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terça-feira, 4 de julho de 2017

Gerações conectadas: Pesquisa mostra mudanças no consumo

Cléa Rubinstein, aos 71 anos, usa a tecnologia com a mesma facilidade que os netos Gabriel (4) e Dora (10), seja usando o Whatsapp para falar com uma filha que mora em Londres ou com a outra, mãe das crianças, que reside na mesma rua que ela. Nascida em Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro, desde os oito anos ela mora em Copacabana. Já são sete décadas e várias mudanças de estilo de vida, refletidas na evolução do orçamento familiar.

Filha de imigrantes judeus que aqui chegaram vindos da Romênia na década de 1930, D. Cléa recorda o ambiente familiar da infância:
“Falávamos português e iídiche em casa. Preparávamos pratos típicos judaicos em celebrações e, de vez em quando, era preciso fazer alguma adaptação. O gefilte fish, por exemplo, que é um bolinho de peixe típico judaico, é feito com carpa, um peixe de rio, mas nossa família teve que se adequar aos peixes nacionais”.

De lá pra cá, a receita já mudou de novo e hoje os restaurantes judaicos costumam usar processador elétrico para moer a tilápia, um peixe fluvial africano que foi introduzido no Brasil para a pesca artesanal nos anos 80 e hoje representa cerca de metade da produção da piscicultura no país.
Assim como os hábitos culinários e alimentares mudaram, também os orçamentos familiares se adaptaram aos novos tempos. As despesas com alimentação, que ocupavam mais de um terço (33,9%) das contas das casas nos anos 70, tiveram sua influência reduzida a menos de um quinto (19,8%) em 2008-2009.

Do caderno de dedicatórias às redes sociais

Cléa também se lembra das conversas com as colegas de escola numa época sem celulares, Orkut ou Facebook: “Quase todas as meninas tinham cadernos de mensagens, em que os colegas escreviam dedicatórias no fim de cada ano. Eram mensagens de amizade e bem-querer, não se revelava nenhum grande segredo. Era tudo bem público e respeitoso. Aquilo servia como uma espécie de rede social da época, considerando-se as devidas proporções.
As conversas dos jovens também já eram longas na época do telefone fixo: “Falávamos muito ao telefone. Era só um aparelho na sala de estar, sem extensões para outros cômodos da casa. Às vezes, nossos pais reclamavam e tínhamos que desligar na hora”.
Essas e muitas outras informações são coletadas pelo IBGE desde o Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef), feito em 1974-75. Depois, foi realizada a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) em 1996, 2002-2003 e 2008-2009. A coleta da próxima edição da pesquisa começou em 26 de junho e vai até 2018.

Leia mais na revista Retratos 1

Matérias relacionadas:
IBGE lança a Pesquisa de Orçamentos Familiares, um retrato de como os brasileiros gastam o seu dinheiro
Vídeo mostra como é feita a coleta da POF

Um salto no peso das crianças

A POF também revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 35 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75.O padrão era semelhante nas meninas, que, de 8,6% na década de 70, foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.


Texto: Eduardo Peret

Imagem: Licia Rubinstein

Infográfico: Luiz Arbex


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CGI.br promove reunião aberta para debater a regulamentação do Marco Civil

Encontro contará com a participação dos conselheiros do Comitê e será transmitido em tempo real pela web

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) inicia nesta sexta-feira (27) uma nova etapa do debate com a sociedade sobre a regulamentação do Marco Civil da Internet, Lei 12.965/2014. A partir das 10h, haverá uma reunião com os conselheiros do CGI.br aberta para a participação de todos os interessados por meio de streaming de vídeo ao vivo na web. Quem segue o NIC.br no Twitter também poderá participar com o envio de perguntas por meio da hashtag #marcocivil e #cgibr.

Um dos objetivos do encontro é apresentar os resultados obtidos na chamada de contribuições do CGI.br para a regulamentação do Marco Civil, disponível nos últimos dois meses (de 19 de dezembro a 20 de fevereiro) por meio de uma plataforma online. “Recebemos importantes e significativas colaborações que serão analisadas e discutidas durante a reunião. Será um diálogo aberto, inclusive para quem quiser fazer novas contribuições”, esclarece Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e coordenador do Grupo de Trabalho (GT) multissetorial do CGI.br criado para acompanhar as propostas de regulamentação do Marco Civil.

