Mostrando postagens com marcador cidadão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidadão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Receita Federal faz novo alerta sobre o Golpe do Amor

Vítimas recebem instruções para realizar depósitos bancários em troca de valores e bens supostamente retidos pela Alfândega. Golpistas agora chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas para iludir as vítimas






A Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos voltou a receber, diariamente, cerca de dez ligações telefônicas de contribuintes querendo confirmar a instrução que receberam para efetuar depósitos em contas de determinadas pessoas físicas para terem liberados valores ou encomendas supostamente retidos pela Receita Federal. Trata-se do já conhecido 'Golpe do Amor".



Como funciona


Os golpistas criam perfis falsos nas redes sociais, geralmente passando-se por estrangeiros em boas condições financeiras e com empregos prestigiados e estáveis. Após envolverem emocionalmente a vítima, declaram-se apaixonados e manifestam intenção de casamento com o envio de volumes contendo presentes diversos, como óculos, bolsas, celulares, anéis de ouro para o “noivado”, dinheiro em espécie ou documentos do exterior por remessa expressa ou postal ou por meio de um viajante.


A fim de dar veracidade ao envio dos tais bens/documentos, os golpistas chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas (courier), inclusive com falso rastreamento da suposta encomenda.

Após o suposto envio dos presentes, o golpista geralmente alega que os bens foram retidos pela Alfândega e que há necessidade de um depósito em conta de determinado "agente" para que haja a sua liberação.

Em geral, é fornecida uma conta corrente de pessoa física para o depósito. Se a vítima deposita o valor solicitado, a quadrilha faz nova exigência alegando outro empecilho para a liberação da remessa ou da bagagem e assim sucessivamente.

Orientações

A Receita Federal adverte que não exige qualquer pagamento em espécie ou por meio de depósito em conta corrente. Todos os tributos aduaneiros administrados pelo Órgão somente são recolhidos por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).

Nos casos de encomendas enviadas por Remessa Expressa, pode-se confirmar se a empresa está habilitada no Brasil através do site:

Em caso de dúvidas, o contribuinte pode enviar seu questionamento ou contatar as Unidades de Atendimento da Receita Federal:

Caso a pessoa considere estar sendo vítima de ação fraudulenta ou tentativa de estelionato, é imprescindível que também registre a ocorrência em uma Delegacia Policial especializada.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Inteligência artificial: Pode um robô ser presidente?

Alguns cientistas acreditam que a inteligência artificial pode tomar melhores decisões do que o líder de um país: um robô não pode ser comprado por lobistas nem será influenciado pelo dinheiro ou incentivos pessoais.

O presidente norte-americano, Donald Trump, passa as noites sozinho na Casa Branca a ver as notícias de todo o mundo. Do tempo em que era empresário herdou ainda o hábito de se levantar de madrugada para escrever no Twitter onde publica o que lhe vai na alma – o vídeo em que aparece a bater num homem com o logotipo do canal televisivo CNN foi um dos mais recentes.

Agora, de acordo com a “Politico Magazine”, um pequeno grupo de cientistas e pensadores acredita que pode haver uma alternativa de salvar o presidente – e o resto da humanidade- destes ataques de raiva. Assim que a tecnologia avançar o suficiente, eles acreditam que se deve colocar um computador a cargo do país. O objetivo é que seja a inteligência artificial a tomar as decisões mais complicadas. Pode fazê-lo “melhor e sem o drama dos nossos presidentes humanos”, avisam.

No entanto, se imagina uma máquina do estilo “Terminator” está enganado. A máquina estaria guardada num qualquer armário na Casa Branca. Para estes cientistas, um robô pode levar em conta grandes quantidades de dados sobre uma determinada política. Poderia ainda prever armadilhas que escapassem à mente humana e pensar as opções de forma mais fiável, sem impulsos ou tendências individuais.

Mark Waser, um especialista em Inteligência Artificial, afirma que os robôs tomarão melhores decisões do que os humanos. Natasha Vita-More, presidente de uma organização sem fins lucrativos, “defende o uso ético da tecnologia para expandir as capacidades humanas” e espera que seja possível ter um líder que não possui um corpo humano.   
Também o empreendedor Zoltan Istvan afirma que com a inteligência artificial “um presidente não pode ser comprado por lobistas nem será influenciado pelo dinheiro, incentivos pessoais ou incentivos familiares”.

Esta é uma ideia que tem feito parte da ficção científica desde a década de 50. Já o escritor Isaac Asimov imaginava um mundo em que as máquinas pareciam ter consciência e inteligência humana. 

Claro que substituir um humano por um robô na Casa Branca não seria simples. Como é que uma máquina se encaixaria num sistema democrático? E como decidiria sobre questões morais? Segundo Istvan os eleitores deveriam ser chamados a pronunciar-se sobre a programação inicial do sistema e os programadores também deveriam ser nomeados por voto popular.

Alguns cientistas mantêm mesmo a convicção de que um robôt pode liderar uma nação no espaço de 30 anos, o que obrigaria a alterações na Constituição. No entanto, nem todos estão de acordo com este pensamento. “Os sistemas tecnológicos não são livres de preconceitos nem automaticamente justos apenas porque são números”, diz Madeleine Clare Elish, uma antropóloga na Universidade de Columbia. “O meu maior medo é que a tecnologia possa codificar os preconceitos e defeitos dos seus criadores”, alerta.

Fonte: Jornal Económico

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Criptografia: O que é um mensageiro privado





Então, o que é um mensageiro privado? Muitos diriam apenas que um aplicativo de mensagens é privado se as mensagens que transmite são criptografadas.

Mas, na realidade, a privacidade de mensagens é muito mais complexa do que isso. No congresso Chaos Communication, Roland Schilling e Frieder Steinmetz deram uma palestra na qual explicaram em palavras simples o que é um mensageiro privado e quais atributos um aplicativo de mensagens deve ter para ser considerado privado.
 
