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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Investimentos globais em Segurança da Informação devem ultrapassar os US$ 80 bi em 2016





Em sua última projeção sobre o mercado de segurança da informação, a consultoria Gartner prevê que os investimentos em produtos e serviços de segurança chegarão a US$ 81,6 bilhões até o fim de 2016, montante que corresponde a um crescimento de 7,9% em relação ao total investido em 2015.


Atualmente, as categorias que mais recebem investimento são as áreas de consultoria e terceirização de TI, mas até o fim de 2020 devemos assistir a um aumento nos investimentos em segurança preventiva, especialmente em testes de segurança e prevenção de perdas de dados (DLP) – a empresa prevê que 90% das empresas devem implementar ao menos uma forma de DLP até 2018.

Também haverá maior adoção de soluções de gerenciamento de eventos e informações de segurança (SIEM) e gateways web seguros (SWGs), mas devemos ver uma combinação dessas soluções com estratégias de detecção e resposta.

Segundo a analista sênior da Gartner, Elizabeth Kim, “organizações estão focando em detecção e resposta porque uma abordagem preventiva por si só não consegue bloquear ataques maliciosos (…) nós recomendamos fortemente que as empresas equilibrem seus gastos para incluirem as duas coisas”.
Saiba mais neste link.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Lançado Tor Browser 6.0

O Tor Browser, como muitos sabem, permite usar Tor no Windows, em sistemas OS X ou Linux, sem que haja a necessidade de instalar qualquer software. Ele pode ser executado fora de uma unidade flash USB, além de vir com um navegador web pré-configurado para proteger seu anonimato, contando ainda com a sua portabilidade. Portanto, vale ressaltar que Tor Browser 6.0 já está disponível. Algumas das melhorias nessa nova versão, incluem assinatura de código para sistemas OS X sendo introduzida.

 Isso deve ajudar os usuários que tiveram problemas com a obtenção do navegador Tor para trabalhar em seu Mac, devido à relação com o software Gatekeeper. Além do mais, a nova versão traz novas melhorias de privacidade e desativa os recursos potencialmente prejudiciais em um contexto relativo ao Tor. Há ainda o suporte certificado SHA1 que está desativado, e o atualizador não só está contando com a assinatura sozinho, mas está fazendo a verificação do hash do arquivo da referida atualização, bem antes de aplicá-lo. Ainda no contexto, a versão 6.0 do Tor fornece uma correção para uma vulnerabilidade hijacking DLL do Windows.





Fonte:  under-linux

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O IP das Coisas: Até a geladeira pode denunciar o dono na internet