O CGI.br recebeu 138 contribuições, oriundas de 14 diferentes estados e de organizações do setor acadêmico, empresarial e terceiro setor, além de contribuições individuais de pesquisadores e interessados. Todas as propostas de contribuições estão públicas no site http://marcocivil.cgi.br/contribuicoes/.

Os temas para a regulamentação do Marco Civil da Internet tratam principalmente da neutralidade da rede (parágrafos 1 e 2, artigo 9º), da privacidade e sigilo das comunicações (parágrafo 3, artigo 11), manutenção de registros de conexão e registros de acesso a aplicações (artigos 13 e 15, respectivamente) e proteção de registro e dados pessoais (parágrafo 4, artigo 10).

Depois da reunião aberta o GT multissetorial do CGI.br analisará todas as contribuições antes de elaborar um documento final e divulgar os consensos a que chegar. Aprovada em 23 de abril de 2014, a Lei nº 12.965 prevê que o CGI.br será ouvido, assim como a Anatel, no processo de regulamentação sobre a Neutralidade de Rede (artigo 9º, parágrafo primeiro) bem como das políticas de promoção da racionalização da gestão, expansão e uso da Internet (artigo 24, inciso II).

Além do processo participativo do CGI.br, o Ministério da Justiça também abriu debate público até o dia 31 de março sobre a regulamentação do Marco Civil da Internet e outro sobre o Anteprojeto de Lei para Proteção de Dados Pessoais, que seguirá até o mês de abril. As colaborações podem ser enviadas por meio de um portal de participação (www.participacao.mj.gov.br). Igualmente a Anatel abrirá consulta pública sobre o Marco Civil.

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). 


Fonte:  http://www.cgi.br/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Jornais ainda têm mais confiança do leitor, diz governo

Apenas 7% dos brasileiros leem jornais todos os dias, mas o veículo de comunicação continua sendo o mais confiável na avaliação dos leitores. A conclusão está na Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, divulgada hoje (19) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).

De acordo com o levantamento, 76% dos brasileiros afirmam não ter o hábito de ler jornais, 21% leem pelo menos um dia por semana e somente 7% são leitores diários desse tipo de mídia.
Na avaliação do nível de confiança, os jornais lideram a pesquisa com 58% de leitores que confiam sempre ou muitas vezes nas informações veiculadas. O percentual é maior que o da TV (54%), o do rádio (52%), o das revistas (44%) e o das notícias de sites (30%).

A proporção de leitores de jornais é maior entre os homens, com maior renda e escolaridade e em municípios mais populosos.

Entre os leitores de jornais, 84% consomem o veículo em busca de informações. Os cadernos mais lidos são os de notícias locais/cidades/cotidiano (28%), esportes (24%), policial (16%), política brasileira (14%), classificados (12%), cultura e lazer (10%) e economia brasileira (10%).

Apesar da expansão do acesso à internet e das teorias sobre a substituição dos veículos impressos pelos sites de notícias, a pesquisa constatou que 79% dos leitores de jornais manuseiam o formato impresso, ante 10% que preferem a edição online e 4% que usam as duas plataformas. 
Os números são semelhantes aos registrados entre os leitores de revistas: 70% leem a versão impressa, 12% preferem a versão online e 4% são leitores de ambos os formatos.

De acordo com o levantamento da Secom, as revistas são o veículo de comunicação com menor presença no dia a dia dos brasileiros. Os dados de frequência de uso revelaram que 85% não costumam ler revistas e somente 13% leem uma vez por semana ou mais.

A escolha desse meio de comunicação é mais comum entre mulheres 16% leem pelo menos uma vez por semana, ante 11% de homens que leem com a mesma frequência. A variação é expressiva quando a análise é feita com base na renda: entre os que têm renda familiar mensal até um salário-mínimo, a proporção de leitores de revistas é 6%. Já entre os famílias que recebem mais de cinco salários-mínimos, a proporção sobe para 29%.

