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terça-feira, 21 de junho de 2016

Estudo de Princeton expõe vigilância descontrolada dos trackers na Web

Os pesquisadores Steven Englehardt e Arvind Narayanan, da Universidade de Princeton, publicaram no dia 18 de maio o “estudo mais amplo e detalhado de monitoramento online até a presente data” (paper).

Usando a ferramenta livre / de código aberto OpenWPM, (um “framework para medições de privacidade na web), eles conduziram uma série de experimentos nos primeiros 1 milhão de sites do ranking de popularidade da Alexa, e encontraram alguns resultados já esperados — concentração de um pequeno número de gigantes mas uma “cauda longa” de milhares de trackers, prevalência desses mecanismos em sites de notícia, eficácia de extensões e plugins de bloqueio…

Mas Englehardt e Narayanan também fizeram algumas descobertas surpreendentes: a prática comum de “sincronização de cookies” entre diferentes trackers e a adoção de técnicas novas de fingerprinting para identificar dispositivos.

A capacidade de monitorar detalhadamente as ações das pessoas na Web, a prática difundida de compartilhar e vender dados umas para as outras e a característica desse mercado de possuir um pequeno número de empresas que estão presentes na maioria dos sites produzem um grave dano à privacidade de quem acessa a Web, afetando também outros direitos fundamentais como a autodeterminação e a inviolabilidade da intimidade.

Está tramitando na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que busca trazer garantias à população brasileira e que já têm paralelos em mais de cem países ao redor do mundo: uma lei que proteja os dados pessoais. Se aprovada da forma como foi proposto pelo Ministério da Justiça, ela estabelecerá claros limites em quais dados poderão ser guardados e processados por essas empresas com o objetivo explícito de proteger direitos fundamentais.

Neste artigo, vamos ver as principais descobertas do estudo de Englehardt e Narayanane entender como o Projeto de Lei nº 5.276/2016, resultado de duas consultas públicas e encaminhado à Câmara recentemente pelo governo Dilma Rousseff antes da presidenta ser afastada, pode nos dar maior controle sobre a coleta e o tratamento dos dados pessoais por parte dos trackers.

Third parties e trackers: data is money, my friend

Antes de tudo, uma definição: o estudo gira em torno das third parties. Quando visitamos um determinado site, a first party (“primeira pessoa”), ele pode carregar recursos como scripts e imagens de outros domínios, as third parties (“terceiras pessoas”).

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Muitos desses domínios servem trackers, enquanto outros são usados para fornecer imagens estáticas (como o gstatic.com da Google e o fbcdn.net do Facebook). Estes conteúdos não são relevantes para os propósitos do estudo, que analisa aqueles que hospedam scripts que rodam silenciosamente, detectam e comunicam à “base” informações sobre a visita. Para separar o joio do trigo, o estudo usou listas usadas por plugins de privacidade, curadas e alimentadas com novos endereços de trackers conforme eles são descobertos.
Para aprender mais sobre esse monitoramento funciona e como se defender dele, veja nosso artigo Trackers: os grandes stalkers da Web.

Descobertas do estudo

Embora tenham sido registradas 81.000 third parties, um pequeno grupo delas está presente em muitos sites, enquanto a maioria foi detectada em pouquíssimos sites (o “efeito cauda longa“). Isso confirma as impressões de observadores da indústria de que há uma grande concentração de grandes empresas do ramo que domina a maior parte do mercado — somente 123 dessas 81 mil estão presentes em mais de 1% dos sites, e todas as cinco maiores percentem à Google. “De fato, a Google, o Facebook e o Twitter são as únicas entidades com third parties presentes em mais de 10% dos sites”, dizem os autores.

Além disso, o estudo detectou que a maioria dos trackers faz sincronização de cookies (cookie syncing), comunicando a outros trackers os ID’s usados internamente para identificar visitantes. Esta descoberta sugere que as empresas de tracking trocam grandes volumes de seus dados entre si por fora da interação usuário(a)↔website .

Outra descoberta pouco óbvia é que a indústria de monitoramento online pode ser uma barreira para a ampla adoção de HTTPS. Como os navegadores alertam sobre “conteúdo misto” quando um site em HTTPS carrega recursos via HTTP desprotegido, e muitos trackers não oferecem por HTTPS (ou não por padrão), há um desincentivo para sites adotarem essa vital tecnologia para que suas visitas não sejam recebidas com um “cadeado quebrado”. Além dos riscos de interceptação, um outro agravante é que tais scripts de monitoramento e seus cookies, quando trafegam via HTTP, podem ser usados por agências de inteligência e crackers para te identificar e até invadir.

Sites de notícias e outros conteúdos editoriais são os mais monitorados. Já sites de universidades, organizações governamentais e sem fins lucrativos são os que menos instalam trackers. Uma hipótese levantada pelos autores é de que os últimos apresentam menos monitoramento (e anúncios) pois têm financiamento externo, enquanto os primeiros são obrigados a monetizar suas visitas (e, crescentemente, limitar visitantes que usam ad blockers).