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
O brasileiro descobriu em 2013 que não existe privacidade na internet. As denúncias do site Wikileaks, de Julian Assange, e as de Edward Snowden, ex-analista de inteligência norte-americano, mostraram que vários programas dos Estados Unidos e de outros países fazem, há muito tempo, vigilância eletrônica dos cidadãos ao redor do mundo.
Agora, a troca do protocolo que permite a identificação de cada dispositivo na internet, o chamado Internet Protocol (IP), é uma nova mudança que deve deixar em alerta os usuários da rede. O Ipv4, padrão atual, que até então gerou pouco mais de 4 bilhões de endereços diferentes, já é insuficiente para mapear as máquinas do planeta – computadores, tablets, smartphones, por exemplo. Ele está sendo substituído pelo Ipv6, que permite um número infinitamente maior de endereços – 340 tera (34x10 elevado a 13ª potência) – abrindo espaço para que cada objeto possa ter seu próprio endereço na internet e, por isso, viabilizar o IP das coisas.
Demi Getschko, um dos membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), lembra que, já no final dos anos 90 do século passado, ficou claro que o IPv4 deveria ser extinto, pois não haveria mais IP suficiente. “Não se extinguiu e chegamos a 2013, mas vai de fato se extinguir no ano que vem, porque a internet se defende com alguma gambiarras.”
O cientista cita medidas como a que permite a escolha de um endereço válido para esconder vários outros endereços inválidos na internet, como os IPs usados nas redes domésticas por computadores e smartphones. Na prática, são endereços reservados para o usuário internamente, mas que não são visíveis externamente. Então, todo mundo pode usar vários IPs, teoricamente invisíveis para o ambiente externo em casa, mas precisará de um outro endereço (IPv4) válido para fazer a conexão com a internet.
“Tudo estará ligado com as coisas boas e ruins que isso traz. As boas coisas, de que todos falarão: conforto para todo mundo e conectividade ampla. Coisas ruins? Privacidade em alto risco. Tudo que você faz pode ser conhecido. Tudo que seus equipamentos fazem entre si poderá ser passado para outros equipamentos. São coisas complicadas. Nossa privacidade pode estar em risco”, alerta Getschko, que participou, em dezembro, de um seminário em João Pessoa.
De acordo com Gestschko, com a nova geração de IPs, um televisor, por exemplo, poderá estar conectado ao fabricante e, quando pifar,  poderá ser consertado remotamente. Mas, por outro lado, não se sabe o que o fabricante fará com os dados coletados, como suas preferências, os programas e horários, entre outras possibilidades.
Durante sua explanação no seminário, bem-humorado, Getschko lembrou de uma charge que trazia um cachorro, em 1993, dizendo a outro que, na internet, ninguém sabia que ele era um cachorro, indicando a possibilidade de privacidade. As coisas mudaram e agora, em 2013, todo mundo sabe que, na ponta, tem um cachorro, sabe a raça, que ração consome e o nome do veterinário, disse o cientista, atualizando a charge.
Esse falso anonimato, que se dizia existir em 1993, nunca foi real. “Agora, quebra-se de vez, com todo mundo conectado e todos os equipamentos plugados”, destacou. O representante do CGI.br disse ainda que não é verdade que existam novos delitos na internet. Segundo Getschko, o que existe são novas possibilidades de investigação.
Getschko, que é considerado um dos precursores da internet do Brasil, é de opinião que o Marco Civil da Internet, discutido no Congresso Nacional, é uma vacina  para futuros problemas, pois na internet tudo que se faz pode ser notado por alguém. O cientista acredita que, se não houver limite, por ser uma rede técnica, a internet sempre permitirá que se vasculhe a vida de qualquer um.
“O pessoal que não gosta de IPv6 diz que agora todo mundo terá um endereço fixo, todos saberão o que cada um faz. Eu também tenho uma impressão digital, que é fixa e também não posso trocar. Porém, sso não quer dizer que ela tenha que ser recolhida por todo mundo”, disse o cientista, ao defender o marco civil. Para ele, existem formas de impedir a invasão de privacidade que independem da tecnologia usada. “A tecnologia pode ser invasiva, mas a lei tem que impedir isso.”
Outro ponto relevante é o uso de ferramentas que, aparentemente, não deixam traços [rastros] na internet, como o Projeto TOR, que promete navegação anônima. "Tudo isso é algo falacioso. Não deixam traço porque alguém transformou seu IP em outro IP. Mas quem transformou tem a possibilidade de guardar essa transformação”, ressaltou. Segundo Getschko, a maioria dos roteadores da Onion [do Projeto TOR] é rodada em trechos de domínio do Departamento de Estado dos Estados Unidos. “E eles querem ter aquilo na mão”, concluiu.

Edição: Nádia Franco

terça-feira, 28 de maio de 2013

Gmail será o próximo serviço Google a ter mudanças ?



O Gmail pode ser o próximo serviço do Google a receber um novo desenho, segundo informações do site The Next Web (TNW), publicadas aqui no Brasil pela Info.

O site obteve acesso a imagens de tela do suposto redesenho do serviço de e-mail do Google, que traria cinco novas abas para organizar melhor as mensagens. As mudanças estariam disponíveis para a versão web e também para os aplicativos Android e iOS do Gmail.

