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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Putin pede que atividades cibernéticas sejam monitoradas em eleição

Vladimir Putin defende que as autoridades russas deveriam monitorizar a atividade de "algumas empresas" nas redes sociais durante a eleição presidencial de março de 2018 e avaliar a extensão do seu envolvimento na política doméstica.

De acordo com a Reuters, o presidente russo (que voltará a candidatar) não nomeou as empresas nem estava preocupado com a atividade de empresas russas ou estrangeiras. Putin defendeu esta vigilância apesar das acusações feitas à Rússia de interferência nas eleições norte-americanas que resultaram na escolha de Trump.




"Precisamos de olhar bem para como algumas empresas trabalham em Internet, em redes sociais, e até que ponto estão envolvidos na nossa vida política doméstica", disse Putin, falando numa reunião de líderes no parlamento russo. "Deve ser analisado de perto como estão a operar e estarão a operar durante a eleição presidencial."

Em Novembro, Putin assinou uma lei que permite às autoridades russas designar grupos de media estrangeiros como "agentes externos" em resposta ao que considera ser uma pressão norte-americana inaceitável sobre os media russos. Depois de serem designados, esses grupos têm de dar informação às autoridades russas sobre o financiamento, entre outros detalhes. Entre esses grupos, estão a Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade e Voz da América, ambos apoiados pelos EUA.

Putin poderá voltar a ser eleito em março e governar até 2024, o ano em que fará 72 anos de idade. O presidente russo domina o país há 17 anos.

Alexei Navalny, o líder da oposição na Rússia, foi hoje impedido pela comissão eleitoral russa de competir contra Putin. Consideraram que ele não era susceptível de concorrer devido a uma pena de prisão suspensa.   


Fonte: Sabado.PT                             

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Como ensinar programação para as crianças

Podemos contar com alguns recursos para que as crianças iniciem, de forma fácil e divertida, no mundo da programação. Um exemplo disto são os jogos online encontrados na plataforma de Tynker. Existe 8 jogos dedicados a este projeto, levando em conta diferentes idades e nível de conhecimento.


Os jogos gratuitos também oferecem suficientes opções para que as crianças escolham um tema de seu interesse e a experiência seja mais agradável para elas. Por exemplo, alguns puzzles têm como protagonista um cachorrinho que viverá diferentes aventuras a medida que se desenvolve o jogo.

Se, por outro lado, a criança preferir o tema espaço, há dois jogos dedicados à ele, são Lost in Space e Space Zombies. Também há desafios interessantes que permitem construir formas ou descobrir objetos mediante um ambiente de programação em blocos, desenvolvendo suas habilidades.

Para acessar os jogos, não é preciso registro, basta simplesmente escolher a atividade que a criança deseja e seguir as instruções. E um detalhe para os pais ou professores que optarem por implementar estes jogos, é que cada um deles contém um breve resumo dos conceitos e habilidades que a atividade pretende ensinar.

Fonte: Ensino

Comissão Europeia quer limitar #fakenews



A Comissão Europeia (CE) quer travar a propagação de notícias falsas através de plataformas digitais e apresentar os primeiros resultados desse trabalho já em 2018. A elaboração de uma estratégia europeia contra as fake news – que a UE define como “desinformação intencional difundida através de plataformas online, meios de comunicação audiovisual ou imprensa tradicional” – conta com a colaboração de um grupo de peritos e com uma consulta pública em que a Associação Portuguesa de Imprensa vai participar. A eurodeputada portuguesa Ana Gomes concorda com a premência do combate, mas alerta: avançar pela via legislativa na liberdade de expressão ou de informação pode colocar a CE num terreno perigosamente confuso e próximo da censura.

Após ter decidido criar um grupo de peritos de alto nível para a apoiar no combate à desinformação online, a CE está a convidar especialistas a candidatarem-se para integrar este grupo. “Na medida do possível, deve incluir vários representantes de cada área de especialidade, sejam académicos, dos media, das plataformas online ou da sociedade civil”, diz ao Expresso Nathalie Vandystadt, porta-voz da CE para o Mercado Único Digital.

O objetivo deste grupo é ajudar o Executivo europeu — e, concretamente, a comissária para a Economia e Sociedade Digital, Mariya Gabriel — a delimitar o fenómeno, a definir os papéis e responsabilidades dos diferentes intervenientes, a compreender a sua dimensão internacional, a fazer um balanço das diferentes posições e a formular recomendações. Os especialistas deverão iniciar os trabalhos em janeiro de 2018 e os contributos para a consulta pública (com o objetivo de definir a dimensão do problema, avaliar as medidas já tomadas por vários atores e recolher ideias para ações futuras) podem ser enviados até fevereiro. Cidadãos, redes sociais, órgãos de comunicação social, associações, investigadores e autoridades públicas são chamados a contribuir.

Como regular sem censurar?

A APImprensa vai participar neste processo, à semelhança do que já tem feito “em todos os movimentos internacionais relacionados com a questão das fake news”. Incluindo, recorda o presidente João Palmeiro, “uma recomendação de associações americanas de que o tema não deve ser tratado fora do âmbito deontológico do jornalismo”. Palmeiro aplaude a iniciativa da CE mas recorda também que esta “não tem competência, de acordo com os tratados constitutivos da União Europeia (UE), em matérias de liberdade de imprensa e de expressão”. A não ser “invocando a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia”.

A eurodeputada Ana Gomes reconhece que as fake news têm sido “um tema muito presente” no Parlamento Europeu e discutido em todas as suas vertentes. “É uma questão transversal e que abrange preocupações em várias comissões, desde a das liberdades cívicas e justiça, até às de segurança e defesa”, exemplifica, constatando que o problema se fixou na agenda europeia “depois das interferências externas que se registaram em eleições como as dos EUA ou França”.

Mas embora considere inevitável que Bruxelas avance com estratégias concretas para combater o impacto das notícias falsas na qualidade da democracia, Ana Gomes também tem dúvidas sobre se o resultado final desses trabalhos na CE e no Parlamento Europeu deve “seguir a via legislativa”. “Isso levanta várias questões”, diz, dando como exemplo o provável “agitar da bandeira da censura” se Bruxelas enveredar por uma diretiva em matéria de liberdade de expressão.

Acresce a isso que as notícias falsas não são propriamente novidade. “Sempre existiram notícias falsas ou manipuladas nos media. Quando em Portugal temos agências que promovem Isabel dos Santos como empresária e ela é citada nos media como tal, isso é fake news. Mas com as novas tecnologias a manipulação de informação é mais rápida e massificada”, aponta. Daí a urgência, diz, de “chamar também as grandes plataformas digitais” a responsabilizarem-se pelo que difundem e a encontrarem mecanismos internos que “salvaguardem o cumprimento de regras”.

Responsabilidade partilhada

A tentativa de um Estado ou governo instrumentalizar as notícias a seu favor é antiga. Mas com as novas tecnologias as notícias falsas “conseguem difundir-se tão rapidamente e de forma tão abrangente que se tornaram uma ameaça à democracia”, realça o jornalista Walter Dean, diretor pedagógico do Committee of Concerned Journalists, referindo o exemplo da Rússia e da campanha presidencial de Donald Trump. É esta também a visão em Bruxelas que quer, por isso, colocar as tecnológicas e as redes sociais a olhar para o problema e a procurar soluções. Para Nathalie Vandystad, estes são “atores centrais na luta contra as fake news” e, por isso, “devem ser responsáveis pela criação de um ecossistema online justo”.

Questionados sobre de que forma se vão envolver na iniciativa europeia, o Facebook e a Google não respondem. A última limita-se a reencaminhar para artigos no blogue da empresa, onde se veem os passos dados para “ajudar as pessoas a perceberem o que estão a ler”. 