Por que querem meus dados?



O caminho dos anúncios desde os marketeiros até você. Cada uma dessas empresas ajuda a definir quais você vai ver ao acessar uma página web.
“Informações pessoais são o novo petróleo, o combustível vital da nossa economia digital”, como disse Andrew Keen para a CNN. A vasta gama de tipos de dados que os aplicativos e dispositivos emitem constantemente — localização, relações sociais, hábitos de consumo e comportamento — são o que mantém o capital girando para uma grande e crescente parcela de empresas de software.

O modelo de negócios adotado nos primórdios da rede, com serviços pagos diretamente pelo cliente ou financiados por universidades e empresas, chegou ao público geral como o que os especialistas em privacidade e segurança da informação chamam de modelo de negócios da vigilância: a empresa oferece serviços “gratuitamente”, e paga suas contas e funcionários(as) vendendo as informações pessoais que conseguem coletar para quem se interessa.

Esses dados possuem alto valor para uma série de outras empresas que se beneficiam em conhecer detalhes sobre a vida das pessoas: serviços de crédito que querem avaliar seu risco de dar um calote, seguros de saúde que podem usá-los para determinar o valor do plano, lojas e empreendimentos que querem entender o comportamento do mercado e anunciar diretamente para um público-alvo específico…

Para intermediar a coleta de dados nos sites e aplicativos e seu uso final pelo mercado, surgiu a indústria das data brokers (“corretores de dados”). Gigantes como a Acxiom e a Experian possuem sedes ao redor do mundo, onde compram e vendem bancos de dados sobre populações inteiras.
O ramo é tão grande que muitas vezes há mais intermediários na cadeia: centenas de outras empresas pequenas e grandes comercializam entre si bancos de dados para integrar com sua vasta coleção — a Experian, que comprou a Serasa em 2007, possui terabytes de informação sobre o público brasileiro e petabytes a nível global.

Algumas das data brokers que coletam dados na Internet segmentam internautas com base no seu comportamento online, justamente através dos trackers estudados pela dupla de pesquisadores de Princeton. No Brasil, por exemplo, uma empresa chamada Navegg Analytics busca “entender o comportamento do consumidor”, e baseia sua segmentação da população em um estudo de 6 anos conduzido em mais de 100 mil sites. Seus scripts estão presentes na maioria dos portais de notícias e em vários outros sites voltados para o público brasileiro.


Algumas categorias em que a Navegg associa a você a cada visita em um site que use seus third-party scripts. Se você não tem tempo para ler nosso artigo sobre profiling, TEM QUE ao menos ler o guia ilustrado.

E agora, quem poderá nos defender?

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O mercado de coleta e tratamento de dados em escala massiva, na ausência de leis que o limitem e por ser invisível para quem navega no site (tanto na coleta quanto no uso), se tornou definitivamente um monstro.
Proibi-lo completamente, no entanto, é desproporcional e eliminaria uma opção legítima de usar serviços gratuitos que, além de manterem-se financeiramente com o tratamento de dados, os usem para aprimorar sua interface e seu serviço — por exemplo coletando estatísticas de uso de seus softwares para entender quais entraves as pessoas enfrentam.

O que precisamos para tornar essa indústria mais justa e saudável são ferramentas para que as pessoas possam exercer controle sobre que dados vão compartilhar e entendendo o que está em jogo após suas escolhas.

Proteções legais aos nossos dados com o Projeto de Lei 5276/2016, além de eficazes no cenário atual de trackers, protegem todos os dados, quer sejam visitas em sites, quer sejam suas compras no supermercado. Ele também traz limites claros não só para o momento da coleta como o de tratamento (pense em algoritmos) e o repasse para o poder público ou empresas dentro e fora do país. O PL também obriga as empresas a seguir padrões e boas práticas de segurança para o armazenamento, a transmissão e a anonimização (que serão atualizados conforme as tecnologias de proteção e de quebra evoluem).

O PL 5276/2016 protege seus dados

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Segundo Marília Monteiro, pesquisadora do Privacidade Brasil e mestranda em Políticas Públicas na Hertie School of Governance, “há pouca, senão nenhuma regra que regule a atividade dos chamados data brokers no Brasil. Para aquelas que lidam com informações de crédito, algumas balizas estão presentes nas regras consumeristas, mas isso está limitando a alguns agentes da cadeia de informações de crédito e não de forma sistemática e especializada”.

Nós da Coding Rights, junto com mais 40 entidades da academia e da sociedade civil organizada manifestamos interesse na chegada do Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais à Câmara dos Deputados. O PL nº 5.276/2016, como escrevemos em uma carta aberta, “foi construído de forma colaborativa com amplo engajamento social por meio de duas consultas públicas realizadas no fim do ano de 2010 e começo do ano de 2015, a partir da iniciativa do Ministério de Justiça em colocar o texto do então Anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais sob escrutínio público nas plataformas online Cultura Digital e Pensando o Direito“.

