quinta-feira, 8 de agosto de 2013

#Chromecast coloca os vídeos da internet em sua TV, sem gastar muito

De acordo com a PCWorld, a Google não tem lá o melhor histórico na sala de estar: a Google TV foi uma boa idéia para adicionar a Internet à familiar experiência de assistir TV, mas não “pegou”. Os consumidores não se entusiasmaram, poucos fabricantes suportam a plataforma com seus aparelhos e muitos provedores de conteúdo bloquearam o acesso a seus filmes, séries e músicas usando os aparelhos. E o Nexus Q, que foi anunciado durante a conferência Google I/O em 2012, nunca chegou ao mercado.

Em sua terceira tentativa de levar vídeo online para a TV, a Google pensou pequeno. O Chromecast (US$ 35 nos EUA, ainda não disponível no Brasil) é um aparelhinho do tamanho de um pendrive que é plugado a uma porta HDMI de uma TV e permite reproduzir filmes, séries, músicas e fotos disponíveis na internet em sua TV. Ele é controlado usando qualquer smartphone ou tablet com Android ou iOS, um Mac ou PC com o navegador Google Chrome ou um Chromebook.

É conveniente
O Chromecast não tem um controle remoto, nem uma interface própria. A configuração é fácil e basta seguir alguns passos: o primeiro é plugar o aparelho a uma porta HDMI em sua TV. Se ela for uma porta HDMI 1.4+ MHL, provavelmente será capaz de alimentar sozinha o aparelho. Mas esse é um padrão recente, e a maioria dos usuários irá precisar conectar o cabo micro USB incluso na embalagem ao Chromecast e a uma porta USB livre na TV ou, se não houver uma porta USB disponível, a um carregador (também incluso na embalagem) plugado à parede.
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Chromecast plugado à TV. Note o cabo USB usado para alimentação
Depois é necessário visitar um site em seu smartphone Android ou no navegador Google Chrome em seu Mac ou PC. Lá você irá baixar um pequeno app para completar a configuração, dando um nome ao seu Chromecast e conectando-o à sua rede Wi-Fi.
Para controlar o Chromecast você irá usar apps que já conhece e provavelmente já estão instalados em seu smartphone, tablet ou computador: Chrome, Netflix, YouTube e os apps de conteúdo da Google, Google Play Filmes e Google Play Music. Para transmitir uma aba do Chrome para sua TV (algo que a Google chama de “casting”) é necessária uma extensão para o navegador chamada Google Cast, que adicionará um botão à barra de ferramentas.
A idéia é que você controla o Chromecast com os mesmos apps que já usa. E de fato, nunca tive de fazer login ou digitar senhas no Netflix e YouTube, algo que é um incômodo em uma Apple TV. Os apps já sabiam quem sou, e em um instante eu estava pronto para transmitir ou, como diz o papel de parede do Chromecast: “ready to cast”.
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Barra azul no topo do app do Netflix mostra o que está sendo transmitido
E porque a Google chama o ato de transmitir conteúdo de um smartphone, tablet ou PC para o Chromecast de “casting”, em vez de “streaming”? É que ao contrário do AirPlay em dispositivos iOS e na Apple TV, que transmitem conteúdo diretamente de seu gadget para a TV, quando você diz ao Chromecast para tocar algo ele vai diretamente à internet para buscar o conteúdo. Seu aparelho não transmite nada além de uma ordem como “toque o vídeo que está neste site”.

Com isso você fica livre para abrir um outro app em seu smartphone ou tablet, ou continuar usando o navegador em seu notebook, enquanto um vídeo toca. Pode até mesmo sair de casa e ele vai continuar tocando. De fato o app do Netflix permite que você comece a tocar um vídeo em um aparelho e depois assuma o controle em qualquer outro conectado à mesma rede Wi-Fi.