O que é um mensageiro privado?

Os seis pilares da conversa privada

Para entender a ideia de mensagens privadas, Schilling e Steinmetz sugerem que imaginamos tentar ter uma conversa particular em uma festa. O que fazemos para tornar essa conversa privada? Nós provavelmente encontrar um quarto isolado, onde ninguém, mas a pessoa que queria falar com poderia ouvir.
 
Isso é a primeira coisa sobre conversas privadas: se eles estão acontecendo cara a cara ou on-line, eles têm que ser confidenciais . Nenhuma outra pessoa além de você e seu parceiro de comunicação deve ser capaz de ouvir o que você está falando.
 
A segunda coisa é a autenticidade - você tem que saber que a pessoa que você está falando é na verdade a pessoa que você pretende falar. Na vida real, você reconhece o rosto da pessoa, mas com mensagens on-line, isso é mais complicado.
 
Se a conversa é realmente importante - e as conversas privadas geralmente são - você quer ter certeza de que seu parceiro de conversa ouve cada palavra que você diz, e vice-versa. Mais do que isso, você quer ter certeza de que a pessoa ouve exatamente o que você diz. Em outras palavras, para mensagens privadas on-line, você precisa saber que algum terceiro não corrompeu suas mensagens. E esse é o conceito de integridade , que também é crítico para mensagens privadas.
 
Vamos agora imaginar que um terceiro entrou na sala e ouviu uma parte de sua conversa. Em uma conversa na vida real, esse terceiro saberia apenas a parte da conversa que eles estavam realmente ouvindo, não o que você estava falando antes que eles vieram ou depois que eles saíram. No entanto, a Internet nunca esquece, e comunicação on-line não é tão simples como off-line. Isso nos leva a dois conceitos mais importantes por trás da mensagem privada: o sigilo  
Futuro e o sigilo futuro .
 
Em uma conversa na vida real, esse terceiro saberia apenas a parte da conversa que eles estavam realmente ouvindo, não o que você estava falando antes que eles vieram ou depois que eles saíram.  
O segredo direto não permite que o terceiro saiba tudo o que você discutiu com seu parceiro de comunicação antes de entrarem na sala, e o sigilo futuro não permite que o terceiro saiba o que você falou depois que eles saíram da sala.

Digamos que o tema que você estava discutindo era realmente delicado. Neste caso, se alguém o acusou de dizer alguma coisa sobre o assunto, você pode querer negá-lo. Se a conversa era privada, as únicas pessoas que podem citá-lo são você e seu parceiro de comunicação, então é a sua palavra ("Eu não disse isso!") Contra a deles ("Você disse isso!"). Nesse caso, ninguém pode provar nada, e isso nos leva ao importante conceito de negação .

Implementação da privacidade em mensageiros

Então, esses são os seis recursos que precisam ser implementados em um aplicativo de mensagens antes de podermos chamá-lo de privado. Eles são bastante fáceis de alcançar quando estamos falando sobre uma vida real, cara a cara conversa privada, mas quando se trata de serviços de mensagens há sempre um terceiro - o serviço em si. Como são os seis pilares implementados com este terceiro em mente?
 
A confidencialidade é mantida através do uso da criptografia. Existem diferentes tipos de criptografia, simétrica e assimétrica, ou seja, criptografia de chave pública . Mensageiros privados (neste caso, Schilling e Steinmetz revisaram Threema como exemplo) usam ambos, criando uma chave compartilhada da chave pública de uma pessoa e da chave privada da outra pessoa. Ou a chave privada da primeira pessoa é a chave pública da segunda pessoa - a matemática por trás da criptografia funciona da mesma maneira.
 
Portanto, a chave é idêntica para ambas as pessoas e única para os dois (nenhum outro par recebe a mesma chave). O aplicativo gera a chave independentemente e mantém a confidencialidade ao não transferi-la - ambas as pessoas têm direito depois que decidem conversar entre si.
 
O aplicativo gera a chave independentemente e mantém a confidencialidade ao não transferi-la - ambas as pessoas têm direito depois que decidem conversar entre si.  
Esse método também é usado para garantir a integridade - uma parte externa adicionando algo ao texto já criptografado tornaria ilegível. Nesse caso, seu parceiro de conversa receberia o que você enviou ou uma mensagem de erro (porque o mensageiro não poderia descriptografar o texto cifrado).
 
Para ainda maior confidencialidade, você pode querer esconder o fato de que você e seu parceiro de conversa falou um com o outro em tudo. Outra camada de criptografia cuida disso. A mensagem enviada é criptografada usando a chave compartilhada do seu parceiro de conversação - é como envolver a mensagem em um envelope, com um endereço nele. E então você criptografá-lo mais uma vez - colá-lo em outro envelope e enviá-lo para o endereço do servidor do mensageiro. Nesse caso, você usa a chave gerada com base na chave e na chave do servidor.
 
Portanto, este envelope dentro de um envelope é entregue ao servidor de mensagens. Se um atacante em potencial tentar olhar para ele, eles sabem que você o enviou, mas não o seu destino final. O servidor de messenger desenrola o envelope externo, vê o endereço de destino (não a própria mensagem), envolve o pacote em outro envelope e envia-o para o destinatário. Neste ponto, um invasor potencial pode ver apenas um envelope do servidor de messenger para o destinatário, mas não onde ele se originou.
 
Com um monte de envelopes voando em todas as direções, é difícil rastrear qual pessoa recebeu sua mensagem. Duro, mas não impossível: Se alguém fosse pesar todos os envelopes, eles poderiam encontrar dois envelopes do mesmo peso exato e associá-lo com seu parceiro de conversa. Para garantir que não pode acontecer, o sistema adiciona um peso aleatório para cada envelope, de modo que o envelope que você enviou eo envelope que seu parceiro recebeu nunca pesam o mesmo.
 