Jornais e revistas têm outra característica em comum em relação aos hábitos dos leitores: nos dois veículos, o grau de atenção durante a leitura é alto. De acordo com a pesquisa, 50% dos leitores de jornais e 46% dos de revistas não fazem outra atividade enquanto estão concentrados na leitura.
O levantamento da Secom ouviu 18 mil pessoas e traçou um perfil do consumo de informações nas diferentes mídias. A amostra foi definida com base em dados do Censo de 2010 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2011. A coleta de dados e o processamento das informações foram feitos pelo Ibope Inteligência.

Fonte:           Agência Brasil

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

#Natal: Procon-SP divulga lista com mais de 200 sites que devem ser evitados pelo consumidor ao fazer compras pela internet



A lista de sites não recomendados pela Fundação Procon-SP está disponível na página principal do órgão no link "Evite esses sites", contendo endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do CNPJ ou CPF, além da condição de "fora do ar" ou "no ar". Conheça aqui a lista.

O Procon-SP recebeu reclamações desses sites por irregularidades na prática de comércio eletrônico,principalmente por falta de entrega do produto adquirido pelo consumidor e não obtém resposta dos mesmos para a solução do problema.

De acordo com o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil, o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor.

Para Góes, é preocupante a proliferação desses endereços eletrônicos mal- intencionados, que em alguns casos continuam no ar lesando o consumidor. "Denunciamos os casos ao Departamento de Polícia e Proteção a Pessoa (DPPC) e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil, mas, o mais importante é que o consumidor consulte essa lista, antes de fechar uma compra pela internet, para evitar o prejuízo".

Dicas

O Procon-SP mantém disponível no site o "Guia de Comércio Eletrônico" com dicas e cuidados que o consumidor deve ter ao comprar produtos ou contratar serviços pela internet.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Serpro investe na ampliação de serviços de atendimento ao cidadão

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa de tecnologia ligada ao Ministério da Fazenda, quer ampliar os serviços de atendimento ao cidadão e passou a investir no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, como tablets  [pranchetas eletrônicas] e smartphones [celulares inteligentes].

Logo será possível, por exemplo, bloquear, por meio de um celular, com o envio de um SMS (serviço de mensagens curtas), os comandos de um veículo a distância. Outra novidade é que a declaração do Imposto de Renda poderá ser previamente preenchida pela própria Receita Federal para o contribuinte que tem apenas uma fonte de renda, bastando que ele dê o aval ao documento que será apresentado.

Os médicos da família do programa de atenção à saúde básica irão preencher eletronicamente o prontuário dos pacientes em qualquer região do país com equipamentos móveis e transmiti-los para os bancos de dados do Ministério da Saúde, da mesma forma que os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fazem atualmente, ao coletar dados durante o censo. O mesmo já ocorre na fiscalização de obras, procedimento que dá agilidade ao agente público para cumprir as tarefas.
 
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, destacou que é importante para o governo acompanhar as mudanças que vêm ocorrendo com o uso da internet, já que grande parte dos acessos à rede mundial de computadores no país tem ocorrido por meio de dispositivos portáteis. Mazoni destacou que a necessidade de melhorar o atendimento ao cidadão, inclusive, por meio do governo eletrônico e também dos processos de gestão pública. Segundo ele, o governo também terá a sua "nuvem" computacional.
Eis a íntegra da entrevista:

Agência Brasil – O senhor poderia citar alguns dos projetos em andamento hoje no Serpro para facilitar a vida do cidadão?

Marcos Mazoni – Recentemente, lançamos dois aplicativos para tablets e smartphones para atender ao contribuinte da Receita Federal – o Viajantes no Exterior e o Pessoa Física. O primeiro é um software da área aduaneira que ajuda o passageiro que retorna ao Brasil a cumprir as exigências da legislação a respeito de compras. O outro permite que o cidadão consulte os lotes do Imposto de Renda, por exemplo. Os dois foram projetados para iOS e para Android. O iOS é utilizado em equipamentos fabricados exclusivamente pela Apple, que tem entre seus produtos o iPhone, e o Android, desenvolvido pelo Google, que tem o código-fonte aberto e é usado por diversos fabricantes de equipamentos.

