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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Levantamento mostra o uso de computadores e Internet nas escolas brasileiras




A amostra da pesquisa foi composta por 856 escolas públicas e privadas do Brasil, selecionadas a partir do Censo Escolar do MEC/INEP 2011. Foram entrevistados professores de português e matemática, alunos do Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio, coordenadores pedagógicos e diretores. Confira alguns destaques da Pesquisa TIC Educação 2012:

Uso do computador e Internet nas escolas brasileiras

Apesar dos avanços na infraestrutura tecnológica das escolas brasileiras, o uso pedagógico do computador e Internet em atividades com os alunos deve ser um ponto de atenção nas políticas públicas de incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no ambiente escolar.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulga os resultados da terceira edição da pesquisa TIC Educação, produzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), por meio de seu Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).
  • A sala de aula – local que concentra a rotina dos alunos na escola – ainda não incorporou plenamente o uso das TIC.
  • Em 2012, a sala de aula se destacou como local de acesso de uso mais frequente de computador e Internet entre os professores de escolas públicas que utilizam computadores em suas atividades.
  • Ensinar os alunos a usar o computador e a Internet é a atividade que conta com o maior uso de TIC, mas ocorre de forma mais esporádica.

Perfil do Professor

Os dados da Pesquisa TIC Educação 2012 mostram um professor cada vez mais conectado às oportunidades oferecidas pela  Internet, contando com um amplo acesso ao computador e à Internet em proporções superiores à média da população em geral.
  • A presença de computador e Internet no domicílio do professor está próxima da universalização
  • A mobilidade se destaca entre os docentes: cresce a posse de computadores portáteis entre os professores de escolas públicas.
  • A maioria dos professores busca apoio para desenvolver suas habilidades no uso do computador e da Internet por meio de contatos informais com outros educadores.

Perfil do aluno

O acesso às TIC por parte dos estudantes das escolas públicas e privadas também acompanhou o crescimento verificado na população em geral.
  • É maior a presença de computador e Internet nos domicílios dos alunos. Entre os alunos das escolas públicas, 62% possuem computador em seus domicílios.
  • Houve crescimento dos alunos que fazem uso da Internet pelo celular (44% entre alunos do ensino público e 54% no ensino privado).
  • É crescente a proporção de alunos que declaram ter aprendido a usar o computador e/ou a Internet sozinhos. Pela primeira vez, desde 2010, a forma de aprendizado mais citada foi “aprendeu sozinho”.

Infraestrutura de TIC nas escolas

Do ponto de vista da infraestrutura, as escolas brasileiras registraram maior incorporação de computadores portáteis – o que aponta para um caminho de uso das TIC para além das atividades de gestão escolar ou do uso vinculado aos laboratórios de informática. A quantidade de equipamentos em funcionamento, contudo, ainda se apresenta como um fator limitador deste uso.
  • Cresce a presença de computadores portáteis nas escolas públicas.
  • A Internet está presente na grande maioria das escolas públicas, mas a velocidade ainda se mostra como uma limitação importante de acordo com diretores, coordenadores pedagógicos e professores.
  • O número de equipamentos disponíveis por aluno também se revela como uma importante limitação para o uso efetivo do computador e Internet nas atividades escolares.

Os resultados completos da pesquisa TIC Educação 2012 estão disponíveis em http://www.cetic.br/educacao/2012/.
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Escola digital desafia 'professor analógico'


A ideia de "professores analógicos" em escolas com "alunos digitais" sempre volta à

tona quando o debate é a chegada da tecnologia na sala de aula. A diferença de
gerações é essencial nessa relação, mas há uma crise que cabe principalmente ao
poder público resolver: a formação dos docentes ainda não contempla essa nova
realidade e desafios.

As lacunas de formação que fazem com que professores cheguem às escolas já

defasados em relação ao uso da tecnologia são sentidas pelas secretarias de
Educação. "Graduações e licenciaturas atualmente em seu currículo tratam a
tecnologia e seus recursos de maneira superficial, pois a formação desses
profissionais dá-se a partir de embasamentos teóricos, não relacionando a prática
com a real função das tecnologias na educação", diz a presidente do Conselho
Nacional de Secretários de Educação, Maria Nilene da Costa.

