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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Robôs armados podem virar ameaça no futuro?


Futuro do mundo pode estar ameaçado com a chegada de robôs. 

Há muito tempo o homem sonha com robôs totalmente autônomos que podem desempenhar diversas funções, inclusive, substituir o trabalho humano. Porém, juntamente com a tecnologia de ponta útil aos homens, outras criações podem ser prejudiciais. Mesmo que atualmente não exista nada de oficial, muitas pessoas ligadas ao mundo tecnológico estão preocupadas com o nosso futuro.

Vários experts em robótica do mundo alertam sobre um assunto específico, ou seja, o uso de armas autônomas. Nomes como Stephen Hawking, Elon Musk e Steve Mozniak pedem o fim de tais armas, alertando sobre os riscos de uma “revolução da inteligência artificial”, que um dia poderá resultar em um grande desastre para a humanidade.

O pedido do grupo foi proferido em uma carta aberta, publicada pelo instituto Future of Life e assinada por centenas de pesquisadores ligados ao assunto, bem como por personalidades da ciência e tecnologia.



Levando em consideração que o mundo está passando por uma grande revolução tecnológica, que envolve carros guiados apenas por computadores, drones com câmeras que invadem a privacidade, entre outros, especialistas mostram insegurança e preocupação para o futuro da humanidade. O cenário atual, para alguns, parece bastante promissor, e claro, sem dúvidas é um grande avanço. O grande problema é a proporção que o assunto irá tomar, e o surgimento de tecnologias avançadas e autônomas que podem ser usadas pelo lado negativo, principalmente na corrida armamentista.

Na carta, as armas autônomas estão definidas como aquelas que “selecionam e engajam alvos sem a intervenção humana”. Com isso, para encontrar os alvos, é necessário outros dispositivos tecnológicos. Conforme a carta, estas armas irão resultar em uma corrida armamentista já que são capazes de encabeçar grandes mudanças no mundo.

“Armas Autônomas são ideais para tarefas como assassinatos, desestabilizar nações, subjugar as populações e matar seletivamente um grupo étnico em particular. Estamos, portanto, a acreditar que uma corrida AI armamentista militar não seria benéfico para a humanidade.”

Noel Sharkey, roboticista que assinou a petição e é membro da Campaign to Stop Killer Robots, os robôs da vida real deverão ser piores que as representações de ficção científica vista no cinema.
“Eles vão se parecer com tanques. Eles se parecerão com navios, eles vão se parecer com caça a jato”, diz Sharkey. Além disso, a carta também cita as armas químicas, que podem causar diversos problemas.

“Assim como a maioria dos químicos e biólogos não têm interesse na construção de armas químicas ou biológicas, a maioria dos pesquisadores de AI não tem interesse em construir armas AI - e não quer que os outros possam manchar seu campo de trabalho, ao fazer isso, potencialmente criando uma grande reação pública contra a AI que limitaria seus futuros benefícios para a sociedade.”
A carta pode ser assinada por qualquer pessoa, basta clicar aqui.

Fonte: oficinadanet.com.br

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os apps gratuitos são mesmo de graça?

Existem milhões de apps gratuitos para dispositivos móveis no mercado, mas a maioria deles inclui um "preço oculto" que não é divulgado. Alguns apps gratuitos procuram algo em troca.


Outubro foi o mês de Conscientização Nacional da Segurança Cibernética (National Cyber Security Awareness). Existem milhões de apps gratuitos para dispositivos móveis no mercado, mas a maioria deles inclui um "preço oculto" que não é divulgado. Alguns apps gratuitos procuram algo em troca.

Os apps para dispositivos móveis transformaram a forma como interagimos com nossos smartphones e tablets. Se você estiver procurando uma forma rápida de acessar suas contas bancárias, uma ferramenta para torná-lo mais produtivo enquanto estiver em trânsito ou um jogo para se distrair no ponto de ônibus, haverá um app para cada uma dessas situações. Lembre-se, porém, de que tudo o que você fizer no seu telefone ficará armazenado nele. Com os smartphones se tornando um banco dos nossos dados pessoais, a preocupação com a privacidade certamente aumenta. No entanto, violações de dados nem sempre são provenientes de malware em dispositivos móveis ou tentativas de phishing.

