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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Jornalistas e os riscos na era digital


Um jornalista pesquisando a história de um documento complicado que coloca o seu governo local em maus lençóis fica preocupado que as autoridades vão bisbilhotar em seu computador, então ele usa ferramentas de encriptação para armazenar e enviar por e-mail o documento. Mas, em seguida, ele pega o telefone de casa e fala abertamente sobre a história com seu editor. Talvez não tenha passado pela sua cabeça que as pessoas mais interessadas em manter esse documento em segredo não têm a capacidade de entrar em seu e-mail, mas podem facilmente escutar seu telefonema.

Este é um exemplo hipotético, mas é o tipo de erro que os jornalistas fazem regularmente ao considerar seus planos de segurança. Às vezes sentimos a necessidade de usar ferramentas contra ameaças que realmente não enfrentamos, ignorando os riscos que são mais prováveis.
O aumento da quantidade de trabalho dos jornalistas no mundo digital faz com que seja fundamental proteger nossas atividades. Nos velhos tempos, nós poderíamos apenas colocar os nossos documentos em um armário de arquivo trancado e realizar nossas conversas frente a frente para evitar espionagem.

Isso não funciona mais.



Hoje, há uma grande variedade de ameaças e cada tipo de ameaça exige uma medida de proteção diferente em resposta. No mapa Periodistas en Riesgo (Jornalistas em Risco) que rastreia ataques contra a imprensa no México, documentamos vários casos de hacking, ataques de negação de serviço (DOS, em inglês) e roubo de computadores e dispositivos móveis que podem comprometer as informações de um jornalista. Sem mencionar que há provavelmente muitos casos de repórteres e editores com escutas em seus telefones sem ter a mínima ideia.

Hoje, um plano de segurança digital é essencial para os jornalistas, mas as especificidades de cada plano irão variar, pois depende da avaliação dos riscos específicos de cada pessoa. Nas oficinas que realizo com jornalistas mexicanos como parte do meu Knight International Journalism Fellowship do ICFJ, eu ouvi muito sobre as diferentes ameaças que jornalistas enfrentam no mundo digital. Um aspecto importante do treinamento é fazer com que os participantes fiquem cientes de que as ferramentas que são melhores para eles podem não ser as melhores para os seus colegas.

Formular seu plano pessoal de segurança digital começa com o estabelecimento de seus próprios riscos prováveis. Para isso, você precisa saber quem ou o que pode ser uma ameaça para você, quais são as suas capacidades e intenções, como estão dispostos a atacá-lo e, finalmente, suas próprias vulnerabilidades e pontos fortes.

Aqui estão cinco perguntas que o ajudarão a decidir quais as ferramentas ou técnicas deve usar:

1. Que atividades ou informações você precisa proteger?
Há muitas atividades digitais que merecem proteção, como comunicação (e-mails, mensagens, telefonemas); armazenamento (ou em nuvem ou em dispositivo); navegação na Web; redes sociais; uso de ferramentas e dispositivos de localização; e salvamento de senhas.
Para tornar essas atividades mais seguras, você deve tomar certas ações o tempo todo: Sempre use um software antivírus, senhas fortes e configurações de privacidade rigorosas. Isso irá proteger 90 por cento do que você faz online. Você pode guardar outros métodos, tais como comunicações ou armazenamento seguro, para algo específico, como uma matéria delicada.

2. Quem quer atacá-lo?
A ameaça mais imediata para os jornalistas vem de suas fontes ou de sujeitos que os jornalistas cobrem, mas também pode haver agressores desconhecidos interessados em suas atividades ou informações.
3. Quem tem a vontade e capacidade de me fazer mal?
Uma pessoa interessada em conhecer as atividades digitais de um jornalista pode ter uma grande vontade de obter essas informações, mas não ser capaz de fazê-lo. Por outro lado, pode haver pessoas ou entidades com grandes capacidades, mas que não se importam com o que o jornalista está fazendo. No entanto, tenha em mente que alguém com baixa capacidade mas grande vontade pode trabalhar para melhorar suas ferramentas para fazer hacking ou espionagem, ou alguém com pouca vontade, mas grande capacidade pode mais tarde desenvolver o desejo de espionar a atividade digital de um jornalista.