O PL de Proteção de Dados vem preencher uma lacuna na nossa legislação: proteções semelhantes já existem na maioria das democracias mais fortes do mundo, como a Diretiva de Proteção de Dados que orienta as leis de cada país da União Europeia, ou as regulamentações específicas por setor que os EUA adotam em vez de uma lei geral. Marília Monteiro, que era coordenadora de Consumo e Sociedade da Informação da Senacon/MJ e participou ativamente da elaboração do debate público, afirma que “o PL 5.276/16 traz padrões mínimos internacionalmente reconhecidos que criam o dever de transparência para as data brokers. Os princípios, direitos e garantias presentes no projeto permitiriam, por exemplo, que os usuários acessem as informações agregadas pelas data brokers, optem pela não coleta, compartilhamento e divulgação de seus dados pessoais e que corrijam as informações a seu respeito”.
Como vimos, há uma grande concentração de atores no mercado de tracking, o que torna uma lei que estabeleça normas para sua atuação mais eficiente. Segundo os autores, “para as pouco mais de 100 third parties que são prevalentes em pelo menos 1% dos sites, imaginamos que elas são entidades grandes o bastante para terem seu comportamento regulamentado por pressão da opinião pública e a possibilidade de ações legais”.
Ao longo dos últimos meses, viemos preparando uma série de materiais para auxiliar a participação no processo de consulta pública. No guia Dados Pessoais: como contribuir para o debate público, feito pela Oficina Antivigilância e pelo CSLab, são explicados os principais conceitos e questões de cada um dos “eixos” do debate conforme organizado pelo Ministério da Justiça. Fizemos um boletim especial com artigos sobre as data brokers e os riscos e garantias da anonimização na proteção de dados pessoais, além de uma visualização interativa dos comentários feitos na plataforma do MJ para enxergar as principais disputas em torno do texto da lei.

Exercendo (algum) controle sobre sua navegação

Enquanto não temos uma lei que nos proteja, podemos exercer um maior controle sobre os dados que entregamos para estas empresas através das já conhecidas ferramentas de bloqueio de anúncios. O estudo dos pesquisadores de Princeton realizou testes comparados com um navegador com Ghostery, e verificou que ele é bastante eficiente, bloqueando grande parte dos trackers sem comprometer o funcionamento normal do site (deixando passar domínios de CDN’s e e widgets, por exemplo).
As extensões Privacy Badger (Chrome, Firefox)  e uBlock Origin (Chrome, Firefox, Opera) possuem um funcionamento similar ao Ghostery, com a vantagem de serem software livre. A combinação das duas é nossa recomendação para proteger sua navegação dos olhos da indústria de forma transparente e automática. Estas ferramentas atuam através de “listas negras” e sistemas sofisticados de reconhecimento de tracking para impedir o navegador de carregar scripts enxeridos.




Comparação feita para nosso artigo sobre trackers mostra scripts carregados sem (1ª) e com (2ª) as extensões Privacy Badger e uBlock Origin. Muitos deles atuam em vários sites ao mesmo tempo.

Fingerprinting, ou seguindo você na Internet sem login

Apesar de haver ferramentas que bloqueiam os trackers tradicionais, o estudo detectou uma série de métodos pouco conhecidos ou até inéditos de monitorar pessoas online, que passam batido por essas extensões.
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As técnicas de fingerprinting permitem que o tracker faça uma “impressão digital” de todos os dados que consegue juntar sobre o navegador; assim, ele sabe que quem está entrando no site X é a mesma pessoa que entrou em um site Y. Seguindo sua trajetória online é possível aprender muito sobre seu comportamento mesmo sem saber sua identidade pessoal — e basta fazer login em um site onde você tenha se cadastrado e puf, já é possível te ligar ao seu histórico de navegação.

Alguns métodos de fingerprinting já são conhecidos: a lista de fontes e plugins que o navegador suporta, as informações sobre a versão do navegador (user agent string) e o tamanho de sua janela… a ferramenta Panopticlick mantida pela EFF testa o quão único é seu navegador frente aos das outras milhares de visitas que o site já ganhou.

Uma gama de outras formas de fingerprinting são menos conhecidas e estudadas. O canvas fingerprinting, por exemplo, se aproveita de particularidades na forma como o javascript desenha formas no <canvas> em diferentes dispositivos e navegadores. A pesquisa de Englehardt e Narayanan é a primeira a detectar uma série de métodos sofisticados de identificação que se aproveitam de interações com o sistema que o javascript oferece sem pedir permissão:
  • Font canvas fingerprinting é enumerar as fontes presentes no sistema através da interface “canvas” de desenho.
  • O WebRTC-based fingerprinting coloca na mistura seu endereço de IP na rede local.
  • O AudioContext fingerprinting detecta sutilezas na forma como a Audio API processa sinais de áudio em cada máquina e navegador.
  • Foram detectados até scripts que gravam o nível de bateria e quanto falta para (des)carregar completamente.
A princípio, estas informações parecem banais e inúteis. No entanto, é consenso na comunidade técnica e na ciência da computação que até mesmo poucos dados que se refiram aos hábitos ou comportamentos de uma pessoa, quando combinados, podem identificá-las com alta precisão, ou destacá-las na multidão com base em características coletivas como etnia, situação econômica, condição de saúde e posições políticas.

