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sábado, 28 de janeiro de 2017

Como proteger o WiFi de casa


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Instalar um roteador WiFi doméstico nem sempre foi tarefa fácil para o usuário comum. Para corrigir esse problema,  provedores de Internet e fabricantes de roteadores implantaram botões e padrões que tornaram a conexão tão fácil quanto possível -mas no mercado de segurança sabemos que a associação com a “fácil” quer dizer problema.

 Proteja o roteador da sua casa de invasores com essas sete dicas:
  1. Evite o assistente EZ (Easy/Fácil). Alguns roteadores prometem essencialmente uma instalação sem problemas:  aperte um botão e se conecte. No entanto, quando você não sabe suas credenciais, não está no comando.
  2. Renomeie a rede WiFi. Falando rigorosamente,  esse passo não torna sua rede mais segura,  mas torna a situação para  a rede como um todo bem melhor. Quando você precisar indicar o login a um convidado, não precisará lembrar se sua rede é NETGEAR58843 ou Linksys-u8i9o. No lugar disso você pode escolher um nome fácil de lembrar ou engraçado.
  3. Altere suas credenciais de login.  Fabricantes de roteadores por vezes reusam credenciais padrão. Você pode verificar na Internet, por exemplo, alguns fabricantes, dependendo do modelo usam admin ou (vazio) para o login e admin ou (vazio) para a senha.  Isso não é segredo de estado. Seu nome de administrador e senha devem sim ser segredos, então escolha outros. Você pode usar o password checker da Kaspersky Lab para garantir que sua senha é adequada.
  4. Garanta que a página de login do roteador não é acessível pela Internet. Roteadores normalmente possuem essa função de permitir ou não que as configurações sejam alteradas remotamente,  pela Internet.  Isso pode até ser útil em certas circunstâncias,  mas também se trata de uma falha de segurança, então caso você não use, desabilite.Mais importante ainda: proteja seu Wi-Fi com criptografia WPA2 confiável e uma senha forte.
  1. Proteja-se com um protocolo de criptografia forte e uma senha. Essa é a parte mais importante. No passo 3, sugerimos mudar o login do roteador, que protege as opções do aparelho. Essa é a senha que você digita no seu computador. Agora você escolherá uma senha para a rede. Isso é o que você digitará em seu PC, Mac, smartphone, tablet ou outro dispositivo conectado para ter acesso. Você não quer que seus vizinhos ou transeuntes acessem sua rede. Pessoalmente, recomendo que se escolha uma criptografia WPA2. Você também pode usar uma frase passe, que é mais fácil de lembrar e mais complexa que uma palavra, desde que também seja difícil de se adivinhar.
  2. Proteja todas as redes WiFi. Na minha casa, não existe uma rede para convidados, porque minha rede doméstica é bem protegida. Mas se seu roteador tem suporte para uma rede para convidados e você quer criar uma, não é má ideia. Chame de algo como “MeuSuperWiFi-CONVIDADO”, e dê a ela uma senha e criptografia fortes também. A partir daí, você não terá de dar sua senha para ninguém.
  3. Proteja todos os seus dispositivos. Esteja você usando computador, tablet, smartphone, Kindle, ou qualquer outro dispositivo, proteja-o com uma senha forte. Não o forneça a ninguém. Use também um software de segurança em todos os dispositivos – e sempre mantenha todos os softwares atualizados.
Via Kaspersy Daily

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Investimentos globais em Segurança da Informação devem ultrapassar os US$ 80 bi em 2016





Em sua última projeção sobre o mercado de segurança da informação, a consultoria Gartner prevê que os investimentos em produtos e serviços de segurança chegarão a US$ 81,6 bilhões até o fim de 2016, montante que corresponde a um crescimento de 7,9% em relação ao total investido em 2015.


Atualmente, as categorias que mais recebem investimento são as áreas de consultoria e terceirização de TI, mas até o fim de 2020 devemos assistir a um aumento nos investimentos em segurança preventiva, especialmente em testes de segurança e prevenção de perdas de dados (DLP) – a empresa prevê que 90% das empresas devem implementar ao menos uma forma de DLP até 2018.

Também haverá maior adoção de soluções de gerenciamento de eventos e informações de segurança (SIEM) e gateways web seguros (SWGs), mas devemos ver uma combinação dessas soluções com estratégias de detecção e resposta.

Segundo a analista sênior da Gartner, Elizabeth Kim, “organizações estão focando em detecção e resposta porque uma abordagem preventiva por si só não consegue bloquear ataques maliciosos (…) nós recomendamos fortemente que as empresas equilibrem seus gastos para incluirem as duas coisas”.
Saiba mais neste link.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Exército sofre ataque virtual e 7 mil contas de militares vazam na internet

As informações foram divulgadas pelos portais G1 e TecMundo. De acordo com o TecMundo, os servidores do Exército Brasileiro foram invadidos por hackers na madrugada de domingo (8) e mais de 7 mil contas de militares foram vazadas na internet.



A acusação é de que o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) da corporação estavam participando há tempos de competições do gênero “Capture the Flag” (ou “Capture a Bandeira”, em português), na qual os times precisam usar técnicas de hacking para atingir um determinado objetivo — que pode envolver defender um computador pessoal ou invadir um sistema feito especialmente para a maratona.
 
