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domingo, 5 de junho de 2016

Privacidade: 'Post-it' ou adesivo sobre a lente já se torna mais comum entre usuários.




Em março de 2014, o ativista Edward Snowden denunciou a existência de um software desenvolvido pela NSA capaz de fazer registros usando a webcam de computadores invadidos e enviar as fotos e vídeos para a agência de segurança americana.

No mesmo ano, o governo britânico veio a público com um alerta sobre um site russo que transmitia cenas ao vivo de centenas de webcams no mundo.
E uma pesquisa de 2013 confirmou a possibilidade de se ligar a câmera de um Macbook sem que a luz que indica que ela está ativa fique acesa.
Os episódios mostram o risco de exposição indevida via webcam do computador. A ideia de que possa existir alguém nos assistindo sem nosso conhecimento, aliás, é digna de filme de terror.

Por isso, um número cada vez maior de pessoas está tomando uma medida simples: tapando a webcam com um adesivo ou um post-it.
Agora, o problema são os microfones, que continuam expostos e podem estar sendo usados sem o nosso consentimento.

 Foto: Vincent Brown/Flickr/Creative Commons

A questão sobre os microfones#

Especialistas são unânimes: invadir uma webcam não é difícil tecnicamente. Muitas câmeras vêm com uma senha padrão que é sempre a mesma e dificilmente é alterada pelo usuário.
“Antes mesmo de entender que é fácil invadir uma webcam eu já achava o olhar daquele treco invasivo, ameaçador. Depois, virou um esforço consciente. É uma invasão muito pessoal, porque alguém realmente pode ficar te vigiando, tem um caráter pessoal muito assustador. Tem um potencial danoso muito grande.”
Carolina Stary
Adepta do post-it na câmera há pelo menos 5 anos
Para aquelas já embutidas na tela do laptop, há outros métodos, como o uso de softwares maliciosos, que abrem uma brecha no computador quando executados e permitem acessar a câmera.
O medo de um espião invisível e silencioso por trás da webcam e do microfone não é novo, mas tem se tornado uma preocupação do grande público recentemente.
Antes disso, ativistas de direitos digitais, hackers e analistas de sistemas já usavam um post-it por cima da câmera.
Mais recentemente, na cultura pop, a série “Mr. Robot”, uma das mais elogiadas por crítica e público em 2015, escancara a facilidade com que um indivíduo mal-intencionado pode escutar webcams ou microfones em computadores ou celulares alheios.
O crescimento da paranoia justificada é verificável em uma breve busca no Google. Os links que ensinam maneiras simples de acessar webcams alheias são muitos - e aqueles que recomendam tapar a câmera, também.
A maioria das pessoas, no entanto, se esquece (ou ignora) os microfones nos computadores e a existência de não uma, mas duas câmeras, nos celulares. Essas, quase ninguém esconde.
Uma professora de comunicação de massa da Universidade da Flórida, nos EUA, alertou recentemente para a possibilidade real de que o Facebook esteja usando microfones de celular para registrar áudio e coletar dados sobre o que as pessoas estão discutindo.
“Sempre tive essa paranoia, ainda mais porque tem gente que eu admiro e entende muito de tecnologia que usa [post-it sobre a câmera]. Mas depois de assistir Mr. Robot, comecei a usar o tempo todo no notebook. No celular não uso por preguiça de ficar tirando, mas faria sentido também.”
Debora Corrano
Publicitária, em entrevista ao Nexo
A professora disse que encontrou evidências disso falando de assuntos específicos perto do telefone e observando o surgimento de anúncios sobre aqueles assuntos.
O Facebook diz que usa o registro de áudio do celular apenas para identificar se o usuário está ouvindo música ou assistindo TV, e que essa função está disponível em apenas alguns lugares do mundo.
Ainda assim, o caso não é novidade. Em 2014, usuários descobriram uma falha no navegador Google Chrome que permitia que um website que tivesse recebido permissão para registrar o áudio de um computador continuasse escutando mesmo depois que o site fosse fechado.

Como se proteger#

Para esconder as câmeras, tanto a do celular como a do computador, a recomendação mais segura é bem simples: um adesivo ou post-it por cima da lente são suficientes.
No caso do microfone, é um problema difícil de resolver. A rigor, não há solução facilmente reversível para os microfones embutidos em laptops e celulares.
Desabilitar o programa que controla o microfone no computador é uma possibilidade, mas isso poderia ser contornado por um software malicioso.
Outras técnicas incluem abrir o computador e desconectar o sensor de som ou usar um chiclete ou massa de modelar para bloquear a entrada de áudio. O problema é que essas soluções são difíceis de se reverter quando você quiser de fato usar o microfone.

Via Nexo

quinta-feira, 3 de março de 2016

7 motivos para você não usar o celular no quarto

Não é fácil ficar longe dos smartphones. O Whats bombando, o feed do Facebook subindo e o Instagram fervendo. Mas o que poucas pessoas sabem – ou não se preocupam – é que estudos mostram como isso pode ser nocivo à saúde.

Uma pesquisa realizada pelo YouGov e o Huffington Post mostrou que 63% dos jovens de 18 a 29 anos dormem com seus aparelhos embaixo do travesseiro. Nos últimos anos, cientistas descobriram que isso pode influenciar fortemente na privação de sono. Um estudo mostrou que as luzes de computadores e celulares são capazes de ativar neurônios “despertáveis”, o que pode causar insônia.

Além disso, outra pesquisa mostrou que manter aparelhos nos ambientes de sono podem prejudicar na qualidade do sono. Pensando exatamente nisso, separamos aqui sete bons motivos para deixar o smartphone longe do seu quarto.




Confira! 

1 – Você irá dormir mais cedo
 

Ficar mexendo no celular por muitas horas vem causando problemas de privação crônica de sono em adolescentes. A alteração do horário biológico deles aconteceu pela estimulação cognitiva dos smartphones.

“Quando você começa a dormir mais tarde, seu relógio biológico se arruma e os problemas no sono aparecem. Depois, seu corpo não consegue mais dormir no horário antigo, ele está acostumado a demorar a pegar no sono”, conta o Ph.D Mark Rosekind, da Nasa.