Como disse Arvind Narayanan em seu site pessoal dedicado à (des)anonimização de dados, “há somente 6,6 bilhões de pessoas no mundo, então são necessários somente 33 bits de informação sobre uma pessoa para determinar quem ela é”. O cenário só piora na Web, já que o número de pessoas com acesso à rede é muito menor que a população mundial, e 15 minutos de navegação podem facilmente revelar todos os bits necessários para revelar nossa identidade.

Entramos em contato com Cooper Quintin, desenvolvedor da extensão Privacy Badger, para entender o quanto a extensão já nos protege contra as técnicas abordadas no estudo. Em vez de usar uma lista de trackers conhecidos, o software mantido pela Electronic Frontier Foundation busca em todas as third parties comportamentos associados ao monitoramento, como o armazenamento de cookies e acesso às funcionalidades do javascript que fornecem dados para fingerprinting. Assim, aprimorar a heurística do software para novas ameaças protege automaticamente milhares de usuários(as) da extensão na próxima atualização.

Para Cooper, o relatório da dupla de Princeton é “fascinante”, e ele planeja examiná-lo com mais calma para adaptar seu software aos novos métodos descobertos. “Font canvas e AudioContext são definitivamente novos para mim, e não são detectados pelo Privacy Badger. No momento atual detectamos canvas fingerprinting e super cookies de armazenamento local, além dos cookies tradicionais”.


No próximo artigo da Oficina Antivigilância para a campanha #ProtejamMeusDados, veremos como o PL 5.276/2016, através de suas determinações sobre anonimização de dados e dados usados para formação de perfis (profiling) nos protege de práticas abusivas de publicidade e riscos severos de segurança que a reidentificação apresenta para todos(as), dentro e fora da Web (spoiler: será baseado no nosso artigo sobre anonimização).

Os especialistas em proteção de dados pessoais Bruno Bioni e Renato Leite Monteiro fizeram uma instrutiva linha do tempo dos PLs de Proteção de Dados Pessoais para o Data Privacy Brasil. Você pode acompanhar a tramitação do PL no site da Câmara; é possível se cadastrar para receber atualizações por e-mail.
O InternetLab fez uma análise detalhada de todo o debate feito na última consulta pública, sendo um ótimo guia para se aprofundar em questões específicas como consentimento, dados anônimos, transferência internacional, e o tratamento de dados para segurança pública e defesa nacional.

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Você pode se envolver pelo Twitter , Facebook e nas suas redes de preferência — memes e materiais de divulgação estão sendo organizados no Tumblr PL 5276 protege nossos dados!. Na página especial #ProtejamMeusDados que preparamos aqui no site, manteremos uma visão geral da campanha e do processo no Congresso.

Oficina Antivigilancia

domingo, 5 de junho de 2016

Privacidade: 'Post-it' ou adesivo sobre a lente já se torna mais comum entre usuários.




Em março de 2014, o ativista Edward Snowden denunciou a existência de um software desenvolvido pela NSA capaz de fazer registros usando a webcam de computadores invadidos e enviar as fotos e vídeos para a agência de segurança americana.

No mesmo ano, o governo britânico veio a público com um alerta sobre um site russo que transmitia cenas ao vivo de centenas de webcams no mundo.
E uma pesquisa de 2013 confirmou a possibilidade de se ligar a câmera de um Macbook sem que a luz que indica que ela está ativa fique acesa.
Os episódios mostram o risco de exposição indevida via webcam do computador. A ideia de que possa existir alguém nos assistindo sem nosso conhecimento, aliás, é digna de filme de terror.

Por isso, um número cada vez maior de pessoas está tomando uma medida simples: tapando a webcam com um adesivo ou um post-it.
Agora, o problema são os microfones, que continuam expostos e podem estar sendo usados sem o nosso consentimento.