Para garantir que não pode acontecer, o sistema adiciona um peso aleatório para cada envelope, de modo que o envelope que você enviou eo envelope que seu parceiro recebeu nunca pesam o mesmo.  
É mais difícil manter a autenticidade . Alguns aplicativos de mensagens usam endereços de e-mail ou números de telefone como IDs de usuário - essa é a maneira como o usuário prova que ele é quem afirma ser. No entanto, os números de telefone e os endereços de e-mail são dados confidenciais que talvez você não queira compartilhar com o aplicativo. Alguns - como o Threema - encorajam os usuários a usar uma ID diferente e trocar códigos QR para provar sua identidade.
 
Deianbility neste caso é conseguido através do envio de cada mensagem para ambos os participantes do diálogo. A chave é a mesma para ambas as pessoas, portanto, ou poderia ter enviado a mensagem. Portanto, mesmo que alguém consiga interceptar e descriptografar a mensagem recebida, eles não podem ter certeza de quem a enviou.
 
Que cuida da confidencialidade, autenticidade, integridade e negação. E quanto ao sigilo futuro e futuro? Se a chave privada e a chave pública de uma pessoa forem sempre iguais, se a chave compartilhada for comprometida, o invasor poderá descriptografar as mensagens anteriores e futuras.
 
Para limitar isso, as chaves devem ser periodicamente reeditadas pelo servidor. Se a chave for reeditada, digamos, uma vez por mês, um invasor só poderá ler o histórico de conversações para este mês e perderá a capacidade de monitorar a conversa uma vez que uma nova chave for emitida (na prática, a reedição acontece muito mais frequentemente) .

Embrulhar

Assim termina nossa breve introdução ao conceito de mensagens privadas. Na verdade, é muito mais complicado, porque os aplicativos de mensagens modernos precisam lidar com arquivos de mídia, bate-papos em grupo e, às vezes, até com chamadas de vídeo.
 
Se você estiver interessado em aprender mais, sugerimos que assista a este vídeo abaixo de 33C3. Nela, Schilling e Steinmetz explicam não só as idéias básicas, mas também falam sobre como eles têm Threema de engenharia reversa e descobriram como ele implementa os principais princípios de privacidade. Nós apreciamos o vídeo e espero que você também.


Fonte: Kaspersky Lab by John Snow 

Leia também:

Signal, mensageiro indicado por Snowden, chega para PC

 

O que é Criptografia 


 

 

 

 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Papa Francisco dá apoio à campanha contra o trabalho infantil no Brasil

No dia que precede as comemorações do Dia da Criança e do Dia de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, o Papa Francisco enviou um telegrama, via Nunciatura Apostólica brasileira, para dar apoio à campanha contra o trabalho infantil realizada pelo Santuário Nacional de Aparecida, Ministério Público do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. A mensagem foi lida na Missa que aconteceu na manhã dessa terça-feira (11), na Basílica de Aparecida. 



 (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)


O Santo Padre saudou “com muita alegria” a iniciativa que tem como finalidade conscientizar a sociedade dos males causados pelo trabalho irregular de crianças e adolescentes, destacando a importância de uma educação de qualidade para garantir um futuro melhor para as famílias.



“É preciso lembrar que as crianças são um sinal. Sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de ‘diagnóstico´ para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade, do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano. Por isso, devemos estar sempre renovando a nossa disposição em acolher mais e melhor as crianças, perguntando-nos: somos capazes de permanecer junto delas, de ‘perder tempo’ com elas? Sabemos ouvi-las, defendê-las, rezar por elas e com elas? Ou negligenciamo-nos, preferindo ocupar-nos dos nossos interesses?”.



Por fim, o Papa Francisco abençoou os realizadores da campanha, desejando a consecução dos objetivos de erradicação do trabalho infantil. “Assim, faço votos de que o Fórum para a Erradicação do Trabalho Infantil possa ser frutuoso nos seus propósitos e, para tal, peço que as luzes do Espírito Santo iluminem a todos os participantes, ao mesmo tempo em que, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, lhes concedo a Bênção Apostólica, pedindo que não deixem de rezar por mim”.



Carta de Aparecida – na manhã do último domingo (9), uma Missa no Santuário Nacional de Aparecida deu início à campanha contra o trabalho infantil empreendida pelo Santuário, em parceria com o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, que acontecerá de 09 a 16 de outubro. O objetivo é conscientizar a sociedade acerca dos malefícios do trabalho precoce.



Na oportunidade, foi lida a Carta de Aparecida, que reforçou o compromisso da Igreja e demais instituições participantes na defesa da educação gratuita, universalizada, atrativa e integral, da aprendizagem profissional e da proteção integral e prioritária dos direitos das pessoas menores de 18 anos. “É dever de todo cristão proteger todas as crianças e adolescentes do trabalho prematuro, que, além de tudo, subtrai vagas de adultos no mercado de trabalho, subvertendo a lógica natural dos pais sustentarem seus filhos, não o contrário, e alimentando um perverso ciclo vicioso de miséria e exclusão”, diz um trecho da carta de intenções.  



A programação da Semana da Criança terá atividades para crianças, pais, educadores e público em geral no Santuário Nacional. Serão realizadas palestras, Missa, distribuição de cata-ventos e de cartilha com 50 perguntas e respostas sobre o tema, recreação no Espaço Devotos Mirins, entre outras. A programação inclui ainda a Exposição Itinerante "Um Mundo Sem Trabalho Infantil", concebida pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho em parceria com a Comissão de Documentação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A mostra busca retratar as piores formas de trabalho infantil, para que a sociedade exija o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes a fim de garantir a esses jovens um futuro digno e equilibrado. No dia 14 acontece no Hotel Rainha do Brasil o 6º Seminário Nacional sobre o trabalho infanto-juvenil, organizado pela Amatra da 15ª Região, e no dia 16 será celebrada Missa de encerramento, com a distribuição de materiais.      