Além de colocar etiquetas nas histórias (opinião, local, etc.), de ter uma opção de fact check e mais informação sobre os criadores de conteúdos, a tecnológica anunciou em novembro a participação no The Trust Project, da Universidade de Santa Clara (EUA), que junta órgãos de comunicação social e gigantes tecnológicos para criar formas mais transparentes de apresentar os conteúdos às pessoas (ver texto ao lado). Ou seja, as tecnológicas começam a perceber que não se podem colocar à margem deste combate. Porque não são apenas os produtores de conteúdos que têm responsabilidade, mas também quem os propaga, lhes dá força (por exemplo, uma empresa que paga para ter publicidade num site que contém notícias falsas) ou quem as lê e acredita nelas. Por isso, Walter Dean defende que o combate começa na Educação e na literacia para os media.

 “Iniciativas para ajudar os cidadãos a tomarem consciência das fake news, identificá-las e reportá-las estão surgir globalmente, muitas vezes por parte da indústria dos media”, reforça Vandystad. Em Portugal, o Governo assinou recentemente um protocolo com o Cenjor para dar formação aos órgãos de comunicação social locais e regionais e promover a literacia mediática.

Mas a UE acredita que uma visão comum é essencial. “Além de leis nacionais, precisamos de uma abordagem europeia para garantir coerência na forma de lidar com as fake news”, aponta a porta-voz da Comissão. Mas não adianta se o objetivo é legislar ou regular (à semelhança do que foi feito com os conteúdos, ilegais, que incitam à violência, ódio, terrorismo ou difamação), realçando apenas que nesta fase a UE está, “não num momento de ação, mas de reflexão”.

Fonte: Expresso 

Leia também:

O que diz o Facebook em relação às fake news

#Fakenews : Desafios para as eleições de 2018, no Brasil

Robôs chegam às eleições

Tecnologia muda estratégia de comunicação em campanhas eleitorais

 

 


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Jornalistas e os riscos na era digital


Um jornalista pesquisando a história de um documento complicado que coloca o seu governo local em maus lençóis fica preocupado que as autoridades vão bisbilhotar em seu computador, então ele usa ferramentas de encriptação para armazenar e enviar por e-mail o documento. Mas, em seguida, ele pega o telefone de casa e fala abertamente sobre a história com seu editor. Talvez não tenha passado pela sua cabeça que as pessoas mais interessadas em manter esse documento em segredo não têm a capacidade de entrar em seu e-mail, mas podem facilmente escutar seu telefonema.

Este é um exemplo hipotético, mas é o tipo de erro que os jornalistas fazem regularmente ao considerar seus planos de segurança. Às vezes sentimos a necessidade de usar ferramentas contra ameaças que realmente não enfrentamos, ignorando os riscos que são mais prováveis.
O aumento da quantidade de trabalho dos jornalistas no mundo digital faz com que seja fundamental proteger nossas atividades. Nos velhos tempos, nós poderíamos apenas colocar os nossos documentos em um armário de arquivo trancado e realizar nossas conversas frente a frente para evitar espionagem.

Isso não funciona mais.



Hoje, há uma grande variedade de ameaças e cada tipo de ameaça exige uma medida de proteção diferente em resposta. No mapa Periodistas en Riesgo (Jornalistas em Risco) que rastreia ataques contra a imprensa no México, documentamos vários casos de hacking, ataques de negação de serviço (DOS, em inglês) e roubo de computadores e dispositivos móveis que podem comprometer as informações de um jornalista. Sem mencionar que há provavelmente muitos casos de repórteres e editores com escutas em seus telefones sem ter a mínima ideia.

Hoje, um plano de segurança digital é essencial para os jornalistas, mas as especificidades de cada plano irão variar, pois depende da avaliação dos riscos específicos de cada pessoa. Nas oficinas que realizo com jornalistas mexicanos como parte do meu Knight International Journalism Fellowship do ICFJ, eu ouvi muito sobre as diferentes ameaças que jornalistas enfrentam no mundo digital. Um aspecto importante do treinamento é fazer com que os participantes fiquem cientes de que as ferramentas que são melhores para eles podem não ser as melhores para os seus colegas.

Formular seu plano pessoal de segurança digital começa com o estabelecimento de seus próprios riscos prováveis. Para isso, você precisa saber quem ou o que pode ser uma ameaça para você, quais são as suas capacidades e intenções, como estão dispostos a atacá-lo e, finalmente, suas próprias vulnerabilidades e pontos fortes.

Aqui estão cinco perguntas que o ajudarão a decidir quais as ferramentas ou técnicas deve usar:

1. Que atividades ou informações você precisa proteger?
Há muitas atividades digitais que merecem proteção, como comunicação (e-mails, mensagens, telefonemas); armazenamento (ou em nuvem ou em dispositivo); navegação na Web; redes sociais; uso de ferramentas e dispositivos de localização; e salvamento de senhas.
Para tornar essas atividades mais seguras, você deve tomar certas ações o tempo todo: Sempre use um software antivírus, senhas fortes e configurações de privacidade rigorosas. Isso irá proteger 90 por cento do que você faz online. Você pode guardar outros métodos, tais como comunicações ou armazenamento seguro, para algo específico, como uma matéria delicada.

2. Quem quer atacá-lo?
A ameaça mais imediata para os jornalistas vem de suas fontes ou de sujeitos que os jornalistas cobrem, mas também pode haver agressores desconhecidos interessados em suas atividades ou informações.
3. Quem tem a vontade e capacidade de me fazer mal?
Uma pessoa interessada em conhecer as atividades digitais de um jornalista pode ter uma grande vontade de obter essas informações, mas não ser capaz de fazê-lo. Por outro lado, pode haver pessoas ou entidades com grandes capacidades, mas que não se importam com o que o jornalista está fazendo. No entanto, tenha em mente que alguém com baixa capacidade mas grande vontade pode trabalhar para melhorar suas ferramentas para fazer hacking ou espionagem, ou alguém com pouca vontade, mas grande capacidade pode mais tarde desenvolver o desejo de espionar a atividade digital de um jornalista.

4. Onde estão suas vulnerabilidades? Como você está interagindo no mundo digital?
Qual serviço de e-mail você usa e quão seguro é? Você armazena dados em serviços de nuvem ou dispositivos criptografados ou não garantidos? A função GPS do seu telefone sempre está ligada para que todos saibam onde você está? Tenha em mente que depende da situação se você deve ou não ativar o GPS. Na maioria das vezes, você está mais seguro se deixá-lo desligado, mas, em alguns casos como em trabalhos em ambientes perigosos, isso pode ajudar a manter o controle de seu paradeiro caso algo aconteça e entes queridos precisem achar você.
Você publica informações sobre sua vida privada nas redes sociais? Se sim, quem pode ver? Como são protegidos os seus dispositivos móveis? Se alguém roubar seu telefone celular, por exemplo, seria fácil obter informações a partir dele?

5. Quais são os seus pontos fortes e quais são as ferramentas que você já está usando para reduzir suas vulnerabilidades?
Conhecer a vasta gama de ferramentas de segurança digital disponíveis pode ajudar o jornalista a transformar seus pontos fracos em fortes.
Existem dezenas de ferramentas disponíveis para melhorar a nossa segurança digital, mas tudo depende se elas realmente atendem às nossas necessidades. A única maneira de descobrir é fazer uma avaliação de risco pessoal para saber exatamente o que estamos precisando.

Via IJnet

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

#Norton identifica vários apks trojans de #PokémonGO

Todo mundo tá ansioso pra jogar Pokémon GO! O jogo já é uma febre. Com isso, claro, o título se tornou alvo também de cibercriminosos. De acordo com a Norton, versões maliciosas do aplicativo foram disponibilizadas em vários sites! Na verdade, são trojans disfarçados, aponta a empresa. E o pior que tem gente baixando!



O trojan é o famoso “cavalo de tróia”. Ele infecta o aparelho e cria uma porta de acesso para invasões de cibercriminosos. A Norton aconselha os consumidores a baixarem o aplicativo apenas de fontes confiáveis. “O real problema de fazer um download de uma fonte desconhecida é que você não sabe quem está disponibilizando aquele conteúdo”, explica o engenheiro de segurança da empresa, Nelson Barbosa.