Segundo as informações, o novo Gmail traria algumas abas como padrão. As categorias seriam: Principal, Social, Ofertas, Notificações e Fóruns.
Na aba “Principal” os usuários devem encontrar mensagens de amigos, familiares e assuntos marcados como importantes. Já na aba “Social” estariam todos os e-mails relacionados às mídias sociais, incluindo mensagens vindas do Twitter, Facebook, Google+, entre outros.
Se o usuário costuma receber muitos e-mails de revendedores ou sites de compras, o Gmail irá marcar essas mensagens na categoria “Ofertas”. Já e-mails importantes sobre contas a pagar, reservas para jantares e alertas de viagem serão incluídos na aba “Notificações”. E se o usuário participa de fóruns ou listas de e-mail, estas mensagens serão encontradas na aba “Fóruns”.

As imagens reveladas pelo TNW foram obtidas durante uma palestra realizada no Google I/O, que explicava as mudanças no Gmail e como o serviço iria obter um novo desenho para navegação. Nas fotos é possível observar a inclusão das novas categorias, além dos já conhecidos marcadores.
As mudanças teriam como objetivo melhorar a filtragem e rotulação das mensagens que recebemos por meio do serviço do Google. De acordo com o site, as mudanças podem ser esperadas pelos usuários dentro das próximas semanas.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ubuntu “Raring Ringtail”.




Saiu a versão final do novo Ubuntu. A nova versão do Sistema Operacional é também conhecida como “Raring Ringtail”.

O Ubuntu 13.04 tem um novo visual, segundo a Canonical, responsável pela distribuição.

Para baixar o Ubuntu 13.04, o internauta tem a seguinte opção: http://goo.gl/M3TO




ubuntu | oǒ'boǒntoō |
Ubuntu significa "humanidade para os outros" em uma língua antiga da África. Segundo a Cononical significa, também, "eu sou o que sou por causa do que nós todos somos".

Onde tudo isso começou?
O Linux já estava estabelecido como uma plataforma de servidor de empresa em 2004. Mas o software livre ainda não era uma parte da vida cotidiana para a maioria dos usuários de computador. É por isso que Mark Shuttleworth reuniu uma pequena equipe de desenvolvedores do Linux (Debian) e partiu para criar um sistema fácil de usar nos computadores das pessoas, explica a empresa.

A visão para o Ubuntu é parte social e parte econômica: software livre, disponível gratuitamente para todos nos mesmos termos ou financiado através de um portfólio de serviços prestados pela Canonical.

Fonte: Ubuntu

sábado, 11 de maio de 2013

Conficker: Brasil lidera lista de países mais infectados com vírus


O vírus Conficker, que ficou famoso em 2009 e recebeu grande atenção da mídia devido a uma “função desconhecida” que seria ativada no dia primeiro de abril daquele ano – quando na verdade nada aconteceu – ainda é uma praga comum no Brasil. Um relatório da empresa de segurança F-Secure publicado no início do ano, bem como as informações da Shadowserver, que coleta estatísticas de infecções da praga, mostram que o Brasil é um dos países mais infectados do mundo.

Para a F-Secure, o Brasil representou 26% de todas as detecções do Conficker, sendo o país mais infectado com a praga. Já para a Shadowserver, o Brasil tem cerca de 160 mil máquinas infectadas, quase 9% do total. O país com mais infecções seria a China, com 167 mil, mas a China tem uma rede bem maior do que a brasileira – cerca de 560 milhões de internautas, contra menos de 100 milhões no Brasil. Comparando o tamanho das redes, o Conficker ainda é pelo menos três vezes mais comum no Brasil do que na China.

O Brasil, porém, não é o único país a ter problemas com o Conficker. As estatísticas da F-Secure mostram presença significativa na França e na Itália, por exemplo, enquanto a Shadowserver também registra altas taxas de infecção em Taiwan, Vietnã e Índia. No relatório mais recente da Microsoft, o Conficker representa 9,8% das infecções mundiais detectadas pelos produtos de segurança da empresa.

Apesar disso, o Conficker é um “zumbi” na internet. A rede de controle foi desmantelada pelo Grupo de Trabalho do Conficker (Conficker Working Group), uma associação de profissionais e empresas para derrubar os endereços de controle usados pela praga. O código, porém, continua se disseminando de um computador para outro, mesmo sem que isso traga qualquer benefício aos seus criadores.