Com centenas de milhares de apps gratuitos no Google Play, por exemplo, existem sempre várias opções de escolha em cada categoria de apps. Como o download de muitos deles pode ser feito em poucos segundos, em apenas alguns minutos você pode instalar uma ferramenta que pode trazer uma funcionalidade nova e inovadora para seu dispositivo móvel. Mas essa simplicidade e gratificação instantânea do processo de download podem também se transformar em seus piores inimigos. Seus amigos podem estar animadíssimos com um novo app gratuito, e você corre para fazer o download dele e ficar a par da novidade. Entretanto, você já parou para pensar o que torna esse app uma ferramenta gratuita?

O "preço" oculto dos aplicativos gratuitos para dispositivos móveis

Quase 50% dos apps gratuitos utilizam publicidade incorporada, de acordo com os dados do Symantec Threat And Response (STAR) de agosto de 2014. Alguns contam com bibliotecas de anúncios incorporadas ao app. Durante o processo de instalação, os usuários podem não perceber que outros aplicativos podem estar incluídos no app que está sendo baixado. As permissões que você concede ao aplicativo pai são também concedidas aos outros apps integrados; nesse caso, a biblioteca de anúncios incorporada ao app. Essas permissões permitem que a biblioteca de anúncios tenha acesso potencialmente aos serviços de localização, a seu catálogo de endereços, mensagens de texto, e-mails e mais. Essas bibliotecas podem então usar esses serviços para rastrear agressivamente seus hábitos de uso a fim de personalizar os anúncios de acordo com os seus interesses. Esses anúncios podem causar comportamentos bastante intrusivos e irritantes, como a inclusão de anúncios na sua barra de notificações ou de ícones na sua tela inicial, que podem ser vinculados diretamente aos anúncios. Essencialmente, essas informações e a inclusão de anúncios nos seus dispositivos são o "preço" oculto que você "paga" para usar o aplicativo. Além da invasão de privacidade, esses apps secundários são também um grande peso no hardware do seu telefone, como o processador e a duração da bateria.

Um pouco mais de cuidado pode trazer grandes resultados para a manutenção da sua proteção:
  • Ao instalar um app, examine cuidadosamente os serviços aos quais o aplicativo solicita acesso. Por que um app de previsão de tempo deseja acessar o seu catálogo de endereços? Saiba que não há nada de errado em negar permissão ao app se a solicitação não for relevante às funções às quais ele se presta.
  • Ninguém tem paciência para isso, mas ao fazer o download de um app, leia a política de privacidade dele antes de prosseguir com a instalação. A política de privacidade deve fornecer uma boa indicação de quais informações o app pretende acessar no seu telefone e o que pretende fazer com elas. Se essas informações não estiverem claras na política de privacidade, não faça o download do app, pois do contrário você ficará no escuro em relação ao que acontecerá exatamente com suas informações. Ao concordar com o Contrato do Usuário, você concede legalmente ao desenvolvedor do aplicativo permissão para ele coletar informações pessoais e fazer o que desejar com elas, o que às vezes envolve a venda desses dados para terceiros. A leitura dos Contratos de Usuários e Políticas de privacidade de um app permitirá que você tome uma decisão informada sobre o quanto da sua privacidade você está disposto a fornecer.
Con Mallon, Diretor Sênior de Gerenciamento de produtos de dispositivos móveis para usuários domésticos na Symantec, oferece três dicas importantes para a segurança de apps e destaca que existem vários sinais indicadores no Google Play destinados a promover a transparência sobre as credenciais de um app.
Três dicas importantes para a segurança de apps
  • Leia as críticas sobre os apps na App Store. A classificação de um app pode fornecer informações relevantes.
  • Verifique quando o app foi publicado. Como você se sente usando um app que acabou de ser lançado ou que é usado por poucas pessoas? Como isso se encaixa no seu nível de tolerância a riscos?
  • Não clique no botão "Instalar" precipitadamente. Para aplicativos do Android, você verá uma lista de "permissões" que o desenvolvedor do app estará solicitando para o app. Se várias permissões estiverem sendo solicitadas, pare um pouco para pensar: esse aplicativo precisa mesmo de tudo isso?
Portanto, apesar de um app gratuito não solicitar nenhum pagamento, ele deseja algo em retorno: o acesso às suas informações pessoais. Os desenvolvedores de apps tendem a obter seus lucros através de serviços publicitários, o que cria a ilusão de que o app está sendo oferecido gratuitamente aos usuários. O que você deve pensar ao instalar um app é o quanto da sua privacidade você está disposto a revelar em troca do seu uso.
Se você deseja eliminar a "adivinhação" do processo de identificação de riscos em apps e se manter no controle de sua privacidade, considere fazer a assinatura de um serviço de segurança que contenha tecnologia de verificação de aplicativos que analisa e relada os comportamentos do apps, como o Norton Mobile Security ou o Norton Security, caso queira proteger também seus PCs e Macs, além dos dispositivos móveis.