4. Onde estão suas vulnerabilidades? Como você está interagindo no mundo digital?
Qual serviço de e-mail você usa e quão seguro é? Você armazena dados em serviços de nuvem ou dispositivos criptografados ou não garantidos? A função GPS do seu telefone sempre está ligada para que todos saibam onde você está? Tenha em mente que depende da situação se você deve ou não ativar o GPS. Na maioria das vezes, você está mais seguro se deixá-lo desligado, mas, em alguns casos como em trabalhos em ambientes perigosos, isso pode ajudar a manter o controle de seu paradeiro caso algo aconteça e entes queridos precisem achar você.
Você publica informações sobre sua vida privada nas redes sociais? Se sim, quem pode ver? Como são protegidos os seus dispositivos móveis? Se alguém roubar seu telefone celular, por exemplo, seria fácil obter informações a partir dele?

5. Quais são os seus pontos fortes e quais são as ferramentas que você já está usando para reduzir suas vulnerabilidades?
Conhecer a vasta gama de ferramentas de segurança digital disponíveis pode ajudar o jornalista a transformar seus pontos fracos em fortes.
Existem dezenas de ferramentas disponíveis para melhorar a nossa segurança digital, mas tudo depende se elas realmente atendem às nossas necessidades. A única maneira de descobrir é fazer uma avaliação de risco pessoal para saber exatamente o que estamos precisando.

Via IJnet

segunda-feira, 21 de março de 2016

Windows Phone: Metade não pode fazer o upgrade para o Windows 10

Uma pesquisa realizada pela AdDuplex mostra que 50% dos aparelhos Windows Phone já nas mãos dos consumidores não vão ganhar o upgrade para o Windows 10 Mobile. Entre os motivos para isso está o fato de que muitos modelos — entre eles o popular Lumia 520 — não possuem o hardware adequado para trabalhar com a nova versão do sistema operacional.


Embora inicialmente a Microsoft tenha prometido que ia atualizar todos os aparelhos possíveis, aparentemente a empresa mudou um pouco seu foco. Tudo indica que a resposta às builds oferecidas através do programa Windows Insider atualmente tem um papel essencial na hora de determinar os gadgets que vão ganhar a nova versão da plataforma.


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Esse é um dos motivos pelos quais aparelhos teoricamente compatíveis com o Windows 10 Mobile, como os Lumia 920, 1020 e 1320, não estão programados para receber o upgrade. Respondendo a comentários de consumidores no Twitter, o vice-presidente de Engenharia de Software do Windows 10, Gabriel Aul, afirmou que aqueles que não vão receber a atualização final podem continuar usando a Build 10586 do software a partir do programa Windows Insider, caso assim desejem.
 

Lumia 520 ainda é o aparelho Windows Phone mais popular

A decisão da Microsoft não deve agradar muitos consumidores, visto que grande parte deles foi convencida anteriormente de que seus aparelhos receberiam o upgrade. Ao atribuir a “culpa” da situação à grande quantidade de erros relatados, a empresa parece estar admitindo que não pode — ou não está disposta a — lidar com as correções necessárias.

Segundo a AdDuplex, o Lumia 520 detém 12,9% do mercado do Windows Phone, sendo seguido pelo Lumia 535 (11,7%) e pelo Lumia 630 (8,6%). O aparelho recente mais popular é o Lumia 640, que cresceu em 1% sua participação de mercado durante o último mês.

Via TecMundo

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

′Tudo Sobre Todos′: Redes sociais podem ser tão perigosas quanto o site

O site "Tudo Sobre Todos", que gerou polêmica ao vender informações pessoais de pessoas que morem no Brasil (como data de nascimento, endereço, nome dos pais e vizinhos, a partir de seus nomes ou CPF), reabriu a discussão sobre até que ponto os dados pessoais estão protegidos na internet.

Para Wanderson Castilho, especialista em crimes digitais e autor do livro "Manual do Detetive Virtual", a discussão sobre privacidade deveria acontecer diariamente, e não apenas quando surge uma página vendendo informações pessoais.