Ele complementa ainda que “se o autor for mal intencionado, o usuário pode ter suas informações roubadas e usadas para fins ilícitos. Corre ainda o risco de ser infectado por um malware sem saber e até ter prejuízos financeiros”.

Outro destaque é que diversos sites têm oferecido também Pokécoins e outros itens. Para isso, é preciso preencher uma pesquisa. Para a Norton, mesmo o questionário parecendo inofensivo, pode solicitar dados pessoas. Essas informações podem ser usadas para roubo de identidade.

Algumas dicas da Norton para quem quer baixar Pokémon GO, mas que valem para outros aplicativos:
 
– Baixar apenas de fontes confiáveis;
– Suspeitar de ofertas que parecem boas demais;
– Não inserir informações pessoais;
– Ler termos de autorização
– Verificar acessos que os aplicativos solicitam


Vale lembrar que Pokémon GO se tornou um fenômeno mundial. O jogo fez o valor de mercado da Nintendo na Bolsa de Tóquio saltar de 19 bilhões para 28 bilhões de dólares. Isso apenas em cinco dias após o lançamento da versão beta.

A hype do jogo foi tão grande que até o Netflix entrou na onda. O trailer da segunda temporada da série Narcos foi divulgado e tira onda com os “treinadores”.

Via TecnoSense

domingo, 5 de junho de 2016

Privacidade: 'Post-it' ou adesivo sobre a lente já se torna mais comum entre usuários.




Em março de 2014, o ativista Edward Snowden denunciou a existência de um software desenvolvido pela NSA capaz de fazer registros usando a webcam de computadores invadidos e enviar as fotos e vídeos para a agência de segurança americana.

No mesmo ano, o governo britânico veio a público com um alerta sobre um site russo que transmitia cenas ao vivo de centenas de webcams no mundo.
E uma pesquisa de 2013 confirmou a possibilidade de se ligar a câmera de um Macbook sem que a luz que indica que ela está ativa fique acesa.
Os episódios mostram o risco de exposição indevida via webcam do computador. A ideia de que possa existir alguém nos assistindo sem nosso conhecimento, aliás, é digna de filme de terror.

Por isso, um número cada vez maior de pessoas está tomando uma medida simples: tapando a webcam com um adesivo ou um post-it.
Agora, o problema são os microfones, que continuam expostos e podem estar sendo usados sem o nosso consentimento.

 Foto: Vincent Brown/Flickr/Creative Commons

A questão sobre os microfones#

Especialistas são unânimes: invadir uma webcam não é difícil tecnicamente. Muitas câmeras vêm com uma senha padrão que é sempre a mesma e dificilmente é alterada pelo usuário.
“Antes mesmo de entender que é fácil invadir uma webcam eu já achava o olhar daquele treco invasivo, ameaçador. Depois, virou um esforço consciente. É uma invasão muito pessoal, porque alguém realmente pode ficar te vigiando, tem um caráter pessoal muito assustador. Tem um potencial danoso muito grande.”
Carolina Stary
Adepta do post-it na câmera há pelo menos 5 anos
Para aquelas já embutidas na tela do laptop, há outros métodos, como o uso de softwares maliciosos, que abrem uma brecha no computador quando executados e permitem acessar a câmera.
O medo de um espião invisível e silencioso por trás da webcam e do microfone não é novo, mas tem se tornado uma preocupação do grande público recentemente.
Antes disso, ativistas de direitos digitais, hackers e analistas de sistemas já usavam um post-it por cima da câmera.
Mais recentemente, na cultura pop, a série “Mr. Robot”, uma das mais elogiadas por crítica e público em 2015, escancara a facilidade com que um indivíduo mal-intencionado pode escutar webcams ou microfones em computadores ou celulares alheios.
O crescimento da paranoia justificada é verificável em uma breve busca no Google. Os links que ensinam maneiras simples de acessar webcams alheias são muitos - e aqueles que recomendam tapar a câmera, também.
A maioria das pessoas, no entanto, se esquece (ou ignora) os microfones nos computadores e a existência de não uma, mas duas câmeras, nos celulares. Essas, quase ninguém esconde.
Uma professora de comunicação de massa da Universidade da Flórida, nos EUA, alertou recentemente para a possibilidade real de que o Facebook esteja usando microfones de celular para registrar áudio e coletar dados sobre o que as pessoas estão discutindo.
“Sempre tive essa paranoia, ainda mais porque tem gente que eu admiro e entende muito de tecnologia que usa [post-it sobre a câmera]. Mas depois de assistir Mr. Robot, comecei a usar o tempo todo no notebook. No celular não uso por preguiça de ficar tirando, mas faria sentido também.”
Debora Corrano
Publicitária, em entrevista ao Nexo
A professora disse que encontrou evidências disso falando de assuntos específicos perto do telefone e observando o surgimento de anúncios sobre aqueles assuntos.
O Facebook diz que usa o registro de áudio do celular apenas para identificar se o usuário está ouvindo música ou assistindo TV, e que essa função está disponível em apenas alguns lugares do mundo.
Ainda assim, o caso não é novidade. Em 2014, usuários descobriram uma falha no navegador Google Chrome que permitia que um website que tivesse recebido permissão para registrar o áudio de um computador continuasse escutando mesmo depois que o site fosse fechado.

Como se proteger#

Para esconder as câmeras, tanto a do celular como a do computador, a recomendação mais segura é bem simples: um adesivo ou post-it por cima da lente são suficientes.
No caso do microfone, é um problema difícil de resolver. A rigor, não há solução facilmente reversível para os microfones embutidos em laptops e celulares.
Desabilitar o programa que controla o microfone no computador é uma possibilidade, mas isso poderia ser contornado por um software malicioso.
Outras técnicas incluem abrir o computador e desconectar o sensor de som ou usar um chiclete ou massa de modelar para bloquear a entrada de áudio. O problema é que essas soluções são difíceis de se reverter quando você quiser de fato usar o microfone.

Via Nexo

terça-feira, 5 de abril de 2016

#WhatsApp passa a criptografar mensagens de seus usuários

Chegou o dia. Os planos do WhatsApp em aumentar a segurança do app eram antigos, datam de antes da compra da startup pelo Facebook mas após a aquisição, com o dinheiro e know-how adicionais eles finalmente foram implementados: foi anunciado que a partir de agora, todas as comunicações realizadas pelo aplicativo passam a contar com criptografia de ponta de ponta, atingindo mais de um bilhão de usuários em todo o mundo.

A mudança é simples: a partir de hoje todas as suas mensagens de texto, voz, ligações, arquivos, fotos e vídeos compartilhados não podem mais ser acessados por terceiros, somente por aqueles que estão trocando informações, em comunicação individual ou em grupos. 

Assim como ocorre com o iOS e o Android (embora neste caso não seja padrão) o Facebook, dono do WhatsApp também não tem acesso às chaves e não pode coletar nada do que os usuários compartilham entre si, o que em tese derruba a possibilidade da empresa comercializar tais informações: ao que tudo indica as únicas coisas que serão adquiridas pelo algoritmo do Facebook são as informações pessoais e lista de contatos.

O recurso de criptografia já estava sendo testado há algum tempo e vinha sendo lberado em pílulas para os usuários de Android. A partir de agora todos os usuários nas principais plataformas serão beneficiados: além do robozinho o WhatsApp está presente no iOS, no Windows Phone/Windows 10 Mobile e no… não, você não, BlackBerry.

Tal atitude, além de corroborar a preocupação com a segurança que o CEO do WhatsApp Jan Koum sempre disse ter (ele se refere constantemente ao fato de ter crescido na Ucrânia soviética, ainda que na época da Perestroika como um dos principais motivos para defender a criptografia e sigilo dos dados dos usuários), blindar o app e se desfazer da chave livra a empresa de ter que se explicar para órgãos de segurança, pois em teoria não poderiam quebrar as comunicações nem se quisessem. 

Em suma, o ato de tirar o app do ar no Brasil não adiantaria de nada já que tanto o mensageiro instantâneo quanto o Facebook não teriam como burlar a segurança. A briga agora não é mais com ele e nem com o Facebook.