Fonte: 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Facebook : Se você morrer, quem cuida do seu ?

Uma amiga, que perdeu o pai, me perguntou como poderia remover o perfil dele no Facebook. Para ajudá-la, na ocasião, encontrei na página do próprio Facebook a solução, mas que depende de análises e envio de documentos. 

Agora, o Facebook resolveu lançar uma atualização que permite aos membros designar um "anjo da guarda", responsável pela conta após a morte do usuário, que poderá assumir o controle do perfil e enviar mensagens póstumas. Os mortos brasileiros, no entanto,  terão que esperar um pouquinho porque o recurso não está disponível. 

O contato selecionado para a tarefa será capaz de adicionar um post com uma mensagem de despedida ou notificações sobre informações de funeral, por exemplo. Poderá gerenciar solicitações de amigos, atualizar a foto do perfil e capa e fazer o download de mensagens póstumas.


Via G1, Outro Olhar e Facebook

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uso excessivo de mídias digitais e má alimentação de adolescentes


Resultados de um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition demonstram uma relação entre o tempo de utilização de mídias de tela e a ingestão de alimentos e bebidas de baixa qualidade nutricional, frequentemente veiculados nas mídias digitais.

Trata-se de um estudo tipo coorte com uma amostra composta por 4.604 meninas e 3.668 meninos com idade entre 9 e 15 anos que foram acompanhados por um período de 2 anos. Através de questionários previamente validados para a população adolescente, que foram preenchidos pelos participantes do estudo, os autores avaliaram as relações longitudinais entre o tempo de utilização de mídias de tela (televisão, jogos eletrônicos, DVDs) e mudança no consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional (ABQN) que são comumente anunciados nessas mídias (bebidas açucaradas, fast-foods, doces, salgadinhos) e baixa ingestão de frutas e hortaliças.

Cada aumento nas horas por dia na televisão, jogos eletrônicos e DVDs foi associado com o aumento na ingestão de ABQN total (que é a soma de todos esses alimentos; variação: 0,10-0,28 porções/dia, p < 0,05), com o aumento da ingestão de bebidas açucaradas, fast-foods, doces e salgadinhos (variação: 0,02-0,06 porções/dia; p < 0,001) e com a diminuição do consumo de frutas e hortaliças (intervalo: 20,05-20,02 porções/dia, p <0,05).

“Os resultados desse estudo fornecem evidências adicionais de que o marketing de alimentos pode mediar ligações entre tempo de utilização das mídias de tela, dieta e adiposidade. Consequentemente, essas mídias poderiam ser menos obesogênicas, por isso poderiam reduzir a quantidade de marketing de produtos não saudáveis voltados para a juventude”, afirmam os autores.

Referência(s)

Falbe J, Willett WC, Rosner B, Gortmaker SL, Sonneville KR, Field AE. Longitudinal relations of television, electronic games, and digital versatile discs with changes in diet in adolescents. Am J Clin Nutr. 2014; 100:1173–81


Publicado em Nutritotal 

Leia também: Cérebro esta sendo alterado pela tecnologia do século XXI





   
   

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Microsoft oferece Windows para Internet das Coisas à comunidade maker

A empresa está distribuindo uma versão reduzida do sistema operacional junto com a CPU Galileo da Intel e aposta na criação de novos dispositivos conectados




Na esperança de cobrir todos os pontos de presença no mercado emergente da Internet das Coisas (IoT), a Microsoft está "dando uma ajuda" aos hackers, hobistas e empreendedores que criam novos dispositivos conectados usando as pequenas CPUs compatíveis com a plataforma Arduino, de PCs do tamanho de um cartão de crédito.

A Microsoft está distribuindo uma versão reduzida do Windows na placa de desenvolvimento Intel Galileo, na esperança de estender o alcance do seu sistema operacional para dentro do universo dos dispositivos inteligentes e aparelhos conectados à Internet.