De acordo com os invasores, o Exército Brasileiro participou de últimos grandes eventos de CTF e ganhou os desafios usando uma técnica proibida conhecida como “WiFi deauthentication attack” (ou simplesmente WiFi deauth), eliminando os outros competidores da rede WiFi local e permitindo que apenas seu próprio time pudesse jogar.
 
A prática foi identificada pela primeira vez durante o Hackaflag PR, no dia 17 de outubro, durante o Roadsec de Curitiba, e na qual um major do exército foi o vencedor. A “trapaça” passou a se repetir em maior escala durante a edição 2015 da Hackers 2 Hackers Conference (H2HC), que foi organizada entre os dias 24 e 25 do mês passado em São Paulo capital. Isso gerou inúmeras desavenças entre participantes da cena hacker brasileira e militares nas redes sociais.
 
Invasão e provocações
Como retaliação, um grupo de hackers anônimos invadiu inúmeras bases de dados e diversos servidores do Exército Brasileiro, tendo acesso a mais de 7 mil contas em menos de oito horas. Todas as senhas, tal como uma provocação nada sutil à corporação militar, foram publicadas neste documento de texto pelo serviço Pastebin. O “anúncio” do ataque teria sido feito pela primeira vez em uma lista de email chamada Brasil Underground.
 
‘Chega a ser vergonhosa a segurança do Exército Brasileiro’
“Ficamos sabendo que o Exército Brasileiro tem participado de jogos de Capture The Flag e tem se exibido como um time de elite, utilizando seus avançados ataques de deauth em redes wireless”, comenta um dos invasores. “Chega a ser vergonhosa a segurança do Exército Brasileiro, cada sistema possui vulnerabilidades críticas”, complementa. Até mesmo o controlador de domínios foi sequestrado pela equipe.
As provocações não param por aí. Os hackers ainda orientam que façamos a “lição de casa”, usando os milhares de CPFs vazados para descobrir os donos de cada uma das senhas e usar nos outros sistemas do governo federal. Como bônus, um dos backdoors (falhas de segurança) encontrados pelo time foi divulgado para quem se interessar em testá-lo.
 
Um desafio para os militares
No fim do documento, os invasores propõem um desafio público ao Exército Brasileiro: o Capture the Backdoor, ou CTB. Ao todo, são 10 vulnerabilidades, incluindo uma instalada na BIOS dos servidores. “Vocês podem usar ataques contra infraestruturas sem sofrer penalização”, afirma o grupo. E eles avisam: o prazo final para encontrar todas essas brechas é até os Jogos Olímpicos de 2016, marcados para começar no dia 5 de agosto.
Ao todo, são 10 vulnerabilidades, incluindo uma instalada na BIOS dos servidores
O TecMundo conversou com outra fonte anônima ligada à cena hacker brasileira — um jovem que já tinha tido acesso anteriormente à tais backdoors e que afirma que as vulnerabilidades são antigas. “A cerca de um ano atrás, um amigo meu falou que havia achado uma falha de POST SQL Injection em um subdomínio do Exército, e que havia registrado todo o banco de dados contendo CPFs e senhas dos militares”, afirma.
“Mas ele não divulgou nada na internet, e só ontem descobri que mais alguém além dele havia obtido acesso”, complementa o entrevistado. Essa informação levanta uma questão bastante pertinente: se os backdoors são tão antigos, como saber se eles já não estavam sendo usados há tempos por cibercriminosos e até mesmo agências de espionagem de outros países, para vigilância de dados militares do Exército Brasileiro?
Se os backdoors são tão antigos, como saber se eles já não estavam sendo usados por agências de espionagem de outros países?
Além disso, fica a dúvida se realmente estaremos ciberneticamente seguros durante as Olímpiadas — se os sistemas militares podem ser controlados com tanta facilidade, como garantir que nossa infraestrutura estará livre de ataques que certamente ocorrerão durante os jogos do Rio 2016? O CDCiber ainda não se pronunciou sobre o vazamento e o desafio público; atualizaremos esta matéria caso surjam novidades.
 

Anderson Ramos, sócio-fundador e CTO da FLIPSIDE (empresa que organiza o Roadsec e outros eventos de relevância no cenário hacker brasileiro), nos enviou um posicionamento oficial da companhia a respeito do episódio. Confira:
 
Embora tenhamos constatado a utilização de ataques deauth na etapa Curitiba do Hackaflag, gostaríamos de clarificar:
 
Estes ataques são bastante comuns em competições CTF em rede Wi-Fi;
É praticamente impossível provar a autoria dos ataques, então qualquer suspeição neste sentido carece de evidências técnicas;
O participante do exército da referida etapa esteve o tempo todo muito próximo do local onde se encontrava o coordenador do campeonato e é um profissional experiente e respeitado no mercado, de reputação impecável, e teve vitória merecida;
 
Nós repudiamos o ataque e a ligação que foi feita entre ele e desafios que são organizadas em total harmonia entre profissionais com diversos tipos de perfis incluindo, além da própria comunidade hacker, estudantes, acadêmicos, peritos, policiais, militares, pesquisadores e profissionais do mercado de Segurança da Informação;
 
Essas disputas tem como objetivo canalizar a energia dos jovens de maneira positiva, inserindo-os no mercado de trabalho através de relacionamento e aprendizado com profissionais mais experientes, como os do próprio exército;
Esperamos que no final o incidente traga consequências positivas tanto para os campeonatos, no sentido de melhorar a infra-estrutura e deixar regras mais claras aos participantes, como no sentido de chamar a atenção do exercito para servidores que estavam expostos, pois conhecemos bem o imenso desafio que é manter uma estrutura como aquela livre de vulnerabilidades e problemas.

