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terça-feira, 5 de abril de 2016

#WhatsApp passa a criptografar mensagens de seus usuários

Chegou o dia. Os planos do WhatsApp em aumentar a segurança do app eram antigos, datam de antes da compra da startup pelo Facebook mas após a aquisição, com o dinheiro e know-how adicionais eles finalmente foram implementados: foi anunciado que a partir de agora, todas as comunicações realizadas pelo aplicativo passam a contar com criptografia de ponta de ponta, atingindo mais de um bilhão de usuários em todo o mundo.

A mudança é simples: a partir de hoje todas as suas mensagens de texto, voz, ligações, arquivos, fotos e vídeos compartilhados não podem mais ser acessados por terceiros, somente por aqueles que estão trocando informações, em comunicação individual ou em grupos. 

Assim como ocorre com o iOS e o Android (embora neste caso não seja padrão) o Facebook, dono do WhatsApp também não tem acesso às chaves e não pode coletar nada do que os usuários compartilham entre si, o que em tese derruba a possibilidade da empresa comercializar tais informações: ao que tudo indica as únicas coisas que serão adquiridas pelo algoritmo do Facebook são as informações pessoais e lista de contatos.

O recurso de criptografia já estava sendo testado há algum tempo e vinha sendo lberado em pílulas para os usuários de Android. A partir de agora todos os usuários nas principais plataformas serão beneficiados: além do robozinho o WhatsApp está presente no iOS, no Windows Phone/Windows 10 Mobile e no… não, você não, BlackBerry.

Tal atitude, além de corroborar a preocupação com a segurança que o CEO do WhatsApp Jan Koum sempre disse ter (ele se refere constantemente ao fato de ter crescido na Ucrânia soviética, ainda que na época da Perestroika como um dos principais motivos para defender a criptografia e sigilo dos dados dos usuários), blindar o app e se desfazer da chave livra a empresa de ter que se explicar para órgãos de segurança, pois em teoria não poderiam quebrar as comunicações nem se quisessem. 

Em suma, o ato de tirar o app do ar no Brasil não adiantaria de nada já que tanto o mensageiro instantâneo quanto o Facebook não teriam como burlar a segurança. A briga agora não é mais com ele e nem com o Facebook.

Koum entende que o trabalho da polícia para combater o crime é válido, mas dado seu histórico ele não só não pretende ser conivente como não vai arriscar os dados de seus usuários em prol de uma possibilidade de vigilantismo. Em suma, os interessados que se virem para quebrar a proteção e que não compartilhem a tecnologia (embora a Apple queira saber como o FBI acessou o iPhone dos terroristas, e muito provavelmente vai ficar querendo).

Como ativar a criptografia: Caso uma das duas pontas em uma conserva particular ou um usuário de um grupo ainda não tiver atualizado o app a conversa não será protegida. Em caso positivo, possível verificar a chave de 60 dígitos exibida ou se as pessoas estiverem próximas escanear o QR Code um do outro que aparece em Informações de Contato, Criptografia. 0f8e43dc01db093c4821bbda194ee088edf4cb1d
E pronto, aproveite suas conversas agora totalmente protegidas. 😉
Fonte: MeioBit via WhatsApp.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

uTorrent na 'lista negra' do Google e de antivírus

Está aberta a temporada de caça a um dos clientes de download mais populares do mundo, o uTorrent. De acordo com o site TorrentFreank, a plataforma agora é tida como perigosa ou de conteúdo malicioso por serviços de segurança como softwares antivírus e até o filtro de buscas do Google.



Aparentemente, uma série de programas de segurança para o computador começou a bloquear o uTorrent repentinamente, alegando a presença de componentes potencialmente perigosos. A mensagem dos antivírus cita que o arquivo EXE do serviço está relacionado com o Trojan.Win32.Generic!BT e o OpenCandy, um adware que é polêmico e pode gerar um falso positivo — mas que era aceito até o momento.


Além disso, o Google iniciou uma jornada própria para dificultar o acesso do usuário à plataforma. No Chrome, a página de download da atual versão do uTorrent leva você a um alerta em vermelho sobre os potenciais perigos do site. Isso significa que ele foi denunciado ao menos sete vezes nos últimos noventa dias.


Em testes próprios, a empresa detectou "downloads maliciosos sendo feitos e instalações sem o consentimento do usuário". Vale lembrar que o próprio uTorrent já tem a imagem bastante negativa: em março, vazou a informação de que ele usava PCs de clientes para minerar bitcoins durante o download.

"Nas próximas semanas, as melhorias nesse sistema de detecção ficarão mais notáveis no Chrome: usuários verão mais avisos do que nunca sobre softwares que não são bem-vindos" - Google

O Torrent Freak informa que vários sites de torrent também receberam o mesmo aviso. Em resposta às denúncias, a Google afirma que esse é o resultado de uma nova filtragem de páginas que podem realizar "mudanças inesperadas" no seu computador. Por enquanto, a equipe do uTorrent ainda não se pronunciou sobre o caso.