 Foto: Vincent Brown/Flickr/Creative Commons

A questão sobre os microfones#

Especialistas são unânimes: invadir uma webcam não é difícil tecnicamente. Muitas câmeras vêm com uma senha padrão que é sempre a mesma e dificilmente é alterada pelo usuário.
“Antes mesmo de entender que é fácil invadir uma webcam eu já achava o olhar daquele treco invasivo, ameaçador. Depois, virou um esforço consciente. É uma invasão muito pessoal, porque alguém realmente pode ficar te vigiando, tem um caráter pessoal muito assustador. Tem um potencial danoso muito grande.”
Carolina Stary
Adepta do post-it na câmera há pelo menos 5 anos
Para aquelas já embutidas na tela do laptop, há outros métodos, como o uso de softwares maliciosos, que abrem uma brecha no computador quando executados e permitem acessar a câmera.
O medo de um espião invisível e silencioso por trás da webcam e do microfone não é novo, mas tem se tornado uma preocupação do grande público recentemente.
Antes disso, ativistas de direitos digitais, hackers e analistas de sistemas já usavam um post-it por cima da câmera.
Mais recentemente, na cultura pop, a série “Mr. Robot”, uma das mais elogiadas por crítica e público em 2015, escancara a facilidade com que um indivíduo mal-intencionado pode escutar webcams ou microfones em computadores ou celulares alheios.
O crescimento da paranoia justificada é verificável em uma breve busca no Google. Os links que ensinam maneiras simples de acessar webcams alheias são muitos - e aqueles que recomendam tapar a câmera, também.
A maioria das pessoas, no entanto, se esquece (ou ignora) os microfones nos computadores e a existência de não uma, mas duas câmeras, nos celulares. Essas, quase ninguém esconde.
Uma professora de comunicação de massa da Universidade da Flórida, nos EUA, alertou recentemente para a possibilidade real de que o Facebook esteja usando microfones de celular para registrar áudio e coletar dados sobre o que as pessoas estão discutindo.
“Sempre tive essa paranoia, ainda mais porque tem gente que eu admiro e entende muito de tecnologia que usa [post-it sobre a câmera]. Mas depois de assistir Mr. Robot, comecei a usar o tempo todo no notebook. No celular não uso por preguiça de ficar tirando, mas faria sentido também.”
Debora Corrano
Publicitária, em entrevista ao Nexo
A professora disse que encontrou evidências disso falando de assuntos específicos perto do telefone e observando o surgimento de anúncios sobre aqueles assuntos.
O Facebook diz que usa o registro de áudio do celular apenas para identificar se o usuário está ouvindo música ou assistindo TV, e que essa função está disponível em apenas alguns lugares do mundo.
Ainda assim, o caso não é novidade. Em 2014, usuários descobriram uma falha no navegador Google Chrome que permitia que um website que tivesse recebido permissão para registrar o áudio de um computador continuasse escutando mesmo depois que o site fosse fechado.

Como se proteger#

Para esconder as câmeras, tanto a do celular como a do computador, a recomendação mais segura é bem simples: um adesivo ou post-it por cima da lente são suficientes.
No caso do microfone, é um problema difícil de resolver. A rigor, não há solução facilmente reversível para os microfones embutidos em laptops e celulares.
Desabilitar o programa que controla o microfone no computador é uma possibilidade, mas isso poderia ser contornado por um software malicioso.
Outras técnicas incluem abrir o computador e desconectar o sensor de som ou usar um chiclete ou massa de modelar para bloquear a entrada de áudio. O problema é que essas soluções são difíceis de se reverter quando você quiser de fato usar o microfone.

Via Nexo

quinta-feira, 2 de junho de 2016

#Tumblr: Sua Senha pode estar na "Deep Web"

A Deep Web. Sim, aquela tal camada da Internet que camufla muitas coisas que não podem ser expostas na Surface Web, devido ao nível de clandestinidade das transações que são firmadas, envolvendo vendas de produtos ilícitos como drogas e armas, contratação de serviços nada convencionais e que envolvem altas quantias em dinheiro, dentre outras coisas que muita gente nem imagina que existe e acontece. Porém, a Deep Web também seu lado bom como tudo nesta vida, afinal de contas, não existe o bem e o mal em sua totalidade. Há sim, o ponto de equilíbrio. E na tão assombrosa, temida e muitas vezes evitada "Deep Web", encontramos coisas interessantes, edificantes, que podem aprimorar de forma muito positiva, o nosso conhecimento. Mas chega de blá e vamos ao ponto chave: Os endereços de email e hashes de senhas de 65 milhões de usuários do Tumblr estão sendo vendidos on-line através de "peace_of_mind", também conhecido como "Peace", que trata-se de um indivíduo que, recentemente, ofereceu para venda dados de usuários do LinkedIn, que remontam a uma violação de 2012.




As credenciais das contas roubadas de Tumblr também são antigas - de acordo com o levantamento feito, eles foram roubados no site em fevereiro de 2013, devido aos criminosos terem encontrado uma brecha na segurança. Assim, a equipe do Tumblr avisou sobre isso no início deste mês, mas esqueceu de dizer quantos usuários são afetados pelo problema. Recentemente, um terceiro obteve acesso a um conjunto de endereços do Tumblr de usuários com senhas e hash a partir do início de 2013, antes da aquisição do Tumblr pelo Yahoo. Assim que se tornou ciente disso, a equipe de segurança investigou exaustivamente o assunto. Assim, a análise feita pode concluir que não há nenhuma razão para acreditar que esta informação foi usada para acessar as contas do Tumblr. Como medida de precaução, no entanto, estará sendo exigido que os usuários do Tumblr definam uma nova senha.