2 – Tempo para ler e sono qualificado

Está comprovado que a luz de uma lâmpada não emite os mesmos sinais estimuladores que o celular. Então se ainda não estiver com sono, pegue um livro e ajude a possibilitar o ciclo natural do seu sono.

Além disso, ler um livro é sempre uma boa.  Segundo estudos, não há momento mais ideal para se aprender alguma coisa do que antes de dormir. E não me venha dizer que livros não ensinam...

3 – Prestar atenção no seu amor

Um estudo assustador mostrou que 20% dos jovens ficam no celular durante o ato sexual. A mesma pesquisa mostrou que 72% dos americanos não conseguem ficar a menos de dois metros de distância do celular durante o dia. Então que tal deixar de lado um pouco o iPhone para olhar as pessoas em volta nos olhos?

4 – Menos tempo de radiação

Enquanto nenhuma grande pesquisa consegue confirmar a relação entre celulares e o câncer, a National Cancer Institute afirma que os telefones emitem radiações eletromagnéticas que podem ser absorvidas pelo tecido humano.

Segundo a International Agency for Research on Cancer, essas transmissões podem ser “possivelmente cancerígenas” e os riscos aumentam se o celular estiver com WiFi ligado e em contato com a sua pele. Na dúvida, é melhor 

manter um pouco de distância.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/08/estudo-mostra-que-radiacao-de-celulares-pode-ser-prejudicial-saude.html 


5 – Menos barulho, mais relaxamento

Não há nada mais irritante do que o barulho de mensagens no WhatsApp alheio. Estudos mostram que deixar o celular muito perto aumenta a tensão e ansiedade por novas mensagens, e-mails e chamadas. Estar tão alerta não permite que você relaxe completamente e tenha uma boa noite de sono.

6 – Adeus, mundo! Tempo para reflexão

Quando passamos um tempo longe de tecnologia, fica muito mais fácil aproveitarmos o presente e esquecer as outras coisas que estão acontecendo no mundo. Aprender a dizer não para a conexão constante pode aumentar os seus momentos de reflexão. Que tal?

7 – Tempo para dormir!!!

Pense quanto tempo de sono você não ganharia se deixasse o celular fora do quarto. Pois é, perdemos de 30 a 60 minutos só por mexer no celular antes de apagarmos as luzes do quarto para dormir. Dica de filosofia pessoal de vida: sempre dê mais valor às roncadas.


Fonte: Galileu

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Itamaraty alerta mulheres sobre relacionamento com estrangeiros pela web


Disponível em 16 países, o Ligue 180 Internacional recebe denúncias de abusos contra brasileiras por parte de parceiros no exterior

As brasileiras que se relacionam com estrangeiros pela internet devem ter cautela antes que o envolvimento se torne algo mais sério e resulte, por exemplo, numa viagem ao exterior. Diante de diversos relatos de mulheres que se tornaram vítimas  nas mãos de parceiros estrangeiros, o Itamaraty disponibiliza em seu Portal Consular um alerta para que elas não sejam alvo de nenhum tipo de violência no exterior.

"É um alerta de bom senso. É uma questão de cautela que nós devemos ter sempre nos relacionamentos com desconhecidos", afirma a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Luiza Lopes da Silva.
Segundo a diretora, existem casos de mulheres que se enchem de esperanças, formam uma opinião e nem mesmo familiares e amigos conseguem fazê-las desistir de uma viagem, pois elas depositam todas as expectativas no relacionamento virtual. 




Atualmente, os casos de violência contra a mulher no exterior podem ser reportados por meio do Ligue 180 Internacional, versão do disque-denúncia disponível em 16 países, numa parceria entre o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Política para as Mulheres, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Por meio do serviço, e também nas representações diplomáticas, o Itamaraty recebe relatos dramáticos de mulheres que iniciam relacionamentos pela internet utilizando ferramentas de tradução disponíveis pela internet, uma vez que, em alguns casos, o casal não tem nem mesmo o domínio de um idioma em comum. Ainda segundo o órgão, muitos estrangeiros buscam relacionamentos com mulheres brasileiras apenas interessados no visto brasileiro.

"Para nós brasileiros é difícil entender, porque nós pensamos que uma cidadania cobiçada é uma cidadania americana ou europeia. Mas a brasileira também é, e nossas compatriotas descobrem isso da maneira mais dura", ressalta a diretora.
Uma das vantagens da cidadania brasileira, por exemplo, é a dispensa de visto para entrar em países da União Europeia. De olho nisso, relatos apontam que alguns estrangeiros têm buscado o contato com as mulheres brasileiras, se casam e o relacionamento dura o tempo necessário para a obtenção do visto.
De acordo com a diretora, a ideia do Itamaraty não é desestimular esse tipo de relacionamento, mas apenas atentar para os cuidados necessários para o sucesso nesse tipo de envolvimento.

"Claro que têm histórias que dão certo, de relacionamentos que são bem-sucedidos e são felizes, mas infelizmente nós conhecemos mais da outra categoria, porque são esses que batem na porta do consulado", afirma Luiza.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Relações Exteriores e da Secretaria de Políticas para as Mulheres

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pau de selfie é proibido em Salvador

A partir desta quinta-feira (17) está proibido uso de ‘pau de selfie’ em espetáculos de aglomeração popular em ambientes públicos e privados, em Salvador, conforme medida publicada no Diário Oficial do Município (DOM), e passa a valer em 90 dias. Após esse período, poderão ser estabelecidas penalidades para quem descumprir a nova regra.

 A nova lei permite o uso do pau de selfie apenas em áreas privadas e em ambientes fechados, como sala de espetáculos e casas de show da capital baiana. O uso do objeto já era proibido em estádios baianos desde janeiro deste ano pela Polícia Militar da Bahia, com base no Estatuto do Torcedor.


A legislação foi aprovada na Câmara Municipal e proposta pelo vereador Alfredo Mangueira. "Considerando que portadores mal intencionados do “pau de selfie” estão transformando artesanalmente em "chunchos" (arma branca muito utilizada por presidiários), conforme já detectado por autoridades policias", argumenta o vereador no texto do projeto de lei.

Via A Tarde da Bahia

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

′Tudo Sobre Todos′: Redes sociais podem ser tão perigosas quanto o site

O site "Tudo Sobre Todos", que gerou polêmica ao vender informações pessoais de pessoas que morem no Brasil (como data de nascimento, endereço, nome dos pais e vizinhos, a partir de seus nomes ou CPF), reabriu a discussão sobre até que ponto os dados pessoais estão protegidos na internet.