A educadora ressalta que a presença de recursos digitais vem avançando nas

escolas do País, com projetos do Ministério da Educação (MEC) e também das
esferas estaduais - o que pressiona o professor. "O docente que está iniciando a
carreira ainda se depara com dificuldades de inserir o uso das tecnologias e recursos
midiáticos de maneira interdisciplinar, reproduzindo ainda as aulas tradicionais."


O maior desafio para a presidente da União Nacionais dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Repulho, é incorporar a tecnologia desde a formação inicial. "A tecnologia não está integradas nas faculdades e na sala de aula, é notória a angústia dos professores", diz ela. "O segredo é fazer com que todos os professores
entendam que isso é importante."

Cleusa lembra que cabe ao MEC induzir políticas  públicas. A pasta informou que pretende oferecer capacitação a todos os cerca de  500 mil professores do ensino médio nos tablets que está distribuindo. Os cursos, voluntários, têm duração de quatro a seis meses e são semipresenciais.


Apesar de receber críticas sobre a distribuição de tablets sem que houvesse uma

plataforma específica para seu uso, o ministro Aloizio Mercadante tem mostrado
preocupação com a formação. Em entrevista ao Estado publicada ontem - quando se
revelou que o ministério trabalha na criação dessa plataforma -, Mercadante reafirmou
que a capacitação dos professores é a prioridade. O ministro já repetiu algumas
vezes que os estudantes estão no século XXI, enquanto professores, no século XX.

Diferenças


Além de achar a comparação infeliz, o professor Nelson Pretto, da Universidade

Federal da Bahia (UFBA), ressalta que a diferença de gerações entre professor e
aluno sempre existiu e não é tão problemática. "O aluno é jovem e por natureza traz a
novidade, o desafio. Se um dia for muito diferente é que teremos de nos preocupar."
Especialista em educação e comunicação, Pretto concorda EM que a formação inicial
precisa ser transformada, para que não se dependa tanto da capacitação em serviço.

"Necessitamos de uma revolução na formação, mas ela tem de ser acompanhada por

uma revolução nas condições de trabalho e salário. Não é possível termos tantas
expectativas com a educação sabendo as condições dos professores."
Professor da escola municipal Guiomar Cabral, de Pirituba, zona oeste de São Paulo,
André Bastos, de 41 anos, lembra que aprendeu mexer no Power Point, programa de
apresentações, porque um aluno o ensinou. Mas para ele, isso só pode ser positivo.

"A educação é uma via de mão dupla, eu tenho de tirar vantagem disso. O bom é que

o aluno fica ainda mais protagonista", diz ele, professor de português há 20 anos. "E esse é um desafio permanente do professor. Ele sempre entra na sala sem saber
onde uma pergunta vai levar a aula."

Fonte: O Estado de São Paulo












 



Manuais de tecnologia digital na educação podem ser acessados pela internet

domingo, 25 de novembro de 2012

Pior e melhor escola do Enem no DF divergem sobre uso de tecnologia

Os colégios do Distrito Federal com o melhor e o pior desempenho dos alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 ocupam posições extremas também sobre o papel da tecnologia no aprendizado dos estudantes. 

O Olimpo, colégio privado que pelo terceiro ano consecutivo aparece com a melhor média no exame no DF, aposta no tradicional esquema “professor-giz-quadro negro”. No Centro Educacional Taquara, a direção da escola reclama de só ter giz e quadro negro nas aulas.

O Colégio Olimpo, na Asa Sul, defende o ensino tradicional e atribui o sucesso ao emprego desse método. "Aqui nós temos aversão à informática. O professor é que passa o conhecimento para o aluno. O professor precisa de cuspe e giz", diz o diretor pedagógico do Olimpo, Vinícius Miranda.

Para o diretor do Taquara, Volemar Ornelas, há três meses no cargo, a falta de tecnologia compromete o aprendizado dos alunos. "Nós só temos quadro negro e giz. É muito pouco. Um aluno de ensino médio tem que estar ligado no que acontece no mundo, nas redes sociais e em pesquisas. Eles têm que ter uma visão de mundo. Acho difícil o professor passar isso só com giz, quadro e saliva", disse.

Embora vivam realidades diferentes, os dois colégios possuem alguns números semelhantes. O Olimpo tem 950 alunos distribuídos pelos ensinos fundamental, médio e pré-vestibular. O colégio de Planaltina tem cerca de 800 alunos em turmas do fundamental, médio e educação infantil. O colégio particular tem 48 professores, contra 46 da escola pública. A diferença é que os professores do colégio de Planaltina dão aulas para o ensino médio e para o fundamental. No Olimpo, a maioria dos professores se dedica ao ensino médio.