Fonte:  TecMundo

terça-feira, 5 de maio de 2015

O acordo do Facebook coloca em risco o futuro da Internet?

A PROTESTE e outras 33 entidades que participam da campanha Marco Civil Já entregaram, na quarta-feira (22), carta à presidente Dilma Rousseff com críticas ao possível acordo entre o Facebook e o governo, anunciado  no último dia 10, para levar internet à população de baixa renda e de áreas isoladas do país.

O projeto Internet.org, implementado pela rede social em países da América Latina, África e Ásia, viola direitos assegurados pelo Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965), como a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede.

Ao prometer o "acesso gratuito e exclusivo" a aplicativos e serviços, o Facebook está na verdade limitando o acesso aos demais serviços existentes na rede e oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet.

Esta estratégia da rede social, realizada em parceria com operadoras de telecomunicações e provedores de conteúdo, desrespeita o princípio da neutralidade, ainda que garanta o uso dos aplicativos e conteúdos mais populares. No longo prazo, pode gerar concentração dos serviços de infraestrutura, de acesso à internet e conteúdos, restringindo a liberdade de escolha do usuário. A cartelização do mercado e a falta de estímulo a preços baixos comprometem os objetivos de universalização.




Ou seja, o projeto Internet.org fere a livre concorrência e a liberdade no fluxo de informações, já que em alguns casos, o acesso à internet e a conteúdos são fornecidos pelas mesmas empresas. E também viola o princípio da privacidade, já que dados pessoais dos usuários podem ser disponibilizados, deixando-os vulneráveis a interesses comerciais e pressões políticas.

Na carta, é pedido que não seja firmado qualquer acordo com o Facebook, relacionado ao projeto Internet.org, que tenha como objetivo "fornecer acesso grátis à internet"; e que qualquer parceria futura a ser fechada com a rede social ou qualquer outra empresa respeite os direitos garantidos pelo Marco Civil, em especial o da neutralidade da rede. O movimento Marco Civil Já pede também que o governo realize amplo debate com a sociedade civil antes de fechar acordos desse tipo, da mesma forma como foi feito com o Marco Civil da Internet.




Fonte: Proteste

terça-feira, 14 de maio de 2013

Você está feliz com o preço da banda larga?

O preço médio da banda larga no Brasil é um dos que mais pesam no bolso do consumidor, considerando a relação entre o valor cobrado por 1 Mbps (megabit por segundo) e a renda da população, informou o UOL Economia. O levantamento foi feito pelo economista e professor da FGV Samy Dana em parceria com o graduando em Economia pela UFV-MG (Universidade Federal de Viçosa) Victor Candido. Saiba mais: 

 
O brasileiro precisa trabalhar 5,01 horas por mês para se conectar à rede de banda larga fixa de 1 Mbps. O país só perde para a Argentina, onde são necessárias 5,15 horas. O Japão aparece na última posição do ranking: naquele país, a população precisa trabalhar 0,015 hora para pagar pelo acesso.

HORAS DE TRABALHO PARA PAGAR INTERNET POR MÊS

POSIÇÃO PAÍS PREÇO DE 1 MBPS (EM US$) POR MÊS RENDA PER CAPITA POR HORA (EM US$) HORAS PARA PAGAR INTERNET
1º Argentina 46 8,92 5,15
2º Brasil 25,06 5,00 5,01
3º África do Sul 19,04 5,57 3
4º Chile 23,04 8,5 2,71
5º Polônia 13 10 1,3
6º Portugal 10,99 12 0,91
7º Canadá 6,5 20 0,32
8º Holanda 4,31 22 0,2
9º Finlândia 2,77 19 0,14
10º Estados Unidos 3,33 25 0,13
11º Noruega 4,04 32 0,12
12º França 1,64 18 0,09
13º Suécia 0,63 21 0,03
  Coreia do Sul 0,45 15 0,03
15º Japão 0,27 18 0,015
O levantamento foi feito pelo economista e professor da FGV Samy Dana em parceria com o graduando em Economia pela UFV-MG (Universidade Federal de Viçosa) Victor Candido.
Os cálculos foram feitos com base nos dados do relatório The State of the Internet (da consultoria Akamai) e do Internet World Stats Broadband Penetration (do Internet World Stats). Para se chegar à renda média per capita de cada país, foram usados dados do Banco Mundial.
Segundo esses dados, o preço médio do acesso no Brasil a uma velocidade de 1 Mbps é de US$ 25,06, ou cerca de R$ 50,52 por mês segundo a cotação do último dia 10 de maio. Considerou-se uma renda média por hora, per capita, de US$ 5, ou R$ 10,08.
Para efeito de comparação, no Japão, o valor médio cobrado pelo acesso à internet é de US$ 0,27, ou R$ 0,55. Como a renda média per capita recebida por hora lá é mais alta (US$ 18, ou R$ 36,32), a quantidade de horas de trabalho necessárias para se fazer o acesso é bem menor.
Na pesquisa, foram selecionados países que lideram o acesso à internet no mundo, entre nações desenvolvidas e emergentes.