É divertido
Quando você usa o app do YouTube pode continuar procurando por mais vídeos enquanto o primeiro toca: quando você seleciona um outro vídeo a opção “Add to TV Queue” (Adicionar à fila da TV) aparece, e basta um toque para criar uma playlist. Qualquer pessoa usando o app do YouTube no Android e iOS em um aparelho conectado à mesma rede Wi-Fi do Chromecast pode adicionar vídeos à lista, o que numa festa acaba gerando uma sequência infindável de videoclipes, comerciais antigos, memes e mais vídeos de gatos do que você pode imaginar. Esperamos que mais apps, como o Rdio ou Spotify, adicionem suporte a estas “playlists em grupo”.
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Basta um toque para adicionar um vídeo à fila no YouTube
É legal
O fato de que o Chromecast pode ligar sua TV e mudar o canal sozinho, sem que você sequer tenha de chegar perto do controle remoto, lhe dá um fator “uau!” que nunca vi em uma set-top box tradicional. Para isso o aparelho usa um recurso da especificação HDMI chamado CEC (Consumer Electronics Control - Controle de Eletrônicos de Consumo) que permite que um aparelho envie sinais a outro.
Mas nem todas as TVs suportam este recurso, e cada fabricante de TV tem um nome próprio para o CEC: a Toshiba chama de Regza Link, a Sharp de Aquos Link, a Sony de Bravia Link, a LG de Simplink, a Samsung de Anynet+ e por aí vai. Talvez seja necessário fuçar os menus de configuração de sua TV para ativar o CEC. O recurso funcionou com minha TV LCD da Toshiba, um modelo produzido em 2007 que não é “smart”, não é particularmente fina e sequer tem portas USB, mas agora pode despertar sozinha com um toque na tela de meu smartphone.

É poderoso
A habilidade de enviar o conteúdo de uma aba do Chrome para a TV (que, tecnicamente, ainda está em beta) funciona bem, desde que sua rede Wi-Fi esteja à altura da tarefa. Experimentamos alguns “crashes”, que diminuíram dramaticamente depois que tiramos o Chromecast da saturada rede Wi-Fi de nosso escritório e o colocamos em uma rede doméstica com menos aparelhos e menos fontes de interferência. Seus resultados podem variar, e em caso de problemas não se esqueça de tentar mudar a posição do Chromecast, já que mesmo que sua rede seja rápida o suficiente paredes e a própria TV podem bloquear o sinal de Wi-Fi. A Google inclui com o Chromecast um cabo extensor de HDMI que você pode usar se necessário, e no meu caso o Chromecast conseguiu melhor sinal de Wi-Fi quando conectado à uma porta HDMI na lateral da TV, em vez de uma das portas traseiras.
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Chromecast vem acompanhado por fonte de alimentação, cabo USB e extensor HDMI
Todos os sites que experimentei no Chrome pra Mac funcionaram no Chromecast, incluindo sites de emissoras de TV, de notícias, Flickr, Rdio e serviços de streaming como o Hulu Plus (não disponível no Brasil). A única coisa que não funcionou foi o streaming ao vivo de um concerto do Phish, devido a restrições de reprodução e proteção anticópia.
Dá até pra tocar vídeos armazenados em seu computador se você abrí-los dentro do Chrome, desde que não estejam em formatos que exigem plugins proprietários como o Flash ou Silverlight. A Apple TV também permite a reprodução de conteúdo local, mas ele precisa estar em um formato suportado pelo iTunes.
Quando você clica no botão “Cast” no canto superior direito da janela do navegador para enviar uma aba para o Chromecast, ele não espelha todo o seu desktop como faz uma Apple TV. Em vez disso um navegador embutido no Chromecast abre a mesma URL mas mostra apenas o conteúdo, sem as barras de menu e a interface do navegador. Você precisa deixar a aba aberta em seu Mac ou PC para que o conteúdo continue sendo mostrado no Chromecast, mas pode abrir uma nova aba no navegador e continuar fazendo outras coisas sem interromper a “transmissão”.
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Basta clicar em um ícone no Google Chrome para enviar o conteúdo de uma aba do navegador para a TV
A sincronia entre o computador e o Chromecast não é exata: há um atraso de alguns segundos já que a aba tem de ser carregada de forma independente, e ações como rolar a página ou clicar em um item demoram um pouco para serem registradas pelo Chromecast.
Não é perfeito
O Chromecast não tem um controle remoto, e isso pode ser um problema. Se ele já está tocando um vídeo, pode exemplo, você tem de se lembrar em qual app o abriu e retornar até ele para assumir novamente o controle do aparelho. Mas como a lista de apps compatíveis atualmente é limitada ao Chrome, Netflix, YouTube, Play Filmes e Play Music isso não é um grande problema, e quando você está usando o Netflix ou um dos apps no Google Play em um aparelho Android os controles de reprodução aparecem também na tela de bloqueio do aparelho.
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Alguns apps, mas não todos, mostram controles de reprodução na tela de bloqueio
O Chromecast não tem recursos de segurança: não é possível definir uma senha para o acesso, então você terá de usar os recursos de segurança de sua estrutura de rede para protegê-lo. E qualquer aparelho conectado à mesma rede do Chromecast pode vê-lo e controlá-lo, e até mesmo interromper a reprodução de um vídeo. Isso significa que um irmão pestinha pode interromper a maratona de Glee da irmã mesmo estando em outro cômodo.