O laboratório de informática do colégio Taquara está equipado com 20 computadores que não estão funcionando. "Nosso convênio com a empresa que oferecia o sistema Linux terminou em julho e desde então estamos sem acesso aos computadores", disse Ornelas. O Olimpo não tem laboratório. "Usamos computadores somente para as aulas de robótica", conta Miranda.

Os dois colégios têm salas de leitura que funcionam como uma espécie de biblioteca. No Olimpo, o atendimento é das 6h às 23h, com espaços para estudo individual e coletivo. No Taquara, a sala de leitura funciona em uma área improvisada, apenas no período da manhã.





O corpo docente é um dos atrativos para manter os estudantes do Olimpo na escola. Dos 48 professores da instituição, que dão aulas no ensino fundamental 2 e no ensino médio, alguns vêm de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e Palmas.

Os salários variam entre R$5 mil e R$ 15 mil. "Nossos professores estão sempre se atualizando. Aqui nós fazemos as provas dos principais vestibulares do país, IME, ITA, Unicamp, UnB, UFG e UFT para estarmos preparados para responder aos alunos." Os professores da escola pública recebem R$ 4 mil em média, segundo a direção.

A permanência do aluno na escola é incentivada no Olimpo. A escola fica aberta para aulas, plantões de dúvidas e estudos. Os portões do colégio são abertos às 6h e fechados às 23h.
Apesar das diferenças e dificuldades, os representantes dos dois colégios dizem que buscam preparar os estudantes para os desafios.

"Cheguei aqui há três meses e encontrei a escola desmotivada, sem norte. Ninguém fica motivado por ficar. Quero uma atividade diversificada, trazer a comunidade para o ambiente escolar", disse Ornelas. Miranda resume o bom desempenho dos alunos do Olimpo em Brasília: "Nosso sucesso está focado no aluno, professor, na pedagogia e no ensino".

Fonte: Portal G1

domingo, 10 de junho de 2012

Enem 2012: Inscrições terminam amanhã. Não perca o prazo.


                        As inscrições podem ser feitas na internet no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os interessados devem acessar o endereço http://enem.inep.gov.br/ ou clicar nos links abaixo:

          


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Concurso apenas para Cadastro de Reserva é rejeitado no Senado

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Senado aprovou hoje (30) o fim de concurso público para formar exclusivamente cadastro de reserva. Apreciado em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto de lei será analisado pela Câmara dos Deputados.
Os senadores excluíram dessa norma as empresas públicas e de economia mista, que não poderão cobrar taxas de inscrição quando o objetivo for criar cadastro de reserva.
O projeto prevê que o edital de cada concurso público de provas ou de provas e títulos, no âmbito da administração direta e indireta – fundações e autarquias – da União, estados, municípios e no Distrito Federal, deverá especificar o número de cargos a serem providos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Enem - Inscrição: Veja como fazer .

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)  liberou na internet o endereço para as inscrições ao Enem. Os interessados devem acessar o endereço http://enem.inep.gov.br/ ou clicar nos links abaixo:

          


Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Leia mais:

       Inep usa redes sociais para auxiliar estudantes em dificuldade na inscrição do Enem

domingo, 27 de maio de 2012

Enem: Inscrições começam

) A partir das 10h de amanhã, candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já poderão se inscrever para participar das provas que serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O prazo termina em 15 de junho e as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. Em 2011, o exame recebeu mais de 6 milhões de inscrições.
A taxa de inscrição permanece em R$ 35. Alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública estão isentos do pagamento, que deverá ser efetuado até 20 de junho por meio do boleto que será gerado durante a inscrição.
Desde 2009, o exame ganhou importância porque passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. O Enem também é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior e de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteira.
A prova é feita durante o fim de semana. No primeiro dia do exame, sábado, os participantes terão quatro horas e meia para responder às questões de ciências humanas e da natureza. No domingo, será a vez das provas de matemática e linguagens, além da redação, com um total de cinco horas e meia de duração. A divulgação do gabarito está prevista para o dia 7 de novembro, e o resultado final deve sair em 28 de dezembro.
Para 2012, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciou mudanças nos critérios de correção da redação com o objetivo de tornar o processo mais objetivo e reduzir a margem de erros. O edital com todos os detalhes do exame foi publicado na sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.