Koum entende que o trabalho da polícia para combater o crime é válido, mas dado seu histórico ele não só não pretende ser conivente como não vai arriscar os dados de seus usuários em prol de uma possibilidade de vigilantismo. Em suma, os interessados que se virem para quebrar a proteção e que não compartilhem a tecnologia (embora a Apple queira saber como o FBI acessou o iPhone dos terroristas, e muito provavelmente vai ficar querendo).

Como ativar a criptografia: Caso uma das duas pontas em uma conserva particular ou um usuário de um grupo ainda não tiver atualizado o app a conversa não será protegida. Em caso positivo, possível verificar a chave de 60 dígitos exibida ou se as pessoas estiverem próximas escanear o QR Code um do outro que aparece em Informações de Contato, Criptografia. 0f8e43dc01db093c4821bbda194ee088edf4cb1d
E pronto, aproveite suas conversas agora totalmente protegidas. 😉
Fonte: MeioBit via WhatsApp.

sábado, 19 de março de 2016

Bots : Cuidado com eles e como checar informações

As pessoas interessadas em distorcer informações para favorecer objetivos pessoais ou institucionais estão usando recursos cada vez mais sofisticadas, o que obriga os jornalistas a serem também mais sofisticados na identificação da manipulação de notícias.

Checar suas fontes é fundamental para qualquer investigação online. Quando você encontra vídeos ou imagens irresistíveis, chegar ao “quem” as fez ou de “onde” vieram é essencial. E os Guias de Checagem Visual do First Draft News fornecem uma excelente visão de conjunto dos itens que devem ser levados em consideração quando se pretende checar uma fonte. Há guias especiais para checagem de fotos e para vídeos.

Reprodução de uma página do guia de verificação de fotos suspeitas

Reprodução de uma página do guia de verificação de fotos suspeitas

O cenário ideal, evidentemente, é poder falar diretamente com uma fonte, se possível, pelo telefone ou pessoalmente. Mesmo assim, podem ocorrer erros, principalmente quando a fonte está fingindo ser alguma coisa ou alguém que não é. Muitas vezes, essas pessoas são apenas farsantes, mas há uma tendência crescente de casos de pessoas que usam identidade falsa para fins fraudulentos [sockpuppets]: identidades falsas online criadas para atrapalhar determinadas pautas políticas ou sociais.

No entanto, as fontes podem não responder quando você tenta falar com elas. Talvez estejam ocupadas, ou talvez não queiram falar com jornalistas. Outro motivo poderia ser que a sua fonte que a sua fonte não seja uma pessoa coisa nenhuma: muitos casos que acontecem em redes sociais são bots [softwares concebidos para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma que o faria um robô].

Sockpuppets e bots colocam alguns desafios interessantes para checagem, principalmente em regiões do mundo onde governos os usam para manipular redes sociais (e isso significa uma parte do mundo maior do que você poderia imaginar) e sabendo como localizá-los pode poupar tempo e esforços.

Localizando um bot
Expor um caso de um bot pode ser de uma facilidade trivial ou ilusoriamente difícil. Veja, por exemplo, estas duas contas do Twitter:

bots verificação site arabe
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No caso do primeiro usuário, inúmeras bandeiras vermelhas aparecem instantaneamente. O nome incompreensível do usuário, a foto do perfil do Twitter com um ovo, o único e breve tweet – este usuário rapidamente se choca com as principais dicas para localizar contas falsas do First Draft.

No entanto, a segunda conta, cujo último tweet fala de um preso paquistanês que fugiu de uma prisão em Gidá, na Arábia Saudita, é um desafio mais importante. Um número razoavel de seguidores (embora poucos) , uma boa amostragem de tweets, uma foto da pessoa real no perfil, nomes de usuário e de visualização aparentemente corretos e um conjunto de conteúdos (incluindo foto e vídeo) numa linguagem que poderíamos esperar. Precisamos trabalhar um pouco mais.

Primeiramente, vamos checar a foto do perfil. Trata-se de uma imagem original? Tentemos fazer uma busca reversa das imagens :
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Reprodução da página do Google especializada na pesquisa de imagens
Uma bandeira vermelha que surge imediatamente sugere que a foto do perfil seja, na verdade, de um homem chamado Khalaf Al-Ali, um diplomata saudita assassinado em Bangladesh em 2012. Portanto, talvez este usuário tenha postado sua imagem como uma recordação do diplomata. Continuemos investigando.

O segundo passo é ver se conseguimos encontrar uma pessoa chamada Rahi Al-Msalkhe procurando no Google pelo seu nome no idioma árabe.
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Qual o objetivo dos bots?

Não há qualquer retorno senão a conta do Twitter que estamos investigando e outra bandeira vermelha. Talvez esta pessoa tenha posto um nome falso na conta? Não é tão incomum.

Como terceiro passo, examinemos com mais cuidado os tweets da conta. Parecem ser, em sua maioria, compartilhamento de links no idioma árabe com dois ou três tweets em inglês. Nada de extraordinário. Após uma breve busca, este tweet parece o mais pessoal e possivelmente dá uma localização:
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Tradução: “Qual é a melhor loja de chocolate em Gidá?????”
É uma boa pergunta, mas parece que ninguém respondeu. Vejamos se alguém mais fez a mesma pergunta no Twitter.
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Puxa vida! Parece que às 22:15 (horário da Costa Oeste dos Estados Unidos) do dia 14 de janeiro, cerca de 100 contas fizeram exatamente o mesmo tweet.
É difícil imaginar uma situação em que isso acontecesse na vida real e, se repetirmos a busca em dois outros tweets de @almsalker881, descobriremos que se trata de um padrão repetido. 

A esta altura, podemos dizer com segurança que, na melhor das hipóteses, esta conta está comprometida e que muito provavelmente se trata de um bot. Ao clicar em qualquer das contas que tenha feito tweets do conteúdo duplicado, obtemos resultados semelhantes.

Qual será o objetivo deste exército de bots? Desconhecendo quem está por trás dele, é difícil dizer. Mas algumas das maneiras que já vimos contas serem usadas por bots e sockpuppets foram para mandar mensagens não desejadas pela internet e para caluniar ativistas, para apagar hashtags e criticar autoridades e para disseminar desinformação.

Consciência das possibilidades

Esses esforços por parte de Estados podem ser mais elaborados do que você imagina. Em 2015, o repórter Adrian Chen, do New York Times, publicou uma matéria fascinante com uma visão aprofundada de uma “fábrica de trolls” russa [um departamento aparentemente voltado para disseminar notícias e opiniões pró-Putin nas redes sociais]. Chen rastreia algumas campanhas de desinformação extremamente complexas que o levam de volta à fábrica de trolls. Num exemplo, autoridades e moradores de uma cidade no estado de Louisiana receberam mensagens com advertências sobre uma explosão numa fábrica química e a disseminação de vapores tóxicos. 

Pelo Twitter, dúzias de contas começaram a enviar mensagens sobre a explosão, citando jornalistas importantes com screengrabs [captura de tela] da CNN.com mostrando as notícias “em cima da hora”. Surgiram vídeos mostrando imagens semelhantes às do Estado Islâmico em que era reivindicada a responsabilidade pela explosão.

Rapidamente, apareceu uma página na Wikipedia descrevendo a explosão e fazendo o link entre os vídeos. Tudo isto era falso, inclusive clones que funcionavam como websites do noticiário local e divulgavam a matéria. Esse ataque de desinformação fez-se seguir por outros, também explorando medos públicos muito concretos, como o #EbolaInAtlanta and #shockingmurderinatlanta.

Embora seja improvável que encontremos campanhas de desinformação tão bem coordenadas em termos diários e constantes, é extremamente importante que os jornalistas fiquem atentos para as proporções em que a coleta de dados sociais pode ser manipulada e gozem de alguns truques e ferramentas que os ajudem a localizar os bots.