Para Wanderson Castilho, especialista em crimes digitais e autor do livro "Manual do Detetive Virtual", a discussão sobre privacidade deveria acontecer diariamente, e não apenas quando surge uma página vendendo informações pessoais.

"As redes sociais oferecem mais informações que o ′Tudo Sobre Todos′. Mostra o relógio, o filho, a casa, a viagem. Não existe uma empresa que saiba tanto sobre você quanto a rede social", diz.

Alexandre Freire, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e consultor de segurança da informação, discorda. Segundo ele, as pessoas conseguem medir boa parte do que é publicado no Facebook e em páginas afins e dificilmente colocam dados cadastrais.

"Sites que vendem os dados são mais perigosos, pois você não tem como controlar como a informação é divulgada. Nas redes sociais, você pode, de certa forma, ter um controle maior", afirma.

O "Tudo Sobre Todos" diz que todas as informações comercializadas são obtidas em fontes públicas, como cartórios, decisões judiciais e diários oficiais. Assim, o trabalho seria filtrar esses dados, organizá-los e vendê-los.

No entanto, nesta quinta-feira (30), a Justiça Federal determinou que a página fosse retirada do ar por causa do perigo que pode causar à sociedade. Isto é, alguém usar as informações vendidas para cometer algum tipo de crime.

A venda de dados pessoais, porém, não é proibida pela lei. O advogado Rony Vainzof, especialista em direito digital, afirma que esse tipo de comércio acontece todos os dias, mas precisa do consentimento das pessoas.

"Quando você cria uma conta em um e-mail gratuito, em troca de usar o serviço sem pagar, informa seus dados. Você aceita os termos de uso dizendo que eles podem ser vendidos para uma empresa de publicidade, mas apenas para essa finalidade. Eles não podem ser desvirtuados, como serem vendidos em um site, por exemplo", explica.

Assim, para ele, os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos" precisam explicar onde conseguiram as informações para que a Justiça decida se elas podem ser comercializadas.

ORIGEM DOS DADOS


Vainzof diz que há, sim, a possibilidade de terem sido obtidas apenas por documentos públicos. Ele acredita que há a necessidade de criar uma legislação específica para proteção de dados oficias.

Freire afirma que tecnologicamente a compilação de dados oficiais divulgados é possível, da mesma forma que conseguir tudo pelas redes sociais.

No entanto, segundo Castilho, a maior probabilidade é que o banco de dados tenha sido obtido de alguma forma ilícita, principalmente porque o site não informa quem são os responsáveis, está sediado fora do país, em Seicheles, e usa bitcoin, uma moeda virtual que não pode ser rastreada, como única forma de pagamento.

"A metodologia de como eles estão trabalhando com essa informação levanta a suspeita de ser ilícito. Seja invadindo o banco de dados de alguma empresa ou comprando informações vazadas por algum funcionário. Há inúmeras formas de conseguir isso no mercado negro", declara Castilho. A hipótese de a base de dados ter sido vazada de alguma empresa se baseio no fato de que algumas informações referentes a endereço de indivíduos aparecem desatualizados quando se faz a consulta.

A Folha entrou em contato com os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos", mas eles disseram que preferiam não dar entrevistas.
Fonte: S.O.S Consumidor via UOL

quarta-feira, 22 de julho de 2015

uTorrent na 'lista negra' do Google e de antivírus

Está aberta a temporada de caça a um dos clientes de download mais populares do mundo, o uTorrent. De acordo com o site TorrentFreank, a plataforma agora é tida como perigosa ou de conteúdo malicioso por serviços de segurança como softwares antivírus e até o filtro de buscas do Google.



Aparentemente, uma série de programas de segurança para o computador começou a bloquear o uTorrent repentinamente, alegando a presença de componentes potencialmente perigosos. A mensagem dos antivírus cita que o arquivo EXE do serviço está relacionado com o Trojan.Win32.Generic!BT e o OpenCandy, um adware que é polêmico e pode gerar um falso positivo — mas que era aceito até o momento.


Além disso, o Google iniciou uma jornada própria para dificultar o acesso do usuário à plataforma. No Chrome, a página de download da atual versão do uTorrent leva você a um alerta em vermelho sobre os potenciais perigos do site. Isso significa que ele foi denunciado ao menos sete vezes nos últimos noventa dias.


Em testes próprios, a empresa detectou "downloads maliciosos sendo feitos e instalações sem o consentimento do usuário". Vale lembrar que o próprio uTorrent já tem a imagem bastante negativa: em março, vazou a informação de que ele usava PCs de clientes para minerar bitcoins durante o download.

"Nas próximas semanas, as melhorias nesse sistema de detecção ficarão mais notáveis no Chrome: usuários verão mais avisos do que nunca sobre softwares que não são bem-vindos" - Google

O Torrent Freak informa que vários sites de torrent também receberam o mesmo aviso. Em resposta às denúncias, a Google afirma que esse é o resultado de uma nova filtragem de páginas que podem realizar "mudanças inesperadas" no seu computador. Por enquanto, a equipe do uTorrent ainda não se pronunciou sobre o caso.

Fonte:  TecMundo

domingo, 28 de junho de 2015

#Facebook passa a mensurar tempo gasto na visualização de publicações

A rede social vai passar a mensurar o tempo gasto na visualização de cada publicação e, com isso, definir quais posts são considerados mais interessantes e terão mais destaque ao internauta. 



Comunicado do Facebook explica que para a rede social não é tão simples adotar o critério de seleção, pois muitas pessoas podem passar mais tempo olhando para determinada publicação porque possuem uma conexão de internet lenta. Por outro lado, se os usuários gastam muito mais tempo em um conteúdo particular do que em outros, pode ser um bom sinal de que aquilo é importante para ela.

O fato de um usuário não rolar a barra do feed vai ajudar o Facebook a perceber que o que estava sendo exibido naquele pedaço é interessante e, dessa forma, podem ser priorizados conteúdos similares. A novidade começa a ser implementada nas próximas semanas. A rede não espera mudanças significativas com a distribuição e alcance das fan pages com essa atualização.