Fonte: MPT Campinas/Imprensa


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Jornalistas e os riscos na era digital


Um jornalista pesquisando a história de um documento complicado que coloca o seu governo local em maus lençóis fica preocupado que as autoridades vão bisbilhotar em seu computador, então ele usa ferramentas de encriptação para armazenar e enviar por e-mail o documento. Mas, em seguida, ele pega o telefone de casa e fala abertamente sobre a história com seu editor. Talvez não tenha passado pela sua cabeça que as pessoas mais interessadas em manter esse documento em segredo não têm a capacidade de entrar em seu e-mail, mas podem facilmente escutar seu telefonema.

Este é um exemplo hipotético, mas é o tipo de erro que os jornalistas fazem regularmente ao considerar seus planos de segurança. Às vezes sentimos a necessidade de usar ferramentas contra ameaças que realmente não enfrentamos, ignorando os riscos que são mais prováveis.
O aumento da quantidade de trabalho dos jornalistas no mundo digital faz com que seja fundamental proteger nossas atividades. Nos velhos tempos, nós poderíamos apenas colocar os nossos documentos em um armário de arquivo trancado e realizar nossas conversas frente a frente para evitar espionagem.

Isso não funciona mais.



Hoje, há uma grande variedade de ameaças e cada tipo de ameaça exige uma medida de proteção diferente em resposta. No mapa Periodistas en Riesgo (Jornalistas em Risco) que rastreia ataques contra a imprensa no México, documentamos vários casos de hacking, ataques de negação de serviço (DOS, em inglês) e roubo de computadores e dispositivos móveis que podem comprometer as informações de um jornalista. Sem mencionar que há provavelmente muitos casos de repórteres e editores com escutas em seus telefones sem ter a mínima ideia.

Hoje, um plano de segurança digital é essencial para os jornalistas, mas as especificidades de cada plano irão variar, pois depende da avaliação dos riscos específicos de cada pessoa. Nas oficinas que realizo com jornalistas mexicanos como parte do meu Knight International Journalism Fellowship do ICFJ, eu ouvi muito sobre as diferentes ameaças que jornalistas enfrentam no mundo digital. Um aspecto importante do treinamento é fazer com que os participantes fiquem cientes de que as ferramentas que são melhores para eles podem não ser as melhores para os seus colegas.

Formular seu plano pessoal de segurança digital começa com o estabelecimento de seus próprios riscos prováveis. Para isso, você precisa saber quem ou o que pode ser uma ameaça para você, quais são as suas capacidades e intenções, como estão dispostos a atacá-lo e, finalmente, suas próprias vulnerabilidades e pontos fortes.

Aqui estão cinco perguntas que o ajudarão a decidir quais as ferramentas ou técnicas deve usar:

1. Que atividades ou informações você precisa proteger?
Há muitas atividades digitais que merecem proteção, como comunicação (e-mails, mensagens, telefonemas); armazenamento (ou em nuvem ou em dispositivo); navegação na Web; redes sociais; uso de ferramentas e dispositivos de localização; e salvamento de senhas.
Para tornar essas atividades mais seguras, você deve tomar certas ações o tempo todo: Sempre use um software antivírus, senhas fortes e configurações de privacidade rigorosas. Isso irá proteger 90 por cento do que você faz online. Você pode guardar outros métodos, tais como comunicações ou armazenamento seguro, para algo específico, como uma matéria delicada.

2. Quem quer atacá-lo?
A ameaça mais imediata para os jornalistas vem de suas fontes ou de sujeitos que os jornalistas cobrem, mas também pode haver agressores desconhecidos interessados em suas atividades ou informações.
3. Quem tem a vontade e capacidade de me fazer mal?
Uma pessoa interessada em conhecer as atividades digitais de um jornalista pode ter uma grande vontade de obter essas informações, mas não ser capaz de fazê-lo. Por outro lado, pode haver pessoas ou entidades com grandes capacidades, mas que não se importam com o que o jornalista está fazendo. No entanto, tenha em mente que alguém com baixa capacidade mas grande vontade pode trabalhar para melhorar suas ferramentas para fazer hacking ou espionagem, ou alguém com pouca vontade, mas grande capacidade pode mais tarde desenvolver o desejo de espionar a atividade digital de um jornalista.

4. Onde estão suas vulnerabilidades? Como você está interagindo no mundo digital?
Qual serviço de e-mail você usa e quão seguro é? Você armazena dados em serviços de nuvem ou dispositivos criptografados ou não garantidos? A função GPS do seu telefone sempre está ligada para que todos saibam onde você está? Tenha em mente que depende da situação se você deve ou não ativar o GPS. Na maioria das vezes, você está mais seguro se deixá-lo desligado, mas, em alguns casos como em trabalhos em ambientes perigosos, isso pode ajudar a manter o controle de seu paradeiro caso algo aconteça e entes queridos precisem achar você.
Você publica informações sobre sua vida privada nas redes sociais? Se sim, quem pode ver? Como são protegidos os seus dispositivos móveis? Se alguém roubar seu telefone celular, por exemplo, seria fácil obter informações a partir dele?

5. Quais são os seus pontos fortes e quais são as ferramentas que você já está usando para reduzir suas vulnerabilidades?
Conhecer a vasta gama de ferramentas de segurança digital disponíveis pode ajudar o jornalista a transformar seus pontos fracos em fortes.
Existem dezenas de ferramentas disponíveis para melhorar a nossa segurança digital, mas tudo depende se elas realmente atendem às nossas necessidades. A única maneira de descobrir é fazer uma avaliação de risco pessoal para saber exatamente o que estamos precisando.