Uma ferramenta útil para localizar bots é a BotOrNot, criada pelo projeto Truthy. BotOrNot analisa uma série de características de uma conta para lhe dar uma avaliação sobre se a conta parece um bot, o que inclui a rede, o usuário, “amigos”, temporal, conteúdo e análise de sentimentos.
BotOrNot não é perfeito (acerta apenas em 31% dos casos de um bot selecionado), mas pode proporcionar percepções úteis sobre contas a que, de outra maneira, não teríamos fácil acesso.

A rede social está apenas saindo da infância e a internet, na qual ela vive, tem apenas 20 anos em termos de acesso público. Os atores políticos utilizarão todos os meios possíveis para disseminar suas mensagens e, portanto, é crucial que os jornalistas tenham consciência das possibilidades e as saibam identificar.

Verifique o site Sock puppets and spambots: How states manipulate social networks e outras leituras e recursos sobre checagem.
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Via Observatório da Imprensa com Tom Trewinnard do Meedan Labs

sexta-feira, 4 de março de 2016

"El Pais" assume perfil digital

O diário espanhol "El País" vai passar a ser "um jornal essencialmente digital", com um foco cada vez maior no mercado americano. O anúncio foi feito numa "carta aberta" publicada no site do jornal, em que o diretor Antonio Caño assume o compromisso de manter o jornal nas bancas "durante todo o tempo que for possível".


"[Chegou] o momento da transformação do "El País" num jornal essencialmente digital, numa grande plataforma geradora de conteúdos (…). Assumimos o compromisso de continuar a publicar uma edição impressa do "El País" da maior qualidade durante todo o tempo que for possível. Mas avançamos, ao mesmo tempo, na construção de um grande meio digital de cobertura global que possa responder às exigências dos novos e futuros leitores", escreveu Antonio Caño,  no portal do jornal.

O diretor do "El País" acrescenta que "esse meio é e será cada vez mais americano", por ser na América que o jornal mais cresce e tem hoje "uma expansão mais prometedora". Antonio Caño sublinha que o El País continua a ser o jornal impresso mais vendido em Espanha e as edições digitais conseguiram nos últimos 18 meses "crescimentos espetaculares", que o tornaram "no meio de comunicação em espanhol mais visitado e lido do mundo".

"Mas isso não significa que a batalha esteja ganha e a nossa sobrevivência garantida", acrescenta. Caño informou ainda que a "revolução" que afeta os meios de comunicação social continua em curso e "o panorama é ainda muito confuso", apontando que a transferência de leitores do papel para o digital é "constante".

Além disso, dentro do mundo digital, "a situação continua a ser incerta", com os leitores a preferirem agora os 'smartphones' e com o surgimento permanente de novos dispositivos portáteis. Somam-se "ameaças recentes", como os bloqueadores de publicidade, e a "instalação da cultura da gratuitidade", afirma.

Tudo isto torna "muito complexo também o horizonte no terreno dos novos meios", sublinha ainda Antonio Caño, que justifica que as mudanças no jornal, a poucos meses de completar 40 anos (em maio), têm como objetivo estar "na vanguarda", garantindo que o El País está "mais vivo do que nunca".

Fonte: Económico

quinta-feira, 3 de março de 2016

7 motivos para você não usar o celular no quarto

Não é fácil ficar longe dos smartphones. O Whats bombando, o feed do Facebook subindo e o Instagram fervendo. Mas o que poucas pessoas sabem – ou não se preocupam – é que estudos mostram como isso pode ser nocivo à saúde.

Uma pesquisa realizada pelo YouGov e o Huffington Post mostrou que 63% dos jovens de 18 a 29 anos dormem com seus aparelhos embaixo do travesseiro. Nos últimos anos, cientistas descobriram que isso pode influenciar fortemente na privação de sono. Um estudo mostrou que as luzes de computadores e celulares são capazes de ativar neurônios “despertáveis”, o que pode causar insônia.

Além disso, outra pesquisa mostrou que manter aparelhos nos ambientes de sono podem prejudicar na qualidade do sono. Pensando exatamente nisso, separamos aqui sete bons motivos para deixar o smartphone longe do seu quarto.




Confira! 

1 – Você irá dormir mais cedo
 

Ficar mexendo no celular por muitas horas vem causando problemas de privação crônica de sono em adolescentes. A alteração do horário biológico deles aconteceu pela estimulação cognitiva dos smartphones.

“Quando você começa a dormir mais tarde, seu relógio biológico se arruma e os problemas no sono aparecem. Depois, seu corpo não consegue mais dormir no horário antigo, ele está acostumado a demorar a pegar no sono”, conta o Ph.D Mark Rosekind, da Nasa.

2 – Tempo para ler e sono qualificado

Está comprovado que a luz de uma lâmpada não emite os mesmos sinais estimuladores que o celular. Então se ainda não estiver com sono, pegue um livro e ajude a possibilitar o ciclo natural do seu sono.

Além disso, ler um livro é sempre uma boa.  Segundo estudos, não há momento mais ideal para se aprender alguma coisa do que antes de dormir. E não me venha dizer que livros não ensinam...

3 – Prestar atenção no seu amor

Um estudo assustador mostrou que 20% dos jovens ficam no celular durante o ato sexual. A mesma pesquisa mostrou que 72% dos americanos não conseguem ficar a menos de dois metros de distância do celular durante o dia. Então que tal deixar de lado um pouco o iPhone para olhar as pessoas em volta nos olhos?

4 – Menos tempo de radiação

Enquanto nenhuma grande pesquisa consegue confirmar a relação entre celulares e o câncer, a National Cancer Institute afirma que os telefones emitem radiações eletromagnéticas que podem ser absorvidas pelo tecido humano.

Segundo a International Agency for Research on Cancer, essas transmissões podem ser “possivelmente cancerígenas” e os riscos aumentam se o celular estiver com WiFi ligado e em contato com a sua pele. Na dúvida, é melhor 

manter um pouco de distância.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/08/estudo-mostra-que-radiacao-de-celulares-pode-ser-prejudicial-saude.html 


5 – Menos barulho, mais relaxamento

Não há nada mais irritante do que o barulho de mensagens no WhatsApp alheio. Estudos mostram que deixar o celular muito perto aumenta a tensão e ansiedade por novas mensagens, e-mails e chamadas. Estar tão alerta não permite que você relaxe completamente e tenha uma boa noite de sono.

6 – Adeus, mundo! Tempo para reflexão

Quando passamos um tempo longe de tecnologia, fica muito mais fácil aproveitarmos o presente e esquecer as outras coisas que estão acontecendo no mundo. Aprender a dizer não para a conexão constante pode aumentar os seus momentos de reflexão. Que tal?

7 – Tempo para dormir!!!

Pense quanto tempo de sono você não ganharia se deixasse o celular fora do quarto. Pois é, perdemos de 30 a 60 minutos só por mexer no celular antes de apagarmos as luzes do quarto para dormir. Dica de filosofia pessoal de vida: sempre dê mais valor às roncadas.


Fonte: Galileu

domingo, 28 de fevereiro de 2016

#Twitter adota melhores tweets ao invés de timeline cronológica. Igual ao #Facebook

Opção "Exibir os melhores tweets primeiro" poderá ser desabilitada pelos usuários que não concordarem com a novidade, já que ela vai contra a proposta inicial de "tempo real", marca da plataforma.

Mesmo após a hashtag RIPTwitter e o CEO do microblog, Jack Dorsey, ter negado que o Twiter estaria planejando mudanças "já na próxima semana", para a forma como os tweets são apresentados na rede social, os usuários do microblog contam sim com uma nova alternativa de exibição dos tweets em sua timeline. Já a partir desta semana, os internautas irão encontrar a opção "Exibir os melhores tweets primeiro". 

Com isso, os usuários da rede social verão primeiramente alguns conteúdos mais importantes, mas que não necessariamente são as atualizações mais recentes dos amigos.  A novidade entra em funcionamento nos apps para Android e Iphone (IOS), assim como na versão web do Twitter.