A empresa aposta que desenvolvedores de software e hackers de hardware usarão a placa para construir e testar novos dispositivos que, algum dia, possam se transformar em produtos comerciais. Com o kit de desenvolvimento da Galileo, a Microsoft busca uma nova audiência de potenciais criadores de inovação na IoT: desenvolvedores independentes trabalhando em casa, mais popularmente conhecidos como a "comunidade maker".

Galileo e Windows

O computador Galileo da Intel, que consiste em uma CPU do tamanho de um cartão de crédito, tem sido usado para uma variedade de dispositivos como robôs que distribuem doces, sistemas de iluminação e dispositivos de saúde conectados a smartphones ou tablets e à internet. A placa da Intel compete com o PC open-source Raspberry Pi, que custa 25 dólares, e é compatível com a plataforma Arduino.
A Microsoft está distribuindo o kit com a placa como parte da sua iniciativa Windows Developer Program for IoT. Os destinatários do primeiro lote de placas parecem ter sido cuidadosamente selecionados e nem todos que solicitam o kit para entrar no programa conseguem. Mas os desenvolvedores interessados em se candidatar a entrar no programa podem se inscrever no site da Microsoft.
"Fomos surpreendidos pela resposta pública à oferta e recebemos mais pedidos de kits do que tínhamos em estoque para essa primeira rodada", diz o comunicado da Microsoft num site GitHub para o programa de desenvolvedores IoT.

intel galileo placa 520

Windows for IoT

A placa, segundo notas publicadas pela Microsoft no GitHub, roda uma "versão menor" do Windows. A Microsoft não quis comentar que versão é essa, mas no GitHub diz que é o pré-release de um software que até agora está sendo genericamente chamado de "Windows." O sistema operacional é compatível com Arduino.
Segundo uma porta-voz da Microsoft, o software que está rodando na placa Galileo para IoT "é uma versão não comercial customizada do Windowsbaseada no Windows 8.1". Segundo a porta-voz, a prova de conceito dodo SO ainda está em estágio inicial e não foram definidas ainda as regras e requisitos de hardware para ela.

"Nós simplesmente elegemos a placa Galileo da Intel para um projeto piloto projetado para colocar em funcionamento uma versão do Windows voltada para dispositivos de baixo custo e baixo consumo de energia", diz a porta-voz.
A Microsoft publicou ferramentas de desenvolvimento open-source para a Galileo no GitHub. No site há exemplos de como fazer um sensor de temperatura, um piano e um sistema de iluminação com LED usando portas especiais da placa.



Intel e Microsoft

A Intel também vende as placas Galileo com uma versão mais leve do Linux através de distribuidores. Mas o kit da placa com o Windows só será distribuído pela Microsoft, diz a Intel. Em algum momento, a Microsoft poderá colocar o sistema operacional disponível para todos que comprarem a placa Galileo, mas a empresa não definiu uma data para isso.
"Temos planos para vocês. Acompanhem nossos sites de redes sociais para ficar sabendo", diz o comunicado da Microsoft numa página do GitHub voltada para as pessoas que já possuem uma placa Galileo.
A Galileo começou a ser distribuída no ano passado e a Intel já anunciou uma segunda versão da placa chamada Galileo Gen2, que estará disponível este mês. A Intel não informou se a Galileo Gen2 será compatível com o novo Windows, dizendo apenas que caberia à Microsoft fazer isso acontecer.
A placa original Galileo tem um processador Quark SoC X1000 de 400MHz e suporta PCI-Express, Ethernet e USB 2.0. Ela também tem um leque de portas para conectar câmeras, telas, sensores, fontes de força e outros componentes.

Windows no piano

Durante sua conferência Build, realizada em abril, a empresa mostrou a Galileo e uma versão experimental do software embutidos em um piano. Um app móvel se conectava com a placa e fazia com que o piano tocasse uma música ou, no sentindo inverso, recebia da placa informações sobre as notas da melodia tocada no instrumento e as enviava para um serviço hospedado na nuvem Azure, da Microsoft.
A meta final é pegar a informação coletada de bilhões de dispositivos e alimentar serviços de cloud hospedados no Azure, como parte da estratégia geral "mobile first, cloud first" da empresa.
"O ponto mais importante sobre a Internet das Coisas é que ela não se limita "às coisas", mas sim ao fato de que elas estão conectadas à internet", disse Terry Myerson, vice presidente executivo de sistemas operacionais da Microsoft durante sua apresentação na Build.