Agência Brasil – Todos os serviços, no futuro, estão incluídos no projeto do Serpro?

Marcos Mazoni – Queremos que os aplicativos permitam que o cidadão tenha acesso aos serviços do governo onde ele estiver e quando ele quiser. Este é o nosso foco, mas a rigor, por enquanto, serão apenas os serviços que não necessitam de certificação digital. As mudanças também irão auxiliar os agentes públicos em suas tarefas. Temos o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que faz a fiscalização de obras usando dispositivos móveis. Com esta agilidade, faremos o pagamento das obras de forma mais rápida e, conseqüentemente, o andamento dos projetos também se tornará mais rápido. Outro serviço que o Serpro está preparando é para mudar os procedimentos ligados ao preenchimento dos formulários usados pelos médicos da família na atenção básica à saúde. O profissional passará a usar um equipamento móvel, igual aos que o IBGE usa. O equipamento auxiliará o médico durante as visitas e permitirá a inclusão de dados no prontuário eletrônico para que possam ser transmitidos.


Agência Brasil – E na área de segurança pública?

Marcos Mazoni – Um dos nossos clientes é o Ministério da Justiça. O esforço é para que os agentes de segurança pública possam, cada vez mais, acessar os grandes sistemas de informação para saber, por exemplo, sobre veículos roubados ou se um cidadão tem algum mandado de prisão etc. Queremos facilitar a operação dos agentes que estão próximos ao cidadão. Um projeto do Departamento Nacional de Trânsito [Denatran], nosso grande cliente, com serviços móveis, diz respeito também à segurança dos veículos. Então, um dispositivo que possa desligar, em caso de roubo, o automóvel por meio de mensagem de SMS [mensagem curta de celular]. São atividades que estão em desenvolvimento e certamente estarão disponíveis para o cidadão brasileiro.

Agência Brasil – E o projeto do novo registro de identificação civil (RIC), do qual o Serpro também faz parte?

Marcos Mazoni – Está em andamento e vai agregar muitos serviços. O objetivo é finalizar o projeto no segundo semestre de 2013, iniciando a grande distribuição em 2014. É sabido que ele [RIC) não será apenas uma carteira de identidade [é parecido com um cartão de crédito e tem um chip com diversas informações]. A tecnologia permite, entre outras coisas, o acesso ao prontuário médico eletrônico, fazendo com que o cidadão possa levar para qualquer lugar suas informações de saúde. Além disso, permitirá o transporte de suas informações tributárias. O RIC permitirá o acesso a vários outros serviços que o cidadão demanda do Estado e que, hoje, precisam ser procurados em diversos sistemas. Isso será possível com o novo registro civil. É um serviço diretamente ligado ao cidadão. Facilita a questão do passaporte e dá mobilidade dentro e fora do país. E poderá ser levado para qualquer lugar onde o cidadão estiver, se assim ele entender como importante.

Agência Brasil –  E o fim da declaração do Imposto de Renda em 2014 para contribuintes com uma única fonte de renda, informação antecipada pela Agência Brasil em dezembro passado?

Marcos Mazoni – Estamos muito avançados tecnicamente, mas para o cidadão que não tem uma movimentação patrimonial grande. [O projeto] está praticamente concluído, sendo necessária apenas a decisão da Receita Federal quanto à adequação do desenvolvimento tecnológico de tal produto. É importante observar que a Receita tem um cuidado muito grande para tomar esse tipo de decisão. A implementação poderá ocorrer em 2013 [A Receita Federal informou à Agência Brasil que o projeto ficará para 2014]. Inicialmente, faremos com os funcionários públicos, já que o Serpro opera a folha de pagamento deles, e com os demais trabalhadores, depois. É importante observar que nós operamos com dados dos empregados que têm carteira assinada no país. Então, isso facilitaria muito uma declaração pré-elaborada. Não chegaria a ser o fim da declaração: o documento seria apresentado ao cidadão e, caso ele concorde, o que ele teria a fazer seria apenas dizer que está de acordo com os dados tributários ali inseridos e reenviá-los.