Fontes: Comunique-se e Facebook

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os apps gratuitos são mesmo de graça?

Existem milhões de apps gratuitos para dispositivos móveis no mercado, mas a maioria deles inclui um "preço oculto" que não é divulgado. Alguns apps gratuitos procuram algo em troca.


Outubro foi o mês de Conscientização Nacional da Segurança Cibernética (National Cyber Security Awareness). Existem milhões de apps gratuitos para dispositivos móveis no mercado, mas a maioria deles inclui um "preço oculto" que não é divulgado. Alguns apps gratuitos procuram algo em troca.

Os apps para dispositivos móveis transformaram a forma como interagimos com nossos smartphones e tablets. Se você estiver procurando uma forma rápida de acessar suas contas bancárias, uma ferramenta para torná-lo mais produtivo enquanto estiver em trânsito ou um jogo para se distrair no ponto de ônibus, haverá um app para cada uma dessas situações. Lembre-se, porém, de que tudo o que você fizer no seu telefone ficará armazenado nele. Com os smartphones se tornando um banco dos nossos dados pessoais, a preocupação com a privacidade certamente aumenta. No entanto, violações de dados nem sempre são provenientes de malware em dispositivos móveis ou tentativas de phishing.

Com centenas de milhares de apps gratuitos no Google Play, por exemplo, existem sempre várias opções de escolha em cada categoria de apps. Como o download de muitos deles pode ser feito em poucos segundos, em apenas alguns minutos você pode instalar uma ferramenta que pode trazer uma funcionalidade nova e inovadora para seu dispositivo móvel. Mas essa simplicidade e gratificação instantânea do processo de download podem também se transformar em seus piores inimigos. Seus amigos podem estar animadíssimos com um novo app gratuito, e você corre para fazer o download dele e ficar a par da novidade. Entretanto, você já parou para pensar o que torna esse app uma ferramenta gratuita?

O "preço" oculto dos aplicativos gratuitos para dispositivos móveis

Quase 50% dos apps gratuitos utilizam publicidade incorporada, de acordo com os dados do Symantec Threat And Response (STAR) de agosto de 2014. Alguns contam com bibliotecas de anúncios incorporadas ao app. Durante o processo de instalação, os usuários podem não perceber que outros aplicativos podem estar incluídos no app que está sendo baixado. As permissões que você concede ao aplicativo pai são também concedidas aos outros apps integrados; nesse caso, a biblioteca de anúncios incorporada ao app. Essas permissões permitem que a biblioteca de anúncios tenha acesso potencialmente aos serviços de localização, a seu catálogo de endereços, mensagens de texto, e-mails e mais. Essas bibliotecas podem então usar esses serviços para rastrear agressivamente seus hábitos de uso a fim de personalizar os anúncios de acordo com os seus interesses. Esses anúncios podem causar comportamentos bastante intrusivos e irritantes, como a inclusão de anúncios na sua barra de notificações ou de ícones na sua tela inicial, que podem ser vinculados diretamente aos anúncios. Essencialmente, essas informações e a inclusão de anúncios nos seus dispositivos são o "preço" oculto que você "paga" para usar o aplicativo. Além da invasão de privacidade, esses apps secundários são também um grande peso no hardware do seu telefone, como o processador e a duração da bateria.

Um pouco mais de cuidado pode trazer grandes resultados para a manutenção da sua proteção:
  • Ao instalar um app, examine cuidadosamente os serviços aos quais o aplicativo solicita acesso. Por que um app de previsão de tempo deseja acessar o seu catálogo de endereços? Saiba que não há nada de errado em negar permissão ao app se a solicitação não for relevante às funções às quais ele se presta.
  • Ninguém tem paciência para isso, mas ao fazer o download de um app, leia a política de privacidade dele antes de prosseguir com a instalação. A política de privacidade deve fornecer uma boa indicação de quais informações o app pretende acessar no seu telefone e o que pretende fazer com elas. Se essas informações não estiverem claras na política de privacidade, não faça o download do app, pois do contrário você ficará no escuro em relação ao que acontecerá exatamente com suas informações. Ao concordar com o Contrato do Usuário, você concede legalmente ao desenvolvedor do aplicativo permissão para ele coletar informações pessoais e fazer o que desejar com elas, o que às vezes envolve a venda desses dados para terceiros. A leitura dos Contratos de Usuários e Políticas de privacidade de um app permitirá que você tome uma decisão informada sobre o quanto da sua privacidade você está disposto a fornecer.
Con Mallon, Diretor Sênior de Gerenciamento de produtos de dispositivos móveis para usuários domésticos na Symantec, oferece três dicas importantes para a segurança de apps e destaca que existem vários sinais indicadores no Google Play destinados a promover a transparência sobre as credenciais de um app.
Três dicas importantes para a segurança de apps
  • Leia as críticas sobre os apps na App Store. A classificação de um app pode fornecer informações relevantes.
  • Verifique quando o app foi publicado. Como você se sente usando um app que acabou de ser lançado ou que é usado por poucas pessoas? Como isso se encaixa no seu nível de tolerância a riscos?
  • Não clique no botão "Instalar" precipitadamente. Para aplicativos do Android, você verá uma lista de "permissões" que o desenvolvedor do app estará solicitando para o app. Se várias permissões estiverem sendo solicitadas, pare um pouco para pensar: esse aplicativo precisa mesmo de tudo isso?
Portanto, apesar de um app gratuito não solicitar nenhum pagamento, ele deseja algo em retorno: o acesso às suas informações pessoais. Os desenvolvedores de apps tendem a obter seus lucros através de serviços publicitários, o que cria a ilusão de que o app está sendo oferecido gratuitamente aos usuários. O que você deve pensar ao instalar um app é o quanto da sua privacidade você está disposto a revelar em troca do seu uso.
Se você deseja eliminar a "adivinhação" do processo de identificação de riscos em apps e se manter no controle de sua privacidade, considere fazer a assinatura de um serviço de segurança que contenha tecnologia de verificação de aplicativos que analisa e relada os comportamentos do apps, como o Norton Mobile Security ou o Norton Security, caso queira proteger também seus PCs e Macs, além dos dispositivos móveis.

Fonte: 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uso excessivo de mídias digitais e má alimentação de adolescentes


Resultados de um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition demonstram uma relação entre o tempo de utilização de mídias de tela e a ingestão de alimentos e bebidas de baixa qualidade nutricional, frequentemente veiculados nas mídias digitais.