Nota divulgada pelo Exército:

O Centro de Comunicação Social do Exército confirma a ocorrência do incidente e informa que o assunto está sendo tratado pelo Centro de Coordenação para Tratamento de Incidentes de Rede do Exército. Informa ainda que o incidente não comprometeu os sistemas estratégicos de defesa.


Via TECMUNDO

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Passagens mais baratas na internet

 

1. Use os sites que comparam preços

Se você tem flexibilidade de datas para viajar, visite sites como kayak, farecompare, momondo e skyscanner para comparar os valores das passagem.

Vale a pena entrar em vários sites, já que as companhias têm acordos diferentes com cada um deles. Alguns dos sites, por exemplo, incluem tarifas de companhias de baixo custo.
Além disso, você pode filtrar os resultados mais convenientes para sua viagem.
Um ferramenta interessante do farecompare e do skyscanner é ativar alertas de tarifas para quando os preços caírem de uma trecho em que você tem interesse.

Já no momondo, a ferramenta "previsão de voo" é útil para te dar detalhes de uma rota específica. Por exemplo: fazendo uma busca de voos de Londres para o México, essa opção mostra em que dias da semana é mais barato viajar ou até em que semanas do ano as tarifas são mais baixas.
Agora, se você tiver um espírito mais aventureiro e topar viajar para onde houver uma oferta, em sites como o skyscanner pode-se colocar como destino "qualquer lugar" e encontrar voos a todos os países.
Uma vez que você encontrar a tarifa mais em conta, não custa checar o valor disponível no site da companhia aérea também.

Mas corra porque algumas companhias, como Lufthansa e o grupo AirFrance-KLM, estão adotando estratégias para combater esses sites, como uma cobrança extra nos bilhetes emitidos fora de seus sites oficiais ou de sistemas operados por agentes de turismo.

A Lufthansa anunciou que vai cobrar 16 euros. A ideia é atrair mais clientes para os sites das companhias aéreas, evitando esses sites intermediários.

2. Cheque quando é mais barato viajar

Provavelmente você já tenha percebido, mas nunca é demais repetir: viajar durante a semana é mais barato. A sexta-feira e o domingo são os dias mais escolhidos pelas pessoas que viajam a negócios e também para turistas que querem aproveitar o fim de semana. Assim, é mais provável encontrar uma boa oferta na terça ou na quarta-feira.

A ferramenta "previsão de voo", mencionada no item interior, também pode ajudar a identificar o dia mais barato da semana em uma rota específica.


3. Ver quando é mais barato comprar a passagem

Segundo um comunicado da Airlines Reporting Corporation, publicado em novembro de 2014, o melhor dia para se comprar uma passagem aérea é a terça-feira. A data também é sugerida por vários blogueiros e especialistas em viagens.
As explicações para isso variam, mas, em geral, esse é o momento em que as companhias aéreas lançam suas ofertas de passagens restantes, para tentar obter a ocupação máximo em seus voos.
Monitorar durante vários dias, em horários distintos, ajuda bastante a assumir um risco calculado na hora da compra.

4. Vale a pena esperar uma oferta de último minuto?

Há alguns anos, existia esse mito. Mas atualmente a posição geral da indústria é a de que não vale a pena.
Vários estudos mostram que o ideal é comprar com uma antecedência de cerca de 60 dias para voos internacionais.
Apenas no caso de alguns pacotes de viagens é que pode valer a pena checar ofertas às vésperas da viagem, já que pode haver cancelamentos ou lugares vagos em voos charter.

5. Limpe os cookies de seu computador e troque de navegador

Ainda que a BBC não tenha conseguido verificar essa informação de maneira independente, há relatos de que algumas companhias aéreas usem informações providas por cookies para monitorar sua navegação e aumentar os preços de um voo se souber que você está interessado.
Isso explicaria por que, algumas vezes, quando você volta meia hora depois para comprar uma passagem, encontra um valor mais alto.
Para viagens longas, uma dica é procurar rotas alternativas ou fazer voos com escalas
Por outro lado, a jornalista Erica Ho, que trabalhava para a revista Time em Hong Kong, comprovou que os preços das mesmas rotas variavam de maneira exorbitante dependendo do país em que se acessava o site da companhia aérea.
Há muitas estratégias para testar isso: uma opção é apagar as cookies antes de pagar a passagem ou utilizar outro navegador para fazer a mesma busca.
Uma outra dica sugerida por Erica é, no site de compras, trocar a sua localização e o idioma. Se estiver no Brasil, escolha um país diferente e não selecione o português.

6. Busque rotas alternativas

Se não encontrar a oferta que procura e se o destino for distante, uma ideia é usar sua criatividade para buscar voos partindo ou chegando a outros aeroportos ou com escalas.
Por exemplo, se seu destino for São Paulo, voar para Viracopos (no município de Campinas) pode ser mais barato do que para o aeroporto de Guarulhos.
É possível saber de promoções em primeira mão ao se assinar as newsletter das companhias aéreas ou segui-las no Twitter

7. Inscreva-se em programas de milhagem

Se você viaja bastante, pode aproveitar as ofertas de programas de fidelidade. Algumas companhias aéreas também oferecem cartões de crédito próprio, com os quais se ganha mais milhas com seu uso.