Fonte: under-linux.org

terça-feira, 5 de abril de 2016

#WhatsApp passa a criptografar mensagens de seus usuários

Chegou o dia. Os planos do WhatsApp em aumentar a segurança do app eram antigos, datam de antes da compra da startup pelo Facebook mas após a aquisição, com o dinheiro e know-how adicionais eles finalmente foram implementados: foi anunciado que a partir de agora, todas as comunicações realizadas pelo aplicativo passam a contar com criptografia de ponta de ponta, atingindo mais de um bilhão de usuários em todo o mundo.

A mudança é simples: a partir de hoje todas as suas mensagens de texto, voz, ligações, arquivos, fotos e vídeos compartilhados não podem mais ser acessados por terceiros, somente por aqueles que estão trocando informações, em comunicação individual ou em grupos. 

Assim como ocorre com o iOS e o Android (embora neste caso não seja padrão) o Facebook, dono do WhatsApp também não tem acesso às chaves e não pode coletar nada do que os usuários compartilham entre si, o que em tese derruba a possibilidade da empresa comercializar tais informações: ao que tudo indica as únicas coisas que serão adquiridas pelo algoritmo do Facebook são as informações pessoais e lista de contatos.

O recurso de criptografia já estava sendo testado há algum tempo e vinha sendo lberado em pílulas para os usuários de Android. A partir de agora todos os usuários nas principais plataformas serão beneficiados: além do robozinho o WhatsApp está presente no iOS, no Windows Phone/Windows 10 Mobile e no… não, você não, BlackBerry.

Tal atitude, além de corroborar a preocupação com a segurança que o CEO do WhatsApp Jan Koum sempre disse ter (ele se refere constantemente ao fato de ter crescido na Ucrânia soviética, ainda que na época da Perestroika como um dos principais motivos para defender a criptografia e sigilo dos dados dos usuários), blindar o app e se desfazer da chave livra a empresa de ter que se explicar para órgãos de segurança, pois em teoria não poderiam quebrar as comunicações nem se quisessem. 

Em suma, o ato de tirar o app do ar no Brasil não adiantaria de nada já que tanto o mensageiro instantâneo quanto o Facebook não teriam como burlar a segurança. A briga agora não é mais com ele e nem com o Facebook.

Koum entende que o trabalho da polícia para combater o crime é válido, mas dado seu histórico ele não só não pretende ser conivente como não vai arriscar os dados de seus usuários em prol de uma possibilidade de vigilantismo. Em suma, os interessados que se virem para quebrar a proteção e que não compartilhem a tecnologia (embora a Apple queira saber como o FBI acessou o iPhone dos terroristas, e muito provavelmente vai ficar querendo).

Como ativar a criptografia: Caso uma das duas pontas em uma conserva particular ou um usuário de um grupo ainda não tiver atualizado o app a conversa não será protegida. Em caso positivo, possível verificar a chave de 60 dígitos exibida ou se as pessoas estiverem próximas escanear o QR Code um do outro que aparece em Informações de Contato, Criptografia. 0f8e43dc01db093c4821bbda194ee088edf4cb1d
E pronto, aproveite suas conversas agora totalmente protegidas. 😉
Fonte: MeioBit via WhatsApp.

sexta-feira, 4 de março de 2016

PF usa software de espionagem nas investigações da #LavaJato

O cenário político brasileiro está em clima de guerra com o desenrolar das investigações da Operação Lava Jato, realizadas pela Polícia Federal. O que não se discute muito por trás desse processo todo são os métodos que os agentes utilizam para adquirir dados cruciais para o andar das apurações.
Para analisar os dados contidos em aparelhos celulares dos investigados e suspeitos da Operação Lava Jato, a Polícia Federal utiliza uma tecnologia criada por especialistas em ciência forense de Israel que realiza uma busca total de maneira inteligente em um dispositivo móvel, recuperando todo tipo de informação.

De última geração

Esse sistema é utilizado não penas pela Polícia Federal brasileira, mas também por órgãos como o FBI – a polícia federal norte-americana – e a CIA – a agência de inteligência dos Estados Unidos, além de outros setores de inteligência e agentes da lei no mundo todo.
O sistema israelense é capaz de extrair todo tipo de informação de um celular, independentemente de fabricante e sistema operacional. Cerca de 17 mil aparelhos são compatíveis com essa tecnologia de espionagem, incluindo aparelhos “alternativos”, aqueles sem marca definida produzidos geralmente na China e vendidos baratinhos no comércio paralelo.
Essa tecnologia consegue extrair completamente o conteúdo de um celular em pouco tempo, além de quebra a criptografia de praticamente qualquer senha que tenha sido configurada no aparelho. E não para por aí: até dados já deletados do aparelho são recuperados pelo sistema. Uma varredura completa em um smartphone leva cerca de cinco horas para ser realizada, gerando uma grande quantidade de informações.