Via IJnet

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Dr. #Google irá adivinhar doenças a partir de sintomas

Já tem algum tempo que muitas pessoas buscam informações sobre doenças e tratamentos médicos na internet. Por mais que a prática não seja recomendada, os engenheiros de Mountain View preferiram não ignorar a prática. Um novo algorítimo incorporado em seu sistema de busca vai permitir que o Google analise os sintomas descritos pelos usuários e forneça uma lista de possíveis doenças que eles possam indicar.

Na prática, trata-se de uma inversão de como as pesquisas funcionavam até agora. O método tradicional os usuários buscavam por doenças específicas e a partir dessa informação eram exibidos os possíveis sintomas. A partir de agora, se um usuário procurar por “dor em um lado da cabeça”, por exemplo, o Google mostrará as condições relacionadas, como dor de cabeça (óbvio), gripe, sinusite, enxaqueca, ou problemas mais graves como cefaleias agudas.


smt-GoogleMed-capa
Por enquanto, o novo sistema de buscas do Google só está disponível apenas nos Estados Unidos.
Segundo a empresa, a ferramenta visa reduzir a ansiedade do usuário que acordou com uma dor de cabeça que não passa de jeito nenhum e quer saber se ele precisa procurar um médico. Em vez de procurar em fóruns de medicina com termos que ninguém conhece, o Google pretende entregar uma lista de doenças compatíveis com os sintomas mais comuns para, de acordo com a gravidade, “incentivar uma consulta a um médico“.


Para reforçar a seguridade das informações, o Google analisou quais são os sintomas mais procurados e se reuniu com uma equipe de médicos da Harvard Medical School (Faculdade de Medicina de Harvard) e da Clínica Mayo, um dos principais hospitais dos EUA. Por enquanto, a ferramenta só está disponível em inglês e para usuários americanos, mas a empresa promete disponibilizar a ferramenta para mais localidades em breve.

Fonte: ShowMeTech

domingo, 5 de junho de 2016

Privacidade: 'Post-it' ou adesivo sobre a lente já se torna mais comum entre usuários.




Em março de 2014, o ativista Edward Snowden denunciou a existência de um software desenvolvido pela NSA capaz de fazer registros usando a webcam de computadores invadidos e enviar as fotos e vídeos para a agência de segurança americana.

No mesmo ano, o governo britânico veio a público com um alerta sobre um site russo que transmitia cenas ao vivo de centenas de webcams no mundo.
E uma pesquisa de 2013 confirmou a possibilidade de se ligar a câmera de um Macbook sem que a luz que indica que ela está ativa fique acesa.
Os episódios mostram o risco de exposição indevida via webcam do computador. A ideia de que possa existir alguém nos assistindo sem nosso conhecimento, aliás, é digna de filme de terror.

Por isso, um número cada vez maior de pessoas está tomando uma medida simples: tapando a webcam com um adesivo ou um post-it.
Agora, o problema são os microfones, que continuam expostos e podem estar sendo usados sem o nosso consentimento.

 Foto: Vincent Brown/Flickr/Creative Commons

A questão sobre os microfones#

Especialistas são unânimes: invadir uma webcam não é difícil tecnicamente. Muitas câmeras vêm com uma senha padrão que é sempre a mesma e dificilmente é alterada pelo usuário.
“Antes mesmo de entender que é fácil invadir uma webcam eu já achava o olhar daquele treco invasivo, ameaçador. Depois, virou um esforço consciente. É uma invasão muito pessoal, porque alguém realmente pode ficar te vigiando, tem um caráter pessoal muito assustador. Tem um potencial danoso muito grande.”
Carolina Stary
Adepta do post-it na câmera há pelo menos 5 anos
Para aquelas já embutidas na tela do laptop, há outros métodos, como o uso de softwares maliciosos, que abrem uma brecha no computador quando executados e permitem acessar a câmera.
O medo de um espião invisível e silencioso por trás da webcam e do microfone não é novo, mas tem se tornado uma preocupação do grande público recentemente.
Antes disso, ativistas de direitos digitais, hackers e analistas de sistemas já usavam um post-it por cima da câmera.
Mais recentemente, na cultura pop, a série “Mr. Robot”, uma das mais elogiadas por crítica e público em 2015, escancara a facilidade com que um indivíduo mal-intencionado pode escutar webcams ou microfones em computadores ou celulares alheios.
O crescimento da paranoia justificada é verificável em uma breve busca no Google. Os links que ensinam maneiras simples de acessar webcams alheias são muitos - e aqueles que recomendam tapar a câmera, também.
A maioria das pessoas, no entanto, se esquece (ou ignora) os microfones nos computadores e a existência de não uma, mas duas câmeras, nos celulares. Essas, quase ninguém esconde.
Uma professora de comunicação de massa da Universidade da Flórida, nos EUA, alertou recentemente para a possibilidade real de que o Facebook esteja usando microfones de celular para registrar áudio e coletar dados sobre o que as pessoas estão discutindo.
“Sempre tive essa paranoia, ainda mais porque tem gente que eu admiro e entende muito de tecnologia que usa [post-it sobre a câmera]. Mas depois de assistir Mr. Robot, comecei a usar o tempo todo no notebook. No celular não uso por preguiça de ficar tirando, mas faria sentido também.”
Debora Corrano
Publicitária, em entrevista ao Nexo
A professora disse que encontrou evidências disso falando de assuntos específicos perto do telefone e observando o surgimento de anúncios sobre aqueles assuntos.
O Facebook diz que usa o registro de áudio do celular apenas para identificar se o usuário está ouvindo música ou assistindo TV, e que essa função está disponível em apenas alguns lugares do mundo.
Ainda assim, o caso não é novidade. Em 2014, usuários descobriram uma falha no navegador Google Chrome que permitia que um website que tivesse recebido permissão para registrar o áudio de um computador continuasse escutando mesmo depois que o site fosse fechado.