Trata-se de um estudo tipo coorte com uma amostra composta por 4.604 meninas e 3.668 meninos com idade entre 9 e 15 anos que foram acompanhados por um período de 2 anos. Através de questionários previamente validados para a população adolescente, que foram preenchidos pelos participantes do estudo, os autores avaliaram as relações longitudinais entre o tempo de utilização de mídias de tela (televisão, jogos eletrônicos, DVDs) e mudança no consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional (ABQN) que são comumente anunciados nessas mídias (bebidas açucaradas, fast-foods, doces, salgadinhos) e baixa ingestão de frutas e hortaliças.

Cada aumento nas horas por dia na televisão, jogos eletrônicos e DVDs foi associado com o aumento na ingestão de ABQN total (que é a soma de todos esses alimentos; variação: 0,10-0,28 porções/dia, p < 0,05), com o aumento da ingestão de bebidas açucaradas, fast-foods, doces e salgadinhos (variação: 0,02-0,06 porções/dia; p < 0,001) e com a diminuição do consumo de frutas e hortaliças (intervalo: 20,05-20,02 porções/dia, p <0,05).

“Os resultados desse estudo fornecem evidências adicionais de que o marketing de alimentos pode mediar ligações entre tempo de utilização das mídias de tela, dieta e adiposidade. Consequentemente, essas mídias poderiam ser menos obesogênicas, por isso poderiam reduzir a quantidade de marketing de produtos não saudáveis voltados para a juventude”, afirmam os autores.

Referência(s)

Falbe J, Willett WC, Rosner B, Gortmaker SL, Sonneville KR, Field AE. Longitudinal relations of television, electronic games, and digital versatile discs with changes in diet in adolescents. Am J Clin Nutr. 2014; 100:1173–81


Publicado em Nutritotal 

Leia também: Cérebro esta sendo alterado pela tecnologia do século XXI





   
   

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Futuro do Jornalismo? Robôs já escrevem artigos, revela pesquisa

Não vai demorar muito para que conteúdos jornalísticos sejam produzidos de maneira automática por robôs. É neste futuro que o professor de mídia e comunicações da Karlstad University (Suécia), Christer Clerwall, aposta. O profissional estuda e faz testes para que matérias sejam produzidas por meio de equipamentos eletrônicos. Segundo informações do site da Revista Galileu, Clerwall realizou recente pesquisa com 46 alunos da graduação de jornalismo, que avaliaram textos escritos por jornalistas e robôs. A ideia era analisar a qualidade do conteúdo.
---0-----0-----tecnologiaEstudioso aposta que, no futuro, robôs vão escrever reportagens
(Imagem: Divulgação)
A reportagem, sobre um jogo de futebol americano, passou por alguns ajustes no tamanho, para que ambos tivessem o mesmo comprimento. O professor afirmou que as alterações foram feitas sem que os textos perdessem o sentido. Alguns pontos, como confiável, agradável de ler, informativo e útil foram utilizados nas avaliações. O resultado apontou que o material criado pelo jornalista foi definido como bem escrito, claro e agradável. O produzido pelo software como descritivo, informativo, preciso, confiável e objetivo.


A avaliação final mostrou que, das 27 pessoas que responderam o questionário, 10 disseram acreditar que um jornalista era o autor da nota feita de maneira eletrônica. Dos 18 entrevistados que leram a matéria escrita por um profissional, 10 arriscaram ao dizer que tinha sido escrita por um programa. "Fiquei surpreso com os resultados, até certo ponto. Mesmo que eu soubesse que os textos automáticos eram realmente muito legíveis, pensei que eles seriam considerados piores do que os escritos por um jornalista", disse o professor.
O assunto foi tema também da coluna de Gilberto Dimenstein na CBN. Para ele, a notícia deixará muito jornalista "de cabelo em pé". "Graças às novas invenções da tecnologia da informação, muitos desses dados puramente descritivos talvez sejam feitos por uma máquina. O que vai ficar para nós seres humanos é fazer matérias com mais charme, emoção e reflexão". 



domingo, 19 de outubro de 2014

Crime na INTERNET: intimidade compartilhada - sexting

O programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil investigou o “sexting”, troca de imagens com conteúdo sexual pelas redes sociais, e a “pornografia de revanche”, divulgação de cenas íntimas de alguém na Internet, com fins de vingança.
Bruno processou o aplicativo "Secret", no qual teve uma foto íntima compartilhadaBruno processou o aplicativo "Secret", no qual teve uma foto íntima compartilhada“ 

Na maioria dos casos, as vítimas de crimes virtuais relacionados a sexo são mulheres. A jornalista do Paraná, Rose Leonel, teve a vida arrasada por um ex-namorado que publicou fotos dela nua em sites de prostituição. Hoje, ela trabalha para ajudar outras pessoas que passam por problemas parecidos. A goiana Francyelle dos Santos, 20 anos, ficou conhecida em todo o país quando um vídeo em que aparecia fazendo sexo foi propagado pela Internet. O que era uma tragédia para a  jovem virou piada nacional. Várias figuras públicas chegaram a posar para fotos parodiando um gesto de Francyelle.



“Ele foi me queimando viva” – diz Rose Leonel sobre o ex-namorado que publicou suas fotos íntimas em sites de prostituiçãoEle foi me queimando viva” – diz Rose Leonel sobre o ex-namorado que publicou suas fotos íntimas em sites de prostituição

Os prejuízos vão desde a perda do emprego à perda da própria vida. No interior do Rio Grande do Sul, aos 16 anos, Giana Laura se matou depois de saber que uma imagem de seus seios havia sido disseminada entre os amigos da escola por meio do aplicativo Whatsapp, para conversa de texto via smartphones.
O Caminhos da Reportagem entrevista psicólogas, feministas, delegados, juristas e especialistas em Internet, além de pessoas que trabalham para tornar a rede de computadores mais segura e saudável.

   Francyelle dos Santos teve um vídeo que viralizou na Internet.        Via TV BRASIL

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ICQ ressuscita para competir com WhatsApp

Se os nostálgicos ficaram tristes com a notícia da morte do Orkut, talvez se animem com a rejuvenescida do ICQ, outro serviço que faz parte da "velha guarda" da internet. O grupo Mail.Ru, que detém o aplicativo, anunciou uma série de novidades.