8. Assine as newsletters das companhias aéreas

Receber ofertas por e-mail pode ser um pouco irritante, mas te permite ficar sabendo em primeira mão quando uma companhia lança uma promoção.
Outra boa ideia pode ser seguir as contas de Twitter das empresas que fazem as rotas que mais te interessam.

Fonte: http://goo.gl/GtuuRX

terça-feira, 5 de maio de 2015

Drones serão usados para semear e reflorestar o planeta

Corte de madeira, mineração, agropecuária e a cada vez maior expansão dos centros urbanos em direção às florestas são responsáveis por levar ao chão aproximadamente 26 bilhões de árvores por ano.  Para reverter este cenário de destruição, o americano Lauren Fletcher sonha em fazer um replantio em escala industrial: semear 1 bilhão de árvores por ano usando drones. “Há anos eu e meu time estudamos as mudanças climáticas. Com esta tecnologia, acreditamos que poderemos mudar o mundo”, afirma o visionário.
 

Fletcher, engenheiro que trabalhou durante 20 anos na Agência Aeroespacial Americana (Nasa), é o CEO da BioCarbon Engineering, sediada em Oxford, na Inglaterra. A startup desenvolveu um projeto que utiliza a tecnologia dos drones para mapear, plantar e monitorar o crescimento das mudas.
 


No ar, os drones farão o mapeamento preciso das áreas que precisam ser replantadas, gerando imagens em alta resolução e mapas em 3D. Em seguida, o equipamento será usado para o plantio de sementes germinadas, que tem índice de absorção na terra muito mais alto quando comparado a técnicas que fazem dispersão aérea de sementes  secas.  O sistema é bastante sofisticado. Os drones descem a dois ou três metros acima do solo e lançam uma espécie de casulo, que contem sementes pré-germinadas, cobertas por um hidrogel com nutrientes. O veículo aéreo tem capacidade para plantar dez sementes por minuto. Fletcher acredita que será possível plantar 36 mil mudas de árvores por dia.

A técnica de agricultura de precisão garantirá o replantio em larga escala. Segundo a BioCarbon Engineering, o plantio manual é caro e lento e o que espalha sementes secas apresenta baixo índice de germinação. Numa última etapa, os drones servirão para monitorar as áreas que foram replantadas. Esta informação ajudará a fornecer avaliações da saúde do ecossistema ao longo do tempo.


 

No ano passado, o projeto da BioCarbon Engineering recebeu um prêmio da Skoll Foundation, fundação americana que investe na inovação e empreendedorismo social. Mais recentemente, ficou com o terceiro lugar na competição Drones for Good, nos Emirados Árabes Unidos. A intenção do engenheiro americano é que até o meio do ano os drones já estejam no ar, semeando novas florestas pelo planeta. Que bons ventos os levem! Assista abaixo ao vídeo que explica como funcionará o replantio de árvores com drones:




Fonte: Planeta Sustentável 


A Era das Notificações e a Sanidade

Quando boto meus fones, o burburinho do metrô vira um oásis de calmaria. Essa é a forma como a tecnologia sempre fez sentido para mim: não como uma barreira entre meu ser e o mundo, e sim como um amortecedor, uma fuga temporária. Hoje a maioria da tecnologia móvel é vista de forma inversa. Para muitos de nós, as telas brilhantes dos smartphones são feitas para distrair. Servem como excesso escapista, uma forma de alimentar a introspecção. 


Mas agora, com o lançamento do AppleWatch — um objeto preso ao pulso para informar coisas —, acredito que estamos prestes a entrar em uma nova era de distração e de comportamento antissocial. O intelectual Michael Bull já falou disso antes – não sobre o Apple Watch, mas sobre como o iPod e o Walkman mudaram nossa forma de interagir uns com os outros. Ele sugeriu que o áudio individual, via fones de ouvido, permite criarmos “bolhas auditórias” que nos separam do ambiente e fomentam o comportamento antissocial. 

Pouco tempo atrás, John Hermann, do The Awl, previu que o Apple Watch será bem-sucedido não por causa de seus aplicativos ou características bacanas, mas por “criar novos mundos de isolamento para quem os utilizar”. A teoria até que faz sentido, mas acadêmicos como Nick Prior apontam que o fenômeno não é tão simples assim. Prior relatou que os usuários de iPod e Walkman usavam as tais bolhas auditórias de forma estratégica, usando a música não só como uma espécie de trilha para a monotonia da cidade, mas também como uma maneira de se livrar do barulho, da distração e do restante da massa humana. Em outras palavras, afirma Prior, não é a tecnologia que separa as pessoas; na verdade, ela nos dá controle sobre as novas condições do urbanismo. Um par de fones de fato ajudou as pessoas a burlar o excesso de interação social das cidades modernas.