Como se proteger#

Para esconder as câmeras, tanto a do celular como a do computador, a recomendação mais segura é bem simples: um adesivo ou post-it por cima da lente são suficientes.
No caso do microfone, é um problema difícil de resolver. A rigor, não há solução facilmente reversível para os microfones embutidos em laptops e celulares.
Desabilitar o programa que controla o microfone no computador é uma possibilidade, mas isso poderia ser contornado por um software malicioso.
Outras técnicas incluem abrir o computador e desconectar o sensor de som ou usar um chiclete ou massa de modelar para bloquear a entrada de áudio. O problema é que essas soluções são difíceis de se reverter quando você quiser de fato usar o microfone.

Via Nexo

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

WhatsApp se prepara contra possível bloqueio de operadoras

O alerta é da Proteste

Frases divulgadas recentemente mostram que o aplicativo estaria se organizando para possível restrição das operadoras. Participe da petição online criada pela PROTESTE e ajude a reverter esse cenário garantindo os seus direitos.

Na última semana, foi divulgada na internet uma preparação do Whatsapp para a possibilidade de enfrentar o bloqueio do aplicativo pelas operadoras de telefonia. O objetivo das teles é impedir que o usuário continue fazendo chamadas de voz pelo aplicativo, utilizando o pacote de dados de internet.  



Ao que consta até o momento, o primeiro país a sofrer com a pressão para o bloqueio seria a Itália. Através de um conteúdo que circula na internet, a desenvolvedora do Whatsapp revelou algumas frases em italiano, que de acordo com o significado, seria uma preparação do aplicativo contra um provável bloqueio por parte das operadoras. 


As frases divulgadas tratam justamente de um alerta aos usuários sobre a ação de operadoras para limitar serviços do aplicativo, que até então eram oferecidos normalmente. Confira os avisos abaixo:
 


  • Não foi possível efetuar a ligação pois sua operadora restringe ligações pelo WhatsApp. Tente se conectar ao Wi-Fi e ligue novamente.
  • Não foi possível efetuar chamada porque seu celular está conectado a uma rede que não permite ligações pelo WhatsApp. Conecte-se a outra rede ou desligue o Wi-Fi.
  • Seu plano de telefonia não permite realizar chamadas pelo WhatsApp. Tente mudar para outra operadora, ou se conectar a uma rede Wi-Fi.
  • Sua rede WiFi impede a realização de chamadas pelo WhatsApp. Tente trocar de rede ou desligar seu WiFi e use seu plano de dados móveis.
  • Operadora de celular ou rede WiFi não permite a realização de chamadas pelo WhatsApp.
  No Brasil, as operadoras também já se posicionaram e são declaradamente contrárias a função de chamadas por voz em aplicativos como o Whatsapp. A Vivo já reclamou abertamente do WhatsApp, tendo classificado-o como uma “operadora pirata” pelo seu presidente, Amos Genish. 


Não podemos deixar que o interesse comercial das operadoras nos restrinjam o uso do aplicativo. Entre nesta luta com a PROTESTE para garantir e assegurar que todos os nossos direitos sejam respeitados. A petição online já conta quase 20 mil assinaturas. Assine, compartilhe com seus amigos e faça com que nossa voz seja ainda mais forte para vencer essa causa:
 



As práticas comerciais das teles são questionadas por violarem direitos garantidos pelo Marco Civil da Internet. Por isso, a PROTESTE solicita investigação à 3ª Câmara de Consumidor e Ordem Econômica da Procuradoria Geral da República para evitar que consumidores sejam prejudicados com a tentativa de bloqueio do serviço de voz em aplicativos. 


 Fonte: Proteste

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Criador do antivírus @Mcafee quer suceder a Barack Obama

John Mcafee, criador do primeiro antivírus comercial do mundo, é candidato à Presidência dos EUA. A candidatura vai ser feita através do Cyber Party, um partido político que o próprio decidiu fundar. A Mcafee foi comprada pela Intel.

 A confirmação foi dada pelo próprio à CNN . A Wired ,  no entanto, publicou que a decisão ainda não está tomada. Isto porque Mcafee ainda não sabe se será o candidato ou dará  apoio a outra pessoa. Mas o milionário norte-americano diz que recebe milhares de e-mails com pedidos para que ele seja candidato. 

Há quem diga que os papéis oficiais de candidatura já foram encaminhados à Comissão Federal de Eleições e foram validados pela entidade, escreve o The Hill. Também já está online uma página oficial de candidatura, na qual é possível ver McAfee com a bandeira dos EUA.

A candidatura vai ser feita através do Cyber Party, um partido que John Mcafee decidiu fundar e que tem ideais fortes em torno da tecnologia, um indústria crucial para a economia norte-americana.
Apesar dos planos e intenções que possa ter para os EUA, John Mcafee não é uma figura consensual,  por causa dos comportamentos excêntricos.

 


O fundador da Mcafee saiu do Belize em 2013 por ser suspeito de um homicídio.

 Via SAPOTex

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

′Tudo Sobre Todos′: Redes sociais podem ser tão perigosas quanto o site

O site "Tudo Sobre Todos", que gerou polêmica ao vender informações pessoais de pessoas que morem no Brasil (como data de nascimento, endereço, nome dos pais e vizinhos, a partir de seus nomes ou CPF), reabriu a discussão sobre até que ponto os dados pessoais estão protegidos na internet.