Windows Compacto

A Microsoft há um bom tempo vem entregando a fabricantes de equipamentos o chamado Windows Embedded Compact, utilizado em um leque de dispositivos industriais, dispositivos móveis, monitores médicos, ATMs e outros dispositivos, e reforçando a eles a capacidade do sistema operacional embutido de trabalhar em dispositivos para a IoT.
"O Windows Embedded Compact continua a ser importante para nossa oferta abrangente para IoT. Ele continua sendo o único sistema operacional real-time da Microsoft e é o sistema operacional com o mais abrangente conjunto de portas, incluindo inúmeros níveis das arquiteturas ARM e x86", disse a Microsoft no GitHub.

Ainda assim, permanecem as dúvidas sobre como precisamente o novo SO da Galileo se difere do Windows Embedded Compact. O novo sistema "poderá ser mais moderno ou possivelmente um produto mais focado em aplicações voltadas para a IoT que o Windows Embedded Compact", especula Al Gillen, vice-presidente de programas, servidores e software de sistemas da IDC, em email enviado à redação.

Leia também:  O IP das Coisas: Até a geladeira poderá denunciar o dono

Fonte:  PC World

O IP das Coisas: Até a geladeira pode denunciar o dono na internet


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
O brasileiro descobriu em 2013 que não existe privacidade na internet. As denúncias do site Wikileaks, de Julian Assange, e as de Edward Snowden, ex-analista de inteligência norte-americano, mostraram que vários programas dos Estados Unidos e de outros países fazem, há muito tempo, vigilância eletrônica dos cidadãos ao redor do mundo.
Agora, a troca do protocolo que permite a identificação de cada dispositivo na internet, o chamado Internet Protocol (IP), é uma nova mudança que deve deixar em alerta os usuários da rede. O Ipv4, padrão atual, que até então gerou pouco mais de 4 bilhões de endereços diferentes, já é insuficiente para mapear as máquinas do planeta – computadores, tablets, smartphones, por exemplo. Ele está sendo substituído pelo Ipv6, que permite um número infinitamente maior de endereços – 340 tera (34x10 elevado a 13ª potência) – abrindo espaço para que cada objeto possa ter seu próprio endereço na internet e, por isso, viabilizar o IP das coisas.
Demi Getschko, um dos membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), lembra que, já no final dos anos 90 do século passado, ficou claro que o IPv4 deveria ser extinto, pois não haveria mais IP suficiente. “Não se extinguiu e chegamos a 2013, mas vai de fato se extinguir no ano que vem, porque a internet se defende com alguma gambiarras.”
O cientista cita medidas como a que permite a escolha de um endereço válido para esconder vários outros endereços inválidos na internet, como os IPs usados nas redes domésticas por computadores e smartphones. Na prática, são endereços reservados para o usuário internamente, mas que não são visíveis externamente. Então, todo mundo pode usar vários IPs, teoricamente invisíveis para o ambiente externo em casa, mas precisará de um outro endereço (IPv4) válido para fazer a conexão com a internet.
“Tudo estará ligado com as coisas boas e ruins que isso traz. As boas coisas, de que todos falarão: conforto para todo mundo e conectividade ampla. Coisas ruins? Privacidade em alto risco. Tudo que você faz pode ser conhecido. Tudo que seus equipamentos fazem entre si poderá ser passado para outros equipamentos. São coisas complicadas. Nossa privacidade pode estar em risco”, alerta Getschko, que participou, em dezembro, de um seminário em João Pessoa.
De acordo com Gestschko, com a nova geração de IPs, um televisor, por exemplo, poderá estar conectado ao fabricante e, quando pifar,  poderá ser consertado remotamente. Mas, por outro lado, não se sabe o que o fabricante fará com os dados coletados, como suas preferências, os programas e horários, entre outras possibilidades.
Durante sua explanação no seminário, bem-humorado, Getschko lembrou de uma charge que trazia um cachorro, em 1993, dizendo a outro que, na internet, ninguém sabia que ele era um cachorro, indicando a possibilidade de privacidade. As coisas mudaram e agora, em 2013, todo mundo sabe que, na ponta, tem um cachorro, sabe a raça, que ração consome e o nome do veterinário, disse o cientista, atualizando a charge.
Esse falso anonimato, que se dizia existir em 1993, nunca foi real. “Agora, quebra-se de vez, com todo mundo conectado e todos os equipamentos plugados”, destacou. O representante do CGI.br disse ainda que não é verdade que existam novos delitos na internet. Segundo Getschko, o que existe são novas possibilidades de investigação.
Getschko, que é considerado um dos precursores da internet do Brasil, é de opinião que o Marco Civil da Internet, discutido no Congresso Nacional, é uma vacina  para futuros problemas, pois na internet tudo que se faz pode ser notado por alguém. O cientista acredita que, se não houver limite, por ser uma rede técnica, a internet sempre permitirá que se vasculhe a vida de qualquer um.
“O pessoal que não gosta de IPv6 diz que agora todo mundo terá um endereço fixo, todos saberão o que cada um faz. Eu também tenho uma impressão digital, que é fixa e também não posso trocar. Porém, sso não quer dizer que ela tenha que ser recolhida por todo mundo”, disse o cientista, ao defender o marco civil. Para ele, existem formas de impedir a invasão de privacidade que independem da tecnologia usada. “A tecnologia pode ser invasiva, mas a lei tem que impedir isso.”
Outro ponto relevante é o uso de ferramentas que, aparentemente, não deixam traços [rastros] na internet, como o Projeto TOR, que promete navegação anônima. "Tudo isso é algo falacioso. Não deixam traço porque alguém transformou seu IP em outro IP. Mas quem transformou tem a possibilidade de guardar essa transformação”, ressaltou. Segundo Getschko, a maioria dos roteadores da Onion [do Projeto TOR] é rodada em trechos de domínio do Departamento de Estado dos Estados Unidos. “E eles querem ter aquilo na mão”, concluiu.