Disponível para computadores e dispositivos móveis, o ICQ ganhou um novo design, suporte a chamadas em vídeo, conversas em grupo e acesso via número de telefone, o que o coloca em pé de igualdade com o WhatsApp.


Para a empresa, a maior novidade são as chamadas em vídeo, que podem ser feitas de forma gratuita e simples, bastando ligar a câmera durante uma conversa. O chat em texto também funciona de forma dinâmica: para falar com mais gente, basta adicioná-las no meio da conversa e ela se torna um bate-papo em grupo.


Outra coisa interessante da nova versão é a possibilidade de trocar mensagens a quem não é usuário do ICQ. Basta selecionar o contato e enviar o conteúdo, que será entregue como SMS gratuitamente. As respostas da pessoa aparecerão na janela de bate-papo, e não no app de SMS.

Além de fotos, áudio e vídeo, dá para trocar qualquer tipo de arquivo pelo serviço, incluindo DOCs e PDFs. Também há stickers e um sistema de pesquisas interno que permite buscar imagens para enviar aos amigos.


sábado, 21 de setembro de 2013

Google Brasil terá de fornecer e-mails trocados entre pessoas investigadas em inquérito

A empresa Google Brasil Internet Ltda. terá mesmo que fornecer o conteúdo de mensagens transmitidas pelo Gmail entre pessoas investigadas em inquérito sigiloso que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O valor da multa diária por descumprimento da decisão é de R$ 50 mil.

A Corte Especial do STJ negou mandado de segurança impetrado pela Google, em que a empresa alegava ser impossível cumprir a determinação desse próprio colegiado. Sustentou que não tem como promover a quebra de sigilo das contas de e-mail pois esse acesso seria exclusivo da Google Inc., matriz da empresa, com sede nos Estados Unidos.

O relator, ministro Arnaldo Esteves Lima, destacou inicialmente que não cabe a impetração de mandado de segurança no mesmo órgão julgador que proferiu a decisão contestada. Essa é a jurisprudência consolidada do STJ.

Segundo o ministro, embora a decisão atacada tenha sido proferida em inquérito que tramita sob segredo de Justiça, a Google Brasil teve pleno acesso ao seu inteiro teor. Tanto que, além de ter apresentado embargos, a empresa interpôs recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

Para o relator, também não procede a alegação de impossibilidade de cumprimento da decisão, tomada pela Corte Especial após exaustiva fundamentação. Assim, cabe à empresa providenciar em sua matriz os dados solicitados.

Leia também:

Corte Especial determina que Google entregue dados de e-mail armazenados nos EUA

Fonte: STJ

domingo, 18 de agosto de 2013

#ForadoEixo-SP: a vez do #UOL

A ideia parece sedutora para qualquer jovem que goste de cultura e novas experiências: morar com outras pessoas da mesma idade e com as mesmas afinidades numa casa grande onde tudo é compartilhado e feito de maneira coletiva. Essa é a proposta das casas do Fora do Eixo, nas quais os integrantes da rede vivem juntos em grupos de até 30 pessoas para economizar nas despesas de aluguel, luz, água, telefone e internet.

O sonho alternativo, entretanto, virou pesadelo para alguns ex-integrantes. Após abandonarem os locais, eles relataram proibições de se relacionar com pessoas de fora das residências, uma divisão machista de tarefas e até o uso de militantes para atrair sexualmente outros indivíduos para a rede.

O UOL visitou a casa do Fora do Eixo em São Paulo na última sexta-feira (16), dia especialmente difícil para as lideranças da rede. Após duas semanas de um bombardeio de críticas às práticas do coletivo, a revista "Carta Capital" publicou reportagem assinada por um ex-parceiro do grupo. Na matéria, uma antiga moradora da casa de São Paulo afirma que Pablo Capilé, cofundador do Fora do Eixo, utiliza a expressão "catar e cooptar" para se referir à prática de um(a) militante fingir interesse sexual para trazer ao coletivo perfis de interesse das lideranças.




"As meninas do Fora do Eixo vão processar essas pessoas [que estão fazendo as acusações]. Isso é de um machismo intolerável do meu ponto de vista. A suposição do acontecimento disso, a acusação para as meninas que estão dentro da rede, saca? É uma acusação muito grande. Você não devia falar isso numa entrevista ou dar um depoimento sobre isso. Você tinha que ir para o Ministério Público, para a polícia, denunciar para os órgãos responsáveis. Eu vou defender que as mulheres do Fora do Eixo processem todo mundo que está falando isso, porque isso não pode passar barato, não pode ficar assim", defende-se Capilé, inquieto na poltrona da sala de TV da Casa em São Paulo.

A reportagem foi recebida por Felipe Altenfelder, membro do planejamento do coletivo. De touca preta e barba por fazer, Felipe apresentou a redação da Mídia Ninja e do #PósTV nos fundos da casa, próximo ao palco onde são recebidas bandas no evento Domingo na Casa. A casa de São Paulo abriga cerca de 20 moradores, mas só metade estava no local no momento da visita. "Tem muita gente fora hoje", disse Capilé.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Fora do eixo. Depois de Veja, na Carta Capital

Na esteira dos protestos de junho, a Mídia Ninja emergiu como uma novidade instigante, um novo modelo de jornalismo. A concepção é simples e barata: por meio de celulares, os repórteres ninjas transmitem pela internet as imagens dos acontecimentos. Não há texto nem edição, apenas os vídeos em estado bruto em transmissões que facilmente duram seis horas. Na página do grupo no Facebook, há ainda fotos dos atos.



O sucesso repentino tornou-se, porém, uma fonte de dor de cabeça. Tudo começou com a presença de dois de seus expoentes no Roda Viva, programa de entrevistas da TV Cultura, em 5 de agosto. O jornalista paulistano Bruno Torturra, até então, era a única face do Mídia Ninja, acrônimo de “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”. A novidade foi a presença de Pablo Capilé, criador do coletivo Fora do Eixo, guru de uma nova forma de ativismo. Ficou clara a ligação umbilical dos dois (Ninja e Fora do Eixo), antes praticamente desconhecida.