Para Wanderson Castilho, especialista em crimes digitais e autor do livro "Manual do Detetive Virtual", a discussão sobre privacidade deveria acontecer diariamente, e não apenas quando surge uma página vendendo informações pessoais.

"As redes sociais oferecem mais informações que o ′Tudo Sobre Todos′. Mostra o relógio, o filho, a casa, a viagem. Não existe uma empresa que saiba tanto sobre você quanto a rede social", diz.

Alexandre Freire, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e consultor de segurança da informação, discorda. Segundo ele, as pessoas conseguem medir boa parte do que é publicado no Facebook e em páginas afins e dificilmente colocam dados cadastrais.

"Sites que vendem os dados são mais perigosos, pois você não tem como controlar como a informação é divulgada. Nas redes sociais, você pode, de certa forma, ter um controle maior", afirma.

O "Tudo Sobre Todos" diz que todas as informações comercializadas são obtidas em fontes públicas, como cartórios, decisões judiciais e diários oficiais. Assim, o trabalho seria filtrar esses dados, organizá-los e vendê-los.

No entanto, nesta quinta-feira (30), a Justiça Federal determinou que a página fosse retirada do ar por causa do perigo que pode causar à sociedade. Isto é, alguém usar as informações vendidas para cometer algum tipo de crime.

A venda de dados pessoais, porém, não é proibida pela lei. O advogado Rony Vainzof, especialista em direito digital, afirma que esse tipo de comércio acontece todos os dias, mas precisa do consentimento das pessoas.

"Quando você cria uma conta em um e-mail gratuito, em troca de usar o serviço sem pagar, informa seus dados. Você aceita os termos de uso dizendo que eles podem ser vendidos para uma empresa de publicidade, mas apenas para essa finalidade. Eles não podem ser desvirtuados, como serem vendidos em um site, por exemplo", explica.

Assim, para ele, os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos" precisam explicar onde conseguiram as informações para que a Justiça decida se elas podem ser comercializadas.

ORIGEM DOS DADOS


Vainzof diz que há, sim, a possibilidade de terem sido obtidas apenas por documentos públicos. Ele acredita que há a necessidade de criar uma legislação específica para proteção de dados oficias.

Freire afirma que tecnologicamente a compilação de dados oficiais divulgados é possível, da mesma forma que conseguir tudo pelas redes sociais.

No entanto, segundo Castilho, a maior probabilidade é que o banco de dados tenha sido obtido de alguma forma ilícita, principalmente porque o site não informa quem são os responsáveis, está sediado fora do país, em Seicheles, e usa bitcoin, uma moeda virtual que não pode ser rastreada, como única forma de pagamento.

"A metodologia de como eles estão trabalhando com essa informação levanta a suspeita de ser ilícito. Seja invadindo o banco de dados de alguma empresa ou comprando informações vazadas por algum funcionário. Há inúmeras formas de conseguir isso no mercado negro", declara Castilho. A hipótese de a base de dados ter sido vazada de alguma empresa se baseio no fato de que algumas informações referentes a endereço de indivíduos aparecem desatualizados quando se faz a consulta.

A Folha entrou em contato com os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos", mas eles disseram que preferiam não dar entrevistas.
Fonte: S.O.S Consumidor via UOL

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Robôs armados podem virar ameaça no futuro?


Futuro do mundo pode estar ameaçado com a chegada de robôs. 

Há muito tempo o homem sonha com robôs totalmente autônomos que podem desempenhar diversas funções, inclusive, substituir o trabalho humano. Porém, juntamente com a tecnologia de ponta útil aos homens, outras criações podem ser prejudiciais. Mesmo que atualmente não exista nada de oficial, muitas pessoas ligadas ao mundo tecnológico estão preocupadas com o nosso futuro.

Vários experts em robótica do mundo alertam sobre um assunto específico, ou seja, o uso de armas autônomas. Nomes como Stephen Hawking, Elon Musk e Steve Mozniak pedem o fim de tais armas, alertando sobre os riscos de uma “revolução da inteligência artificial”, que um dia poderá resultar em um grande desastre para a humanidade.

O pedido do grupo foi proferido em uma carta aberta, publicada pelo instituto Future of Life e assinada por centenas de pesquisadores ligados ao assunto, bem como por personalidades da ciência e tecnologia.



Levando em consideração que o mundo está passando por uma grande revolução tecnológica, que envolve carros guiados apenas por computadores, drones com câmeras que invadem a privacidade, entre outros, especialistas mostram insegurança e preocupação para o futuro da humanidade. O cenário atual, para alguns, parece bastante promissor, e claro, sem dúvidas é um grande avanço. O grande problema é a proporção que o assunto irá tomar, e o surgimento de tecnologias avançadas e autônomas que podem ser usadas pelo lado negativo, principalmente na corrida armamentista.

Na carta, as armas autônomas estão definidas como aquelas que “selecionam e engajam alvos sem a intervenção humana”. Com isso, para encontrar os alvos, é necessário outros dispositivos tecnológicos. Conforme a carta, estas armas irão resultar em uma corrida armamentista já que são capazes de encabeçar grandes mudanças no mundo.

“Armas Autônomas são ideais para tarefas como assassinatos, desestabilizar nações, subjugar as populações e matar seletivamente um grupo étnico em particular. Estamos, portanto, a acreditar que uma corrida AI armamentista militar não seria benéfico para a humanidade.”

Noel Sharkey, roboticista que assinou a petição e é membro da Campaign to Stop Killer Robots, os robôs da vida real deverão ser piores que as representações de ficção científica vista no cinema.
“Eles vão se parecer com tanques. Eles se parecerão com navios, eles vão se parecer com caça a jato”, diz Sharkey. Além disso, a carta também cita as armas químicas, que podem causar diversos problemas.