Este formato de visualização por relevância segue o padrão adotado pelo seu rival Facebook, que utiliza seu próprio sistema para calcular a relevância dos posts e os exibir em uma ordem determianda eletronicamente. A novidade vai contra a proposta de "tempo real", que sempre esteve no DNA da plataforma e, por isso, quando anunciada a possível mudança, gerou comoção na rede social. Os usuários agiram de forma negativa e criaram a hashtag RIPTwitter.  

Mas o Twitter encontrou uma forma menos agressiva de fazer a mudança, não impondo, mas sim fazendo com que o novo padrão de visualização possa ser uma alternativa. A novidade será implementada aos poucos em todas as contas da plataforma, devendo chegar ao Brasil em poucos dias. O recurso estará habilitado automaticamente para todas as contas, mas o internauta terá a opção de desabilita-lo. 
Conforme o escritório do Twitter no Brasil, os usuários deverão entrar nas configurações do perfil para conhecer o novo recurso. Quando ele for ativado, eles receberão uma notificação em sua timeline. Ainda segundo a plataforma, nenhum tweet deixará de ser exibido devido a novidade.
  
 Fonte: Oficina da Net


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quem decide o que você vê no #Facebook ?


O algoritmo do Facebook é tão secreto que uma porção de empresas passam horas tentando decifrá-lo


Quem decide o que você vê no Facebook?

Toda vez que você abre o seu Facebook, uma mágica acontece e você nem percebe. Uma mágica que só é possível graças a décadas de evolução dos algoritmos computacionais, milhares de horas de trabalho de alguns dos engenheiros mais talentosos do mundo, e regras super complexas definidas por designers dos quais você nunca nem ouviu falar.

Funciona mais ou menos assim.

Primeiro um algoritmo varre tudo o que cada um dos seus amigos publicou na última semana. Cada uma das pessoas que você segue, cada um dos grupos dos quais você participa, cada página que você “curtiu” na rede social. Para o usuário médio de Facebook, o número de posts ultrapassa os 1.500 (mas para usuários mais ativos esse número chega tranquilamente a 10.000).
Mas é óbvio que o Facebook não vai colocar os 10.000 posts na sua frente, de uma vez só. Você nunca teria tempo suficiente (nem paciência) de ler tudo, certo?
Imagine se o Facebook mostrasse os 10.000 posts de uma vez pra você...
Imagine se o Facebook mostrasse os 10.000 posts de uma vez pra você…

Daí vem a segunda parte do processo.

Um algoritmo super complexo define o que o Facebook realmente vai mostrar para você. Esses milhares de posts da última semana são categorizados e rankeados na ordem em que o Facebook acredita que você vai preferir – começando pelos posts mais recentes e dos seus melhores amigos.
Desses 10.000 posts, o Facebook te mostra sabe quantos? Aproximadamente 100.

Pois é.
E é por esse mesmo motivo que muitas vezes seus próprios posts no Facebook conseguem muito menos “likes” e “comments” do que você esperava conseguir.
Você já deve ter passado por isso: você prepara estrategicamente um post super bacana, com a melhor foto que você conseguiu encontrar e a melhor legenda que seus anos estudando Literatura são capazes de elaborar. Tudo isso acreditando que será um post incrível, com um monte de gente curtindo, comentando, estufando seu ego e enchendo sua vida de alegria.
E depois que você posta, vem a decepção: 3 curtidas.
Bom, pelo menos agora você já sabe que não é culpa sua.
Se dos 10.000 posts dos seus amigos, o Facebook só te mostra 100, você não precisa ser um gênio da matemática para descobrir que das centenas de amigos que você tem na rede social, só uma parcela deles vai realmente ver aquele seu post criado com tanto carinho. Pra ser mais exato: 12% dos seus amigos vêem o seu post. Se você tem uns 500 amigos no Facebook, provavelmente 60 vêem. E nem todos esses 60 vão calhar de abrir o Facebook naquele dia…

Uma fórmula mais secreta do que a da Coca-Cola

É claro que essa fórmula que decide quem vê o quê no Facebook é um segredo guardado a sete chaves. Ninguém diz exatamente como funciona. Afinal, é esse mesmo algoritmo que faz com que as páginas das marcas tenham que pagar bem caro ($$$$$) para conseguir fazer um post aparecer na sua frente – no meio desses 100 outros posts que o Facebook escolheu.
O algoritmo do Facebook é tão secreto que existe uma porção de empresas tentando decifrá-lo
Outra coisa interessante: o Facebook está constantemente aprimorando esse feed de posts. Toda vez que você clica em “Não quero mais ver esse post”, ou clica em “Ocultar”, esse clique é salvo num banco de dados para que um outro algoritmo analise o porquê do site ter entregue um post que você não gostou de ver. Sem contar que vez ou outra o Facebook convida os usuários a responderem a algumas perguntas para aprimorar o feed de notícias.
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Oi Fulano, me ajuda a te ajudar? (e a fazer mais dinheiro com anunciantes?)
Tudo precisa ser cuidadosamente pensado. Quando o seu site possui 1 bilhão de usuários ativos no mundo todo (que visitam o site pelo menos uma vez por semana), qualquer mudança minúscula nesse algoritmo pode significar usuários chateados e milhões de dólares a menos de faturamento com os posts patrocinados.

A matemática dos posts

Um algoritmo nada mais é do que uma série de fórmulas matemáticas que decidem qual post você não pode deixar de ver, e qual post é melhor que você não veja para não estragar o seu dia.
Mas computadores não têm bom senso para tomar essa decisão sozinhos, obviamente.
Então alguma coisa que tenha bom senso (por exemplo: um ser humano) precisa “ensinar” esse computador a escolher os posts que você vai ver na sua frente quando abrir o Facebook daqui a 5 minutos.
Como funciona?
A cada um daqueles 10.000 posts que o Facebook analisou é atribuída uma nota, chamada de pontuação de relevância. Na prática, ela tenta descobrir o quão relevante determinado post é para você.
Essa nota é baseada em vários aspectos:
  • A pessoa que postou é um amigo próximo, ou só um conhecido?
  • Há quanto tempo você é amigo daquela pessoa?
  • Vocês e aquela pessoa autora do post costumam trocar mensagens inbox com frequência?
  • Você costuma curtir as coisas que aquela pessoa posta?
  • Aquela pessoa costuma curtir as coisas que você posta?
  • Opa, vocês foram jantar juntos semana passada?
  • Os melhores posts daquela pessoa são fotos, textos ou links pra outros sites?
  • Há quantas horas aquele post foi publicado?
  • O post daquela pessoa já está fazendo sucesso entre outros amigos, ou não recebeu nenhuma curtida?
  • Etc, etc, etc.
Depois que todas essas perguntas são respondidas, o post candidato-a-aparecer-no-seu-newsfeed recebe uma nota, assim como acontece com os outros 9.999 posts. O próximo passo é definir uma nota de corte, para que somente os 100 posts mais interessantes sejam exibidos no seu feed de notícias.

As decisões são todas baseadas em observar os usuários e como eles se comportam na rede social. E como “observar” passa a se tornar impossível quando existem mais de um bilhão de usuários a serem observados, essa observação toda passa a acontecer também programaticamente – por um computador que monitora tudo o que você faz por lá.

O algoritmo que mede a possível popularidade de um post é tão avançado, mas tão avançado, que ele consegue medir até os mais sutis dos seus traços comportamentais. Se você “curtir” um post antes de clicar para ler o post todo, ele recebe uma nota menor dentro desse algoritmo do que se você ler o post todo e depois clicar “curtir”. Afinal, se você curtiu o post sem ler é possível que tenha feito somente por educação ou por politicagem com o amigo em questão. (Fonte)
Leia também: o Facebook monitora até o que você não publica >
Outro fator importante é o tempo que você gasta em um post.
Se quando você vai descendo pelo newsfeed você gasta mais tempo em determinada história, isso pode significar que você confia/respeita/se interessa mais do que a média pela pessoa que publicou aquele post. “E não é tão simples quanto 5 segundos = bom /2 segundos = ruim. Tem mais a ver com o tempo que você gasta em cada post em comparação com outros posts no seu feed de notícias”, explica Max Eulenstein, gerente de produtos do Facebook.