Por que essa relação virou alvo de tantas críticas? Em pequenos círculos, não é de hoje, corriam acusações contra o movimento. A exposição de Capilé amplificou as acusações nas redes sociais, espaço de excelência do grupo. Nos últimos dias, CartaCapital ouviu oito ex-integrantes e debruçou-se sobre a estrutura organizacional do coletivo. Metade deixou-se identificar. Os demais preferiram não ter seus nomes citados, por medo de represálias, mas confirmam as informações dos ex-colegas. Emergem da apuração um aglomerado controverso, acusações de estelionato, dominação psicológica e ameaças.

Nas casas, os integrantes dividem quartos, dinheiro, comida e roupas. E estão submetidos ao “processo” do Fora do Eixo. “Primeiro te isolam. Proíbem de sair na rua ´sem motivo´, impedem de encontrar amigos ou estabelecer qualquer contato com pessoas de fora. Depois, vem a apropriação de toda a sua produção. O cara sai sem grana, sem portfólio e distante dos amigos antigos. Sem apoio psicológico ou da família vai demorar a se restabelecer social e profissionalmente”, diz o fotógrafo Rafael Rolim, 29 anos, 3 deles na organização, em contato direto com Capilé. Rolim e os demais integrantes ouvidos pela revista endossam o depoimento da ex-integrante Laís Bellini, postado nas redes sociais.

A cineasta Beatriz Seigner foi a primeira a criticar o coletivo. Em texto postado no Facebook dois dias após o Roda Viva, diz, entre outros pontos, que o Fora do Eixo rompeu acordos e não lhe pagou por exibições de seu filme. Escreveu ainda sobre o volume de trabalho dos integrantes, que não teriam direito à vida pessoal ou diversão. Se disse ainda impressionada com a devoção à figura de Capilé. E comentou a repercussão: “Chegaram centenas de mensagens de coletivos e artistas do Brasil todo agradecendo o desmonte da rede. Estou aliviada."

No dia seguinte foi a vez de Laís Bellini. Segunda ex-integrante a se manifestar, seu longo relato é considerado por outros ex-membros o mais completo e fiel retrato do dia-a-dia do coletivo. Laís descreve uma estrutura radicalmente rígida e verticalizada, baseada em forte dominação psicológica. Para exemplificar, revela que foi afastada de um amigo antigo que vivia sob o mesmo teto – “Disseram: ´Laís, o Gabriel era seu amigo lá em Bauru. Aqui vocês não têm que ficar de conversa. Aqui dentro vocês não são amigos”; Laís revelou ainda o “choque-pesadelo”, prática que consiste em por uma pessoa na sala e “quebrá-la” moralmente, aos berros; a moça narrou ainda que a cúpula controla horários e saídas à rua e que o trabalho é extenuante e sem folga nem aos domingos. São vigiados até bate-papos no Facebook ou Gtalk. Laís está em meio a uma longa viagem pela América Latina, sem data pra voltar. A distância, diz, lhe deu coragem para falar. “Quando postei, tirei toneladas do ombro e comecei a chorar. Tomei coragem para dizer o que muitos têm medo mas que todos sabem que é verdade".

Um dos pontos levantados pelos entrevistados é o uso dos integrantes como uma espécie de isca sexual, o chamado Catar e Cooptar. “Há reuniões na cúpula para definir quem vai dar em cima de você e te fisgar pra dentro da rede”, afirma Laís. O designer Alejandro Vargas, que morou por 3 anos na Casa Fortaleza, dá mais detalhes: “Numa viagem rolou um papo que 'deveria ficar ali', sobre 'fazer a entrega para a rede'. Diziam: 'tem o cara ou menina mais feios, mas que trampam muito' e tem aqueles com 'mais chances de ter relações'. Tem que fazer a entrega para alimentar o estímulo de quem é menos provido de beleza, inclusive de fora da rede, para trazer para dentro”.

Rolim acrescenta: "'Catar e Cooptar' é o termo usado pelo Pablo, com todas as letras e constantemente. Eu mesmo fui proibido por ele de me aproximar de uma pessoa com quem tinha afinidade porque, 'para o processo', eu deveria estar solteiro, eu era uma boa 'isca'. Relações espontâneas entre dois integrantes, por amor, também não são bem vistas. Casais assim são pressionados a desmanchar, e é proibido ter relações com pessoas de fora da rede, a não ser por ordem superior. Capilé nega a prática. “As relações afetivas não são determinadas por regras do movimento, mas construídas por cada indivíduo, a partir dos desejos de cada um.”

O Fora do Eixo nasceu em 2005, e seu nome faz menção ao fato de a iniciativa ter começado em centros distantes de São Paulo e do Rio. Capilé é de Cuiabá. Do Mato Grosso, o coletivo expandiu-se para Uberlândia (MG) e Rio Branco (AC), e dali para outras cidades. A relação com os artistas funciona assim: uma banda iniciante entra na programação de eventos culturais do grupo e faz shows em algumas cidades. Não paga passagem, hospedagem e alimentação (fica nas casas Fora do Eixo). Em contrapartida, não recebe cachê. O dinheiro arrecadado com suas apresentações financia o movimento.

Capilé e seus apoiadores calculam 2000 integrantes, mas o Fora do Eixo se resume a sete casas (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Belém e Porto Velho), onde vivem em média dez ativistas, ou seja, cerca de 70 no total. Há ainda algumas casas de coletivos parceiros, como em Bauru e São Carlos. Quando se soma os agregados, na estimativa mais otimista, a organização tem hoje 200 participantes.

Oficialmente, o financiamento é baseado em shows e editais do governo ou de empresas estatais e privadas. Existe, no entanto, uma terceira fonte significativa: a apropriação de dinheiro e bens particulares de colaboradores. "Solicitaram um cartão de crédito que eu tinha em conjunto com meus pais para comprar passagens. Como a confiança era total, fui induzido a compartilhar a senha. Em um mês e meio gastaram 21 mil reais no meu cartão. Compraram um Macbook Pro novo para o Capilé, o que só soube quando a fatura chegou”, lamenta Rolim.