"As redes sociais oferecem mais informações que o ′Tudo Sobre Todos′. Mostra o relógio, o filho, a casa, a viagem. Não existe uma empresa que saiba tanto sobre você quanto a rede social", diz.

Alexandre Freire, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e consultor de segurança da informação, discorda. Segundo ele, as pessoas conseguem medir boa parte do que é publicado no Facebook e em páginas afins e dificilmente colocam dados cadastrais.

"Sites que vendem os dados são mais perigosos, pois você não tem como controlar como a informação é divulgada. Nas redes sociais, você pode, de certa forma, ter um controle maior", afirma.

O "Tudo Sobre Todos" diz que todas as informações comercializadas são obtidas em fontes públicas, como cartórios, decisões judiciais e diários oficiais. Assim, o trabalho seria filtrar esses dados, organizá-los e vendê-los.

No entanto, nesta quinta-feira (30), a Justiça Federal determinou que a página fosse retirada do ar por causa do perigo que pode causar à sociedade. Isto é, alguém usar as informações vendidas para cometer algum tipo de crime.

A venda de dados pessoais, porém, não é proibida pela lei. O advogado Rony Vainzof, especialista em direito digital, afirma que esse tipo de comércio acontece todos os dias, mas precisa do consentimento das pessoas.

"Quando você cria uma conta em um e-mail gratuito, em troca de usar o serviço sem pagar, informa seus dados. Você aceita os termos de uso dizendo que eles podem ser vendidos para uma empresa de publicidade, mas apenas para essa finalidade. Eles não podem ser desvirtuados, como serem vendidos em um site, por exemplo", explica.

Assim, para ele, os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos" precisam explicar onde conseguiram as informações para que a Justiça decida se elas podem ser comercializadas.

ORIGEM DOS DADOS


Vainzof diz que há, sim, a possibilidade de terem sido obtidas apenas por documentos públicos. Ele acredita que há a necessidade de criar uma legislação específica para proteção de dados oficias.

Freire afirma que tecnologicamente a compilação de dados oficiais divulgados é possível, da mesma forma que conseguir tudo pelas redes sociais.

No entanto, segundo Castilho, a maior probabilidade é que o banco de dados tenha sido obtido de alguma forma ilícita, principalmente porque o site não informa quem são os responsáveis, está sediado fora do país, em Seicheles, e usa bitcoin, uma moeda virtual que não pode ser rastreada, como única forma de pagamento.

"A metodologia de como eles estão trabalhando com essa informação levanta a suspeita de ser ilícito. Seja invadindo o banco de dados de alguma empresa ou comprando informações vazadas por algum funcionário. Há inúmeras formas de conseguir isso no mercado negro", declara Castilho. A hipótese de a base de dados ter sido vazada de alguma empresa se baseio no fato de que algumas informações referentes a endereço de indivíduos aparecem desatualizados quando se faz a consulta.

A Folha entrou em contato com os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos", mas eles disseram que preferiam não dar entrevistas.
Fonte: S.O.S Consumidor via UOL

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Microsoft registra maior prejuízos da história

A Microsoft anunciou a maior queda trimestral dos lucros da companhia. É o preço pela compara da Nokia.

Divulgação Microsoft

A Microsoft fechou o último trimestre com um resultado negativo de cerca de 3,2 bilhões de dólares, porque teve que pagar uma parcela de 7,5 bilhões de dólares pela compra da Nokia. Foi o pior trimestre da história da empresa agora liderada por Satya Nadella.

Excluindo os custos relacionados com a reestruturação e aquisição a Microsoft registou um lucro de 22,2 bilhões de dólares, ou seja até um pouco acima do esperado pelos analistas.

A Microsoft ainda com Steve Ballmer à frente dos comandos comprou há um ano a nokia por 9,5 bilhões de dólares. O mês passado a  norte-americana Microsoft enviou um e-mail aos funcionários para explicar a reestruturação que irá fazer na conselho de administração. No âmbito desta remodelação Stephen Elop, ex-CEO da Nokia, vai deixar a Microsoft depois de um período de transição. As ações da Microsoft caíram no mercado de futuros norte-americano.