“Assim como a maioria dos químicos e biólogos não têm interesse na construção de armas químicas ou biológicas, a maioria dos pesquisadores de AI não tem interesse em construir armas AI - e não quer que os outros possam manchar seu campo de trabalho, ao fazer isso, potencialmente criando uma grande reação pública contra a AI que limitaria seus futuros benefícios para a sociedade.”
A carta pode ser assinada por qualquer pessoa, basta clicar aqui.

Fonte: oficinadanet.com.br

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Passagens mais baratas na internet

 

1. Use os sites que comparam preços

Se você tem flexibilidade de datas para viajar, visite sites como kayak, farecompare, momondo e skyscanner para comparar os valores das passagem.

Vale a pena entrar em vários sites, já que as companhias têm acordos diferentes com cada um deles. Alguns dos sites, por exemplo, incluem tarifas de companhias de baixo custo.
Além disso, você pode filtrar os resultados mais convenientes para sua viagem.
Um ferramenta interessante do farecompare e do skyscanner é ativar alertas de tarifas para quando os preços caírem de uma trecho em que você tem interesse.

Já no momondo, a ferramenta "previsão de voo" é útil para te dar detalhes de uma rota específica. Por exemplo: fazendo uma busca de voos de Londres para o México, essa opção mostra em que dias da semana é mais barato viajar ou até em que semanas do ano as tarifas são mais baixas.
Agora, se você tiver um espírito mais aventureiro e topar viajar para onde houver uma oferta, em sites como o skyscanner pode-se colocar como destino "qualquer lugar" e encontrar voos a todos os países.
Uma vez que você encontrar a tarifa mais em conta, não custa checar o valor disponível no site da companhia aérea também.

Mas corra porque algumas companhias, como Lufthansa e o grupo AirFrance-KLM, estão adotando estratégias para combater esses sites, como uma cobrança extra nos bilhetes emitidos fora de seus sites oficiais ou de sistemas operados por agentes de turismo.

A Lufthansa anunciou que vai cobrar 16 euros. A ideia é atrair mais clientes para os sites das companhias aéreas, evitando esses sites intermediários.

2. Cheque quando é mais barato viajar

Provavelmente você já tenha percebido, mas nunca é demais repetir: viajar durante a semana é mais barato. A sexta-feira e o domingo são os dias mais escolhidos pelas pessoas que viajam a negócios e também para turistas que querem aproveitar o fim de semana. Assim, é mais provável encontrar uma boa oferta na terça ou na quarta-feira.

A ferramenta "previsão de voo", mencionada no item interior, também pode ajudar a identificar o dia mais barato da semana em uma rota específica.


3. Ver quando é mais barato comprar a passagem

Segundo um comunicado da Airlines Reporting Corporation, publicado em novembro de 2014, o melhor dia para se comprar uma passagem aérea é a terça-feira. A data também é sugerida por vários blogueiros e especialistas em viagens.
As explicações para isso variam, mas, em geral, esse é o momento em que as companhias aéreas lançam suas ofertas de passagens restantes, para tentar obter a ocupação máximo em seus voos.
Monitorar durante vários dias, em horários distintos, ajuda bastante a assumir um risco calculado na hora da compra.

4. Vale a pena esperar uma oferta de último minuto?

Há alguns anos, existia esse mito. Mas atualmente a posição geral da indústria é a de que não vale a pena.
Vários estudos mostram que o ideal é comprar com uma antecedência de cerca de 60 dias para voos internacionais.
Apenas no caso de alguns pacotes de viagens é que pode valer a pena checar ofertas às vésperas da viagem, já que pode haver cancelamentos ou lugares vagos em voos charter.

5. Limpe os cookies de seu computador e troque de navegador

Ainda que a BBC não tenha conseguido verificar essa informação de maneira independente, há relatos de que algumas companhias aéreas usem informações providas por cookies para monitorar sua navegação e aumentar os preços de um voo se souber que você está interessado.
Isso explicaria por que, algumas vezes, quando você volta meia hora depois para comprar uma passagem, encontra um valor mais alto.
Para viagens longas, uma dica é procurar rotas alternativas ou fazer voos com escalas
Por outro lado, a jornalista Erica Ho, que trabalhava para a revista Time em Hong Kong, comprovou que os preços das mesmas rotas variavam de maneira exorbitante dependendo do país em que se acessava o site da companhia aérea.
Há muitas estratégias para testar isso: uma opção é apagar as cookies antes de pagar a passagem ou utilizar outro navegador para fazer a mesma busca.
Uma outra dica sugerida por Erica é, no site de compras, trocar a sua localização e o idioma. Se estiver no Brasil, escolha um país diferente e não selecione o português.

6. Busque rotas alternativas

Se não encontrar a oferta que procura e se o destino for distante, uma ideia é usar sua criatividade para buscar voos partindo ou chegando a outros aeroportos ou com escalas.
Por exemplo, se seu destino for São Paulo, voar para Viracopos (no município de Campinas) pode ser mais barato do que para o aeroporto de Guarulhos.
É possível saber de promoções em primeira mão ao se assinar as newsletter das companhias aéreas ou segui-las no Twitter

7. Inscreva-se em programas de milhagem

Se você viaja bastante, pode aproveitar as ofertas de programas de fidelidade. Algumas companhias aéreas também oferecem cartões de crédito próprio, com os quais se ganha mais milhas com seu uso.

8. Assine as newsletters das companhias aéreas

Receber ofertas por e-mail pode ser um pouco irritante, mas te permite ficar sabendo em primeira mão quando uma companhia lança uma promoção.
Outra boa ideia pode ser seguir as contas de Twitter das empresas que fazem as rotas que mais te interessam.

Fonte: http://goo.gl/GtuuRX