Agência Brasil – No momento, fala-se muito em computação em nuvem. O Serpro tem algum projeto neste sentido? [A computação em nuvem permite, por exemplo, que os usuários usem, sem instalar em seus computadores, programas armazenados em centros de dados].

Marcos Mazoni – É importante entender que estas novas tecnologias irão disponibilizar serviços em qualquer lugar, usando capacidade computacional distribuída. O Serpro tem hoje esta capacidade. Temos centros de dados em Brasília, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Este ano, a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física usou esta capacidade distribuída. Recebemos declarações em ambientes diferentes. mas como se fossem únicos. Então, o Serpro também está com a tecnologia em desenvolvimento. Estamos construindo uma nuvem pública do governo. É importante trabalhar com os dados do cidadão brasileiro em servidores próprios, em território nacional. Por isso, o Serpro está construindo essa nuvem, que chamamos de “nuvem privada” do governo. É estranho, já que pertence ao governo, mas com o objetivo de ter todas essas informações protegidas e a segurança necessária. Inicialmente, estará disponível o serviço de correio eletrônico para os servidores públicos, que poderá ser usado totalmente em tablets e telefones celulares, com a possibilidade de comunicação integrada. Será um grande ganho na agilidade da burocracia interna do governo. A partir desses testes passaremos a implementar outros serviços para a cidadania, ligados a áreas como saúde, segurança pública e Fisco, que serão utilizados por essas nuvens. E essas nuvens poderão repassar informações, aquelas que forem possíveis, às nuvens privadas.

Agência Brasil – Teremos grandes eventos no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Como as novas tecnologias poderão ser utilizadas?

Marcos Mazoni – Por exemplo, todos os dados de entrada e saída de pessoas do país passam pelos computadores do Serpro, mesmo sendo uma atribuição da Polícia Federal fazer essa operação de solicitar o passaporte etc. Ou seja, a Polícia Federal, em eventos como a Copa da Mundo e as Olimpíadas, terá disponíveis dados como o número de pessoas de um determinado país que entrarão em território nacional, os destinos de maior interesse, e isso poderá inclusive gerar negócios. O Serpro é hoje a maior empresa pública de Tecnologia da Informação do governo brasileiro e, portanto, da América Latina.

Quase 700 sistemas

Dados solicitados pela Agência Brasil e repassados pelo Serpro indicam que a estatal opera quase 700 sistemas, como os sistemas integrados de Comércio Exterior (Siscomex), de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e de Administração de Recursos Humanos (Siape), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), o Receitanet (serviço eletrônico que valida e transmite, pela internet, as declarações de impostos e contribuições federais de pessoas físicas e jurídicas) e o Sisportos (Porto sem Papel), entre outros.
O Serpro foi criado em 1º de dezembro de 1964, tem sede em Brasília e está presente em 11 capitais: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. Nos demais estados, a empresa mantém escritórios de serviço. Presta serviços em rede que abrange todo o território nacional.  
O número de empregados do Serpro está em torno de 11 mil, especializados tanto no segmento de tecnologia da informação quanto nas demais áreas de suporte aos negócios da empresa.
Edição: Nádia Franco

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Voz do Brasil em vídeo. "Como você nunca viu", diz EBC

Há mais de 70 anos no ar, o programa radiofônico mais tradicional do país passou a ser transmitido também em vídeo na Internet. Os primeiros 25 minutos de A Voz do Brasil, com as principais informações do Poder Executivo Federal, passaram a ser transmitidos simultaneamente pela rede mundial de computadores desde o dia 1º de setembro de 2012. 

A transmissão é feita a partir de um moderno estúdio para que os cidadãos, que antes só ouviam as notícias, possam agora acompanhar o programa em vídeo. Reportagens e entrevistas apresentam como acessar políticas públicas e informam os principais fatos diários relacionados ao governo federal e ao cotidiano da população.

Para marcar a inovação no programa, foram entrevistados ao vivo no novo estúdio o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Na pauta, o aumento da distribuição de remédios gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a ampliação do número de vagas em creches para as crianças do Plano Brasil Sem Miséria. 