Fonte: Económico PT

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como se livrar do #Ask, #Babylon, #Delta Search 2

Uma das postagens com mais acessos no blog é a que ensina como se livrar da barra do Ask, Babylon etc.

Na postagem, publicada em fevereiro de 2013, eu dizia que o Ask e Babylon, "virava e mexia", eram instalados com algum programa, seja como barra de pesquisa, seja de outra forma. 

Por mais que o usuário adotasse o procedimento padrão do Windows ou utilizasse desinstaladores de terceiros para removê-los, um deles sempre permanecia configurado no navegador como buscador padrão. 

No entanto, recentemente, encontrei uma ferramenta muito útil. Chamas-se AdwCleaner.  

O programa busca e elimina adware, barras de ferramentas, programas potencialmente indesejados etc.  Vale testar. 

Para baixá-lo: http://goo.gl/WtISl 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Facebook: Vírus Dorkbot infecta usuários da rede social



Uma nova variante do malware Dorkbot infecta usuários do Facebook espalhando-se de um amigo para outro através do chat da rede social. A empresa de segurança Bitdefender informou ter identificado o vírus, que é capaz de espionar as atividades de navegação dos usuários e roubar dados pessoais. 

Por enquanto, o vírus circula principalmente nos EUA, na Índia, em Portugal, no Reino Unido, na Alemanha, na Turquia e na Romênia.

A infecção foi originalmente identificado pelo serviço de hospedagem  MediaFire, que detectou que o malware estava sendo distribuído disfarçado como um arquivo de imagem. Apesar da extensão do arquivo procurar enganar os usuários, como se fosse um “jpg” (arquivo de imagem), o MediaFire identificou o arquivo como um executável (exe) e imediatamente notificou a BitDefender.

O malware é facilmente comandado por pessoas maliciosas de um servidor de comando e controle. Além de roubar nomes de usuários e senhas, o controlador pode também comandar o ataque de outros malwares.

A MediaFire informou que tem tomado todas as medidas para lidar com as extensões maliciosas. Para ajudar os usuários, o serviço de compartilhamento de arquivos irá bloquear todos os arquivos com extensões duplas, como jpg.exe, png.exe ou bmp.exe.

Uma variante semelhante ao que atualmente tem se espalhando foi detectada há dois anos. Como outros tipos de malware, backdoor.IRCBot.Dorkbot pode atualizar-se uma vez instalado no computador da vítima.

O software perigoso pode esconder sua presença e evitar a atuação do programa antivírus de funcionar e realizar atualizações de segurança. Além de mensagens instantâneas, Dorkbot também pode se espalhar através de dispositivos USB. A descrição técnica está disponível no site da Bitdefender.

domingo, 12 de maio de 2013

Site sobre uso seguro da Internet para adolescentes



A ONG Safernet Brasil lançou um site que mostra um levantamento sobre denúncias de crimes na internet feitas no Brasil. A Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (clique aqui para acessar) traz dados de entidades que recebem denúncias do tipo como a Polícia Federal e a Secretaria de Direitos Humanos, por exemplo.

De acordo com a Safernet, em mais de seis anos, a entidade recebeu e processou mais de 3,1 milhões de denúncias envolvendo quase 500 mil URLs (páginas únicas) escritas em nove idiomas espalhadas por 88 países.
“Criamos a ferramenta para disponibilizar para consulta pública, pela primeira vez, dados completos, neutros e confiáveis em relação a oito tipos de crimes cibernéticos. Queremos fornecer uma maneira de o usuário ter conhecimento sobre estes crimes no Brasil e no mundo”, afirma Caio Sacramento, coordenador de Tecnologia da Informação (TI) da Safernet, ao G1. “Usuários podem conhecer além destes indicadores, a lesgislação dos países que hospedam conteúdo suspeito”.

Segundo a organização, a central é única na América Latina e recebe uma média de 2,5 mil denúncias por dia envolvendo páginas contendo evidências dos crimes de pornografia infantil ou pedofilia, racismo, neonazismo, intolerância religiosa, apologia e incitação a crimes contra a vida, homofobia e maus tratos contra os animais.