Veredito
No momento o Chromecast não faz nada que alternativas como a Apple TV não fazem, mas sua implementação do YouTube é melhor, e seu suporte a conteúdo comprado (ou alugado) no Google Play o torna uma compra imediata se você já investiu nesse ecossistema. E seu suporte a múltiplas plataformas o torna ideal para casas que tem um conjunto variado de aparelhos. E o preço, apenas US$ 35 nos EUA, o torna quase que uma compra de impulso.
Se você ainda não tem um aparelho para assistir vídeo via streaming na TV, ou se tem um mas ele não oferece tudo o que você quer assistir, o Chromecast pode ajudar a preencher a lacuna. Ele torna a tarefa de assistir vídeo online tão simples quanto o apertar de um botão, e mesmo que este botão não esteja presente em muitos apps, a possibilidade de transmitir uma aba do Chrome, e seu conteúdo, para a TV é suficiente para mantê-lo grudado no sofá, aproveitando todo os vídeos que a Internet tem a oferecer.

Autor/Fonte: PCWorld

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cadê o #Latitude?

O Google Latitude não faz mais parte do aplicativo do Google Maps e será desativado completamente em 09 de agosto de 2013.

No entanto, mesmo com as recentes denúncias de invasão de privacidade, o Google sabe que muitos usuários adoram o compartilhamento da localização com a família e amigos. É por isso que adicionou alguns dos recursos de compartilhamento de localização favoritos ao Google+.

Compartilhar sua localização com seus círculos e amigos

No aplicativo do Google+, acesse Configurações > Compartilhamento de local para escolher com quais círculos e amigos você gostaria de compartilhar sua localização. Lembre-se de ativar o Relatório de Localização em seu dispositivo.

Ver seus amigos em um mapa

Você pode ver seus amigos em um mapa acessando a guia "Locais" no aplicativo do Google+.


Você também pode ver um resumo das localizações de seus amigos tocando em "Listar todas as pessoas". Peça a seus amigos que compartilhem suas localizações com você ativando o compartilhamento de local.
Saiba mais sobre o compartilhamento de local usando o Google+.

Fonte: Google

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como se livrar do #Ask, #Babylon, #Delta Search 2

Uma das postagens com mais acessos no blog é a que ensina como se livrar da barra do Ask, Babylon etc.

Na postagem, publicada em fevereiro de 2013, eu dizia que o Ask e Babylon, "virava e mexia", eram instalados com algum programa, seja como barra de pesquisa, seja de outra forma. 

Por mais que o usuário adotasse o procedimento padrão do Windows ou utilizasse desinstaladores de terceiros para removê-los, um deles sempre permanecia configurado no navegador como buscador padrão. 

No entanto, recentemente, encontrei uma ferramenta muito útil. Chamas-se AdwCleaner.  

O programa busca e elimina adware, barras de ferramentas, programas potencialmente indesejados etc.  Vale testar. 