Muitos tributos e pouca concorrência

Para o economista Samy Dana, o alto preço cobrado no Brasil tem relação com a alta carga tributária: enquanto o país paga 40% de impostos sobre os serviços de banda larga, no Japão os tributos representam 5% do preço.
"De um lado, existe um governo que tributa muito. Por outro lado, o setor tem poucas empresas, o que faz com que a concorrência seja pequena para a dimensão que o país tem. Um setor de pouca competição e com regulação ineficiente deixa o consumidor refém do preço. O resultado é um serviço ruim e caro, que acaba sendo um entrave para o desenvolvimento do país", diz o economista.

Preço caiu 68% desde 2008

O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, questiona a comparação com países como o Japão.
"O brasileiro também gasta mais tempo para comprar um automóvel ou um iPad do que um japonês. Mas pesquisas mostram que o preço da banda larga fixa caiu 68% desde 2008 no Brasil", afirma. "Se o serviço fosse tão caro, não haveria tanta gente usando."
Levy afirma que a cobrança de acesso a uma velocidade de 1 Mbps por US$ 25,06, ou pouco mais de R$ 50, não é realidade no país, sobretudo por causa das promoções feitas pelas empresas.
A associação cita dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), organismo da ONU, que mostram que o brasileiro gasta, em média, US$ 17,22 ao mês com banda larga, ou R$ 34,86. No Japão, segundo a UIT, o gasto médio mensal é de US$ 24,41, ou R$ 49,41. A pesquisa da UIT não fala em velocidade (considera apenas o valor mensal para fazer um download de 1 Gigabyte).
Os realizadores do estudo dizem que o valor usado é uma média geral, considerando cidades de todos os portes.

via UOL Economia

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Google encerra serviço de busca por SMS.


O Google encerrou nos Estados Unidos um serviço de buscas em que os usuários podiam fazer pesquisas na internet usando mensagens SMS. Isso permitia que usuários com aparelhos sem conexão com a internet (Wi-Fi ou 3G) realizassem pesquisas na web ao enviar um SMS com o termo a ser pesquisado e receber outra mensagem com o resultado.

A empresa não divulgou nenhum comunicado sobre o encerramento do serviço, seguindo o site "TechCrunch".

No Brasil, o Google permite que os usuários recebam mensagens SMS de alerta para compromissos agendados no Google Calendar e para atualizar o status da rede social Orkut.
Entretanto, após manifestação dos usuários em fóruns da internet, um suposto funcionário do Google chamado Jess publicou uma mensagem, dizendo que "encerrar produtos é uma decisão difícil, mas que muita pesquisa foi feita para encerrar" o serviço de SMS.

Um dos motivos para o cancelamento das buscas, segundo o "Techcrunch", é a queda nas vendas de celulares no mundo, que venderam 472 milhões de unidades em 2012 comparado com 478 milhões em 2011, de acordo com estudo do Gartner. Em comparação, no primeiro trimestre de 2013, os smartphones tiveram venda de 208 milhões de unidades.

O Google não informou o motivo do encerramento do serviço.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Facebook: a base de usuários está ficando cada vez mais velha

De acordo com o o blog Futuro do Presente, há algumas semanas, vários estudos começaram a aparecer  mostrando a redução do interesse dos adolescentes pelo Facebook em favor de outras redes ou aplicativos móveis e um “envelhecimento” da base dos usuários da rede social.

A média de idade dos usuários do FB, que em 2010 era de 38 anos, subiu para 41 anos em 2012. Um dos aspectos desse movimento é que o interesse dos adolescentes pela rede social dimimui na medida em que aumenta o interesse pela rede por parte dos seus pais. Nos Estados Unidos, 72% das mães  entrou no Facebook para não perder seus filhos de vista e, por conta disso, vários teens começam a reclamar de perda de privacidade.

Nos últimos seis meses, a base de usuários ativos teenagers do Facebook no Canadá e Estados Unidos caiu, respectivamente, 5,31% e 7,39%.

A empresa de Mark Zuckerberg admitiu o movimento como preocupante num dos seus relatórios para a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA. “Acreditamos que alguns dos nossos usuários, particularmente os mais jovens, conhecem e estão ativamente engajados com outros produtos e serviços similares ao Facebook ou em subtituição a ele. No caso desse engajamento aumentar podemos experimentar um declínio do envolvimento dos nossos usuários e nosso negócios poderia ser afetado”, diz um trecho do Form 10-K Annual Report entregue pelo Facebook à SEC e preenchido em 1 de fevereiro de 2013.

A Right Mix Marketign, especializada em content marketing, SEO e blogs corporativos, montou um infográfico com as principais informações de vários estudos. Confira abaixo:
Are Teenagers Abandoning Facebook? #Infographic
Social Media Intelligence via Right Mix Marketing

Fonte: Futuro do Presente