A atualização das informações, segundo Sacramento, será mensal. Do total de denunciantes, 99% são anônimos, informa a Safernet.
Pornografia infantil é o crime que recebe mais denúncias no Brasil. Segundo o levantamento do site, entre janeiro de 2006 e outrubro de 2012, foram feitas 4.161 denúncias sobre crimes do gênero, respondendo por 38,65% do total no país. Racismo responde por 21,8% das denúncias feitas no Brasil; apologia ao crime, 15,7%; homofobia, 6,4%, intolerância relogiosa, 5,8%; maus tratos contra animais, 3,27%; xenofobia, 3,24%; neonazismo, 1,92%; tráfico de pessoas 1,58%; e não-classificados, 1,55%.

A ONG afirma que as denúncias recebidas são analizadas tanto automaticamente como por membros da Safernet e são enviadas aos Ministérios Públicos e também à Polícia Federal. “O usuário faz a denúncia anônima dentro dos canais. Independentemente do local onde ela foi feita, a denúncia passa pelo mesmo fluxo, chegando à Safernet. Ela é analisada automaticamente, depois por um membro da ONG. É feita uma coleta de provas no momento da denúncia para enviar para o órgão responsável”, explica o coordenador. Ele explica que é feita uma captura de tela, identifica-se o código HTML e o idioma da página durante esta coleta.

Em dados gerais no mundo, a pornografia infantil registrou 1.263.253 denúncias anônimas, cerca de 40% do total, envolvendo 221.267 páginas em nove idiomas hospedadas em 37.757 hosts diferentes, segundo a Safernet. Em segundo lugar está o crime de apologia e incitação a crimes contra a vida com 602.244 mil denúncias (19,29%) em 86.335 sites. Na sequencia estão os crimes de racismo, com 291.146 denúncias (9,32%), intolerância religiosa, com 246.036 denúncias (7,88%), maus tratos contra animais, com 235.667 denúncias (7,54%), neonazismo, com 221.368 denúncias (7,09%), xenofobia, com 120.780 denúncias (3,86%), homofobia, com 106.082 denúncias (3,39%) e tráfico de pessoas, com 4.151 denúncias (0,13%).

A rede social Orkut, do Google, é o site que abriga o maior número de denúncias de crimes na web. O levantamento, considerando o período de janeiro de 2006 e outubro de 2012, afirma que o endereço “orkut.com.br” registrou 179.993 denúncias em todo o mundo (39%), enquanto o “orkut.com” recebeu 143.528 denúncias (31%). O Facebook está em quarto lugar, com 11.255 (2%) das denúncias, o Twitter está em quinto lugar, com 7.392 (1%) e o YouTube está em sexto lugar com 5.408 denúncias (1%).

 “Mesmo com o crescimento do número de usuários do Facebook, o Orkut ainda é a rede que mais registra denúncias. O Facebook só começou a aparecer no ranking em 2011, mas o número de denúncias [nessa rede] deve crescer conforme o uso do Orkut vem diminuindo”, observa Sacramento.
Caso o internauta encontre conteúdo criminoso em sites, as denúncias podem ser feitas na Safernet, na Polícia Federal, na Câmara dos Deputados, no Senado e na Secretaria de Direitos Humanos.

sábado, 11 de maio de 2013

Conficker: Brasil lidera lista de países mais infectados com vírus


O vírus Conficker, que ficou famoso em 2009 e recebeu grande atenção da mídia devido a uma “função desconhecida” que seria ativada no dia primeiro de abril daquele ano – quando na verdade nada aconteceu – ainda é uma praga comum no Brasil. Um relatório da empresa de segurança F-Secure publicado no início do ano, bem como as informações da Shadowserver, que coleta estatísticas de infecções da praga, mostram que o Brasil é um dos países mais infectados do mundo.