Um time de craques nos bastidores

Agora imagine o tamanho do computador que decide isso tudo em milésimos de segundo. E imagine o tamanho do time de pessoas trabalhando nos bastidores para decidir como esse algoritmo deve funcionar.
Escritório do Facebook em Menlo Park, CA
Escritório do Facebook em Menlo Park, CA (Fonte)

A verdade é que o Facebook possui um time inteiro de pessoas aqui na Califórnia dedicadas a manter esse algoritmo sempre afiado – de engenheiros, a cientistas de dados, a antropólogos, a designers e gerentes de produto.

Uma parte do time (o pessoal com bagagem em Humanas) trabalha conversando com usuários, entendendo o que é importante para eles, e traduzindo aqueles sentimentos e traços comportamentais em regras para o algoritmo.

A outra parte do time (o pessoal com bagagem em Exatas) trabalha analisando números e escrevendo aquelas regras todas de uma forma que um computador consiga entender.
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Então para (finalmente) responder à pergunta original do título do post: quem decide o que você vê no Facebook são esses caras da foto aí em cima. E quem decide o que eles decidem são os chefes dele. E quem decide o que os chefes deles decidem é o nosso amigo Zuckerberg.
Ah, e agora que você já entendeu mais um pouco de como essa maluquice de algoritmo funciona, comece a reparar mais no post que aparece em primeiro lugar no topo do seu feed de notícias quando você abre o Facebook. Ele é um verdadeiro campeão: passou pelo sofrido inquérito descrito acima com toneladas de perguntas capciosas, recebeu a maior nota de todas, e ficou na frente de outros 9.999 posts. Ele merece seu like, vai?

Via  Updateordie

Assistente de voz é o futuro ? #Siri #Google Now

Smartphones já têm. Computadores, há algum tempo. Smartwatches aderiram, e a vindoura internet das coisas promete usar bastante. Estamos falando da tecnologia de reconhecimento de fala, na qual sua voz é quem manda. E prepare a garganta, pois ela poderá ser o próximo grande salto na interface homem-máquina.

O exemplo atual mais conhecido do uso do reconhecimento de voz está nos assistentes pessoais inteligentes, capaz de realizar diversas tarefas para seus usuários, como trazer informações do trânsito e da meteorologia, agenda de compromissos, preços de produtos, sugestões de locais para comprar e passear etc.

Você pode usar o teclado para interagir com os assistentes, mas quase todos já têm recursos de reconhecer voz como forma extra de interação. São exemplos de assistentes pessoais a Siri (Apple), Google Now (Google/Android), S Voice (Samsung) e Cortana (Microsoft) --este último ainda não tem versão em português.

Não deixe de ler:  6 links que provam que o Google sabe tudo sobre você

Era preciso treinar a assistente

Mas reagir às nossas solicitações faladas não é tão simples. A grosso modo, os assistentes pessoais usam o reconhecimento de voz para inserir dados no dispositivo e, por isso, precisam interpretar linguisticamente o que falamos. Também contam com acesso aos seus dados pessoais, buscas na internet e auxílio a outros aplicativos instalados no dispositivo.

Redes neurais, que realizam conexões de dados de forma parecida com o sistema nervoso, também vêm sendo pesquisados para esse fim. Mas os estudos em reconhecimento de voz existem pelo menos desde os anos 30 pela Bell Labs, grande empresa de pesquisa dos EUA.

"No final da década de 80, os programas que utilizam redes neurais passaram a ser viáveis e, com eles, surgiu a possibilidade concreta de se desenvolver modelos computacionais para o reconhecimento de voz. Os primeiros sistemas eram muito limitados e exigiam treinamento do software, para que este se adaptasse ao seu usuário. O treinamento poderia ser algo demorado", diz Rosa Vicari, responsável pelo grupo de inteligência artificial da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

As tecnologias envolvendo voz também são um meio alternativo de comunicação para pessoas com necessidades especiais de ordem visual ou motora, capaz de tarefas como leitura automatizada de textos, por exemplo. "Atualmente, esse tipo de aplicação também já atingiu escala comercial, motivando o investimento de grandes empresas, devido a demanda cada vez maior. A realidade é que cada vez mais teremos interações humanos-máquinas através da voz", prevê Rosa.

Como será o amanhã?

Quando a Siri foi lançada, recebeu críticas: 46% dos donos de aparelhos iOS acreditavam que a empresa exagerou nas capacidades prometidas. Isso aparentemente foi resolvido e hoje a assistente da Apple é bem aceita, pesquisa do site Experts Exchange, aponta que a Siri é a preferida entre os norte-americanos e também bateu o desempenho da Google Now e Cortana em testes.

Os vestíveis, o setor automotivo e a vindoura internet das coisas já olham pro futuro da voz enquanto ferramenta. Vários smartwatches das grandes marcas, como os da Apple, Samsung e Motorola, reconhecem as vozes de seus donos --até para compensar os diminutos teclados das suas telas.
O Brillo, sistema da Google com suporte a dispositivos como lâmpadas e fechaduras inteligentes, foi lançado no ano passado e permitirá uso da voz para executar comandos. A Apple lançou em 2014 o CarPlay, um sistema inteligente que liga iPhones a uma central multimídia dos carros e usa a Siri apara ajudar o motorista em trajetos, ligações telefônicas e outros comandos.

Porém, ainda estamos um pouco longe de usar só a voz para controlarmos tudo. As atuais tecnologias de voz precisam corrigir muitas falhas de compreensão. Além disso, levantam constantes debates sobre a privacidade dos dados coletados.

"As possibilidades são infinitas, mas estamos dando um passo de cada vez. Não há atalhos pois trata-se mais de um método artesanal do que de um típico esforço de codificação", disse ao UOL por e-mail Bharath Mohan, gerente de produto da Microsoft responsável pelo Cortana. Apple, Google e Samsung foram procurados para falar sobre o Siri, Now e S Voice, mas não falaram com a reportagem.


Aplicações atuais e futuras

Reprodução
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Assistente pessoal em qualquer lugar

Desde 2011 a Siri auxilia os usuários de iPhones e iPads. Na esteira dela veio a concorrência: Google Now (Google/Android), S Voice (Samsung), Cortana (Microsoft), M (Facebook) e Echo (Amazon). O que elas fazem? De um modo geral, são praticamente secretárias de bolso: a partir de perguntas, frases e buscas via voz (ou teclado), trazem informações relevantes para o cotidiano, como previsão do tempo, bolsa de valores e trânsito; navegador em trajetos de carro; sugerem restaurantes, lojas e serviços a partir de sua localização; realizam buscas na internet; agendam compromissos; e interagem com outros aplicativos. Habilitar o recurso de voz é opcional: o usuário deve ir nas configurações do aparelho e confirmar se quer mesmo usar as assistentes dessa forma. Os smartwatches também usam versões adaptadas das assistentes pessoais.
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Escrever textos sem teclado

Seja para pessoas com deficiência ou para quem não quer mais usar teclados físicos ou virtuais, a possibilidade de ditar um texto e transformá-lo em frases prontas é uma mão na roda. No iOS, desde 2014 é possível clicar no botão do microfone no teclado virtual e ditar o que quiser em português, com direito a pontuação. O Google Now também faz isso, mas no momento, só há suporte para esse tipo de pontuação em alemão, inglês, espanhol, francês, italiano e russo. E os demais apps de voz em sua maioria só reconhecem bem o inglês.
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Tradução simultânea

Em 2013, o aplicativo do Google Tradutor lançou uma atualização em que era possível pessoas de diferentes línguas usarem o programa para traduzir suas frases simultaneamente. Basta tocar em um botão com microfone na interface do app e este faria o resto, mostrando e tocando o áudio das traduções. Depois foi a vez do Skype fazer o mesmo, em 2014. Ambos ainda não funcionam com a precisão esperada, mas são úteis nos momentos mais "desesperados".
Divulgação
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Controle da casa conectada