Para baixá-lo: http://goo.gl/WtISl 

#MídiaNinja: “É preciso oxigenar a velha mídia”

O programa Roda Viva recebeu o jornalista Bruno Torturra e o produtor cultural Pablo Capilé, fundadores do grupo Mídia Ninja, que transmitiu as recentes manifestações no Brasil por meio de dispositivos móveis, como smartphones.
  


Os dois falaram sobre a crise da imprensa tradicional e como agem para informar sobre as manifestações sociais pelo país.

  Assista na íntegra:




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

#WhatsApp ajudou polícia a esclarecer morte de universitária em GO

Mensagens trocadas por meio do aplicativo para smartphones WhatsApp foram uma das principais fontes de informação para a Polícia Civil de Goiás esclarecer, em menos de 12 horas, o assassinato da universitária Bianca Mantelli Pazinatto, 18.
O corpo de Bianca foi encontrado na noite de segunda-feira (29) enrolado em sacos plásticos, embaixo de uma cama, na casa de uma adolescente de 17 anos em Jataí (321km de Goiânia), onde a vítima morava.

Na manhã do mesmo dia, Bianca havia trocado mensagens pelo WhatsApp com uma amiga, de 17 anos. Elas haviam marcado um encontro. Ao sair de casa, Bianca deixou o celular.
À tarde, quando os parentes procuraram a polícia para dizer que Bianca estava desaparecida, os investigadores localizaram o telefone e leram suas conversas no WhatsApp.

Quase que nesse mesmo momento da investigação, a notícia de que Bianca estava sumida já havia sido espalhada em Jataí, que tem cerca de 100 mil habitantes.Uma carta de amor escrita pela jovem de 17 anos para Bianca também foi localizada no quarto da universitária -- que estudava biomedicina na UFG (Universidade Federal de Goiás).

Uma ligação anônima para a polícia dizia que uma outra jovem, de 16 anos, amiga da de 17 --com quem Bianca falou pelo WhatsApp--, havia sido vista com a calça suja de sangue.
Enquanto a polícia tentava localizar a jovem de 17 anos, a de 16 foi apreendida e levada para a delegacia. Lá, os investigadores disseram que iam aplicar o reagente químico luminol para constatar se aquela mancha era de sangue humano ou não.

Antes do teste, a garota de 16 anos começou a chorar e confessou que ela e amiga haviam matado Bianca. Ao chegar na casa da adolescente de 17 anos, a polícia encontrou o corpo de Bianca embaixo da cama da jovem.
O quarto havia sido totalmente lavado, mas a polícia ainda encontrou indícios: uma faca suja de sangue, fitas adesivas, sacos plásticos e um bilhete com uma espécie de roteiro do crime.

MOTIVAÇÃO
À Polícia Civil de Goiás, a jovem de 17 anos disse que matou Bianca porque elas mantiveram um namoro durante quatro meses e romperam. Como a universitária não quis reatar, ela a matou.
Os parentes de Bianca contestaram esse relacionamento e disseram informalmente à polícia que a vítima evitava ao máximo o contato com a jovem de 17 anos.
Na quarta-feira (31), um rapaz amigo de Bianca e da jovem de 17 anos disse à polícia que a suspeita pelo crime começou a espalhar nos rodas de jovens de Jataí que estava namorando com Bianca.
"É claro que existe a chance de que essa jovem de 17 anos tenha cometido o crime porque nunca teve nada com a Bianca e isso gerou sua ira", disse o delegado André Fernandes de Almeida.