Para a F-Secure, o Brasil representou 26% de todas as detecções do Conficker, sendo o país mais infectado com a praga. Já para a Shadowserver, o Brasil tem cerca de 160 mil máquinas infectadas, quase 9% do total. O país com mais infecções seria a China, com 167 mil, mas a China tem uma rede bem maior do que a brasileira – cerca de 560 milhões de internautas, contra menos de 100 milhões no Brasil. Comparando o tamanho das redes, o Conficker ainda é pelo menos três vezes mais comum no Brasil do que na China.

O Brasil, porém, não é o único país a ter problemas com o Conficker. As estatísticas da F-Secure mostram presença significativa na França e na Itália, por exemplo, enquanto a Shadowserver também registra altas taxas de infecção em Taiwan, Vietnã e Índia. No relatório mais recente da Microsoft, o Conficker representa 9,8% das infecções mundiais detectadas pelos produtos de segurança da empresa.

Apesar disso, o Conficker é um “zumbi” na internet. A rede de controle foi desmantelada pelo Grupo de Trabalho do Conficker (Conficker Working Group), uma associação de profissionais e empresas para derrubar os endereços de controle usados pela praga. O código, porém, continua se disseminando de um computador para outro, mesmo sem que isso traga qualquer benefício aos seus criadores.


Atualização automática, que elimina problemas relacionados ao Conficker, pode trazer surpresas para quem usa o Windows pirata. (Foto: Reprodução)

Por que o Brasil?
A F-Secure não soube explicar por que a praga é tão comum no Brasil.
Vamos entender o Conficker: ele é extremamente agressivo, mas se dissemina principalmente usando falhas de segurança no Windows. Uma delas envolve a exploração direta do sistema pela internet. Nesse caso, basta conectar um Windows XP desatualizado à internet e ele será infectado em minutos.
O outro método de disseminação é por meio de pen drives. O Conficker copia a si mesmo para pen drives ou discos externos e configura a reprodução automática para executar o vírus assim que a unidade for conectada a um PC.

Nos dois casos, um computador com sistema operacional atualizado está imune. Não apenas o Windows 7: mesmo o Windows XP, desde que atualizado, não executa mais programas pela reprodução automática em drives USB. E também é possível instalar a atualização que corrige a falha usada pelo Conficker para se espalhar pela internet. Dessa maneira, é difícil que o sistema seja infectado.

Mas por que os brasileiros não instalam as atualizações do Windows?
Uma das respostas está na pirataria. Junto das atualizações do Windows, a Microsoft distribui pacotes que podem detectar se o sistema utilizado é pirata, o que leva internautas brasileiros a desativarem as atualizações automáticas, já que estas poderiam deixar o computador inutilizável caso o programa do Vantagens do Windows Original (Windows Genuine Advantage, ou WGA, em inglês) fosse instalado.
Outra resposta está em uma desconfiança existente sobre próprio mecanismo de atualizações. Há muitos internautas que acreditam que as atualizações não servem para nada, que deixam o computador lento ou travando. Além de histórias contadas por quem usa Windows pirata e enfrentou dificuldades, problemas eventuais, como o que fez muitos computadores deixarem de iniciar após uma atualização, apenas alimentam esse tipo de desconfiança.

Sem as atualizações, no entanto, qualquer computador limpo voltará a ser infectado com o Conficker rapidamente.
Curiosamente, a China, outra vítima do Conficker, também é conhecida pelo uso de softwares piratas.

Como saber se você está infectado
É fácil identificar um computador infectado com o Conficker. Basta visitar esta página web (clique aqui). Se todas as imagens carregarem, não há infecção do Conficker.

Em um computador sem o Conficker, imagens carregam sem problemas. Em computadores infectados, sites de segurança são bloqueados. (Foto: Reprodução)
Se as três imagens superiores, ou as duas imagens superiores da esquerda e da direta não carregarem – mesmo depois de algumas tentativas de “atualizar” a página -, isso significa que o sistema está infectado.
Caso o sistema esteja infectado, há várias ferramentas de remoção disponíveis:
Antes, porém, é preciso instalar as atualizações do Windows, pelo Windows Update, no Painel de Controle. Sem elas, não há maneira de ficar livre da infecção.