Procedimento minucioso

Quando o processo de remoção de informações de um dispositivo móvel é concluído, os agentes têm como resultado um único arquivo que contém todos os dados extraídos. Esse arquivo pode ser armazenado normalmente, mas só consegue ser lido por um software específico, que faz uma varredura completa e minuciosa nas informações contidas nele.
Esse programa analisa completamente tudo que está armazenado nesse arquivo e utiliza diversos filtros para cruzar informações retiradas de todos as fontes de dentro do celular. Tudo é devidamente catalogado e sistematizado para que seja consultado de maneira mais fácil pelos investigadores. Além disso, o software também bate informações com os dados retirados de outros dispositivos, encontrando coisas que os mesmos têm em comum, o que pode ser muito útil em uma acareação.

Direto dos filmes

Tudo isso pode até parecer ficção científica, coisa tirada de filmes ou seriados policiais de investigação forense, mas não é. Na verdade, esse tipo de programa para obter e analisar informações é mais comum do que se imagina e ajuda bastante em investigações onde é necessário quebrar o sigilo de informações pessoais de um suspeito. Assim, é possível descobrir tudo sobre alguém mesmo que a pessoa tente apagar tudo.

Via TecTudo

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Com histórico de localização, Google, entre outros, sabe onde você esteve

Você lembra onde você foi no mês passado? Como foi seu dia ontem? Todos os lugares que você visitou? Acredito que a resposta seja não! Você pode não lembrar, mais o Google sabe!!!!
Tela do Google Location History da minha conta ontem:



Google Location History
Google Location History
Ficou interessado? Você pode configurar pra mostrar tudo o que você fez em um período também, tipo um mês inteiro. Para funcionar seu telefone  têm que estar habilitado a opção de histórico de localização e você precisa acessar o site usando a mesma conta habilitada no celular.
Quer conferir? Acesse o site aqui.
Lembrando que se você acessar


Fonte:  SuperInteressante

Leia também:

China proíbe funcionários do governo de usar dispositivos da Apple

O IP das Coisas: Até a geladeira pode denunciar o dono na internet

 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Downloads ilegais são monitorados por empresas, diz portal de conteúdo da Microsoft

Segundo pesquisadores, qualquer download feito pelo BitTorrent pode ser identificado por agência de monitoramento em apenas três horas diz o MSN Notícias.


Qualquer pessoa que baixe filmes ou músicas no BitTorrent, uma popular ferramenta de compartilhamento de arquivos, tem grandes chances de estar sendo monitorada, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha. Os pesquisadores descobriram que qualquer download feito pela ferramenta, que é ilegal em diversos países, pode ser identificado por uma agência de monitoramento em apenas três horas. Eles se disseram 'surpresos' pela escala de pessoas vigiadas.

Detentores de direitos autorais de músicas ou filmes podem usar esses dados para identificar usuários que estejam fazendo esses downloads ilegais. A pesquisa durou três anos e foi desenvolvida por uma equipe de especialista em computação, que desenvolveram um software que agia como um usuário do BitTorrent e registrava todas os compartilhamentos realizados.

Sem distinção

Os registros mostraram que o monitoramento não fazia distinção entre usuários que baixavam um grande volume de arquivos e os que eram novos no site.
'Você não precisa ser um usuário recorrente (para ser vigiado). Alguém que baixa um único filme pode ser monitorado também', disse Tom Chothia, que coordenou o estudo.
'Se o arquivo estiver entre os cem mais baixados, é vigiado em poucas horas. Alguém vai perceber e começar a gravar.'

A pesquisa revelou que conteúdos menos populares também eram monitorados, porém em uma frequência bem menor. O estudo identificou cerca de 10 diferentes empresas de monitoramento registrando os conteúdos, entre elas organizações que verificam o cumprimento de direitos autorais, firmas de segurança e até outros laboratórios de pesquisa. No entanto, seis daquelas com monitoramento em maior escala foram mais difíceis de identificar, já que as empresas responsáveis usaram firmas terceirizadas para fazer as pesquisas por elas.

Leia a matéria completa em MSN Notícias acessado em 05/09/2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

FinSpy: Dissidentes são reprimidos por meio de software criado para combater crime

NICOLE PERLROTH
DO "NEW YORK TIMES", EM SAN FRANCISCO


Morgan Marquis-Boire é engenheiro do Google e Bill Marczak está fazendo doutorado em ciências da computação. Mas neste verão americano os dois vêm trabalhando extra-oficialmente como detetives, rastreando por cinco continentes uma ferramenta de vigilância originária do Bahrein.

O que eles descobriram foi o uso amplo de um sofisticado software de espionagem por governos com históricos questionáveis no quesito dos direitos humanos. Embora o software supostamente seja vendido para uso apenas em investigações criminais, os dois investigadores encontraram evidências de que está sendo usado contra dissidentes políticos.

O software parece algo saído de um filme de espionagem: é capaz de captar imagens de telas de computador, gravar bate-papos no Skype, ligar câmeras e microfones e registrar toques em teclados. Marquis-Boire e Marczak disseram ter encontrado versões do spyware customizados para uso em todos os principais telefones celulares.