Fonte:  @folha_com

quarta-feira, 24 de julho de 2013

“Ninguém controla a Internet”


O Observatório de Imprensa procurou Demi Getschko, membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que ocupa vaga no conselho do CGI destinada a membros com “notório saber” na área da Internet, para repercutir as denúncias de espionagem dos EUA e a tese defendida pelo Brasil de que é preciso estabelecer mecanismos multilaterais de governança na Internet. Getschko, que está em Durban, na África do Sul, para uma reunião da ICANN, respondeu por e-mail a algumas perguntas. Para ele, a transição correta no campo da governança deve passar de um governo com posição privilegiada, os EUA, para nenhum. “A governança da Internet deve se manter multiparticipativa”, afirma.
O ministro Paulo Bernardo tem dado a entender em suas manifestações públicas que a Internet é controlada pela ICANN. A afirmação é verdadeira? Qual o papel da ICANN na Internet?
Demi Getschko – Não. Ninguém controla a Internet. Ela é uma rede colaborativa onde os participantes (sistemas autônomos) concordam em seguir protocolos e padrões abertos, que são discutidos no IETF (Internet Engeneering Task Force), um fórum aberto que se reúne três vezes por ano, desde os anos 90. ICANN apenas cuida da raiz de nomes da rede (onde estão os domínios de nível mais alto – uma espécie de raiz das diversas “listas telefônicas”) e da distribuição da numeração IP, tanto na versão 4 como 6.
Outro descontentamento do ministro é em relação ao desbalanceamento do tráfego de dados da Internet em favor dos EUA. Em sua opinião, quais ações o Brasil poderia adotar para equacionar essa questão?
D.G. – O desbalanceamento existirá sempre. Sempre haverá mais tráfego entrando do que saindo do País porque tem mais coisa fora do Brasil do que dentro, logicamente. Somos um pedaço do todo (o mundo). O que se quer e se pode fazer é racionalizar esse balanço, evitando que seja pior por falta de boas práticas. Ou seja, que o tráfego que nasce no País e a ele se destina fique aqui dentro. Às vezes, por interesses vários, esse tráfego puramente nacional “passeia” por aí, o que não é nem correto nem razoável.
O ministro Paulo Bernardo também manifestou a intenção de que o Brasil tenha um servidor raiz da Internet e não apenas um servidor espelho. Quais as vantagens que o Brasil teria se abrigasse um servidor raiz da Internet?
D.G. – O Brasil perde apenas para os EUA em número de espelhos de servidor-raiz. Temos 18 aqui. E eles são indistinguíveis de um dos 13 originais. Tanto há vantagens em ter servidores-raiz que trabalhamos nisso há mais de dez anos e, por isso, somos o segundo no mundo com mais deles.
O senhor apoia a tese defendida pelo governo brasileiro de que a Internet precisa de um organismo multilateral que defina as regras de governança?
D.G. – Multilateral é multigovernos. Pessoalmente acho que a transição correta é ir de UM governo com posição privilegiada (os EUA) para ZERO governos. Os governos têm, sim, importante opinião e contribuição a dar, mas a governança da Internet deve ser mantida como sempre foi: algo multiparticipativo, onde a comunidade técnica, a acadêmica, o terceiro setor, o setor privado e os governos compartem a responsabilidade. Exatamente o que o Brasil pensava quando criou o Comitê Gestor da Internet.
Na sua opinião, como o Brasil poderia se proteger de ações de espionagem pela Internet?
D.G. – Evitando exposição excessiva de dados críticos, tratando da infraestrutura de telecomunicações, usando criptografia quando possível e cuidando de não implementar em pontos críticos da rede equipamentos que sejam menos confiáveis (que possam ter, eventualmente, “backdoors”).
O governo está tentando incluir no Marco Civil da Internet um dispositivo que obriga as empresas que atuam na Internet a guardar os dados de conexão em território nacional. Qual a opinião do senhor sobre isso? Isso ajudaria a nos proteger de espionagem de outros países?
D.G. – Não sei bem o que isso significa. Se é para guardar os registros de acesso, isso já é feito, porque certamente os provedores de acesso trabalham no País. Registros de “transações” são guardados ou não, a critério do servidor. Se eu, eventualmente, compro um livro de um sítio na Alemanha, não teria muito sentido que esse sítio tivesse que guardar essa informação no Brasil. Finalmente, registros de navegação nem deveriam ser guardados, como bem fala o Marco Civil ao proteger a privacidade. Ou seja, para opinar quanto a isso é necessário entender qual o objetivo e o que se está querendo de fato fazer, e examinar a viabilidade disso em termos de uma rede internacional como a Internet.
O senhor está em Durban na África do Sul em reunião da ICANN. Como as revelações de Edward Snowden têm repercutido dentro do órgão?
D.G. – A reunião começa pra valer no sábado/domingo. Por enquanto estamos em atividade paralelas e de preparação. Em nenhuma delas ainda foi comentado nada neste tema. Mas deve aparecer...