Independentemente disso, teve gente que começou a se preocupar que o Apple Watch fosse capaz de amplificar o pior da era digital da distração. A Era das Notificações, no fim das contas, chegou pra ficar: cada serviço e aplicativo, do email às incontáveis redes sociais, nos bombardeiam com notificações a cada minuto. O fluxo incessante é o padrão.
Mas fico pensando: e se o Apple Watch oferecer uma pausa estratégica às condições da Era das Notificações?  No The Atlantic, Ian Bogost sugere que o Watch é uma espécie de graxa para as rodas da máquina capitalista: a Apple fabrica bilhões de telas, que se acendem com notificações do Facebook, Twitter e organizações de notícias – possivelmente com rumores sobre o próximo iPhone. É um ciclo vicioso de tecnologia e informação digitais, e o Watch só intensifica a circularidade de tudo, colocando-nos em ciclos cada vez mais apertados de consumo em que a tecnologia gera informações que precisam de... mais tecnologia. É verdade até o momento que o relógio inteligente, e em especial o Apple Watch, parecem feitos para ampliar o absurdo da situação em vez de resolvê-la. Em sua resenha do dispositivo, Joshua Topolsky, da Bloomberg, reclamou que seu pulso vivia emitindo barulhos, alertas vibratórios e notificações. Mas controlar quais bipes você permite é algo muito mais simples do que Topolsky dá a entender. 

Você pode desligá-los.
De certa forma, a reclamação de Topolsky é como dirigir um carro de janelas abertas e, ao avaliar a experiência, reclamar que está ventando demais. O Apple Watch talvez permita alertas sem limites, mas também possibilita pouquíssima intrusão em relação a um smartphone ao deixar algumas das notificações apenas no celular e sem desligá-las por completo. O Watch, então, pode agir como filtro. Ele diferencia uma mensagem da sua namorada ou um email do seu chefe de um alerta de um aplicativo fitness, separando mental e fisicamente o importante e o supérfluo.

É possível também que nenhuma notificação seja o ideal. Como o próprio cenário urbano, a tecnologia sempre é ambivalente; sempre boa e ruim. O Walkman e o iPod podiam ser usados para fins diferentes: para evitar pessoas e também para controlar a experiência urbana. Do mesmo modo, se abandonássemos as notificações, talvez também desistíssemos de um mundo de descobertas, conexões e informações. Esse é o trato digital que caiu no nosso colo. Na ausência de uma revolução global em que invadiremos os escritórios do Facebook e desligaremos seus servidores, um filtro de notificações parece ser uma solução melhor do que não ter nenhuma.

O que precisamos é de uma tecnologia que possa ser usada para reduzir o desejo – e o Watch não é um mau começo. O que o relógio da Apple oferece, acima de tudo, é restrição: no tamanho da tela, na duração de bateria, nas funcionalidades. É uma tecnologia que permite uma pessoa minimizar a Era das Notificações – ao desligar os alertas ou personalizá-los de forma que soem apenas por meio de ligações importantes. O relógio pode armar barreiras entre você e as notificações; entre você e o smartphone; entre você e a Era da Distração.

Com certeza há um elemento de "solucionismo" aqui – aquele termo usado por Evgeny Morozov para se referir à busca de uma solução tecnológica quando talvez ela não seja necessária. Mas o que o exemplo do Walkman e iPod sugere é que a tecnologia não corrompe um estado ideal, arruinando, por exemplo, a calmaria da ida ao trabalho com fones de ouvido; ele dá a entender que a tecnologia muitas vezes é uma reação a uma série de circunstâncias que a própria tecnologia criou.
É possível, então, que um relógio inteligente ofereça algum controle sobre nossas notificações a fim de torná-las úteis novamente? O Apple Watch talvez não seja esse aparelho. Talvez ele seja mágico demais – ele tem aquele DNA da Apple que nos induz ao uso compulsivo – para funcionar como uma maneira de controlar o desejo de distração. Mas talvez o conceito do relógio inteligente faça isso no futuro: dentro da limitação de sua tela, no espaço entre o pulso e o bolso, possamos encontrar uma barreira entre nós mesmos e um mundo feito para nos distrair incessantemente.




Fonte: Motherboard
Tradução: Thiago “Índio” Silva

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Facebook : Se você morrer, quem cuida do seu ?

Uma amiga, que perdeu o pai, me perguntou como poderia remover o perfil dele no Facebook. Para ajudá-la, na ocasião, encontrei na página do próprio Facebook a solução, mas que depende de análises e envio de documentos. 

Agora, o Facebook resolveu lançar uma atualização que permite aos membros designar um "anjo da guarda", responsável pela conta após a morte do usuário, que poderá assumir o controle do perfil e enviar mensagens póstumas. Os mortos brasileiros, no entanto,  terão que esperar um pouquinho porque o recurso não está disponível. 

O contato selecionado para a tarefa será capaz de adicionar um post com uma mensagem de despedida ou notificações sobre informações de funeral, por exemplo. Poderá gerenciar solicitações de amigos, atualizar a foto do perfil e capa e fazer o download de mensagens póstumas.


Via G1, Outro Olhar e Facebook

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cérebro esta sendo alterado pela tecnologia do século XXI

Presente mais cobiçado dos brasileiros neste Natal, os smartphones, com suas telas sensíveis ao toque, promovem alterações no cérebro de seus usuários, aumentando a resposta a estímulos nos dedos.

 O fenômeno, fruto do chamado sistema somatossensorial, é similar ao já observado em atletas de elite e músicos virtuosos — como no caso do tenista que descreve a raquete como uma extensão de seu braço ou do violinista que sente o instrumento como uma parte de seu corpo. Pela primeira vez, no entanto, isso pôde ser constatado em pessoas comuns praticando atividades corriqueiras. Com isso, os cientistas esperam ter encontrado uma poderosa ferramenta para investigar mais a fundo o intrigante campo da plasticidade cerebral e como o órgão se adapta para lidar com situações do dia a dia.


