A localização é perfeita", afirma. "Para os meus clientes, é uma vantagem ter uma rodovia tão perto. O fato de o bairro não parecer completamente morto os faz sentir mais seguros."

Os investimentos do governo americano na economia do país vêm declinando desde os anos 70. Em 1975, os bens de propriedade do Estado representavam 72% do PIB do país; hoje, esse total é inferior a 55%. Os prefeitos das cidades americanas iniciaram projetos de construção de estádios ou de centros para a comunidade, às vezes, usando recursos emprestados, mas não existe um plano prioritário. O governo federal deixou de empreender projetos em larga escala, como a Barragem Hoover, dos anos 30, e o sistema de rodovias interestaduais dos anos 50.

Enquanto isso, em muitos lugares, prefeitos, funcionários públicos e policiais simplesmente passaram a usar dinheiro público para fins particulares, concedendo-se salários cada vez mais altos e criando novos privilégios pessoais. San Bernardino tem bombeiros que ganham até US$ 100 mil ao ano. Ao mesmo tempo, as contribuições do município para o fundo de pensões subiram. Agora, são o triplo do que eram há dez anos, e devoram 15% do orçamento da prefeitura, deixando o governo da cidade de mãos atadas.
Mas em vez de procurar solucionar esses problemas, o debate público se concentra em uma única coisa: a redução dos impostos. Em San Bernardino, o imposto predial é de 1%. Era mais alto, mas foi reduzido por meio de um referendo. A decisão agora está custando caro. Por exemplo, a cidade não tem um moderno sistema de transportes que permita ligar seus habitantes à vizinha Los Angeles sem que eles precisem dirigir pelas autoestradas congestionadas.

Sem dúvida, foi à dependência da infraestrutura pública que o presidente Barack Obama se referiu quando declarou, durante a campanha eleitoral, que o sucesso dos empreendimentos não é possível sem um governo forte, e disse aos donos de empresas: "Não foram vocês que fizeram isso".

O comentário de Obama referia-se à ideia de que cada indivíduo é o único responsável pelo seu sucesso ou fracasso pessoal. Os políticos republicanos continuam bloqueando a maioria das tentativas de aumentar impostos. Na realidade, o país está em crise porque defende há tempo demais a ideia de que a responsabilidade cabe única e exclusivamente ao indivíduo.

Sonhos. Albert Okura, o dono do museu McDonald's e da rede Juan Pollo, tornou-se uma das poucas figuras de sucesso da cidade. Ele gosta que seu nome saia nos jornais para fazer propaganda de sua empresa, como aconteceu na festa de aniversário do McDonald's. Querendo parecer bem-sucedido, ele alugou um carro esporte e o deixou no estacionamento do museu. Infelizmente, o carro foi roubado. Na manhã seguinte, o nome de Okura estava nos jornais, como ele queria - mas sob a manchete "Carro Roubado".


Fonte: www.estadao.com.br