sábado, 13 de julho de 2013

#Microsoft facilitou #espionagem do governo dos EUA, diz jornal


A Microsoft ajudou o governo dos Estados Unidos a interceptar os dados de usuários de seus serviços na internet, segundo informou reportagem publicada nesta quinta-feira (11) pelo jornal britânico “The Guardian”.
O esforço da companhia compreendeu, inclusive, um auxílio para quebrar a criptografia (embaralhamento de código) de seus serviços na internet, de acordo com documentos vazados pelo ex-agente da CIA, Edward Snowden, que trabalha para a Agência de Segurança Naciona (NSA, na sigla em inglês), responsável por programas de espionagem.

Em junho, o "Guardian" e o "The Washington Post" revelaram que a NSA mantém um programa de espionagem on-line chamado Prism, que monitora a troca de dados feitas pelos serviços na web de Apple , AOL, Facebook, Google, Microsoft, Yahoo!, Skype, YouTube e Paltalk.

A ajuda da Microsoft ocorreu porque a Agencia de Segurança Nacional não havia conseguido interceptar os chats na web no novo portal Outlook.com, que substituiu o site Hotmail.
Os e-mails trocados pelos usuários não eram problema, porque a NSA tinha acesso a uma versão deles antes de serem criptografados. As preocupações da agência em conseguir acessar os dados no novo portal começaram ainda quando a Microsoft testava o novo portal, em julho de 2012. O novo portal foi lançado em fevereiro de 2013.

Por conta da dificuldade, a companhia passou a trabalhar com a polícia federal dos EUA (FBI) para quebrar a criptografia dos chats.
A Microsoft afirmou, por meio de comunicado, que “quando atualiza ou melhora seus produtos não se isenta de precisar cumprir com existentes ou futuras demandas legais”.

A companhia alegou que cedeu dados de consumidores “apenas em resposta às demandas governamentais e sempre os cumpriu apenas com ordens ou pedidos sobre contas e identidades específicas”.
A colaboração não se limitou ao Outlook. A Microsoft trabalhou com o FBI também para permitir à NSA acesso facilitado ao seu serviço de armazenamento SkyDrive, que possui 250 milhões de usuários.
Decisões secretas permitiram à NSA coletar dados de internautas sem mandados judiciais individuais, desde que seus alvos não fossem cidadãos norte-americanos e não estivessem dentro do território dos EUA.
No entanto, os documentos revelados pelo "Guardian", mostram que informações captadas pelo Prism eram compartilhados com o FBI e a CIA, serviço secreto dos EUA.

As empresas de tecnologia pressionam o governo dos EUA para que revelem em que nível ocorreram suas colaborações a programas de espionagem. O objetivo é mostrar aos usuários de seus serviços que houve preocupação em cumprir as políticas de privacidade. A Microsoft e outras empresas envolvidas negaram dar acesso aos seus servidores.

Veja a nota da Microsoft na íntegra:

“Nós temos claros princípios que guiam a resposta de toda a companhia em relação às demandas governamentais por informação de consumidores tanto via pedidos judiciais quanto por motivos de segurança nacional.
Primeiro, nós levamos  muito a sério nossos compromissos com nossos clientes e a aderência com a aplicação de leis, por isso cedemos dados de consumidores apenas em resposta a processos legais. Segundo, nosso time examina todas as demandas de perto, e nós as rejeitamos se acreditamos que não sejam válidas. Terceiro, apenas atendemos pedidos sobre contas e identidades específicas, e não responderíamos ao tipo de requisição discutida na imprensa ao longo das últimas semanas. Para ser bem claro, a Microsoft não cede a nenhum governo cobertura ou acesso direto ao SkyDrive, Outlook.com, Skype ou qualquer de nossos produtos.
Finalmente, quando atualizamos ou melhoramos produtos, obrigações legais, em certas circunstancias, requerem que nós mantenhamos a possibilidade de prover informação em resposta a pedidos legais ou mediante requisição em nome da segurança nacional. Existem aspectos nesse debate que gostaríamos de discutir mais abertamente. É por isso que solicitamos transparência adicional que pudesse ajudar todos a entender e debater esse importante assunto."