— Os smartphones nos oferecem uma oportunidade para entender como a vida normal afeta os cérebros de pessoas — diz o neurocientista Arko Ghosh, pesquisador da Universidade de Zurique, na Suíça, e principal autor de artigo sobre o estudo, publicado ontem na última edição do periódico científico “Current Biology”. — À primeira vista, esta descoberta parece comparável ao que acontece com os violinistas. As tecnologias digitais que usamos diariamente estão moldando os processos sensoriais em nossos cérebros, e em uma escala que nos surpreendeu.


Atualizações frequentes do sistema

Para o estudo, os pesquisadores submeteram 37 voluntários (26 usuários de smartphones e 11 de celulares antigos), todos destros, a exames de eletroencefalografia (EEG) enquanto estimulavam com breves e leves toques o polegar, o indicador e o dedo do meio da mão direita deles. Os resultados mostraram que a atividade cerebral em resposta aos estímulos nestes dedos era mais intensa entre as pessoas que usam os smartphones.


À diferença do que acontece com os violinistas, no entanto, o experimento revelou que o período em que a pessoa usa um smartphone não afetou significativamente os resultados. A pesquisa também evidenciou uma correlação linear entre o tempo passado desde o último uso do aparelho e a intensidade da resposta cerebral, em especial no caso do polegar, que se mostrou mais sensível quanto menor este intervalo. Nas pesquisas com os músicos, o nível desta atividade se mostrou relacionada à idade com que eles começaram a tocar o instrumento e não foi influenciada pelo período passado desde a última vez que o usaram.


Segundo os pesquisadores, essas diferenças indicam que os movimentos repetidos e repetitivos sobre as telas sensíveis ao toque nos smartphones rearranjam os processos sensoriais dos estímulos vindos da mão, com atualizações frequentes da representação cerebral das pontas dos dedos. Para eles, isso leva a uma ideia notável:

— Propomos que o processamento sensorial no córtex do cérebro contemporâneo está sendo continuamente moldado pela tecnologia digital — aponta Ghosh. — Creio que primeiro devemos levar em conta o quão comum estes aparelhos digitais pessoais são e o quanto as pessoas fazem uso deles. Para nós, neurocientistas, isso significa que a história digital que carregamos em nossos bolsos tem uma enorme quantidade de informação sobre como usamos as pontas de nossos dedos e além. Fiquei realmente surpreso com a escala das mudanças introduzidas em nossos cérebros pelo uso dos smartphones e abismado com o quanto das variações interindividuais nos sinais cerebrais associados às pontas dos dedos podiam ser explicadas simplesmente pela análise do histórico de uso dos aparelhos.



Os cientistas, porém, alertam que essas constantes atualizações do sistema somatossensorial por influência da tecnologia digital podem ter seu lado negativo. É esse sistema que constrói uma imagem de nosso corpo à qual podemos assimilar elementos externos, como roupas, chapéus ou a raquete do tenista. No artigo, os pesquisadores citam outros estudos que indicaram uma associação entre extensas reorganizações do córtex somatossensorial a casos de dores crônicas nas costas, além da ligação entre o uso excessivo de smartphones a disfunções motoras.

Blog do BG, com texto extraído de O Globo

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Peladonas gaúchas


Em ‘Corra Pelada’, objetivo é fugir da polícia, nu, com a mão no bolso. FOTO: Reprodução
Porto Alegre. Cidade do chimarrão, do belo Guaíba… e das corredoras nuas. A cidade está famosa desde o fim de outubro, quando um fenômeno nasceu: mulheres esportistas que decidem andar ou correr debaixo de chuva ou sol, com boné, tênis, meias e alegria.
Uma delas, ex-lutadora de MMA, chegou a dizer que acha normal sair sem roupa por aí, já que… “Eu sou saudável, sou bonita”.
Quer coisa mais inspiradora? Pois o desenvolvedor Cristiano Bartel, de Porto Alegre, se deixou levar e criou um game para dispositivos móveis em homenagem às corredoras do Parcão – tradicional parque do município –, da Perimetral – avenida muito movimentada da cidade –, ou próximo ao Palácio Piratini.
“Agora a moda pegou! Seja uma corredora pelada profissional! Fuja do guarda desviando dos obstáculos! Jogo simples e viciante!”, propagandeia o único desenvolvedor da Auren Games, com 10 anos de experiência no mercaod.
“O jogo foi feito em 24 horas por uma pessoa só, então peguem leve com a avaliação do jogo”, defende-se logo de partida. Bartel conta que quis tirar proveito da “polêmica” e após uma madrugada de trabalho, nascia Corrida Pelada! POA.
O jogo para Android é simples. Você incorpora uma corredora loira peladona que deve fugir da polícia enquanto desvia de obstáculos como bancos, cavaletes e buracos. Se o policial te alcançar, é o fim da naturalidade.

sábado, 6 de setembro de 2014

Alibaba pode fazer maior IPO da história


Chinesa quer levantar até US$ 24,3 bilhões em oferta pública inicial de ações; empresa pode chegar a valer US$ 160 bi