Cidadãos foram convidados a sugerir pelo Twitter @avozdobrasil perguntas aos convidados e a gravar participações que foram veiculadas durante o programa do Poder Executivo.  

O Programa
Com uma hora de duração, os primeiros 25 minutos são produzidos pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e levam aos cidadãos notícias sobre as políticas públicas do Poder Executivo Federal. Os 35 minutos restantes são de responsabilidade dos Poderes Judiciário e Legislativo e do Tribunal de Contas da União. 


Fonte: EBC.
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Twitter divulga relatório de pedidos de remoção de conteúdo do 1º semestre


O Twitter divulgou o relatório do primeiro semestre de 2012 que mostra o número de solicitações de informações e os de pedido de remoção de conteúdo do microblog. 

Os dados foram distribuídos em três categorias: pedidos legais de informação, quando os governos ou agências governamentais pedem informações sobre um determinado usuário; pedidos governamentais de remoção de contas, geralmente por motivos de incitação ao ódio, violência, preconceito etc. e, por júltimo, os pedidos de retirado de material por violação de direito autoral.

Foram, ao todo, 849 pedidos de informações sobre usuários, abrangendo 1.181 contas do Twitter.  A grande maioria (679 pedidos, 948 contas) foi originada nos Estados Unidos.  O Brasil figura na lista com “menos de 10 usuários afetados”.  

Os pedidos de remoção de contas somaram apenas seis. Dois da Grécia, um da França, um do Paquistão, um da Turquia e um do Reino Unido.  

O número de pedidos de retirada de conteúdo por violação de direito autoral chegou a 3.378  .







sábado, 16 de junho de 2012

Regulamentação na área de TI ajuda ou atrapalha?


O texto foi publicado no TIEspecialistas. O assunto é polêmico, mas vale refletir. Como sou jornalista, profissão que perdeu a regulamentação, mas briga para recuperá-la,  e  também tenho formação acadêmica na área de TI, apenas reproduzo aqui o texto muito interessante de autoria do Alexandre Fernandes, da Faculdade de Tecnologia de Jundiaí (FATEC), sobre o assunto. Segue o texto:

"Há alguns anos venho ouvindo teses e mais teses a respeito da regulamentação das profissões ligadas à área de TI. Existe uma grande controvérsia entre os próprios profissionais sobre os benefícios reais que uma regulamentação traria a todos. Muitos falam em rédeas do conhecimento e defendem o livre desempenho das funções na área de TI por qualquer um, outros, defendem a regulamentação com unhas e dentes.

O fato é que o mercado recebe todos os anos milhares de novos profissionais, alguns se capacitaram para exercer a profissão, outros atuam apenas no “feeling” e no conhecimento adquirido ao longo do tempo, são os autodidatas.
Todos nós somos essencialmente autodidatas, porque sem essa característica fundamental seria impossível atuar no mercado, é uma grande forma de progredir e se desenvolver pessoalmente, a curiosidade move o mundo tecnológico.

Por outro lado, acredito que uma organização mínima, subdivisões por áreas, graduação e representação social poderiam trazer grandes progressos para todos, pois entendo ser uma forma de acabar com a falsa sensação de que o profissional de TI atua em todos os ramos da área. Sabemos que não é verdade, mas, a sociedade leiga não".


segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Filtro Invisível


“O Filtro Invisível – O que a internet está escondendo de você” é uma publicação interessante. Foi escrito por Eli Pariser, um ativista político e da internet.  De acordo com ele, os grandes sites trabalham seus algoritmos para tornar a busca cada vez mais personalizada. Com isso, trazem o risco do internauta ficar apenas com informações direcionadas e interpretadas  por esses  algoritmo.  Veja uma palestra de Eli Pariser sobre o assunto:


domingo, 10 de junho de 2012

Enem 2012: Inscrições terminam amanhã. Não perca o prazo.


                        As inscrições podem ser feitas na internet no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os interessados devem acessar o endereço http://enem.inep.gov.br/ ou clicar nos links abaixo:

          


terça-feira, 5 de junho de 2012

Consulta ao primeiro lote de restituição do imposto de renda 2012 deve sair na sexta-feira

A Receita Federal deve liberar na próxima sexta-feira (8) a consulta ao primeiro lote regular da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. Este ano, aproximadamente 25,24 milhões de contribuintes enviaram a declaração. No ano passado, 24,3 milhões de pessoas físicas entregaram o documento.