Mas o que tornava o software especialmente sofisticado era o grau em que ele evita ser detectado. Seus criadores o desenharam especificamente para evitar ser flagrado por softwares antivírus fabricados pela Kaspersky Lab, Symantec, F-Secure e outras.
O software foi identificado como FinSpy, uma das ferramentas de spyware mais difíceis de flagrar que é vendida no mercado crescente de tecnologias prontas de vigilância de computadores, tecnologias essas que possibilitam que governos realizem sofisticadas operações de monitoramento por plug-in. As investigações já identificaram o software em servidores em mais de uma dúzia de países, entre eles Turcomenistão, Brunei e Bahrein, embora nenhum governo reconheça que o emprega para finalidades de vigilância.

O mercado para esse tipo de tecnologia passou de "nada dez anos atrás" para US$5 bilhões por ano hoje, segundo Jerry Lucas, presidente da TeleStrategies, a empresa responsável pela ISS World, feira anual de espionagem em que agentes de organismos policiais e de segurança examinam os spywares de computador mais recentes.

O FinSpy é produzido pelo Gamma Group, uma empresa britânica que afirma vender softwares de monitoramento a governos unicamente para uso em investigações criminais.
"Este é um equipamento de uso dual", falou Eva Galperin, da Electronic Frontier Foundation, um grupo de defesa das liberdades civis na internet. "Se você o vende a um país que respeita as leis, o país pode usá-lo para combater criminosos. Se o vender para um país em que o Estado de direito não é tão forte, será empregado para monitorar jornalistas e dissidentes."

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Flame: Quem será o pai da criança?


Os Estados Unidos e Israel teriam desenvolvido o sofisticado vírus de computador conhecido como Flame, que passou a ser visto como a última novidade na guerra cibernética, informou o Washington Post em sua edição online.
O objetivo, segundo o jornal, foi utilizar o programa para retardar o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã. O jornal disse que as informações foram confirmadas por fontes ocidentais.

O Flame (Flamer/Skyper), um poderoso vírus de computador é, talvez , o mais sofisticado já descoberto entre todos. Foi identificado no Irã pela empresa russa de segurança Kaspersky Lab. Outros vírus parecidos, o Stuxnet e o Duqu , também descobertos recentemente, foram considerados "bobinhos", se comparados ao enorme poder ofensivo do Flame.


Especialistas consideram o Flame uma super-ciberarma, que tem a função de fazer espionagem virtual, com a coleta e envio de dados, incluindo a gravação de áudio e de telas do computador, entre outras coisas.

O Flame foi projetado para fazer uma série de rotinas e é mascarado como se fosse algum tipo de atualização de rotina de um programa como os da Microsoft, disse o Washington Post.



Leia mais sobre o assunto:

Flame: a nova super-ciberarma

. U.S., Israel developed Flame computer virus to slow Iranian nuclear efforts, officials say

Pesquisadores encontram ligação entre os vírus Flame e Stuxnet

Vírus Flame é capaz de se apagar da máquina infectada

quarta-feira, 13 de junho de 2012

#freenet? Liberdade para conectar a humanidade


Quem controla a internet? Quais os interesses ? Será que estamos realmente livres para acessar qualquer conteúdo? Temos privacidade?  Somos realmente livres para nos expressar  ?  E os direitos humanos ? O que acontece quando você coloca seus dados na internet?  "Não existe uma internet livre, sem uma conexão rápida e barata. Mas as barreiras a esse acesso continuam impeditivas principalmente no Sul Global", reforça Adriana Charoux ( IDEC).  Assista ao vídeo e tire suas conclusões. Conheça o projeto freenet: http://freenetfilm.org/index.php



Fonte: http://freenetfilm.org/index.php#

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Julian Assange, WikiLeaks: Supremo britânico autoriza extradição à Suécia

O Supremo Tribunal da Grã-Bretanha decidiu que Julian Assange, o fundador do site Wikileaks, pode ser extraditado da Grã-Bretanha para a Suécia para enfrentar acusações de crimes sexuais.
Por 5 votos a 2,, a decisão endossa decisões anteriores feitas por dois tribunais de instância inferior de extraditar a Assange de 40 anos para ser interrogado sobre alegações de estupro a  uma mulher e agredido sexualmente uma outra em 2010. O tribunal rejeitou os argumentos de advogados Assange que o mandado é inválido porque o promotor não tinha autoridade legal para emitir.

Fonte: http://blogs.voanews.com/breaking-news/2012/05/30/british-court-upholds-extradition-of-wikileaks-founder-2/

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Guerra Cibernética e o novo Hacktivismo palestra realizada no Workshop SegInfo 2011



Palestra  muito interessante de Anchises Moraes durante o  Workshop SegInfo 2011.  O próximo Workshop SegInfo será realizado nos dias 27 de agosto a 01 de setembro de 2012  no Centro de Convenções da Bolsa de Valores do Rio. Dos dias 27 a 30 de agosto, serão realizados treinamentos especializados na área de segurança da informação. E nos dias 31 de agosto e 1o de setembro de 2012 as paletras do evento.