Atualização automática, que elimina problemas relacionados ao Conficker, pode trazer surpresas para quem usa o Windows pirata. (Foto: Reprodução)

Por que o Brasil?
A F-Secure não soube explicar por que a praga é tão comum no Brasil.
Vamos entender o Conficker: ele é extremamente agressivo, mas se dissemina principalmente usando falhas de segurança no Windows. Uma delas envolve a exploração direta do sistema pela internet. Nesse caso, basta conectar um Windows XP desatualizado à internet e ele será infectado em minutos.
O outro método de disseminação é por meio de pen drives. O Conficker copia a si mesmo para pen drives ou discos externos e configura a reprodução automática para executar o vírus assim que a unidade for conectada a um PC.

Nos dois casos, um computador com sistema operacional atualizado está imune. Não apenas o Windows 7: mesmo o Windows XP, desde que atualizado, não executa mais programas pela reprodução automática em drives USB. E também é possível instalar a atualização que corrige a falha usada pelo Conficker para se espalhar pela internet. Dessa maneira, é difícil que o sistema seja infectado.

Mas por que os brasileiros não instalam as atualizações do Windows?
Uma das respostas está na pirataria. Junto das atualizações do Windows, a Microsoft distribui pacotes que podem detectar se o sistema utilizado é pirata, o que leva internautas brasileiros a desativarem as atualizações automáticas, já que estas poderiam deixar o computador inutilizável caso o programa do Vantagens do Windows Original (Windows Genuine Advantage, ou WGA, em inglês) fosse instalado.
Outra resposta está em uma desconfiança existente sobre próprio mecanismo de atualizações. Há muitos internautas que acreditam que as atualizações não servem para nada, que deixam o computador lento ou travando. Além de histórias contadas por quem usa Windows pirata e enfrentou dificuldades, problemas eventuais, como o que fez muitos computadores deixarem de iniciar após uma atualização, apenas alimentam esse tipo de desconfiança.

Sem as atualizações, no entanto, qualquer computador limpo voltará a ser infectado com o Conficker rapidamente.
Curiosamente, a China, outra vítima do Conficker, também é conhecida pelo uso de softwares piratas.

Como saber se você está infectado
É fácil identificar um computador infectado com o Conficker. Basta visitar esta página web (clique aqui). Se todas as imagens carregarem, não há infecção do Conficker.

Em um computador sem o Conficker, imagens carregam sem problemas. Em computadores infectados, sites de segurança são bloqueados. (Foto: Reprodução)
Se as três imagens superiores, ou as duas imagens superiores da esquerda e da direta não carregarem – mesmo depois de algumas tentativas de “atualizar” a página -, isso significa que o sistema está infectado.
Caso o sistema esteja infectado, há várias ferramentas de remoção disponíveis:
Antes, porém, é preciso instalar as atualizações do Windows, pelo Windows Update, no Painel de Controle. Sem elas, não há maneira de ficar livre da infecção.

Fonte:   Segurança Digital

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dia das Mães: Saiba a diferença dos tipos de tela dos tablets

Os tablets são os gadgets preferidos do consumidor. Para ler livros, ouvir músicas, assistir filmes, ele dá conta de quase todas as funções que os PCs pessoais executam. Claro que com certas limitações, já que são equipados com outro tipo de sistemas operacionais.

Quando chega a hora de escolher o melhor tablet, o consumidor pode não se ater a algumas características, como a tela do aparelho. Não são apenas as telas ruins ou boas que definem o tablet, mas sim as resistivas e capacitivas.

 

Resistivas

As telas resistivas são compostas por várias superfícies e os comandos podem ser acionados com os dedos ou com uma caneta própria para este uso, conhecida como caneta stylus ou caneta touch screen. O uso da caneta é o mais indicado, pois tem ação mais rápida ao comando. As telas resistivas detectam a posição do toque de acordo com a junção de suas placas condutoras sobrepostas para executar os comandos. Essa tela é muito mais resistente a choques e quedas, por isso, tablets com esse componente são indicados para crianças.