A gigante chinesa da internet Alibaba pode realizar a maior abertura de capital da história. Segundo o Wall Street Journal, a empresa está se preparando para oferecer suas ações entre US$ 60 e US$ 66, a fim de levantar até US$ 24,3 bilhões em seu primeiro dia na bolsa de valores de Nova York.
A cotação dos papéis da empresa faz com que a Alibaba valha cerca de US$ 160 bilhões, sendo uma das maiores empresas do ramo de tecnologia no mundo hoje. Caso a previsão da empresa se realize, será o maior IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) da história dos EUA, superando os US$ 19,1 bilhões da Visa em 2008.
Entre os principais investidores da Alibaba, estão o conglomerado japonês SoftBankCorp, que deve reduzir suas ações para 32,4% (hoje têm 34,1% da empresa); o Yahoo, que detém atualmente 22,4% e pretende reduzir sua participação para 16,3%, e o fundador Jack Ma, que vai passar de 8,8% para 7,8% da empresa. A Alibaba deve fazer sua abertura de capital ainda este mês e deve ser listada na bolsa com a sigla BABA, adianta ainda o WSJ.
Turnê
A configuração do preço da ação da empresa será seguido de uma turnê de duas semanas pelo planeta com investidores na Ásia, Europa e nos EUA, a fim de encontrar e convencer grandes investidores a comprar ações do grupo.
O principal negócio da Alibaba hoje são seus sites de vendas, o Taobao e o Tmall, que unem compradores a vendedores, ao contrário do que acontece com serviços populares de varejo online, como a Amazon. Em 2013, os dois sites geraram transações na ordem de US$ 248 bilhões, o que supera os valores de Amazon e eBay combinados.

Fonte: Link



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Câmeras da #Polaroid são lançadas para concorrer com #GoPro

Está em pré-venda a Polaroid Cube, nova aposta da empresa americana no mercado fotográfico. Com apenas 3,5 centímetros, a câmera tira fotos de 6 megapixels, possui lente que alcança ângulo de 124 graus e captura vídeos em HD.

Cube tem apenas 3,5 centímetros (Imagem: Divulgação)Tudo indica que a marca desenvolveu a Cube para concorrer com a GoPro, que atualmente domina o nicho de câmeras compactas. A principal diferença das duas já é percebida no preço: enquanto o lançamento da Polaroid sai por US$ 100, a rival é vendida por cerca de US$300.

O site Photojojo, que faz a pré-venda do produto, entrega para o Brasil, porém com cobrança do valor do frete. De acordo com a previsão, o produto deve chegar aos compradores até o fim de outubro. Além disso, podem ser adquiridos separadamente acessórios da marca, que prometem facilitar a experiência do fotógrafo, como um kit à prova d’água, um tripé e um dispositivo para prender o equipamento ao guidão da bicicleta.

Confira o vídeo promocial lançado pela Polaroid:


 




terça-feira, 12 de agosto de 2014

O IP das Coisas: Até a geladeira pode denunciar o dono na internet


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
O brasileiro descobriu em 2013 que não existe privacidade na internet. As denúncias do site Wikileaks, de Julian Assange, e as de Edward Snowden, ex-analista de inteligência norte-americano, mostraram que vários programas dos Estados Unidos e de outros países fazem, há muito tempo, vigilância eletrônica dos cidadãos ao redor do mundo.
Agora, a troca do protocolo que permite a identificação de cada dispositivo na internet, o chamado Internet Protocol (IP), é uma nova mudança que deve deixar em alerta os usuários da rede. O Ipv4, padrão atual, que até então gerou pouco mais de 4 bilhões de endereços diferentes, já é insuficiente para mapear as máquinas do planeta – computadores, tablets, smartphones, por exemplo. Ele está sendo substituído pelo Ipv6, que permite um número infinitamente maior de endereços – 340 tera (34x10 elevado a 13ª potência) – abrindo espaço para que cada objeto possa ter seu próprio endereço na internet e, por isso, viabilizar o IP das coisas.
Demi Getschko, um dos membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), lembra que, já no final dos anos 90 do século passado, ficou claro que o IPv4 deveria ser extinto, pois não haveria mais IP suficiente. “Não se extinguiu e chegamos a 2013, mas vai de fato se extinguir no ano que vem, porque a internet se defende com alguma gambiarras.”
O cientista cita medidas como a que permite a escolha de um endereço válido para esconder vários outros endereços inválidos na internet, como os IPs usados nas redes domésticas por computadores e smartphones. Na prática, são endereços reservados para o usuário internamente, mas que não são visíveis externamente. Então, todo mundo pode usar vários IPs, teoricamente invisíveis para o ambiente externo em casa, mas precisará de um outro endereço (IPv4) válido para fazer a conexão com a internet.
“Tudo estará ligado com as coisas boas e ruins que isso traz. As boas coisas, de que todos falarão: conforto para todo mundo e conectividade ampla. Coisas ruins? Privacidade em alto risco. Tudo que você faz pode ser conhecido. Tudo que seus equipamentos fazem entre si poderá ser passado para outros equipamentos. São coisas complicadas. Nossa privacidade pode estar em risco”, alerta Getschko, que participou, em dezembro, de um seminário em João Pessoa.
De acordo com Gestschko, com a nova geração de IPs, um televisor, por exemplo, poderá estar conectado ao fabricante e, quando pifar,  poderá ser consertado remotamente. Mas, por outro lado, não se sabe o que o fabricante fará com os dados coletados, como suas preferências, os programas e horários, entre outras possibilidades.
Durante sua explanação no seminário, bem-humorado, Getschko lembrou de uma charge que trazia um cachorro, em 1993, dizendo a outro que, na internet, ninguém sabia que ele era um cachorro, indicando a possibilidade de privacidade. As coisas mudaram e agora, em 2013, todo mundo sabe que, na ponta, tem um cachorro, sabe a raça, que ração consome e o nome do veterinário, disse o cientista, atualizando a charge.
Esse falso anonimato, que se dizia existir em 1993, nunca foi real. “Agora, quebra-se de vez, com todo mundo conectado e todos os equipamentos plugados”, destacou. O representante do CGI.br disse ainda que não é verdade que existam novos delitos na internet. Segundo Getschko, o que existe são novas possibilidades de investigação.
Getschko, que é considerado um dos precursores da internet do Brasil, é de opinião que o Marco Civil da Internet, discutido no Congresso Nacional, é uma vacina  para futuros problemas, pois na internet tudo que se faz pode ser notado por alguém. O cientista acredita que, se não houver limite, por ser uma rede técnica, a internet sempre permitirá que se vasculhe a vida de qualquer um.
“O pessoal que não gosta de IPv6 diz que agora todo mundo terá um endereço fixo, todos saberão o que cada um faz. Eu também tenho uma impressão digital, que é fixa e também não posso trocar. Porém, sso não quer dizer que ela tenha que ser recolhida por todo mundo”, disse o cientista, ao defender o marco civil. Para ele, existem formas de impedir a invasão de privacidade que independem da tecnologia usada. “A tecnologia pode ser invasiva, mas a lei tem que impedir isso.”
Outro ponto relevante é o uso de ferramentas que, aparentemente, não deixam traços [rastros] na internet, como o Projeto TOR, que promete navegação anônima. "Tudo isso é algo falacioso. Não deixam traço porque alguém transformou seu IP em outro IP. Mas quem transformou tem a possibilidade de guardar essa transformação”, ressaltou. Segundo Getschko, a maioria dos roteadores da Onion [do Projeto TOR] é rodada em trechos de domínio do Departamento de Estado dos Estados Unidos. “E eles querem ter aquilo na mão”, concluiu.