Edição: Nádia Franco

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Kaspersky diz que Miniduke volta a atacar

Pesquisadores da Kaspersky Lab descobriram que os implantes antigos do Miniduke criados em 2013 ainda estão sendo usados ​​em campanhas ativas que visam infectar governos e outras entidades. Além disso, a nova plataforma do Miniduke - BotGenStudio - pode ser usada não somente em ataques APT, mas por agências policiais e criminosos tradicionais também.

Embora o APT Miniduke tenha cessado sua campanha ou pelo menos diminuído sua intensidade assim que o anuncio de sua existência foi feito pela Kaspersky Lab e pela CrySyS Lab, no ano passado, o ataque foi retomado em pleno vigor no início deste ano. Desta vez, especialistas da Kaspersky Lab notaram mudanças na forma como os atacantes agem e quais ferramentas usam.

Após a exposição de 2013, os responsáveis pelos ataques do  Miniduke começaram a usar outro backdoor personalizado, capaz de roubar vários tipos de informações. O malware simula aplicativos populares que são projetados para funcionar em segundo plano, incluindo informações, ícones e até mesmo o tamanho do arquivo.

Características únicas

O "novo" backdoor do Miniduke (mais conhecido como TinyBaron ou CosmicDuke) é compilado usando uma estrutura personalizável chamada de BotGenStudio e que tem flexibilidade para ativar ou desativar componentes quando o bot é construído. O malware é capaz de roubar uma variedade de informações. O backdoor também tem muitos outros recursos, incluindo: keylogger, compilação de informações sobre a rede, captura da tela, captura da área de transferência; roubo do Microsoft Outlook, Windows Address Book, de senhas do Skype, Google Chrome, Google Talk, Opera, TheBat!, Firefox, Thunderbird, capturador de chaves de Protected Storage, além de exportar certificados ou de chaves privadas, etc.

O malware implementa vários conectores de rede para extrair dados, incluindo a transferência de informações via FTP e três diferentes variantes de mecanismos de comunicação HTTP. Armazenar dados extraídos é outra característica interessante do MiniDuke. Quando um arquivo é enviado para o servidor C&C ele é dividido em pequenos pedaços (~3kb) que são compactados, criptografados e colocados em um recipiente a ser enviado para o servidor. Se o arquivo for grande o suficiente, pode ser colocado em vários recipientes diferentes que são enviados de forma independente. Todas estas camadas de garantias adicionais de processamento faz com que poucos pesquisadores sejam capazes de chegar aos dados originais.

Cada vítima do MiniDuke é atribuída  um ID único que permite que sejam feitas atualizações específicas para uma vítima individual. Para sua autoproteção, a praga usa um instalador personalizado ofuscado que consome recursos da CPU antes de passar a execução para amódulo principal. Fazendo isso, os criminosos impedem que soluções antimalware analisem o implante e detectem a funcionalidade maliciosa via emulador. Esse processo também dificulta a análise do malware.