Fonte:   Segurança Digital

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dia das Mães: Saiba a diferença dos tipos de tela dos tablets

Os tablets são os gadgets preferidos do consumidor. Para ler livros, ouvir músicas, assistir filmes, ele dá conta de quase todas as funções que os PCs pessoais executam. Claro que com certas limitações, já que são equipados com outro tipo de sistemas operacionais.

Quando chega a hora de escolher o melhor tablet, o consumidor pode não se ater a algumas características, como a tela do aparelho. Não são apenas as telas ruins ou boas que definem o tablet, mas sim as resistivas e capacitivas.

 

Resistivas

As telas resistivas são compostas por várias superfícies e os comandos podem ser acionados com os dedos ou com uma caneta própria para este uso, conhecida como caneta stylus ou caneta touch screen. O uso da caneta é o mais indicado, pois tem ação mais rápida ao comando. As telas resistivas detectam a posição do toque de acordo com a junção de suas placas condutoras sobrepostas para executar os comandos. Essa tela é muito mais resistente a choques e quedas, por isso, tablets com esse componente são indicados para crianças.

Capacitivas

Apresentam maior sensibilidade na resposta dos comandos, que é feita com os dedos. Ideais para transição de páginas da web, fotos, jogos dentre outros. São compostas por uma camada de proteção, seguida de uma com eletrodos transparentes e a última com substrato de vidro. Os comandos são captados pelos eletrodos por meio da capacitância dos dedos.

Fonte:  UOL Assistência Técnica  

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Facebook negocia compra da Waze por até US$1 bilhão

O Facebook está em negociações avançadas para comprar a empresa israelense de navegação por satélite Waze por entre 800 milhões e 1 bilhão de dólares, publicou o diário de negócios Calcalist, nesta quinta-feira.


Avaliação da empresa que criou um popular aplicativo de navegação colaborativa para dispositivos móveis como celulares inteligentes está sendo realizada após assinatura de um acordo entre as empresas, publicou o Calcalist. O diário acrescentou que as negociações começaram há seis meses.


O aplicativo Waze usa sinais de satélite captados pelos smartphones de seus usuários para gerar mapas com informações de condições de tráfego. Os dados então são compartilhados com outros usuários, oferecendo informações sobre as condições do trânsito em tempo real.


Representantes da Waze não comentaram o assunto.

Waze e Facebook se aliaram em outubro de 2012, quando a Waze lançou uma versão melhorada do aplicativo que permitiu aos usuários compartilharem informações de seu trajeto com amigos inscritos na rede social.


Se concluída, a negociação com a Waze será a terceira aquisição do Facebook em Israel. A rede social comprou a Snaptu em 2011 por 70 milhões de dólares e o Face.com em 2012, por 60 milhões de dólares.

No ano passado, a Waze triplicou sua base de usuários para 45 milhões e apenas em março o aplicativo recebeu 1,5 milhão de downloads, informou a Calcalist.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A internet precisa de um botão 'deletar' ?



O presidente-executivo do conselho do Google, Eric Schmidt, afirma que sim. Para ele  a internet precisa de uma forma de apagar certas informações permanentemente, de uma vez por todas, informou nesta segunda-feira o caderno TEC da Folha de S. Paulo.



"A falta de um botão 'deletar' na internet é um problema significativo", disse, durante um evento na Universidade de Nova York, realizado nesta segunda-feira (6). Lá, ele e Jared Cohen, diretor do Google Ideas, discutiram seu novo livro, "The New Digital Age: Reshaping the Future of People, Nations and Business" ("A Nova Era Digital: Remoldando o Futuro das Pessoas, das Nações e dos Negócios", em tradução livre).

Schmidt usou o exemplo de um jovem que comete um crime, vai para o reformatório e é liberado. No sistema judicial norte-americano, o delito pode ser removido de seus registros na fase adulta. Mas o mesmo não acontece na internet. Informações sobre o crime permanecem on-line, o que pode prejudicá-lo na hora de encontrar um emprego.

"Há momentos em que a remoção desse conteúdo é a coisa certa a se fazer", defendeu. "Mas como decidimos? Temos que debater isso agora."
Via  TEC da Folha de S. Paulo