Edição: Nádia Franco

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Importação de engenheiros preocupa categoria após #MaisMédicos

Matéria publicada no portal Exame Info dia que, ainda no olho do furacão com a polêmica criada pela importação de profissionais por meio do Programa Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff já estuda a possibilidade de comprar briga com outra categoria: a dos engenheiros. 
Importantes ministros estariam tentando convencer a presidente de que trazer de fora profissionais especializados ajudaria a solucionar a dificuldade dos municípios para a realização de projetos, que são necessários para o repasse de verbas federais.

Nesta segunda-feira, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) manifestou sua posição contrária à proposta. “A medida, como solução à falta de quadros técnicos nas prefeituras brasileiras, constitui um equívoco e não se justifica”, afirmou em nota o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro.
Já o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), diz não “fazer objeção à entrega de registro aos profissionais estrangeiros”, mas faz ressalvas em relação à medida. “Se houver falta de profissional, nada mais justo do que o país buscar estrangeiros. Mas se não há falta, primeiro nós vamos garantir o emprego para os profissionais do Brasil”, afirma o presidente do órgão, José Tadeu da Silva.
Embora a categoria admita que a demanda por engenheiros em certas áreas seja maior do que a oferta, não é consenso que uma política de importação de profissionais seria a solução para o problema.
De acordo com o professor Vanderli de Oliveira, diretor da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), hoje a profissão no Brasil “não deve a ninguém”. “Nossa realidade é de exportação de profissionais qualificados. Não faz sentido importar. Uma política de retorno desses nossos engenheiros seria muito mais eficiente”, afirma.
Segundo Oliveira, para melhorar a situação no país seria necessária uma política mais ampla de investimento. “O governo teria que promover a fixação dos bons profissionais, investir na capacitação dos já formados e também nas estruturas das escolas”, diz.
Para o diretor da Abenge, a falta de incentivos também é um problema. “Se o setor público está pagando tão pouco que não atrai nossos próprios engenheiros, não adianta trazer gente de fora. Isso só atrairia profissionais de má qualidade e seria um atraso para o país”, completa.
De acordo com dados do Confea, hoje o país possui 1.051.945 engenheiros com registro profissional ativo. Destes, 1.019 foram concedidos a profissionais formados no exterior e que tenham revalidado o diploma no Brasil.
Auto/Fonte:Exame Info

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como se livrar do #Ask, #Babylon, #Delta Search 2

Uma das postagens com mais acessos no blog é a que ensina como se livrar da barra do Ask, Babylon etc.

Na postagem, publicada em fevereiro de 2013, eu dizia que o Ask e Babylon, "virava e mexia", eram instalados com algum programa, seja como barra de pesquisa, seja de outra forma. 

Por mais que o usuário adotasse o procedimento padrão do Windows ou utilizasse desinstaladores de terceiros para removê-los, um deles sempre permanecia configurado no navegador como buscador padrão. 

No entanto, recentemente, encontrei uma ferramenta muito útil. Chamas-se AdwCleaner.  

O programa busca e elimina adware, barras de ferramentas, programas potencialmente indesejados etc.  Vale testar. 

Para baixá-lo: http://goo.gl/WtISl