C&Cs - duplo propósito. Durante a análise, os especialistas da Kaspersky Lab foram capazes de obter uma cópia de um dos servidores de comando e controle (C&C) do CosmicDuke. Parece que este foi utilizado não só para a comunicação entre os responsáveis por trás do CosmicDuke e dos PCs infectados, mas também para outras operações, realizadas por membros do grupo, incluindo a invasão de outros servidores na Internet com o objetivo de coletar tudo o que pode levar a alvos potenciais. Para este efeito, o C&C foi equipado com uma gama de ferramentas de hacking publicamente disponíveis que buscam vulnerabilidades em sites usando diferentes motores para assim comprometê-los.

Vitimas. Curiosamente, enquanto os implantes antigos do Miniduke foram usados para atingir principalmente as entidades governamentais, os novos implantes do CosmicDuke tem uma tipologia diferente de vítimas. Além de governos, existem organizações diplomáticas, setor de energia, operadores de telecomunicações, fornecedores militares e pessoas envolvidas no tráfico e venda de substâncias ilegais e controladas.

Os especialistas da Kaspersky Lab têm analisado tanto o CosmicDuke quanto servidores antigos do Miniduke. Por meio deste último os especialistas da Kaspersky Lab foram capazes de extrair uma lista de vítimas e de seus respectivos países e, por isso, os especialistas descobriram que os responsáveis pelo Miniduke atacaram alvos na Austrália, Bélgica, França, Alemanha, Hungria, Países Baixos, Espanha, Ucrânia e Estados Unidos. As vítimas, em pelo menos três destes países, pertencem à categoria "governo".

Um dos servidores CosmicDuke analisados teve uma longa lista de vítimas (139 IPs únicos) a partir de abril de 2012. Em termos de distribuição geográfica e de 10 países mais atacados as vítimas pertencem à Geórgia, Rússia, EUA, Grã-Bretanha, Cazaquistão, Índia, Bielorrússia, Chipre, Ucrânia e Lituânia. Os criminosos também estavam interessados em expandir suas operações e escanear faixas de IPs e servidores da República do Azerbaijão, Grécia e Ucrânia.

Plataforma comercial. As vítimas mais incomuns descobertas eram indivíduos que pareciam estar envolvidos no tráfico e revenda de substâncias controladas e ilegais, como esteroides e hormônios. Essas vítimas foram observadas apenas na Rússia.

"É um pouco inesperado - normalmente, quando ouvimos sobre APTS, pensamos que são campanhas de espionagem cibernética não apoiadas por governos. Mas vemos duas explicações para isso. Uma possibilidade é que a plataforma de malware BotGenStudio usada no Miniduke também está disponível como uma ferramenta"spyware legal", como o RCS da HackingTeam, amplamente utilizado pela aplicação da lei. Outra possibilidade é que o malware simplesmente está disponível no submundo e é comprado por vários concorrentes no negócio farmacêutico para espionar uns aos outros”, comentou Vitaly Kamluk, principal pesquisador de segurança no Global Research & Analysis Team da Kaspersky Lab.




Fonte: Kaspersky 

domingo, 12 de maio de 2013

Emendas nas molduras do Galaxy S4


O pessoal do SamMobile identificou na moldura do Galaxy S4 algumas emendas, que se forçadas podem acabar soltando.





Essas emendas aparecem próximas aos botões de volume e logo acima do alto-falante superior.


via Clube do Android, via SamMobile

terça-feira, 9 de abril de 2013

Manuais de tecnologia digital na educação podem ser acessados pela internet


Tablets, lousa digital, redes sociais, digitalização do conteúdo. Cada vez mais é comum a utilziação destes equipamentos e serviços para no dia-a-dia da sala de aula. Mais do que ferramentas para atrair a atenção dos alunos, as tecnologias digitiais se transorfam num evolução na didática educativa na relação professor-aluno. De que adianta o aluno estar cada vez mais próximo das novas tecnologias se os professores não estiverem?

Pensando em auxiliar os profissionais de educação e estudantes de pedagogia e interssados na área, a Universidade Estadual da Paraíba lançou o livro "Tecnologias Digitais na Educação", que apresenta uma seleção de artigos que são resultado de monografias acadêmicas sobre o tema. Tutoriais do universo digital e análises sobre o tema podem ser acessados ou baixados gratuitamente pela internet. O uso de games e de multimídia em disciplinas como geografia, matemática e líguas estrangeiras são descritos e analisados para servir de estímulo para educadores.