Fonte: G1 Tecnologia

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Google Doodle celebra o Início do Inverno

O Solstício de Inverno está sendo celebrado pelo Google nesta sexta-feira, dia 21 de junho. Com o início do inverno  no dia de hoje, a gigante das buscas tratou de colocar em sua página inicial um doodle animado  celebrando a estação mais charmosa do ano. 

No novo doodle é possível ver uma pessoa costurando uma luva multi-colorida.
Para aqueles que não sabem, o solstício de inverno é o fenômeno astronômico que marca o início do inverno. Este solstício, que acontece quando o Sol atinge a sua maior distância angular em relação a Linha do Equador, acontece duas vezes ao ano, uma no hemisfério sul (por volta do dia 21 de junho) e outra no hemisfério norte (por volta do dia 22 de dezembro).

O momento do solstício de inverno é celebrado em muitas culturas. Na China, a data é comemorada como uma passagem de ano. Já na Roma Antiga, a data marcava a Saturnália (festival em comemoração ao deus Saturno) e também o nascimento do deus persa Mitra  (também conhecido como deus solar). Por fim, na Europa a data marca a celebração do Sabbat Neopagão Yule, que revive antigas tradições religiosas dos europeus pré-cristãos.

Confira no vídeo abaixo mais informações sobre as estações do ano e o inverno:
Aproveitando a nova estação do ano, confira também alguns cuidados que devemos ter com a pele no inverno:








Via Agência Notícias

quarta-feira, 19 de junho de 2013

CERT.br lança fascículo sobre segurança em Internet Banking



Dicas são voltadas para transações bancárias online

Realizar transações bancárias via Internet exige alguns cuidados,  para que se minimizem riscos como perdas financeiras, invasão de privacidade e violação de sigilo bancário. Para acessar suas contas bancárias com segurança o  usuário necessita, muitas vezes, recorrer ao uso de mecanismos de proteção, como teclado virtual, tokens e cartões de senhas, entre outros.

Atento a essas necessidades e aos seus riscos, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), apresenta o fascículo de sua Cartilha de Segurança dedicado aos cuidados com o Internet Banking.

Esse é o sexto fascículo do conjunto, ilustrado e disponível no formato PDF, publicado pelo CERT.br, sendo o terceiro neste ano. Para facilitar a compreensão e estimular a sua disseminação, o material é acompanhado por slides, licenciados sob Creative Commons (CC BY-NC-SA 3.0), e pode ser usado livremente. 

O material orienta o usuário sobre os riscos de divulgar informações bancárias por e-mail ou telefone e reforça os cuidados com mensagens atribuídas a bancos e que podem conter códigos maliciosos ou induzir o usuário a acessar páginas falsas (phishing).

Além disso, o material procura oferecer dicas aos usuários de Internet Banking como: não acessar suas contas através de computadores e dispositivos móveis de terceiros, criar senhas bem elaboradas (de acordo com o Fascículo Senhas) e conferir periodicamente extratos bancários para verificar transações indevidas. O CERT.br destaca a necessidade de utilizar endereços confiáveis e conexões seguras (que tenham DNSSEC habilitado e com o endereço começando com https://), além de usar computadores e dispositivos móveis seguros com mecanismos de proteção instalados e atualizados.

Para saber mais sobre o fascículo Internet Banking, acesse http://cartilha.cert.br/fasciculoshttp://cartilha.cert.br/fasciculos//, e para ter acesso à Cartilha na íntegra, também disponível no formato ePub, visite http://cartilha.cert.br/.

via  CERT.Br