Vargas acrescenta: “É prática cotidiana a utilização dos cartões de quem mora nas casas. E como não tínhamos salário, logo a dívida do cartão entrou no SPC e na Serasa, e até hoje tenho o nome sujo”. Laís, por sua vez, saiu com uma dívida de 5 mil reais. O FdE nega a prática de apropriação, mas reconhece o uso de dinheiro e automóveis dos integrantes. “A destinação de seus bens para o uso do processo é um ato livre. Se você tem um carro e vem para uma casa, é natural que este carro seja usado. Se você tem um cartão de credito e quer disponibilizá-lo para ações da rede, a mesma coisa”. Na última segunda-feira 12 o coletivo lançou um "portal de transparência", mas não menciona o uso sistemático do dinheiro e bens dos integrantes.

O livro de cabeceira de Capilé é uma pista para entender como ele comanda o grupo. 48 Leis do Poder, lançado em 2000 no Brasil pela editora Rocco, é direcionado a empresários e traz dicas como “faça com que as pessoas venham até você: use uma isca, se necessário” e “faça com que os outros trabalhem para você, mas leve sempre o crédito”. Outra pista, esta fornecida por Laís, é a proibição de se assistir nas casas o vídeo Controle Mental – Como se Tornar um Líder de Culto.

Capilé criou um reino particular a partir de “simulacros” do mundo real. A contabilidade virou “Banco FdE”. Eventos com debates formam uma “Universidade FdE”. Viagens viram “colunas”. O lobby político é o “Partido da Cultura”. E a comunicação tornou-se “Mídia Ninja”.

Aos 34 anos, Capilé dedica-se intensamente ao movimento. Dorme pouco, alimenta-se mal e fuma muito. Viaja tanto que, não raro, cumpre agenda em três cidades em um mesmo dia. Está sempre desconfiado e conectado, e com baterias reservas. E é dono de uma retórica eloquente e messiânica.
Há um claro projeto político, e o coletivo não deixa de exercer sua influência. O Fora do Eixo teve peso na indicação, entre outros, do secretário municipal de cultura de São Paulo, Juca Ferreira, do subsecretário estadual de cultura do Rio Grande do Sul, Jéferson Assumção, do secretário estadual de educação do Acre, Daniel Zen, e de três dos secretários municipais de Porto Velho.

A organização não discrimina espectro ideológico. Sua ampliação em Cuiabá se deu sob as asas do PSDB, quando ganhou verbas públicas na gestão de Wilson Santos na prefeitura. Nas eleições do ano passado, apoiaram o petista Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo e Mauro Nazif, atual prefeito de Porto Velho, do PSB. O senador mais próximo do grupo é Randolfe Rodrigues, do Psol. A respeito, o FdE disse não acreditar em política de governo, mas “em políticas de estado.”
A nova aposta é a Rede de Marina Silva. O coletivo esteve no lançamento da legenda em Brasília, e Torturra afirmou no Roda Viva ser marinista. Caso o partido consiga registro no Tribunal Superior Eleitoral, o plano de Capilé é lançar Torturra candidato a deputado federal pela Rede em 2014. "Ele é o nosso homem com rejeição zero", afirmou o cuiabano em mais de uma ocasião.

A relação do Fora do Eixo com parte da esquerda e dos movimentos sociais tem sido atribulada, desde antes da criação da Mídia Ninja. Alguns grupos fazem duras críticas aos ativistas por despolitizar manifestações, ao trocar causas concretas por slogans genéricos. Entre os grupos que tiveram embates com o Fora do Eixo estão Mães de Maio, o Movimento Passe Livre, o Desentorpecendo a Razão, os moradores da Favela do Moinho e o Cordão da Mentira.

Capilé costuma negar que o coletivo e a Mídia Ninja sejam a mesma coisa, mas quem esteve nas casas reafirma os laços entre os dois. “O projeto nasce e vive no Fora do Eixo, segue a mesma estrutura, tem as mesmas hierarquias e cargos. Mas tem outro nome, para evitar a rejeição que o FdE provoca. Mas quem dá o OK são as mesmas pessoas que dão OK em tudo no Fora do Eixo, e quem vai para rua cobrir são moradores das casas ou colaboradores do FdE”, esclarece Gabriel Zambon, coordenador do Ninja em Belo Horizonte até maio último.

Mesmo antes da recente leva de críticas, estava em curso um esforço para desvincular os dois. Capilé segue, contudo, confiante no poder de sedução de sua retórica e do mundo que criou. E vive a repetir: “para cada um que sai do Fora do Eixo tem dez querendo entrar".

Fonte/Autor: Carta Capital

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cadê o #Latitude?

O Google Latitude não faz mais parte do aplicativo do Google Maps e será desativado completamente em 09 de agosto de 2013.

No entanto, mesmo com as recentes denúncias de invasão de privacidade, o Google sabe que muitos usuários adoram o compartilhamento da localização com a família e amigos. É por isso que adicionou alguns dos recursos de compartilhamento de localização favoritos ao Google+.

Compartilhar sua localização com seus círculos e amigos

No aplicativo do Google+, acesse Configurações > Compartilhamento de local para escolher com quais círculos e amigos você gostaria de compartilhar sua localização. Lembre-se de ativar o Relatório de Localização em seu dispositivo.

Ver seus amigos em um mapa

Você pode ver seus amigos em um mapa acessando a guia "Locais" no aplicativo do Google+.


Você também pode ver um resumo das localizações de seus amigos tocando em "Listar todas as pessoas". Peça a seus amigos que compartilhem suas localizações com você ativando o compartilhamento de local.
Saiba mais sobre o compartilhamento de local usando o Google+.

Fonte: Google

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como se livrar do #Ask, #Babylon, #Delta Search 2

Uma das postagens com mais acessos no blog é a que ensina como se livrar da barra do Ask, Babylon etc.

Na postagem, publicada em fevereiro de 2013, eu dizia que o Ask e Babylon, "virava e mexia", eram instalados com algum programa, seja como barra de pesquisa, seja de outra forma. 

Por mais que o usuário adotasse o procedimento padrão do Windows ou utilizasse desinstaladores de terceiros para removê-los, um deles sempre permanecia configurado no navegador como buscador padrão. 

No entanto, recentemente, encontrei uma ferramenta muito útil. Chamas-se AdwCleaner.  

O programa busca e elimina adware, barras de ferramentas, programas potencialmente indesejados etc.  Vale testar. 

Para baixá-lo: http://goo.gl/WtISl