O livro está disponível na internet pela A Rede SciELO Livros, que compartilha periódicos científicos de modo a contribuir com o desenvolvimento da comunicação científica em ambos meios de publicação. SciELO Livros é dirigido pela FAPESP e o seu desenvolvimento é financiado pelas editoras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O Projeto de desenvolvimento da plataforma metodológica e tecnológica teve sua execução apoiada pela Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo.
Para acessar o livro "Tecnologias Digitais na Educação", clique aqui.

Fonte:  Portal EBC







 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Escola digital desafia 'professor analógico'


A ideia de "professores analógicos" em escolas com "alunos digitais" sempre volta à

tona quando o debate é a chegada da tecnologia na sala de aula. A diferença de
gerações é essencial nessa relação, mas há uma crise que cabe principalmente ao
poder público resolver: a formação dos docentes ainda não contempla essa nova
realidade e desafios.

As lacunas de formação que fazem com que professores cheguem às escolas já

defasados em relação ao uso da tecnologia são sentidas pelas secretarias de
Educação. "Graduações e licenciaturas atualmente em seu currículo tratam a
tecnologia e seus recursos de maneira superficial, pois a formação desses
profissionais dá-se a partir de embasamentos teóricos, não relacionando a prática
com a real função das tecnologias na educação", diz a presidente do Conselho
Nacional de Secretários de Educação, Maria Nilene da Costa.

A educadora ressalta que a presença de recursos digitais vem avançando nas

escolas do País, com projetos do Ministério da Educação (MEC) e também das
esferas estaduais - o que pressiona o professor. "O docente que está iniciando a
carreira ainda se depara com dificuldades de inserir o uso das tecnologias e recursos
midiáticos de maneira interdisciplinar, reproduzindo ainda as aulas tradicionais."


O maior desafio para a presidente da União Nacionais dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Repulho, é incorporar a tecnologia desde a formação inicial. "A tecnologia não está integradas nas faculdades e na sala de aula, é notória a angústia dos professores", diz ela. "O segredo é fazer com que todos os professores
entendam que isso é importante."

Cleusa lembra que cabe ao MEC induzir políticas  públicas. A pasta informou que pretende oferecer capacitação a todos os cerca de  500 mil professores do ensino médio nos tablets que está distribuindo. Os cursos, voluntários, têm duração de quatro a seis meses e são semipresenciais.


Apesar de receber críticas sobre a distribuição de tablets sem que houvesse uma

plataforma específica para seu uso, o ministro Aloizio Mercadante tem mostrado
preocupação com a formação. Em entrevista ao Estado publicada ontem - quando se
revelou que o ministério trabalha na criação dessa plataforma -, Mercadante reafirmou
que a capacitação dos professores é a prioridade. O ministro já repetiu algumas
vezes que os estudantes estão no século XXI, enquanto professores, no século XX.

Diferenças


Além de achar a comparação infeliz, o professor Nelson Pretto, da Universidade

Federal da Bahia (UFBA), ressalta que a diferença de gerações entre professor e
aluno sempre existiu e não é tão problemática. "O aluno é jovem e por natureza traz a
novidade, o desafio. Se um dia for muito diferente é que teremos de nos preocupar."
Especialista em educação e comunicação, Pretto concorda EM que a formação inicial
precisa ser transformada, para que não se dependa tanto da capacitação em serviço.

"Necessitamos de uma revolução na formação, mas ela tem de ser acompanhada por

uma revolução nas condições de trabalho e salário. Não é possível termos tantas
expectativas com a educação sabendo as condições dos professores."
Professor da escola municipal Guiomar Cabral, de Pirituba, zona oeste de São Paulo,
André Bastos, de 41 anos, lembra que aprendeu mexer no Power Point, programa de
apresentações, porque um aluno o ensinou. Mas para ele, isso só pode ser positivo.

"A educação é uma via de mão dupla, eu tenho de tirar vantagem disso. O bom é que

o aluno fica ainda mais protagonista", diz ele, professor de português há 20 anos. "E esse é um desafio permanente do professor. Ele sempre entra na sala sem saber
onde uma pergunta vai levar a aula."

Fonte: O Estado de São Paulo












 



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