Capacitivas

Apresentam maior sensibilidade na resposta dos comandos, que é feita com os dedos. Ideais para transição de páginas da web, fotos, jogos dentre outros. São compostas por uma camada de proteção, seguida de uma com eletrodos transparentes e a última com substrato de vidro. Os comandos são captados pelos eletrodos por meio da capacitância dos dedos.

Fonte:  UOL Assistência Técnica  

sábado, 4 de maio de 2013

Crise do impresso chegou a jornais de bairro ?


Em busca de um modelo para sobreviver, os impressos pedem socorro. Matéria interessante do site Comunique-se. Leia: 

A tradição não conseguiu garantir a sobrevivência do Jornal da Tarde. Após 46 anos de circulação, o impresso do Grupo Estado encerrou suas atividades no ano passado. Em 2010, o Jornal do Brasil, um dos veículos mais antigos do país, deixou de ir às bancas e migrou para a internet. Seguindo a tendência da grande imprensa, o Logradouros Jornal anunciou que seu conteúdo passará a ser publicado apenas no meio online. A última edição impressa irá às ruas na próxima quinta, 9.

Foi com alegria que a jornalista Claudia Rato divulgou o fim do impresso Logradouros Jornal, que existia há oito anos. Quinzenal, o veículo tinha tiragem de 20 mil exemplares e circulava nos bairros do Ipiranga, Cursino e Sacomã, na zona sul de São Paulo. “Percebemos que as notícias tinham repercussão até maior do que no impresso. O site estava evoluindo e decidimos fazer um portal para trabalhar a região e trabalhar assuntos diversos”, conta ao Comunique-se.

A ideia, segundo Claudia, é manter a regionalidade na plataforma digital. “Não queremos perder nossas raízes, mas queremos fazer com que o portal cresça e alcance um número maior de leitores”. Ela destaca que a web permite a reprodução de conteúdo, independentemente da questão do espaço. “Trabalhávamos com um padrão de 12 páginas, então, tínhamos grande limitação de informação”.

Tendência do mercado
Reflexiva. É como está a jornalista Laura Kamisaki, redatora e fundadora do Jornal do Bairro de Sapopemba, distribuído em parte da zona leste paulistana. A profissional considera que a migração é uma “tendência do mercado”, que demanda tempo e planejamento. “Esse processo não vai ser tão rápido. Você não pode acordar amanhã com um jornal que virou online. Isso requer planejamento criterioso”, avalia. Ela defende que cada caso deve ser analisado separadamente. “É preciso haver um estudo regional. Não adianta falar que deu certo no Morumbi, porque pode não dar certo em Sapopemba”.

Laura ressalta que o preço de produção do jornal é alto, porém garante que não pensa em fazer a migração, e sim, encontrar uma forma em de convivência entre as mídias. “A dificuldade hoje é de achar um modelo ideal. O impresso, para entrar na máquina, tem custo de R$ 1.000. Normalmente, os jornais saem de R$ 2 a R$ 4 mil. São produtos extremamente caros e demandam muito tempo de trabalho”.

Impresso deve ser mantido
Uma das fundadoras do Momento News e do Pólo Paulistano, outros dois jornais de bairro da capital paulista, Riselda Morais concorda que o trabalho é difícil, por ser “uma imprensa pequena e com pouco patrocínio”. Ela afirma, contudo, que o veículo deve tentar dialogar com a internet e não deixar de existir. “O jornal nasceu impresso, ele deve ser mantido. O fato de termos a internet não quer dizer que tenhamos que abrir mão do impresso. Tem muita gente que ainda não tem acesso a internet, por exemplo”.

A leitura de um jornal de bairro, segundo Riselda, faz parte de um hábito cultural da sociedade local e deve ser mantida. “A leitura regional já faz parte da cultura das pessoas. Querer parar de fazer a imprensa escrita é como extinguir o livro. Seria uma perda para a sociedade. Eu abraço a tecnologia, mas considero que impresso e online vieram para se somar e não para subtrair”.

Via Comunique-se