A Internet das Coisas é um conjunto de produtos e tecnologias em desenvolvimento que pretendem funcionar e reagir de forma mais inteligente aos nossos hábitos e necessidades, além de criar objetos e ambientes que "conversam" entre si. Na prática, esse sistema conecta-se à internet ou a redes privadas, unindo "gadgets" como computadores, notebooks, tablets e celulares, além de televisões, geladeiras, iluminação e automóveis. Uma prévia do que pode acontecer já pode ser vista no uso do Kinect (foto), aparelho da Microsoft que funciona com o videogame Xbox One. Quando o dono da casa falar na sala "Xbox, ligue", o console se liga sozinho. E é possível configurar para ligar outros dispositivos, como TV, home theater e receptor de TV a cabo.
Reuters/Google/Divulgação
Reuters/Google/Divulgação

"Chofer" do carro autônomo

Ford, Lexus, Hyundai, Chrysler, Honda e GM são algumas das montadoras que já lançam ou prometem lançar carros com sistemas de comandos de voz, seja sozinhos ou em parcerias com outras empresas. E já que possuem "expertise" no assunto, as gigantes da tecnologia já estão dispostas a participar desse mercado, com iniciativas como Carplay (Apple), Android Auto (Google) e uma adaptação do Cortana para veículos (Microsoft). O protótipo de carro autônomo do Google (foto) não usa voz porque teoricamente não precisa: seus sensores, radares e computadores fazem tudo sozinho. Mas como nos testes já apresentou problemas e acidentes, comenta-se que o reconhecimento de voz surja para melhorar a relação do carrinho com os "motoristas" humanos.
Divulgação/Honda
Divulgação/Honda

Interação completa com robôs

Pode ser que em breve aquilo que vemos em "Star Wars" se torne real. Nos filmes, personagens humanos conversam livremente com os "dróides" R2-D2, C-3PO e BB-8 como se fossem pessoas dotadas de plena compreensão. Na verdade robôs como o Asimo (foto), da Honda, já fazem isso, mas de forma limitada. Se a tecnologia chegar a um nível de sofisticação capaz de entender e reagir a tudo que falamos, talvez teremos de fato um robô humanoide em cada lar resolvendo as tarefas chatas que nós, humanos, costumamos procrastinar... desde que eles não se chateiem nem se vinguem de nós por isso.

O que falta?

Reprodução/Globo
Reprodução/Globo

Acompanhar a velocidade da fala

Quem usa as assistentes pessoais dos celulares já deve ter sentido: quanto mais rápido você falar, maior a chance do programa entender tudo errado. O que acontece é que enquanto falamos, o software precisa processar em tempo real quais palavras foram ditas. A tecnologia atual é até bem precisa, mas quando aceleramos o discurso, não apenas há menos pausas que separam as palavras umas das outras, como também não as pronunciamos tão bem. Isso acaba comprometendo o resultado. Mas convenhamos: falar sempre pausadamente não é lá muito fluido no cotidiano, então seria ótimo se os programas acelerassem sua capacidade de compreensão com o passar do uso.

Compreender diferentes timbres e volumes de voz

Se diferentes pessoas falarem uma mesma frase para o mesmo assistente pessoal, é possível que a Siri, Google Now e afins entendam essa frase de formas diferentes, ou pelo menos não a entendam de primeira com todos eles. O desempenho do reconhecimento de voz também pode variar conforme timbres, volumes e ênfases dadas por cada interlocutor.
Reprodução/Instagram/ivetesangalo
Reprodução/Instagram/ivetesangalo

Entender sotaques e gírias regionais

Algumas gírias o Google Now entende bem, como a pernambucana "arretado" ou a baiana "zoró". Mas se você tentar falar a interjeição gaúcha "bá, chê", ele vai entender como "bate" ou "boot". "O desafio é desenvolver sistemas de reconhecimento de voz que sejam precisos independentes das características do falante, como sotaque nativo x estrangeiro, homem x mulher x criança, fala coloquial x formal", diz Aline Villavicencio, professora do grupo de inteligência artificial da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Gregorio Borgia/AP
Gregorio Borgia/AP

Melhorar no quesito multilíngua

Os atuais programas até aceitam mais de uma língua, mas patinam um pouco na hora de distinguir de qual idioma é determinada palavra. E quanto mais idiomas você colocar na mistura, mais difícil vai ser essa separação. É um problema que atrapalha bastante aqueles que têm que lidar com palavras, nomes e expressões em inglês no trabalho, ou para falar termos estrangeiros que foram assimilados no nosso cotidiano, como "mouse" e "dossiê".

Captar e interpretar o som em situações complexas

Ruídos externos estão entre os maiores inimigos do reconhecimento de voz. A diferença entre usar uma assistente pessoal em um escritório em silêncio e em uma rua com carros buzinando ou em uma sala com eco é gritante: a precisão diminui, e o processamento do que foi dito tende a ser bem mais lento. Evoluções nisso passariam não apenas pelo software, que precisaria filtrar melhor as vozes dos demais barulhos, mas também por microfones cada vez melhores em dispositivos móveis.
Divulgação
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Pontuar e caprichar na gramática em textos longos

O recurso de voz dos iPhones já aceita pontuação. Se você disser: "Eu amo você ponto", a frase sera escrita como "Eu amo você." No Google Now isso só ocorre em algumas línguas, e o português ainda não está entre elas. O fato é que pontuar com a voz ainda é um dilema, e o ideal mesmo é que o locutor apenas consiga a pontuação com a entonação correta, como ao falar a frase "Você vem hoje?" o sistema já colocar a interrogação por si só. Outro problema é que os sistemas ainda não entendem tão bem questões como sintaxe e concordância verbal em alguns casos. Você pode falar "concordou" e ele entender "concordo", por exemplo.

Expandir vocabulário e aceitar neologismos

Em um teste informal no UOL, o Google Now transformou "imexível", palavra maluca cunhada pelo ex-ministro Antônio Rogério Magri (foto), em "inesquecível". E reverteu "Expelliarmus", um dos feitiços das histórias de Harry Potter, como "italianos". Por mais memória ou auxílio ao Google que tenham os sistemas de reconhecimento de voz, eles podem se confundir nesses casos. Se você inventar uma palavra ou preferir uma forma curiosa de escrever palavras antigas, como a popular na internet "quenhe vc", corruptela de "quem é você?", não conte com a compreensão total do reconhecimento de voz até que o tal termo esteja totalmente difundido.
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Usar sem parecermos bobos

Quando os celulares se tornaram populares, muita gente estranhou a nova situação de pessoas "falando sozinhas" na rua. Se o uso das assistentes pessoais e de outras formas de reconhecimento de voz se tornarem imprescindíveis, essa sensação vai se repetir. Afinal, ainda é bem esquisito ficar repetindo a mesma frase ou pergunta no meio da rua com o celular apontado para a boca.
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Saber quando não agir

Em 2014, o áudio de um anúncio de TV sobre o Xbox One acabava ativando o videogame à revelia dos usuários, ao falar o comando "Xbox on". Esse é um exemplo do que pode acontecer se ficarmos totalmente cercados de diferentes tecnologias de reconhecimento de voz: algo que não era pra ser contextualmente um comando para a máquina acabar ativando ou desativando algo sem querer. É uma tarefa difícil para os desenvolvedoras de inteligência artificial conseguirem "adivinhar" as intenções do usuário ou saber quando agir ou não.
Grosby Group
Grosby Group

Garantir alguma privacidade

A questão da privacidade e segurança dos dados ainda preocupa nessa seara. Afinal, se todo mundo ficar falando em voz alta com as máquinas, quem garante que alguém mal intencionado não estará por perto ouvindo os comandos para usá-los em crimes? Ou que uma assistente pessoal ativada o tempo todo não ouve e grava absolutamente tudo que ouvimos? Pode parecer paranoia demais, mas o CEO da Apple, Tim Cook, já se pronunciou sobre a Siri dizendo: "A Apple não tem acesso aos dados. Por isso não há preocupações com a privacidade para a maioria das pessoas, acho, quando as informações são mantidas em seu dispositivo e estão protegidas com a sua senha". Será?