A liberação das restituições no banco começa em 15 de junho e vai até 17 de dezembro, com lotes regulares liberados a cada mês.
Embora a prioridade seja para quem tem mais de 60 anos e quem preencheu a declaração corretamente, nada impede, segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, que outros contribuintes sejam incluídos nos primeiros lotes de restituição. O prazo para a entrega da declaração terminou no dia 30 de abril.

Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na internet ou ligar para o Receitafone 146.
De acordo com a Receita, os contribuintes com direito à restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) podem receber o aviso da liberação do dinheiro por mensagem de texto enviada para o telefone celular, previamente cadastrado. A mensagem será remetida sempre que a restituição for disponibilizada para resgate.

O contribuinte poderá cancelar ou alterar o número do celular para o recebimento da mensagem SMS por meio de cadastro feito pela internet.

Fonte: Agência Brasil 

sábado, 2 de junho de 2012

Procon já é digital no DF



O ProconDigital do Distrito Federal passou a funcionar no dia 1º de junho. De acordo com o órgão, a iniciativa é pioneira no Brasil porque a plataforma usada permite o consumidor fazer a denúncia e anexar arquivos que ajudem no processo, como fotos, documentos, entre outros. Por enquanto, o projeto está em fase experimental por 90 dias.
O Serviço de Proteção ao Consumidor do DF informou ainda que para utilizar o sistema, os consumidores deverão fazer um cadastro com dados básicos, como nome completo, e-mail, localização e contatos. Após o registro, o usuário receberá um e-mail imediatamente com a confirmação de recebimento e em até 72 horas receberá uma resposta definitiva para o processo. O sistema funcionará das 16h às 20h e o usuário também poderá acompanhar o processo online. Futuramente, o serviço estará disponível 24 horas e o o consumidor poderá consultar o ranking das empresas com mais reclamações.
No Distrito Federal, segundo o Procon, em 2011, foram atendidos 229.558 consumidores. Cerca de 90% dos registros correspondem a pedidos de orientação e denúncias. Em 2012, o Procon atendeu 84.113 consumidores de janeiro até o dia 30 de maio.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Conteúdos piratas do XBox são retirados pelo Google após pedido da Microsoft, mas permanecem no Bing, da Microsoft

O Google emitiu novo relatório mostrando que recebe mais de 1,2 milhão de pedidos de remoção de resultados de buscas a cada mês. No topo das reclamações está a Microsoft, que alega violação de direitos autorais sobre mais de 500 mil resultados de pesquisas, de acordo como site The Verge.
Mas ao utilizar a nova ferramenta de transparência do Google, que permite que qualquer um peneire pedidos de remoção, o site Techdirt descobriu que links para conteúdos piratas do XBox, retirados pelo Google a pedido da Microsoft, continuam no ar no Bing, ferramenta de buscas da própria Microsoft.
Ao longo do ano passado o número de avisos de remoção enviados ao Google semanalmente praticamente dobraram. A organização campeã em demandar retiradas do buscador foi uma firma chamada Marketly, que é vizinha da Microsoft em Redmond, Washington (EUA), e inclusive contratada da mesma.
A Marketly mandou pedidos de remoção para o Google solicitando a retirada de diversos links em resultados de buscas que direcionavam para jogos do XBox 360. Ao seguir um link em particular, que levava a um jogo chamado DiRT 2, o Techdirt constatou que ele havia sumido do Google, mas continuava encaminhando para um download pirata através do Bing.
O site The Verge questiona as reais intenções da Microsoft ao cobrar que o Google remova links "sujos", quando ela mesma não consegue fazer isso em seu buscador: ou a empresa está realmente focada em peneirar URLs indevidas no maior buscador da internet, ou simplesmente encontrou uma maneira efetiva de alfinetar a concorrência.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5795245-EI12884,00-Microsoft+mantem+no+Bing+links+que+quer+removidos+do+Google.html